Instituto Maurício de Nassau

12 de Março de 2010 às 15:39
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

A charge do dia - Miguel

Publicada no Jornal do Commercio (PE)

12 de Março de 2010 às 13:41
Autor Adriano Oliveira - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Como vota o eleitor na disputa proporcional?

Existe uma lacuna na Ciência Política brasileira quanto aos estudos sobre a dinâmica das eleições proporcionais. O problema é simples, qual seja: de que modo vota o eleitor na eleição proporcional? Outra pergunta pode ser feita: as variáveis que influenciam o eleitor a escolher o seu candidato na disputa majoritária, são semelhantes as que lhe influenciam na disputa proporcional?

Estes questionamentos são importantes, pois é freqüente no ambiente político o raciocínio de que prefeitos importam para garantir a vitória de deputados estaduais e federais. É claro que importa! Pois prefeitos representam apoio político. E este pode representar votos. No entanto, de que modo os deputados – federais e estaduais – conquistam e mantém os prefeitos?

Li, recentemente, num blog político, que certo candidato tem o apoio de quatro prefeitos para a disputa de deputado estadual em Pernambuco. Diante da notícia, indaguei: de que modo este futuro candidato conquistou estes prefeitos? Quais as ferramentas utilizadas por este postulante para manter os prefeitos sob o seu controle? A Ciência Política ainda não respondeu a estes questionamentos.

É claro que suspeito das ferramentas utilizadas para a conquista e a manutenção de prefeitos. Mas não tenho neste momento condições de explicar sofisticadamente como elas surgem e de que forma são utilizadas. No entanto, diante do aparente desespero de alguns deputados da oposição pernambucana , constato que benefícios advindos da máquina pública interferem na disputa proporcional.

No entanto, mesmo diante da explicação acima, o questionamento persiste: quais os determinantes do voto na eleição proporcional? Estudos mostram que na eleição majoritária a ideologia, a identificação partidária, o bem-estar econômico e administração bem avaliada são variáveis que orientam/determinam a escolha do eleitor. Estas mesmas variáveis explicam a escolha na disputa proporcional?

Explica em parte, pois fortes candidatos ao governo contribuem para a eleição de deputados – outra hipótese. Outro ponto: eleitores votam na legenda. Além disto, candidatos a reeleição na disputa majoritária têm condições de atrair votos para os postulantes da disputa proporcional. Esta afirmação é construída com base na hipótese de que candidatos competitivos na disputa majoritária contribuem para a eleição de parlamentares.

Considero, contudo, que estas variáveis explicam parcialmente a dinâmica numa eleição proporcional. Pois, como já dito, prefeitos importam, já que representam apoios políticos. Deste modo, é necessário verificar de que modo os prefeitos conquistam votos para determinado candidato ao Legislativo. Prefeitos têm o controle da máquina publica. O poder estatal oferta bens públicos. Estes, por sua vez, podem ser distribuídos de modo seletivo. Isto é: nem todos os indivíduos recebem os benefícios públicos advindos do estado.

Esse raciocínio é factível para explicar as razões do poder dos prefeitos numa disputa eleitoral. Outro motivo: com o advento da reeleição, prefeitos bem avaliados podem ser reeleitos. Sendo assim, eles precisam do apoio dos deputados na próxima eleição. Então, o prefeito escolhe um candidato a deputado considerando que ele ao ser vitorioso o ajudará na reeleição. Explicação factível!

Última indagação: existe voto de opinião numa eleição proporcional? Não consigo definir o que seja voto de opinião. Mas, certamente, deve existir, já que existem legisladores que vencem a eleição sem o apoio de nenhum prefeito.

12 de Março de 2010 às 08:19
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Notícias do dia

JORNAL DO COMMERCIO

 

- Empetur sem verba federal

- Eduardo ganha palco do Orçamento Participativo

- Aproximação administrativa e política

- Ala de João Paulo começa a discutir prévias

- Serra: “obra importante tem começo, meio e fim”

- Governador vai homenagear Câmara do DF

- Agaciel Maia é suspenso por 90 dias

- Lula tenta resolver impasses regionais

- Ministro critica Marina e pede afastamento do PV

- Justiça autoriza devassa em fundo da cooperativa

- Guilherme desfalca oposição estadual

- DEM com quatro nomes para a Câmara Federal

 

DIARIO DE PERNAMBUCO

 

- O que mantém Jarbas no barco ?

- ACM Neto expulsa mensaleiro do DF suplente impedido de disputar eleição

- Vitória dos estados

- Batalha agora é no Senado

- Férias forçadas e sem dinheiro

- Um sonho ambicioso

- Reforço para a candidatura de Humberto

11 de Março de 2010 às 15:53
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A charge do dia - Solda

 

Publicada no jornal O Estado do Paraná

11 de Março de 2010 às 11:49
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Arruda, uma incógnita e uma perspectiva

Por Roberto Santos - Cientista social, mestrando em Ciência Política, pesquisador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade e do Núcleo de Estratégias e Política Eleitoral (UFPE) e do Instituto Maurício de Nassau. 
robertosantos@mail.com

 

Hoje faz uma semana que, por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora. Após analisar o mérito do pedido de habeas corpus em favor de Arruda, apenas o ministro Dias Toffoli votou contra a prisão de Arruda, no caso, a continuidade dela.

A prisão preventiva do governador foi decretada há quatro semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), referendando decisão do ministro Fernando Gonçalves tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Arruda é acusado de montar um esquema para corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina envolvendo o governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa e empresários.

Duas questões se sobressaem nesse episódio. A primeira reside no fato de Toffoli votar a favor de Arruda. Já discutimos antes aqui a estreita relação de Toffoli com o PT. Não consigo compreender quais razões levaram ele a tomar essa posição. A única razão que me vem na mente seria evitar a abertura de um precedente. Um pensamento maquiavélico (no sentido estrategista que cabe ao termo), é verdade, mas não inverossímil.

E daí me vem a segunda questão: o precedente foi aberto. Nunca um governador passou por tal exposição.  Tantos foram os descrentes que a prisão de Arruda fosse durar tanto tempo. Nos jornais e na blogosfera eclodiam os palpites de que Arruda seria solto antes do carnaval. Hoje o clima é outro. Não sei como essa história ira acabar ou quando ele será solto, mas percebo que outra perspectiva ganha espaço na visão das pessoas. Esse caso será uma nova forma de fazer política, mesmo que pelo medo de ser pego? Evidente que não posso responder a isso. Mas certamente esse caso dará à população razões para questionar, pressionar, e acreditar que algo pode ser feito quando futuros gestores públicos quiserem rechear suas meias e cuecas outra vez.

11 de Março de 2010 às 08:55
Autor Isabel França - Postado em Clipping | Sem comentários - Comente!

Notícias do dia

JORNAL DO COMMERCIO

 

- Costa afina parcerias com Eduardo

- Oposição cada vez mais inquieta

- DEM “confirmado” para a vice da chapa de Serra

- Lula ironiza Serra e critica FHC

- Cuba: Dilma não critica Lula “nem que a vaca tussa”

- Ficha suja: grupo quer texto original

- José Dirceu e Dilma são alvos no caso Telebrás

- Câmara aprova mudança na partilha do Pré-sal

- Longe da liberdade, Arruda completa um mês na prisão

 

DIARIO DE PERNAMBUCO

 

- Cenas dos próximos capítulos

- Sérgio Guerra minimiza nota

- Cezar Peluso assume STF e Ayres Britto fica como vice

- O fantasma de Temer

- Demonstração de força

- Quem será o melhor senador?

- Queda de braço

- Depois do Lulécio, a Dilmasia

11 de Março de 2010 às 08:53
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Algumas impressões do comportamento do PSDB

Apesar de alguns membros do PSDB negarem, Serra reluta em ser candidato à presidente em razão de não saber o que dizer ao eleitor. É uma campanha que nascerá, caso ele venha a ser candidato, sem uma mensagem objetiva para o eleitorado.

Jarbas Vasconcelos, ciente dos receios de Serra, mas com o desejo de ajudar o amigo, cobrou do governador de São Paulo posicionamento. Este não veio. Mas veio outro posicionamento de Jarbas através de nota oficial. Nesta nota, Jarbas mostra impaciência. Mas não diz se será ou não candidato a governador. A nota evidencia ainda que Jarbas tem disposição para enfrentar Eduardo Campos, porém, Serra não contribui para que a sua vontade se consolide. Ressalto que a nota torna clara a posição de Jarbas, qual seja: ele só será candidato se Serra for.

Saliento que o quadro nacional e local ainda está nebuloso em razão do comportamento do PSDB. No âmbito nacional, como já dito por mim várias vezes, não existe razão para José Serra adiar o anúncio da sua candidatura a presidente. Se ele disser que é candidato, isto não implica que ele tenha que de imediato abandonar São Paulo. Ele, apenas, prestará contas ao eleitorado paulista e facilitará as composições políticas nos estados.

Em Pernambuco, o PSDB atrapalha Jarbas e toda a oposição. – diversos parlamentares admitem isto em privado. Sérgio Guerra já disse que é difícil fazer oposição a Eduardo Campos. Deste modo, indago: o que PSDB irá fazer na chapa de Jarbas, se este será o candidato da oposição? Esta pergunta ninguém faz. Outro ponto: os parlamentares do PSDB fazem oposição ao prefeito João da Costa, mas não fazem a Eduardo Campos. Qual é a razão disto?  Saliento que Terezinha Nunes faz oposição ao governador.

Observo que o PSDB quer Jarbas por duas razões: salvar os mandatos de vários parlamentares e talvez a reeleição de Sérgio Guerra. Digo talvez, pois não tenho a certeza de que Guerra será candidato a reeleição. Observo também que parte do PSDB já entregou os pontos, isto é: não acreditam na vitória de Serra e nem na de Jarbas. E agora, é o salve-se quem puder!

10 de Março de 2010 às 18:27
Autor Isabel França - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

O sucesso do nosso Carnaval

 

Por Janguiê Diniz - Presidente do Instituto Maurício de Nassau

 

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), o qual presido, revela que o Carnaval de Pernambuco é um produto comercial e turístico que precisa ser explorado cada vez mais pelo poder público e a iniciativa privada. O estado deve atuar como gestor do Carnaval. E também deve incentivar a iniciativa privada a explorá-lo comercialmente. Ambos os atores, poder público e iniciativa privada, devem ser parceiros.

A pesquisa do IPMN revelou que o folião gostou do carnaval 2010 em vários aspectos – 93,1% afirmaram que o Carnaval deste ano foi Ótimo/Bom. Destacamos que 84,6% dos foliões aprovaram positivamente o trabalho da Polícia. Aproveito para parabenizar o governador Eduardo Campos pela gestão eficiente da segurança pública no Carnaval.

É importante destacar também que 48% dos entrevistados declararam ter brincado pelo menos uma vez o Carnaval deste ano. Friso que 8,7% declararam que não brincaram o Carnaval em razão da violência. No caso, o possível folião tinha ou tem a expectativa de que, ao brincar Carnaval, ele poderá ser vítima de algum ato violento. Neste sentido, é importante o aprimoramento frequente das ações de segurança.

O transporte público foi muito usado pelo folião – 66,4% afirmaram que usaram transporte público neste carnaval. Neste universo, 88,7% utilizaram o ônibus. Saliento que 80,5% aprovaram os serviços de transporte público. Em contrapartida, 70,5% dos foliões não usaram os serviços de táxi. Dentre aqueles que utilizaram os serviços de táxi, 76,8% aprovaram os serviços.

A pesquisa revela que o Carnaval do Recife Antigo atrai foliões – 53,6% declararam ter brincado carnaval no Recife Antigo. 94,3% desses foliões consideraram o Carnaval do Recife Antigo como Ótimo/bom. A pesquisa mostra que os pólos de folia organizados pela prefeitura do Recife atraem público. O pólo mais frequentado é o do Bairro do Recife. Portanto, a iniciativa do ex-prefeito João Paulo de descentralizar o Carnaval do Recife é louvável. Assim como as ações do prefeito João da Costa no Carnaval deste ano.

Leia este post na íntegra »

10 de Março de 2010 às 18:19
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Recife e Olinda, irmãs revolucionárias

 

Por Isaltino Nascimento*

 

Cenários de embates históricos desde o período colonial, Recife e Olinda – que na próxima sexta-feira (12) completam 475 e 473 anos, respectivamente – destacam-se por abrigar um povo acostumado com a luta pela liberdade, pela democracia, pelo desenvolvimento sem exclusão e por ser uma gente rica em cultura e tradições.

O que faz com que as duas cidades sejam referência – tanto pela contribuição no passado com a propagação de seus ideais libertárias quanto na atualidade em função participação efetiva de muitos de seus filhos na vida econômica, social, cultural e política do país.
 
As duas cidades também tem vivenciado nos últimos nove anos experiências administrativas diferenciadas. Isso pelo fato de buscarem o diálogo com a sociedade e serem empreendidas por gestões de esquerda preocupadas em democratizar o orçamento de acordo com as necessidades da população.

Desta forma, a parcela formada pelos cidadãos das áreas periféricas tem ampliado sua participação na formatação da política pública dos dois municípios. O que só tem gerado ganhos para as duas cidades pelo conseqüente aumento no investimento em infra-estrutura urbana e atenção social em áreas antes esquecidas.

Isso tem gerado um fator ainda mais positivo: a potencialização do já tradicional poder de organização, de reivindicação e de negociação dos moradores de Recife e Olinda.

Onde há grande número de organizações e movimentos populares que se fazem presentes nas várias instâncias de poder, procurando influenciar na concepção, formulação, implementação, monitoração e controle das políticas públicas.

Esse espírito revolucionário presente em cada recifense e olindense orgulha, pois reflete compromisso da população com as causas coletivas, dando lastro ao controle social.

Por isso, no aniversário de Recife e Olinda os parabéns vão para todos cidadãos e cidadãs que diariamente trabalham, lutam, reivindicam e contribuem para o crescimento e melhoria de vida nas duas cidades.

 

*Isaltino Nascimento (www.isaltinopt.com.br /twitter:isaltinopt), deputado estadual pelo PT e líder do governo na Assembléia Legislativa, escreve para o Blog todas às quartas-feiras.

10 de Março de 2010 às 10:22
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

II Seminário de Ciência Política

Na próxima segunda-feira (15), começa o II Seminário de Ciência Política. A abertura será com o cientista político Antonio Lavareda. Confira a programação completa abaixo:

Dia 15 de março

 

19h – Abertura: fundador e presidente do conselho do Grupo Ser Educacional – Janguiê Diniz
Conferência de abertura:
Tema: O marketing do marketing político – Antonio Lavareda (Diretor-presidente da MCI, cientista político, já atuou como consultor em cerca de 73 campanhas eleitorais)
Mediador: Jânyo Diniz (CEO do Grupo Ser Educacional

20h30 – Tema: Os determinantes do voto e estratégias eleitorais
Painelistas: Adriano Oliveira (Cientista político – UFPE e colaborador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)
Helcimara de Souza Telles (Cientista política – UFMG)
Mediador: Aldo Vilela (Jornalista)

 

Dia 16 de março

 

19h - Conferência:
Tema: Perspectivas para as eleições 2010: o quadro nacional
Conferencista: Gustavo Venturi (Cientista político – USP e ex-diretor do Datafolha)
Comentador: Jorge Zaverucha - PhD (Cientista político – UFPE)
Mediador: Inácio Feitosa (Superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional)

20h30 – Tema: Acertos e erros das pesquisas eleitorais
Painelista: Carlos Gadelha (Estatístico do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)
Maurício Romão (Economista – UFPE)
Mediador: Sérgio Murilo (Coordenador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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