
O deputado federal Inocêncio Oliveira tem razão. Sem Jarbas, Eduardo Campos deve vencer as eleições. Dou razão a Inocêncio considerando o “deve ganhar a eleição”. Portanto, para mim, é possÃvel fazer previsões eleitorais. Contudo, variáveis podem interceder no processo eleitoral e surpresas surgirem. Existem momentos em que acredito que Jarbas será candidato. Em outros, desconfio de que não seja. Esta semana, dois polÃticos me informaram de que ele não tem vontade de ser candidato. E que sem ele, Marco Maciel não será candidato a senador. Não consigo construir um cenário para 2010 sem considerar Marco Maciel como candidato. Estou mÃope? Continuo a discordar da oposição: só Jarbas pode ser candidato. Vejam, Jarbas é a solução a curto prazo. Mas a longo prazo não. A oposição precisa criar, em Pernambuco, uma identidade. Ela não tem. Aliás, Jarbas é oposição e os integrantes do DEM são também. E o PSDB? Este não é. Sem identidade fica difÃcil enfrentar qualquer candidato da situação. Embora tardiamente, a oposição precisa criar uma identidade para si - este é o primeiro passo. A outra ação é trabalhar com hipóteses. No caso, estimular candidatos ao governo e ao Senado. Através disto, a oposição construirá quadros para a próxima eleição. Júlio Lossio, prefeito de Petrolina, deve ser o nome do PMDB a ser preparado junto com Raul Henry. André de Paula, Priscila Krause, Augusto Coutinho e Mendonça Filho são os nomes do DEM. André Régis e Bruno Araújo são os nomes do PSDB. Cito estes atores polÃticos por suspeitar de que eles conseguem sem oferecidos ao mercado eleitoral como candidatos ao Poder Executivo. A oposição não pode ficar a depender de Jarbas. Este, inclusive, pode perder (eu digo pode) a eleição para Eduardo Campos. Portanto, neste instante, a oposição precisa estimular o surgimento de outros quadros. Por que não uma chapa para 2010 com vários desses nomes sugeridos?

Reunir professores e gestores de instituições públicas e privadas de Ensino Básico e Superior para discutir temas atuais relacionados à área e prestigiar personalidade de destaque no setor. Com esse objetivo foi realizada nesta sexta-feira (03) mais um encontro da Confraria da Educação, no Restaurante Boi Preto, na avenida Boa Viagem. Nesta 15ª edição do evento foram homenageados o Colégio Neo Planos, representado pelo diretor Walewsky Adriano Lima, e a professora Antonieta Chiappeta, diretora da Focca. Com encontros mensais, a Confraria da Educação surgiu em abril do ano passado, por iniciativa do professor Inácio Feitosa, mestre em Direito Educacional. Nas comemorações de um ano, o senador Cristovam Buarque foi empossado presidente de honra da entidade. A iniciativa vem ganhando projeção e já promete transpor as fronteiras do estado de origem. Durante encontro desta sexta-feira, foi anunciado o lançamento da Confraria da Educação na capital alagoana, no próximo dia 14 de agosto, com a presença de Cristovan Buarque. No mesmo dia será realizada a próxima edição pernambucana. “Durante o encontro concederemos comendas a personalidades ligadas ao ensino jurÃdico, em homenagem ao dia 11 de agosto, quando se comemora os 182 anos da criação dos primeiros cursos de Direito no Brasil”, anuncia Inácio Feitosa.

Segundo o senador Mercadante, Sarney não pode deixar a presidência do Senado por ele ser importante para a governabilidade. Lula tem a mesma opinião de Mercadante. Considero que Sarney, assim como outros atores polÃticos, seja útil para a governabilidade. Mas para qual governabilidade? Quando as instituições cumprem as suas funções, a governabilidade existe. Mas quando elas não cumprem a governabilidade deixa de existir. Contudo, os integrantes das instituições, os quais fazem elas funcionarem, precisam agir dentro da legalidade. Quando isto não ocorre, as instituições não estão funcionando adequadamente. Portanto, a governabilidade não existe. Não existe no Estado de Direito governabilidade ilegal. Mas apenas a legal. Deste modo, a permanência de Sarney na presidência do Senado destrói a relação, pautada em princÃpios republicanos, entre os poderes. E, por conseqüência, a governabilidade legal deixa de existir. Portanto, a saÃda de Sarney contribuirá para a restauração da governabilidade legal. É claro, que uma crise irá ocorrer. Mas esta trará a governabilidade legal. É ela que importa.

Por: Janguiê Diniz - Doutor em Direito, presidente do Instituto Mauricio de Nassau janguie@mauricionassau.com.br
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Nem sempre enxergamos o que ocorre na realidade. Por conseqüência, não conseguirmos interpretá-la. Ocorre ainda de enxergarmos erroneamente a realidade, pois permitirmos que o senso comum nos guie. Por conta disto, interpretações erradas nos orientam para decisões equivocadas. No contexto social encontramos eventos sociais. Estes são construÃdo/integrados por indivÃduos. A sociedade, formada por indivÃduos, tem opiniões, as quais, inclusive, irão construir ou integrar os eventos sociais. Opiniões e eventos sociais precisam ser compreendidos corretamente. E isto é possÃvel por meio de pesquisas de opinião. Saber o que o indivÃduo pensa. Ou o que ele deseja. Com o encontro das respostas, adquirirmos condições de agir corretamente. Diariamente, observo que indivÃduos decidem erradamente em seus negócios. Constato que analistas polÃticos são precipitados ao construÃrem prognósticos eleitorais. E atores polÃticos que desejam disputar um pleito eleitoral sugerem equivocadamente cenários eleitorais. Sempre me deparo com estes fatos, ou eventos do cotidiano, e constato a importância das pesquisas de opinião. Através das pesquisas, decido o que fazer. Descubro o que a opinião pública pensa e deseja. Construo e avalio cenários econômicos e polÃticos. Procuro compreender, relegando o senso comum, os eventos sociais. Em razão disto, constato a importância dos institutos de pesquisa, e, em especial a importância do Instituto Mauricio de Nassau (IMN) mantido pela Faculdade MaurÃcio de Nassau. O IMN objetiva desenvolver pesquisas de opinião pública, por meio de levantamentos qualitativos e quantitativos nas áreas sociais, econômicas, mercadológicas, bem como pesquisas eleitorais, e é formado por uma equipe composta por profissionais da área de estatÃstica, economia, ciência polÃtica e social, além de um corpo técnico de codificadores e pesquisadores de campo, que trabalham visando desvendar a realidade social, consagrando a missão primacial do instituto, que é  a de prestar serviços investigativos quantitativos e qualitativos  de qualidade ao povo pernambucano.  Ressalto que as diversas pesquisas realizadas pelo IMN não são restritas, elas são divulgadas. Com isto, o Grupo Universitário Mauricio de Nassau, através do IMN, contribui para a democratização e o desenvolvimento do conhecimento.

Por: Janguiê Diniz - Doutor em Direito, Presidente do Conselho do Grupo Universitário MaurÃcio de Nassau
janguie@mauricionassau.com.br
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Oito votos derrubaram a profissão de oitenta mil brasileiros. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas, o Brasil dá um passo para trás e enfrenta uma dramática situação na história da profissão no PaÃs. Para o ministro Gilmar Mendes, presidente da Corte e relator da Ação, a exigência do diploma para o exercÃcio da profissão seria inconstitucional. Na nossa ótica, tal decisão constitui um imenso retrocesso. O assunto, na verdade, é antigo e desde a origem do Decreto-Lei promulgado pelo regime militar em 1969, era considerada inconstitucional a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Foram mais de vinte anos de discussão. A manifestação de uma opinião configura-se como liberdade de imprensa e deve ser, sem dúvidas, garantida a todo brasileiro. No entanto, o cuidado com a informação, as técnicas de uma entrevista e, acima de tudo, a ética na comunicação, não são, de forma alguma, inerentes a qualquer cidadão. Não se nasce sabendo escrever e, menos ainda, com as especificações necessárias para se averiguar o conteúdo de uma informação antes de transmiti-la.
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Em meio às polêmicas em torno das acusações contra o presidente do Senado Federal, José Sarney, além das constantes pressões sofridas para que renuncie ao cargo, o Blog do Instituto quer saber a sua opinião sobre o assunto. A final, você é contra ou a favor da permanência de José Sarney na presidência do Senado? Participe da nossa enquete!!

Fonte: Agência Senado
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O lÃder do PT, Aloizio Mercadante (SP) disse há pouco em Plenário que seu partido pediu que Sarney licenciasse temporariamente. Ele declarou que o partido apresentou a proposta de afastamento temporário do presidente do Senado, José Sarney, “para distensionar a Casa”. Sarney, no entanto, não aceitou a sugestão, disse Mercadante, que reafirmou a responsabilidade do PT quanto à governabilidade e a sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. Mercadante afirmou que o PT está sendo cobrado injustamente pela crise do Senado. O parlamentar observou que o partido não esteve à frente nem da 1ª Secretaria nem da Presidência nos últimos 14 anos - excetuando-se um perÃodo de algumas semanas em que o senador Tião Viana (PT-AC) presidiu a Casa interinamente, em 2007. O senador também criticou a postura do Democratas, partido que apoiou a eleição de Sarney e esteve à frente da 1ª Secretaria nos últimos anos e decidiu pedir ao presidente do Senado que se licencie.

Até a eleição de Lula, acreditei, erradamente, que existiam bons partidos no Brasil. A pouca idade e a inocência me fizeram acreditar nesta possibilidade. Acreditei que o PT, ao chegar ao poder, embora alguns setores do partido pregassem o socialismo, daria continuidade ao Plano Real, faria a reforma do Estado, tornaria o estado mais eficiente, defenderia as liberdades individuais e radicalizaria nas polÃticas sociais. Além disto, o PT, através da liderança do presidente Lula, construiria um novo tipo de relação com o Congresso. Lembro do PT atacando o PSDB. Naquela época, embora admirasse o governo FHC e alguns nomes do PSDB, suspeitava de que o PT seria o partido que iria romper com os diversos aspectos negativos do estado brasileiro. O PT era o novo para mim. Não só o PT. Mas também o PSDB. Lula só faz um bom governo por conta das ações meritórias de FHC. Mas este, assim como Lula, não transformou o estado brasileiro e nem construiu uma nova relação com o Congresso Nacional. Lula critica os militares de Honduras na LÃbia. Isto mesmo, na LÃbia. A LÃbia tem uma democracia? Lula defende Sarney. O PT volta atrás e continua a defender Sarney. Aécio Neves afirma que Sarney superará a crise. Artur VirgÃlio critica Agaciel, mas, de acordo com a Revista Isto É, o senador já recebeu favores do ex-diretor. Enquanto duram os escândalos no Senado, Lula aumenta o Bolsa FamÃlia. Mantém o aumento dos salários dos servidores públicos. Não discuti a reforma do estado. E o PSDB? Nem candidato para enfrentar Lula tem.

Após o anúncio de mudanças na estrutura do corpo docente das universidades federais, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um programa de incentivo à formação dos professores do ensino médio. O assuntio foi tema do editorial da Folha de São Paulo desta quinta-feira (02). Segue o artigo na Ãntegra.
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Valorizar o professor
O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou um programa de incentivo a mudanças no ensino médio elaborado pelo Ministério da Educação. A pasta abandona a intenção de acabar com a divisão entre disciplinas, mas estimula escolas a “flexibilizar” seus currÃculos. O programa final se ateve a medidas mais concretas, como a proposta de ampliação da carga horária de 2.400 horas nos três anos para 3.000. Para alunos do turno da noite, a modificação implica um curso mais longo. Sem que as escolas consigam manter os estudantes em sala de aula, porém, a medida será inócua. Na tentativa de tornar o ensino médio mais atraente, o ministério incluiu no programa a possibilidade de eleger cerca de cem escolas que tiverem feito modificações curriculares e dar-lhes verba extra. O bônus do MEC, contudo, continua escapando aos problemas mais graves da educação de jovens no Brasil: a desorientação de professores e diretores para ministrar o conteúdo mais básico aos alunos. Minadas por indisciplina, desinteresse e despreparo, as instituições de ensino médio, em especial as públicas, se tornaram o retrato de problemas que se acumulam por toda a vida escolar brasileira, desde a pré-escola. A boa notÃcia é a abertura neste ano de inscrições para 54 mil vagas de professor da rede pública em universidades federais e estaduais. A ideia é dar formação a docentes sem tÃtulos e atingir 330 mil pessoas até 2011. O programa, que deve consumir R$ 1,9 bilhão até 2012 em repasses à s instituições, abarca 21 Estados. Na situação lastimável em que a educação se encontra, a formação dos professores e a valorização de sua carreira será mais determinante para o correto andamento do ensino médio do que experimentalismos curriculares.