
Apresentado como uma opção alternativa para as eleições estaduais, o candidato ao governo de Pernambuco pelo Partido Verde (PV), Sérgio Xavier, defende ações de inclusão social, combate a violência e desenvolvimento econômico, todas integradas com a preservação do meio ambiente. Em entrevista concedida ao Blog do Instituto durante o 27° encontro da Confraria da Educação, realizado ontem (02) o restaurante Boi Preto, o candidato fala dessas e outras propostas.
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Como é que está a campanha nessa reta final, faltando um mês para as eleições?
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A campanha está nas ruas, nos debates, nas TVs, nas rádios, enfim, e estamos muito otimistas, por que sabemos quando as pessoas escutam as propostas e percebendo que o partido tem soluções para muitos problemas que estão aí.
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Como o PV enxerga o programa Bolsa Família?
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O PV defende uma terceira geração do programa social. A primeira geração foi a da cesta básica, feito para que as pessoas não morressem de fome. Depois veio o Bolsa Família, que considero um avanço. Apesar de ser uma proposta interessante, pois existe uma contrapartida que as crianças estejam na escola, nós queremos ir além. A terceira geração, que nós propomos, quer inclusão produtiva, ou seja, você ter todos os benefícios do Bolsa Família, mais capacitação, treinamento, criação de oportunidades de emprego onde elas moram. Nossa proposta é crias as empresas inclusivas, que são as empresas no local onde as pessoas moram, criando novas oportunidades de emprego, identificando as vocações, vendo qual o talento daquelas pessoas, crescendo profissionalmente e aumentando na autoestima delas.
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Então podemos dizer que essa terceira geração significa, caso eleito, uma expansão do Bolsa Família?
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O Bolsa Família é fundamental porque dá alguma estabilidade a muitas pessoas que estão desempregadas, que são analfabetas. Eu conheço bem a pobreza, vi de perto a miséria no semi-árido nordestino e sei que, em alguns casos, tem que ter uma assistência urgente, mas não pode ficar numa emergência pelo resto da vida. Tendo uma base para que elas possam sobreviver, é importante também que recebam oportunidades de entrar no mercado de trabalho.
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Como o PV propõe ações para a área da Segurança Pública no Estado?
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Achamos que o Pacto pela Vida, conceitualmente é interessante, tem uma visão integrada e acho que esse é o caminho, mas a forma de implementar está muito precária. Ainda existe muito problema, e aí propomos um “Pacto pela Vida 2.0”. Acreditamos que além de ter a capacitação dos policiais, atualização, aumento de salário, planos de cargos e carreira, enfim, toda essa parte de valorização do servidor público e da estrutura de trabalho, é importante também que o programa melhore o futuro das pessoas. Para que isso aconteça, temos que investir no que considero os três principais pilares que são: a família, a escola e o emprego. Se não houver investimento nesses três polos, ficaremos a enxugar gelo, porque a violência vai ser sempre realimentada por essa exclusão social. Nós vemos que mesmo com o Pacto pela Vida, Pernambuco já possui mais de 2 mil pessoas. Nesse ritmo, até o final do ano, teremos cerca de 4 mil assassinatos, o que considero um dado assustador. Para que esses dados cheguem perto de zero, temos que criar condições sociais para que as pessoas não entrem na rota do crime.
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O Senhor afirmou em sua apresentação, que Ipojuca tem apenas 3% de área verde preservada, e que existe um planejamento para a expansão da em cima desse percentual, o que devastaria por completo essa área. A sociedade e os empresários parecem não estar convencidos que é possível aliar preservação do meio ambiente e desenvolvimento econômico. Como o PV defende a idéia nesse aspecto?
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Hoje, a preservação ambiental já é uma grande oportunidade de geração de renda. Eu vou falar aqui na economia de baixo carbono. Existe hoje no mundo, cerca U$ 80 bilhões disponíveis para projetos de captação de CO2 para fazer a compensação de Gás Carbônico. O Protocolo de Kioto ficou no compromisso que limitar a emissão de CO2 das empresas. Quando elas passam do limite, elas têm que comprar projetos que captam CO2 para manter o limite. Por conta dessa e outras demandas ambientais, é possível trazer recursos para Pernambuco e para o Brasil, gerando muito emprego aqui nessa área de recuperação de áreas degradadas, de replantio de Mata Atlântica, Caatinga, projetos na área de lixo, tudo isso com recursos que não vêm dos cofres públicos, são projetos financiados por empresas internacionais e que Pernambuco não está vendo que isso existe porque não está com um olhar para o século XXI. O Governo ainda está olhando para a era dos estaleiros, que são indústrias de antes da descoberta do Brasil. É um investimento importante, mas não pode ficar só nisso. Nós defendemos que naquela área de Ipojuca sejam construídos três estaleiros para que não precise desmatar mais os mangues e que, caso não tenha demanda de navios, não tenha um salto grande de desemprego no Estado. Por isso, a gente tem que criar empregos olhando para a sustentabilidade, fazendo projetos que reaproveite água, reduza o consumo de energia, que possa fazer a reciclagem de lixo. Tem muita coisa que pode virar renda.
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Há um mês das Eleições, com o guia no ar, o PV ainda acredita num possível subida nas próximas pesquisas? Marina virá novamente para o Estado?
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O eleitor é soberano para escolher. Estamos fazendo um esforço muito grande para levar informação, para discutir as nossas idéias e propostas, para apresentar uma alternativa sintonizada com o século XXI, diferente das outras propostas que estão aí, enfim, estamos fazendo a nossa parte. Esperamos que o eleitor se informe e apoie essa causa. Se todos voltarem nas mesmas coisas há décadas, não será possível ver um enriquecimento da política, é importante votarem no Partido Verde (PV) para que os outros candidatos também se preocupem com essas questões. O PV não vai fazer tudo sozinho, a sociedade inteira e os outros partidos precisam resolver esse problema da sustentabilidade. A senadora Marina Silva deve vir para Pernambuco, mas ainda não definimos a data.