Instituto Maurício de Nassau

29 de Julho de 2008 às 16:21
Autor Roberto Santos - Postado em Artigos, Economia | Sem comentários - Comente!

O dilema do caso brasileiro

Todo mundo se pergunta às causas dos problemas econômicos brasileiro. Por muito tempo os juros altos foi o grande vilão. As taxas de juros são altas porque o governo gasta muito. Esse excesso desequilibra a relação entre demanda e oferta. A taxa de juros é um mecanismo da política monetária que tem como uma de suas funções controlar a inflação. O juro aplicado pelo COPOM é o reflexo da política orçamentária brasileira, mas não quero me adiantar. Hoje entendo que o problema passa por uma complexa cadeia macroeconômica. Vamos por partes.

 Ao longo do tempo o Brasil vem gastando mais do que arrecada com seus impostos. A isso chamamos de déficit público, ou melhor, déficit público primário. Para estancar esse prejuízo um país tem basicamente duas alternativas: emitir moeda ou vender títulos públicos. A primeira opção tem resultados que conhecemos muito bem: a inflação. E a segunda opção é de longe a alternativa mais usada no mundo inteiro para tapar os rombos da dívida pública.

Mas o que isso quer dizer? Vender títulos da dívida pública é como tomar empréstimos. O governo vende os títulos para empresas e bancos por um certo período de tempo. Ao fim desse tempo o governo tem que pagar o valor original mais os juros. No Brasil isso representa 70% de montante das aplicações bancárias. É ai que se encontra o problema de política macroeconômica. O importante de fato não é o déficit público primário que foi mencionado anteriormente. Mas sim o déficit público operacional. Este é a diferença dos gastos públicos pela arrecadação (déficit primário) mais os juros dos títulos da divida pública. Leia este post na íntegra »

29 de Julho de 2008 às 16:14
Autor Aldo Vilela - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

As promessas de Elias

O ex-prefeito do Cabo e candidato em Jaboatão Elias Gomes disse agora a pouco em meu programa na CBN, que tem propostas firmes e que uma vez eleito vai acabar com os trambiques existentes da gestão pública da cidade. Elias disse que não é forasteiro e que mora há dez anos na cidade. Disse mais, que vai acabar com três mil cargos comissionados e que com 500 comissionados, comanda bem a prefeitura. Boa sorte!

 

29 de Julho de 2008 às 14:49
Autor Aldo Vilela - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

E tome dinheiro

Péssimas notícias. Apenas este mês ( julho), o recifense já pagou em impostos aos cofres municipais a bagatela de R$ 184.474,600. Isso mesmo, quase duzentos milhões de reais. A fonte é o site www.impostometro.com.br. Acesse e confira em tempo real.

29 de Julho de 2008 às 14:44
Autor Aldo Vilela - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

De braços dados

Nos bastidores da política, as informações dão conta de que Mendonça Filho já conseguiu na justiça, o direito de usar a imagem de Jarbas Vasconcelos no horário eleitoral da tv e nas peças que ficam espalhadas nas ruas do Recife. Se realmente isso ocorrer, a cabeça do eleitor vai ficar cada vez mais confusa,  Jarbas de braços dados com Mendonça Filho e com Raul Henry.  Só falta  agora, Cadoca também pedir direito de ter Jarbas ao lado dele nesta eleição. Coisas da política.

 

29 de Julho de 2008 às 07:43
Autor Aldo Vilela - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Aos investidores

Uma boa notícia para quem tem dinheiro e quer investir por aqui. Os detalhes estão bem claros nesta matéria do JC.

Isenção de impostos para quem investir em São José e Santo Antônio
Publicado em 28.07.2008, às 21h57
Do JC OnLine
Isenção total ou parcial de impostos é o benefício que a lei municipal nº 17.488/2008 garantirá a quem investir nos bairros de Santo Antônio e São José, no Recife. Sancionada pelo prefeito da cidade, João Paulo, e publicada no Diário Oficial dessa quinta-feira (24), a lei compreende a isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) assim como do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Realizar nos bairros serviços como recuperação ou conservação dos imóveis, instalação ou manutenção de atividades produtivas voltadas à educação, à cultura, ao lazer e ao fluxo turístico decorrente dessas atividades, garantirá a isenção. 
O tempo de isenção total do IPTU será determinado pelo grau da intervenção que for realizada pelo proprietário em seu imóvel. Se a intervenção for de recuperação total, o prazo é de 10 anos; nos casos de intervenção parcial ou apenas para realizarem renovações no espaço, a isenção será de cinco anos. Serviços de manutenção ou de reparo em imóveis de caráter não estrutural, os proprietários terão direito à isenção parcial de 25% do IPTU, por dois anos. Leia este post na íntegra »

29 de Julho de 2008 às 07:37
Autor Aldo Vilela - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Elias na berlinda

Hoje na rádio CBN, vamos ouvir por uma hora o candidato à prefeitura de Jaboatão Elias Gomes (PSDB), Elias aparece em segundo lugar em pesquisas feitas na cidade, deixando para trás Paulo Rubem e Newton Carneiro.    

29 de Julho de 2008 às 07:35
Autor Aldo Vilela - Postado em Corrupção | Sem comentários - Comente!

Perguntar não ofende

Jaboatão arrecada por ano 400 milhões de reais. Perguntas:
 Para onde vai esse dinheiro?
Onde é gasto essa fábula?
A cidade não tem telefones nas escolas por falta de pagamento, cadê o dinheiro?

No município só existem quatro quadras esportivas para alunos de escolas municipais, e o dinheiro da educação?
A celpe cortou nesta segunda feira a energia de vários prédios públicos por falta de dinheiro por quê?
Para que tantos cargos comissionados numa prefeitura desordenada?

29 de Julho de 2008 às 07:31
Autor Aldo Vilela - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Justiça prevalece em Jaboatão

O quer não era mais novidade, aconteceu de novo. Venho falando disso há muito tempo e finalmente, a justiça decidiu impugnar a candidatura de Newton Carneiro em Jaboatão dos Guararapes. O danado é que ele pode recorrer e seguir tranqüilo na sua campanha rumo à prefeitura da cidade. Agora se vai ganhar, é outra coisa.

29 de Julho de 2008 às 07:29
Autor Aldo Vilela - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Menos acidentes

Quem quiser questionar pode, mas não adianta negar que com a implantação da lei seca em seu mais alto rigor, as coisas melhoraram para a saúde pública. Em todas as capitais do Brasil, é notável a diminuição de acidentes causados por irresponsáveis do volante. Não se justifica beber, dirigir e causar acidentes. A lei é certa, deve ser cumprida e todo rigor para ela é pouco. Acompanha abaixo a matéria do Jornal do Commércio.

Número de atendimentos no HR cai com a lei seca
Publicado em 28.07.2008, às 19h21
Do JC OnLine
Com informações de Flávia Barros, da Rádio JC/CBN
O número de acidentados atendidos na emergência do Hospital da Restauração (HR), a maior unidade de traumas do Norte/Nordeste, caiu desde que a chamada lei seca entrou em vigor há mais de um mês. De 1º de junho até o último dia 20, a unidade de saúde, localizada no Recife, registrou uma redução de 43% no número de pacientes admitidos em uma comparação com o mesmo período do mês de maio.
Somente nos finais de semana, os números caíram 51,4%, o que contribuiu para a queda dos atendimentos emergenciais, que antes chegavam a 500 por dia e hoje estão em torno de 280.
Para o diretor médico do HR, Hélder Correia, a redução dos acidentes após a implantação da lei seca possibilitou a melhora na qualidade dos atendimentos e reduziu os custos da saúde pública. “A equipe pode ficar mais disponível a atender aqueles casos a que o hospital está destinado, que são os de alta complexidade. O custo social, ou seja, poupar vidas, é o ganho real”, afirma o diretor da unidade.
O custo com acidentado no leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil por dia. Um paciente com traumas na cabeça, por exemplo, geralmente requer cuidados por aproximadamente 15 dias.

 

28 de Julho de 2008 às 20:35
Autor Adriano Oliveira - Postado em Segurança Pública | Sem comentários - Comente!

Crime Organizado

Folha de São Paulo, 28/07/2008

Entrevista

 

SÉRGIO FERNANDO MORO

 

 

Prisão de chefes do crime depende da utilização de grampo
Para magistrado, método faz a investigação chegar ao topo das quadrilhas

 

LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL

 

 

A PRISÃO de chefes de organizações criminosas no Brasil depende de métodos especiais de investigação, como escutas telefônicas, buscas e apreensões e até infiltração de agentes. Sem isso, diz o juiz federal Sérgio Fernando Moro, 36, só serão presos a “mula [pessoa que transporta] num caso de contrabando ou o homem da cueca com dólares num caso de corrupção, nunca os chefes”. Um dos primeiros a comandar vara especializada no combate à lavagem de dinheiro, Moro, que atuou no caso Banestado, afirma que a realidade exige que o juiz não seja “um alienado”.

 

Há 12 anos na profissão, Moro rechaça comparação entre o juiz engajado brasileiro e o juiz de instrução da Itália, que participa de toda a investigação. Sobre o projeto de lei que torna inviolável o escritório de advogados, o juiz de Curitiba diz que isso traz o risco de transformar o escritório em um “depósito de provas de crimes”. Leia trechos da entrevista concedida por telefone na sexta-feira.
  

 

FOLHA - Até que ponto o juiz pode se envolver no combate ao crime sem perder a imparcialidade?
SÉRGIO FERNANDO MORO - A função do juiz é muito clara, ele julga os casos que lhe são apresentados. Em alguns casos, a investigação depende de certas ordens judiciais, como a interceptação telefônica ou a quebra do sigilo bancário. Aí o juiz se vê envolvido já na fase de investigação. A função dele é autorizar ou não. Como juiz, ele tem um compromisso de fazer justiça aplicando a lei. As pessoas falam da neutralidade do juiz. Isso é correto. Mas o juiz também tem um compromisso com o bom resultado do processo.

FOLHA - O juiz engajado se aproxima do juizado de instrução da Itália?

MORO - Não, nem caminhamos para isso. Na Europa, alguns países já abandonaram esse modelo, que é diferente da nossa tradição. É mais útil tentar arrumar os erros do nosso modelo. Nosso problema não passa pelo juizado de instrução.

FOLHA - E por onde passa?

MORO - O grande problema da Justiça criminal é que muitas vezes ela é disfuncional. Os recursos disponíveis são escassos e mal focalizados. Há mil processos contra “mulas” do tráfico, mas poucos contra o chefe da organização. A vantagem da especialização é permitir que uma unidade do Judiciário, a vara especializada, foque recursos nos casos mais complicados. Quando eu trabalhava em varas não especializadas, sempre procurava dar atenção aos processos mais complicados. Na prática, o juiz, oprimido pela estatística, acaba julgando os mais simples. Ao especializar, cuidará dos complicados.

Leia este post na íntegra »

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