Instituto Maurício de Nassau

31 de Agosto de 2008 às 16:19
Autor Adriano Oliveira - Postado em Artigos | 1 Comentário - Comente!

A importância da pesquisa qualitativa nas análises eleitorais.

POR Alex Nicolas – Cientista Social pela UFPE e Assistente de Pesquisa no Instituto Maurício de Nassau – alexnicolassm@gmail.com

O período que antecede as urnas leva muita gente a acompanhar um fenômeno que se tornou companheiro de políticos e eleitores há muito em nosso país: a corrida nas pesquisas de intenção de voto e suas variações. Há registros desta modalidade de pesquisa no Brasil em 1945, momentos antes da conturbada deposição de Getúlio Vargas. Naquela ocasião, pesquisadores foram a campo na cidade de São Paulo a fim de perceber as possibilidades de voto do eleitorado paulistano para a sucessão presidencial que despontava.
É verdade que as críticas são constantes em relação a estas pesquisas de caráter quantitativo, alcunhada assim pelo seu trato com os números.

Mas, se bem me recordo, são poucas as vezes que o quadro posto por pesquisas feitas no Brasil por instituições sérias se inverteu ou modificou-se substancialmente, tomando por base para esta afirmação eleições de grande escala, como as realizadas nos estados e capitais. Para mais de sessenta anos convenhamos que o método se não nos satisfaz, atende aos anseios.

Porém, a estagnação metodológica é inimiga ferrenha desta seriedade cobrada aos centros de pesquisa (porque é isto que eles são). Por vezes presenciei discussões sobre este ou aquele método adotado nesta ou naquela pesquisa eleitoral. O candidato não concorda com o resultado; a imprensa sugere equívocos; são expostos números e fórmulas, desvios padrões, margens de erro, e o resultado: mais dois anos de espera para o próximo processo eleitoral e tudo se repete.
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31 de Agosto de 2008 às 07:18
Autor Adriano Oliveira - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

O Ministério Público existe?

Até que fim o Ministério Público se pronunciou. Ele estava em silêncio. Enquanto pessoas sofriam nas emergências dos hospitais. Embora tardiamente, o Ministério Público justifica a sua existência. Em nota, o Procurador-Geral do Estado cobra providências e responsabilidade de todos os atores envolvidos neste conflito. Contudo, um ponto me chama atenção: o Ministério Público quer saber quem são os médicos plantonistas. O Procurador-Geral deveria ter feito isto antes. O silêncio do Ministério Público, certamente, contribuiu para a morte de pessoas.
O Procurador-Geral precisa fazer com que os promotores visitem as grandes emergências. Eles não podem saber dos fatos apenas pelos jornais. Precisam ir até lá. Tenho uma curiosidade: caso os atores envolvidos não atendam as determinações do Procurador-Geral, o que este irá fazer?

31 de Agosto de 2008 às 07:15
Autor Adriano Oliveira - Postado em Segurança Pública | Sem comentários - Comente!

Falência do Estado e grampos

A revista Veja desta semana publica excelente reportagem sobre os grampos no Brasil. Após a leitura da reportagem fiquei com a impressão de que todos os brasileiros estão grampeados. Os grampos são necessários para as investigações. É impossível investigar a prática de corrupção e o tráfico de influência sem a utilização de grampos. Contudo, estes precisam ser autorizados. Só que existe um porém: as Operações da Polícia Federal mostram que as nossas instituições estão contaminadas por atos ilícitos, então, como aguardar uma autorização para grampear alguém? Os que desejam impor a lei, ficam receosos em pedir autorização ao juiz, pois este poderá abrir a boca, e atrapalhar o processo de investigação. Esta é a realidade do Estado brasileiro. 

31 de Agosto de 2008 às 07:12
Autor Adriano Oliveira - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Termômetro da Insegurança

O Jornal do Commercio de hoje publica Caderno Especial sobre homicídios em Pernambuco. Pesquisa realizada pelo Instituto Maurício de Nassau é referência no Caderno. Os assinantes do JC podem consultar a reportagem no seguinte endereço: http://jc.uol.com.br/jornal/2008/08/31/can_384.php

 

“A pesquisa Termômetro da Insegurança, realizada no último mês de abril, pelo Instituto Maurício de Nassau perguntou a 792 pessoas se elas conheciam alguém que havia sido vítima de homicídio. Entre as pessoas com renda até um salário mínimo, 69% tiveram contato com uma vítima de assassinato. Entre os de maior renda, apenas 17% conheciam alguém vítima de uma execução.”

31 de Agosto de 2008 às 07:11
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

Compromisso com o Recife

A Faculdade Maurício de Nassau inicia próxima semana série de entrevistas, ao vivo, com os candidatos à prefeitura do Recife, pelo canal 22.

30 de Agosto de 2008 às 09:20
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | 1 Comentário - Comente!

Costumo rir quando um juiz afirma que precisa ganhar MUITO!

Esta semana ocorreu o que eu já previa: ministros do STF pedem aumento de salário. Por conseqüência, outras categorias de funcionários públicos também solicitarão. O ministro do STF aliou-se aos parlamentares, pois estes querem isonomia com o Judiciário. Contudo, os parlamentares não admitem extinguir a verba de gabinete. Todos querem aumento! Mas não falam em eficiência.
Costumo rir quando um juiz afirma que precisa ganhar MUITO em razão das suas responsabilidades. E os médicos, não precisam ganhar MUITO? E os professores? E os policiais? Enfim, todos precisam ganhar MUITO. Todos têm as suas responsabilidades. Não considero um juiz mais importante do que um professor. Observem que um professor-doutor recebe na Universidade Pública cerca de 5 vezes menos do que um ministro do STF. E cerca de três vezes menos do que um juiz estadual. O professor-doutor estudou cerca de 16 anos para ser Doutor – Doutor de fato. E ainda continua estudando/pesquisando. E o juiz, quanto tempo estudou? E o juiz continua estudando? Vejam o médico: cerca de 10 anos de formação contínua.
Não gosto de escrever o óbvio, por isto não teço comentários sobre a responsabilidade do juiz e do professor. Ou do médico. Aliás, médicos e professores produtivos têm a mesma responsabilidade do que juízes produtivos.
O Judiciário e o Legislativo não se cansam em buscar privilégios. Produção que é bom, esta fica para alguns.  

30 de Agosto de 2008 às 06:05
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 3 Comentários - Comente!

O Instituto Maurício de Nassau já tinha previsto

O IBOPE, em parceria com a GLOBO, divulgou o resultado de sua mais nova pesquisa sobre a intenção de voto nas eleições para prefeito no Recife. João da Costa pulou para 47%, liderando a disputa. Enquanto Mendonça Filho caiu para 22%. Já Cadoca despencou para 10% e Raul Henry patina nos 5%.Com o resultado, o petista ultrapassou o candidato do DEM, Mendonça Filho, com quem estava tecnicamente empatado no último levantamento.

29 de Agosto de 2008 às 14:31
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 2 Comentários - Comente!

Resultado da Pesquisa do Instituto

Pesquisa Instituto Maurício de Nassau - Estimulada

João da Costa, 41,8%.
Mendonça Filho, 25,9%.
Cadoca, 10,7%.
Raul Henry, 5,5%.
Brancos/Nulos: 7,8%
Indecisos: 7,4%.

29 de Agosto de 2008 às 14:24
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 11 Comentários - Comente!

Terá segundo turno?

Análise da Pesquisa Eleitoral – Instituto Maurício de Nassau

Registro da Pesquisa Eleitoral: 040/2008
Período da Pesquisa: 27 e 28 de agosto.
Margem erro: 3,5%
Nível de Confiabilidade: 95%

 

Este Relatório de Pesquisa tem como objetivos clarificar o contexto eleitoral na cidade do Recife e mostrar a possibilidade da existência de determinados cenários.

 

1. O candidato João da Costa na pesquisa estimulada obtém 41,8% das intenções de votos. Na pesquisa anterior, realizada nos dias 11 e 12 de julho, João da Costa obteve 21%. Portanto, em cerca de 40 dias, o candidato do PT cresceu 20 pontos. Frisamos que João da Costa não é um candidato desconhecido, como era antes. Isto evidencia que hoje o fator “desconhecimento” não interfere fortemente nas suas possibilidades de crescimento. Isto é: para João da Costa crescer, alguém terá que perder. João da Costa tem um eleitorado consolidado, pois na espontânea, ele obtém 36% dos votos.      

2. Mendonça Filho, na pesquisa anterior, obteve 22%. Nesta pesquisa ele aparece com 25%. O candidato não apresenta crescimento significativo considerando a margem de erro da pesquisa que é de 3,5%. Como já dito anteriormente na última pesquisa, Mendonça é bastante conhecido. Isto interfere na sua possibilidade de crescimento. Os dados das duas pesquisas realizadas mostram isto. Frisamos que Mendonça cresceu 7% na pesquisa espontânea – 21%. Isto demonstra que o candidato do DEM está consolidando o seu eleitorado.  
3. O prefeiturável Cadoca apresenta queda expressiva em relação à pesquisa anterior. Na primeira pesquisa, Cadoca obteve 24% das intenções de votos. Nesta última pesquisa, Cadoca aparece com 10,7%. Portanto, queda de cerca de 13 pontos. Não podemos afirmar que João da Costa tenha “roubado” votos de Cadoca, considerando que o percentual de Brancos/Nulos e Indecisos diminui em relação à última pesquisa. Cadoca obteve 10% de intenção de votos na primeira pesquisa – Espontânea. Nesta última, 6%. Portanto, Cadoca perde densidade/consolidação no eleitorado.

4. Raul Henry não apresenta crescimento, considerando a margem de erro de 3,5%, ao comparamos ambas as pesquisas. Na primeira pesquisa, o candidato do PMDB obteve 6%. Nesta segunda, ele aparece com 5,5%.
5. Ao considerarmos apenas os votos válidos, o candidato João da Costa obtém 49,3%; Mendonça Filho 30,5%; Cadoca 12,6%; Raul Henry 6,5%; Kátia Telles 1%. Roberto Numeriano e Edílson Silva não obtêm 1% dos votos.

6. Existem reais chances de João da Costa vencer as eleições no primeiro turno. O tempo trabalha ao seu favor, pois faltam, ainda, cerca de 30 dias para as eleições.  E a administração de João Paulo continua muito bem avaliada – 59%. Consideramos que João da Costa apresenta, até o instante, crescimento constante. Salientamos ainda que Cadoca apresenta queda considerável e que Raul Henry não demonstra capacidade de crescimento. Estes fatores fortalecem a tese de que esta eleição poderá findar no primeiro turno.

7.  Frisamos, por fim, que a estabilidade de Mendonça poderá provocar o segundo turno. Neste instante, as chances de João da Costa vencer as eleições no primeiro turno seriam fortalecidas caso o candidato do DEM apresentasse decréscimo em seu percentual de votos. Por fim, salientamos que assim como o tempo trabalha a favor do candidato do PT, ele também trabalha a favor dos candidatos de oposição. Fatos novos poderão surgir.  

 

 

29 de Agosto de 2008 às 05:20
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | 3 Comentários - Comente!

Com a palavra, João Veiga

Ontem elogiei a atitude do governador Eduardo Campos diante da crise na saúde pública. Continuo afirmando que é uma tentativa meritória. Contudo, alguns pontos precisam ser considerados. Quem me faz este alerta é o médico João Veiga. A seguir, reproduzo o e-mail enviado por ele.

 

Com a palavra, João Veiga

João Veiga – Médico e secretário de Saúde de Olinda

Não tenho a menor dúvida que as mudanças são necessárias. A quantidade de médicos que ganha salário e não trabalha, é não trabalha mesmo, não pisar no emprego, é muito grande. Porém existe uma massa de médicos que trabalham muito e ganham pouco. Basta ver a produção da emergência do HR. Foram 140.000 atendimentos médicos. Não foram atendimentos realizados por \”espíritos de cura\” ou por deus. Foi pessoas que foram atendidas por médicos. 12 médicos contraíram tuberculose no Hospital Otávio de Freitas, \”pegaram\” tuberculose atendendo a pacientes, e não batendo papo em mesa de bar. Quando o médico de um hospital público não trabalha, de quem é a culpa? do Gestor público! Quem nomeou o gestor? o Dr. João Lyra ou que de direito seja. Se nas fundações a prática de apadrinhamento continuar, vamos continuar com médicos trabalhando e outros sem trabalhar. \”Nós\” estamos com o nome de 10 médicos super-influentes e que não trabalham de jeito nenhum. Vamos esperar o que irá acontecer com eles! com ou sem fundações. O que será feitos dos médicos lotados na assembléia, nos gabinetes. O Estado teria que colocar no site o nome do médico, onde ele está lotado e sua carga horária. Tornar público. Quero ver muitos colegas com 40h de assistencia e 20 de ensino na nossa UPE. Coloque na porta do hospital a carga horária dos médicos. Vamos ter surpresas de médicos públicos lotados em instituições privadas. Sejam transparente e exigentes. Os médicos que trabalham não têm nada a perder, só a ganhar. Com este pedido de demissão, o Estado só vai perder os que trabalham, os que não trabalham não irão pedir demissão. Estes médicos arruaceiros e insensíveis; são os que atendem quase 350.000 pacientes nas emergências da RMR.

 

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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