31 de Outubro de 2008 às 12:26

São impressionantes como os resultados das pesquisas eleitorais oscilam nos Estados Unidos. Não é possível, inclusive, apontar tendências. Mas isto não significa que os Institutos de Pesquisas americanos são incompetentes. Ou tendenciosos. Não! O que ocorre é motivado por duas razões: metodologia de pesquisa baseada exclusivamente na coleta de dados por telefone; oscilação da opinião do eleitor. Esta última razão esteve presente nas eleições municipais do Brasil este ano. As pesquisas mostraram que nas eleições brasileiras o eleitor muda a sua escolha em curto espaço de tempo, possibilitando, desta forma, que a última pesquisa não se aproxime do resultado final da eleição. Contudo, saliento mais uma vez: pesquisas eleitorais servem para apontar tendências e não apresentar o resultado numérico da eleição.
31 de Outubro de 2008 às 12:23

Pelo visto até o presente momento, a situação para o novo prefeito de Jaboatão não é das melhores. Elias Gomes (PSDB), vai pegar uma batata tão quente que já queimou as mãos antes de sentar na cadeira de Newton Carneiro. Como administrar uma cidade marcada pela corrupção na gestão pública? Será que a saga do Ali Babá e os quarenta… Acaba por aqui?
31 de Outubro de 2008 às 12:21

Ontem, numa palestra na ANPOCS, ouvi algo bastante interessante, embora eu já tinha frisado isto. Mas pela primeira vez ouvi de um determinado pesquisador da segurança pública. Este tem visão idêntica a minha, qual seja: a área da segurança pública representa um mercado para alguns pesquisadores. No caso, acadêmicos, os quais se consideram os verdadeiros salvadores, apresentam projetos para governos com a intenção de reduzir os índices de criminalidade de um dado contexto, ou de aprimorar a gestão do sistema de segurança pública. Estes pesquisadores, ou melhor, vendedores de ilusões, nos projetos apresentados, propõem metas, eficiência, resultados. Contudo, com o passar do tempo, todos estes indicadores não aparecem. O pesquisador não é punido pelos seus pares, ao contrário, continua a falar em segurança pública, como se nada tivesse ocorrido. Além disto, muitos continuam a culpar os governos, e se eximem da responsabilidade. A troca de interesses políticos, inclusive acadêmicos, caracteriza o pesquisador, ou melhor, o vendedor de promessas. Na verdade, estes vendedores de promessas, disputam, ferozmente, os recursos financeiros advindos dos governos. Os mais articulados obtém sucesso (conquistam verbas) diante de alguns acadêmicos subservientes e loucos pelo poder.
30 de Outubro de 2008 às 17:42

Recebi denúncia sobre a forma como os residentes do Hospital Oswaldo Cruz andam tratando seus pacientes. Numa forma de canalizar a insatisfação pela crise na saúde pública do Estado, os funcionários apelam para a falta de respeito, chamando os pacientes pelas enfermidades que possuem, além de brincarem com a possibilidade de um erro médico com o paciente já na mesa de cirurgia. É até plausível a insatisfação da classe, em decorrência de fatores estruturais, financeiros e de gestão. Porém, expor os pacientes ao ridículo é uma forma injusta e covarde de mostra um problema que atinge diretamente a vida das pessoas.
30 de Outubro de 2008 às 16:59

Por: Roque de Brito Alves - Advogado e Professor da Faculdade Maurício de Nassau
monacoturismo@hotmail.com
1 – A tragédia ocorrida (e outras recentemente em nosso país) em Santo André com o homicídio de Eloá Cristina Pimentel e lesões graves em Nayara Rodrigues, sendo autor o ex-namorado da primeira, Limderbergue Alves, não causa surpresa aos que analisam e conhecem a psicologia do ciumento, sobretudo em sua forma anormal de paranóia, muito bem exposta desde o século XVII pelo genial Shakespeare – “o mestre das paixões humanas” – em sua famosa obra “Othello (1604), o tipo perfeito do homicida passional .
Antes que tudo, entendemos, em síntese, que do mesmo modo que o paciente de depressão está a um passo de suicídio, é um suicida em potencial, quem é ciumento está a um passo de homicídio ou de lesões corporais (os denominados “crimes de sangue”), é um criminoso em potencial.
2 – Sem dúvida, o ciúme, por si mesmo, por sua própria natureza, é paixão criminógena, perigosa, negativa, destrutiva, sempre gerador de criminalidade o que inúmeros autores e estatísticas evidenciaram em vários países desde o Século XIX. Mesmo na sociedade contemporânea materialista, de consumo dominada pelo “deus dinheiro”, de inversão de valores, de uma sofisticada tecnologia, crimes por ciúme continuarão a ocorrer pois o mistério da alma ou da natureza humana ainda permanece desafiando as teorias ou as soluções dos cientistas e a causar espanto nos cidadãos. Sobretudo, na raça latina que por si mesma é mais passional, mais de temperamento explosivo que racional ou de temperamento controlado como a nórdica, a anglo-saxônica.
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30 de Outubro de 2008 às 16:40

Há pouco mais de quatro meses da sanção da Lei Seca no Brasil, as discussões sobre a determinação que proíbe a combinação bebida e direção ainda causam polêmica. Com o objetivo de avaliar o comportamento dos motoristas que consomem bebida alcoólica na cidade do Recife, o Instituto Maurício de Nassau divulga, na próxima quarta-feira (05), pesquisa de opinião pública sobre o tema. A divulgação será realizada no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, às 9h30.
A pesquisa tem por objetivos alertar a população sobre os problemas decorrentes da combinação bebida alcoólica e direção, saber como a população está reagindo às novas regras, além de avaliar os novos hábitos dos motoristas após a determinação da lei. Após a apresentação do levantamento, haverá discussão sobre o tema com a participação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE), Mário Jorge, do secretário de Saúde da cidade de Olinda, João Veiga, e do diretor-presidente do DETRAN – PE, Roberto Leandro.
29 de Outubro de 2008 às 18:09

Ontem, integrantes de entidades de classe e de direitos humanos estiveram reunidos para pedir, mais uma vez, que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Federal requisitem informações oficiais sobre as ações detalhadas do Pacto pela Vida, o orçamento dos tão falados 70% das ações já realizadas pelo Pacto, além dos números da criminalidade em Pernambuco. Durante entrevista à imprensa, o coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade (NICC) da Universidade Federal de Pernambuco, o cientista político Jorge Zaverucha, afirmou que os dados são de interesse e direito da sociedade. E está certo. Não estamos pedindo favor.
Mais absurdo do que simplesmente silenciar-se, o Governo do Estado passa o pepino de mão em mão. Ninguém quer se responsabilizar. Hoje, o programa “prioritário” do governo do Estado tem um gestor representado pelo secretário de Planejamento e Gestão, Geraldo Júlio, um assessor para assuntos de segurança, José Luiz Ratton, um secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, e agora um porta-voz para responder ás críticas do Pacto, Isaltino Nascimento.
29 de Outubro de 2008 às 16:07

Estou surpreso com o comportamento do Governo do Estado. Lembro que no ano passado, diante da euforia provocada pelo lançamento do Pacto pela Vida, o assessor do governador, José Luiz Ratton, o acadêmico, frisava para todos que o Pacto era exemplo de política de segurança. Os termos metas, eficiência e transparência saiam com facilidade da boca do professor Ratton. O governador Eduardo Campos, quase sempre ao seu lado, chancelava o que o acadêmico dizia. Lembro que no início deste ano, estive com o vice-governador João Lyra. Na conversa, na qual o professor Ratton estava presente, o Pacto foi endeusado. Lembro, ainda, que sempre alertei, inclusive disse isto ao Ratton, em um debate, que o mundo das idéias é radicalmente diferente do mundo real. No caso, o mundo das ações. Mas Ratton, e todos os membros do governo, inclusive parte da imprensa, não conseguiam e não conseguem enxergar nada além do Pacto. Mas eles não são cegos ou míopes. Desconfio de que todos são arrogantes. Neste instante, todos estão calados. Só o deputado Isaltino, o Leão, se pronunciou diante das exigências de diversas entidades quanto à publicização das ações do Pacto. Volto a afirmar: o Pacto não existe, e é por isto que as suas ações não são divulgadas.
29 de Outubro de 2008 às 10:32

Estive conversando com a jornalista Sônia Bridi. Ela lançou o livro esta semana no Recife, do qual fala da sua experiência de dois anos vivendo na China. Uma boa leitura e uma aula de curiosidades sobre aquele país. Sônia me disse que foram anos interessantes demais para uma jornalista que já passou por vários países como correspondente da TV GLOBO. Sônia esteve aqui ao lado de Paulo Zero, uma dos grandes nomes quando se fala em repórter cinematográfico.
29 de Outubro de 2008 às 10:23

A União Nacional dos Estudantes (UNE) realiza, nos próximos dias, um grande encontro aqui no Recife . Ao entrevistar o representante da instituição e a responsável pela caravana aqui em Pernambuco, pude constatar o quanto esta entidade não serve mais para nada. Deixou de ser órgão representativo dos estudantes para ser um trampolim para candidatos a cargos públicos. A UNE, hoje, não tem doutrina estudantil. Ela se mostra tendenciosa a políticos e a algumas siglas e tenta mostrar que ainda tem força junto à classe estudantil do país. A julgar pelo preparo dos comandantes mostrados como representantes da tal caravana em Pernambuco, a coisa vai de pior a pior. Parodiando alguns ouvintes de rádio e leitores do blog: “a UNE não serve pra nada, a não ser emitir carteiras de estudantes”.