
Li a entrevista do governador Eduardo Campos no Jornal do Commercio de ontem (08/11/2008). Fiquei com a impressão de que o governador diminuiu as suas expectativas em torno dos resultados do Pacto pela Vida. Veja o que ele afirmou: “Um dia nós vamos chegar à meta“. Qual meta? Reduzir em 12% a freqüência de homicídios.

Esta foi a meta que o acadêmico José Luiz Ratton prometeu para a opinião pública de Pernambuco. Isto mesmo: o acadêmico Ratton prometeu esta meta não só para o governador, mas também para a população de Pernambuco. Por ele ter prometido, estou cobrando a meta. E continuarei a cobrar. Mas o acadêmico Ratton, junto com o vice-governador, e com o apoio do governador, afirmou que transparência e metas iriam orientar a execução do Pacto pela Vida. Ambas não existem. Reconheço que a freqüência de homicídios foi disponibilizada. E só! Mas não sei quais as ações do Pacto já realizadas. E é isto que as entidades estão cobrando. Continuo a perguntar: por que o Governo do Estado não divulga as ações do Pacto já realizadas?

O governador Eduardo Campos solicitou que as pessoas que criticam o governo surgira o que é correto para a segurança pública. Pois bem, proponho o seguinte:
1. Fim das Delegacias de Plantão. As Delegacias precisam estar sempre abertas;
2. Incentivos financeiros para os membros do Departamento de Homicídios e Narcotráfico;
3. Metas claras para Delegados. Os que cumprirem as metas receberão gratificação financeira;
4. Mais oficiais da Polícia Militar nas ruas. Oficiais podem comandar viaturas, inclusive nos finais de semana;
5. Com os oficiais nas ruas, o número de policiais disponíveis para o policiamento ostensivo aumentará;
6. Incorporação do POGV aos salários dos policiais militares e civis.
7. Gratificação aos comandantes de Batalhões e Companhias por desempenho/meritocracia;
8. Ocupação coercitiva das áreas que apresentem alta freqüência de homicídio e domínio do tráfico;
9. Incremento do policiamento com motos nas ruas. É mais adequado;
10. Buscar com altivez o Ministério Público e o Poder Judiciário. Estes devem disponibilizar em maior número promotores e juízes para facilitar o trabalho da Polícia Civil.
Não sei se estas sugestões são adequadas. Mas o governador as solicitou. Ele irá escutar? É óbvio que não. Pois em torno do governador existem atores que o protegem das coisas boas. Isto mesmo: das coisas boas.