24 de Março de 2009 às 05:54

E Eduardo Campos? O atual tem condições de ser reeleito. Campos torce para que a crise econômica não desconstrua o discurso de Lula; o governador torce para que o PMDB formalize aliança com o PT nas eleições presidenciais. Friso que Campos controla as principais prefeituras de Pernambuco (controle da micro política). Campos tem uma importante vitrine: a área da educação. E o atual governador tem o apoio total do presidente Lula e do PT, neste caso, o apoio total de Humberto Costa. Portanto, Eduardo Campos tem condições de derrotar Jarbas. Mas sabe que os eventos que podem alimentar a candidatura do ex-governador precisam não ocorrer. Falta também ao governador Eduardo Campos uma marca para o seu governo. Falo em marketing político. O atual governador precisa ter uma marca. E como sempre frisei, área da educação pode inspirar a marca do seu governo. É claro que Campos será questionado na área da segurança e saúde. Estas duas áreas precisam de urgente intervenção do governo – a entrega dos hospitais prometidos é um paliativo. Mas o atual governador pode explorar na área da segurança os desbaratamentos de grupos de extermínio. Friso estes pontos em razão de que caso ocorra a disputa entre o atual governador e Jarbas, a estratégia “comparar governos” irá predominar. Neste instante, todos devem ter calma. Os cenários e as condições estão postos. Porém, o analista deve ficar atento aos novos eventos.
23 de Março de 2009 às 01:43

Mais uma vez, o jornalista Eduardo Machado se antecipa e cobra os resultados do Pacto pela Vida (Jornal do Commercio, 22/03). A principal cobrança do jornalista é quanto ao cumprimento da meta estabelecida para a freqüência de homicídios. Cobrança correta. O que foi prometido, precisa ser realizado. Já procurei saber, mas ninguém me revela objetivamente, que foi o responsável pelo estabelecimento desta meta. O estabelecimento dela foi um erro. O governo será cobrado em 2010. E precisará ter alguma explicação na ponta da língua. O eleitor pode ter criado expectativas quanto a meta estabelecida. Certamente, a oposição trará a meta à tona. O não cumprimento da meta de 12% esconde algumas boas ações realizadas pelo governador Eduardo Campos na área da segurança.
23 de Março de 2009 às 01:41

Na iniciativa privada, o não cumprimento de metas estabelecidas, pode gerar demissões. No serviço público deveria ocorrer o mesmo. Talvez seja por isto que o setor público não funciona. O mérito e a eficiência precisam orientar as escolhas e as decisões dos governos. Compreensível! È compreensível também que muitos irão dizer que o Pacto tem inimigos. Algum motivo impede o cumprimento da meta estabelecida. O a meta é impossível de ser alcançada, por qualquer governo, em curto espaço de tempo. Claro, devemos também perguntar: as propostas do Pacto têm eficácia?
23 de Março de 2009 às 01:40

Qualquer governo tem boa intenção na segurança pública – acredito que os governos são racionais. Constato que o governador Eduardo Campos tomou medidas acertadas na segurança. Porém, não devemos deixar de perguntar a secretaria de Defesa Social e aos formuladores do Pacto: 1) O que motiva a falta de condições do Departamento de Homicídios? 2) O que motiva a existência de delegados na NASA? 3) O que motiva a ausência de reforma na hierarquia da Polícia Militar? 4) O que motiva o não estabelecimento de metas e recompensas financeiras para os policiais? 5) O que motiva a presença de delegacias fechadas?
21 de Março de 2009 às 08:17

Todos vocês conhecem o PSOL? Desconfio que sim. É o partido de Heloisa Helena. É o partido que recebe o delegado Protógenes Queiroz quando ele vem ao Recife. O PSOL condena os outros partidos. Os seus integrantes afirmam que são diferentes. Protógenes, certamente, anda com políticos do PSOL por acreditar que a “inocência” está presente neste partido. Pois bem. O deputado Chico Alencar (PSOL), de acordo com o jornalista Cláudio Humberto (20/03/2009), foi notificado pela Corregedoria da Câmara. O parlamentar é acusado de contratar a empresa de consultoria de um amigo, que, ao final do contrato, foi eleito vereador em Fortaleza. O que tem a dizer o PSOL?
21 de Março de 2009 às 06:11

O senador Jarbas Vasconcelos estará amanhã em Petrolina no encontro do PMDB. Com exceção da entrevista na revista Veja, o senador não nega que será candidato em 2010 ao Governo do Estado. Ele sempre deixa no ar que esta hipótese não está descartada. O DEM, o PPS e o PSDB pressionam Jarbas. Estes partidos desejam que Jarbas enfrentem Eduardo Campos. Determinados fatos que estão surgindo alimentam a expectativa de que Jarbas será candidato ao governo. Quais sejam:
1. A sua entrevista na revista Veja e os seus últimos pronunciamentos políticos tiveram uma intenção eleitoral. Jarbas estava afastado da mídia. Após as suas declarações, Jarbas voltou a ter atenção midiática. A entrevista serviu, inclusive, para enfraquecer o PMDB lulista junto à opinião pública. Portanto, talvez o PMDB não se alie ao PT em 2010;
2. O presidente da Câmara Michel Temer aguarda com expectativa a decisão do STF sobre o trancamento de pauta por parte das medidas provisórias. Se o STF decidir que medidas provisórias não podem mais trancar a pauta, o PMDB aumenta o seu poder de barganha junto ao governo Lula. Observo que esta atitude de Temer provoca o governo. Indica que Temer tem dúvidas quanto ao apoio ao candidato do presidente Lula em 2010;
3. Na Bahia, o PMDB poderá ter candidato ao governo. No caso, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Esta rachou com Jacques Wagner, o governador, o qual é do PT. Vieira Lima é forte no PMDB. Portanto, ele poderá impor a sua candidatura ao partido e implodir a aliança nacional com Lula;
4. Quais as conseqüências da crise? Seria uma marolinha, caso o presidente Lula tivesse disponibilidade de recursos para investimentos públicos. Mas Lula gasta indevidamente. Portanto, desconfio que a economia brasileira tenha um crescimento pífio em 2009. E adentrará 2010 com reduzida expectativa de crescimento. Como já frisei, a economia importa numa disputa eleitoral. A crise econômica fortalece nacionalmente o PSDB. E, por consequência, fortalece Jarbas Vasconcelos em Pernambuco.
20 de Março de 2009 às 16:58

A partir desta sexta-feira (20), o Blog do Instituto conta com mais uma deliciosa colaboração. A professora de Gastronomia Elza Ferreira informará, semanalmente, tudo sobre o mundo da gastronomia. Neste post, ela nos ensina as combinações entre vinhos e pratos dos mais variados tipos. Ótima leitura e todos!!
Por: Elza Ferreira - Coordenadora do curso de Gastronomia - Faculdade Maurício de Nassau
elza.ferreira@prof.mauricionassau.com.br
Podemos assim dizer, que a combinação entre vinho e comida é tema complexo e difícil de chegar a um consenso, bem como, depende do gosto pessoal. O consumidor tem o direito de escolher o prato de sua preferência e harmonizar com o vinho de sua preferência. Quando pensamos em harmonização devemos nos lembrar das substâncias químicas encontradas nos alimentos e nos vinhos. Falácia, pensar apenas em combinações pré-estabelecidas como carne vermelha combina com vinho tinto, grandes vinhos com preparações simples. Portanto demos um basta as regras! O que rege uma boa harmonização passa a ser os princípios norteadores para um acompanhamento perfeito entre vinho e comida. O conhecimento das características organolépticas do vinho e do alimento a ser servido passa ser primordial. Conhecimentos dos ingredientes dos pratos e o modo de preparo são importantíssimos no momento da combinação. Assim podemos atenuar a acidez de um prato utilizando um vinho doce, equilibrar a suculência do prato com vinhos mais encorpados, harmonizar alimentos de sabor marinho com vinhos com sabores minerais. Mesmo assim, devemos lembrar que o resultado não é previsível, pois a união dos componentes pode criar novos sabores os quais podem ser agradáveis ou não. Sendo assim permita-se a degustações, aventure-se, experimente e analise o resultado final. Mas caso você não seja um expert na área, solicite ajuda de um amigo ou de bom metre.
Indicações:
Nez Bistrô – Praça de Casa Forte, 314, Casa Forte. Recife – PE. (81) 3441-7873
Wiella Bistrô – Av. Domingos Ferreira, 1274, Lj 14/15, Boa Viagem. Recife – PE. (81) 3463-3108
Restaurante Mingus. Rua do Atlântico, 102. Boa Viagem – Recife – PE (81) 3465-4000
20 de Março de 2009 às 16:09

O Senador Sérgio Guerra (PSDB) concedeu uma entrevista de meia hora na CBN, 90.3. Guerra está confiante na vitória do partido nas eleições estaduais e federais. Guerra disse ainda que é candidato a reeleição no ano que vem, e que aqui no Estado, três nomes são fortes para disputar o governo. Jarbas, Marco Maciel e ele mesmo. Perguntei a ele qual a nota que daria a Eduardo Campos. De zero a dez, ele deu nota 2.
20 de Março de 2009 às 15:32

A violência é dinâmica. Está em todos locais. Nas escolas, os valentões praticam o Bulling, prática comum nas escolas onde alguns estudantes intimidam ou agridem outras pessoas por meio de atos de violência física ou psicológica. Isso é a vida real. O tema é tratado em tramas televisivas, como é o caso da novela global Caminhos das Índias. Infelizmente, as escolas não estão preparadas para tratar sobre o assunto e as vítimas e testemunhas não têm coragem de agir contra os ofensores. Em 1993, Prof. Olwes realizou pesquisa nos países escandinavos, a fim de mostrar as formas mais comuns de Bulling. As respostas de estudantes, professores e pais foram as seguintes:
52% apelidos pejorativos e discriminativos
21% ameaças
12% furtos de pertences
9% agressões físicas
5% exclusão do grupo
Os professores também são vítimas de grupos de “estudantes” intimidadores. Não constam com o apoio da administração pública. Desenvolvem um ensino sem aprendizagem para cumprirem sua jornada de trabalho.
20 de Março de 2009 às 14:55

Pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Datafolha revela que a provação do governo Lula caiu 5%. Segundo a pesquisa, Lula tem 65% de aprovação. Aumentou, em relação à pesquisa anterior, o percentual de pessoas que tomaram conhecimento da crise – 81%. A economia importa. Esta é uma máxima que deve sempre ser levada em consideração pelos analistas políticos. Neste caso, a situação da economia pode trazer benefícios positivos e negativos para o administrador. A pesquisa indica que os brasileiros, assim como os americanos (a máxima é americana), quando descobrem que os benefícios estão escassos passam a olhar o administrador público com ceticismo – o dado da pesquisa me permite afirmar isto. Sendo assim, a situação da economia influenciará, obviamente, os resultados da eleição presidencial. É em razão da crise econômica que o PSDB encontra forças e esperança para reconquistar a presidência. O presidente Lula teve a oportunidades de evitar conseqüências negativas para a economia brasileira. E, claro, para garantir as condições propícias que lhe permitissem fazer o seu sucessor. Mas Lula optou por aumentar os gastos públicos. O custeio. Optou por contratar funcionários públicos. Conceder aumentos. Esqueceu de economizar e de investir em obras públicas. Não buscou reduzir o orçamento dos outros poderes (é difícil, claro!). Caso Lula tivesse economizado, um pacote radical de redução de impostos poderia ser aplicado na economia. Mas impostos não podem ser reduzidos no Brasil, em razão das despesas crescentes do poder estatal. A luz amarela ainda não acendeu para o presidente Lula. Mas ele precisa ficar atento.