Instituto Maurício de Nassau

18 de Abril de 2009 às 13:18
Autor Adriano Oliveira - Postado em Notícias | 11 Comentários - Comente!

Por que os servidores públicos fazem greve?

Os servidores públicos fazem greve por duas razões: baixos salários e a estabilidade. Determinadas categorias não têm baixos salários. Mas fazem greve, pois desejam ganhar mais. Aproveitam que possuem estabilidade para pressionar os governos. Estes atendem porque não têm meios de pressionar os servidores a voltarem para o trabalho. Os governos não podem demitir. Portanto, os servidores públicos no processo de negociação possuem mais poderes do que os governos. A estabilidade, além de possibilitar greves irresponsáveis, permite que o estado seja ineficiente. O Governo do Estado, mais uma vez, está refém dos servidores da saúde. Esta semana eles pararam. Não atenderam ninguém. Ouvi um líder grevista solicitar calma a população, pois através da luta tudo irá melhorar. Melhorar para quem? Para os servidores, óbvio. Pois os servidores não pedem melhoria de condição de trabalho. Algumas categorias até pedem. Mas da boca pra fora. No instante em que o governo aumenta o salário, eles voltam ao trabalho e esquecem das condições precárias em que estão trabalhando. Se o governador Eduardo Campos implantar as Fundações e contratar os futuros servidores, inclusive médicos, em regime celetista, as greves em Pernambuco irão diminuir. Por consequência, a população será melhor atendida. Por que um médico trabalha de modo eficiente em hospitais privados? Por que enfermeiros são eficientes na área privada? Por que eles não fazem greve na área privada? Pensem nisto! A resposta é simples: na área privada não existe estabilidade e os gestores têm poder de pressão.

17 de Abril de 2009 às 17:46
Autor Isabel França - Postado em Artigos | 1 Comentário - Comente!

Sal

Por: Elza Ferreira - Coordenadora do curso de Gastronomia - Faculdade Maurício de Nassau

 

Múltiplas são as aplicações destinadas a este produto. O mesmo serve para conservar vários alimentos, faz parte do processo de conservação do couro, tem emprego na refrigeração  e na indústria. Disputas e revoluções já foram provocadas pela humanidade na busca deste ingrediente tão cercado de simbolismo entre os povos. Os romanos davam sal para recém-nascidos na intenção de desabrochar a sabedoria. Os gregos usavam em oferendas religiosas. Para alguns desperdiçar sal “traz azar”, para outros estabelece vínculo de fidelidade, amizade e pode ser considerado afrodisíaco. Em época remota as salinas do mar Morto era a principal região produtora desta substância. Os soldados de César recebiam porções de sal, e daí deriva a palavra salário, como pagamento do trabalho realizado. Entre os séculos XII e XIII o monopólio do sal estava nas mãos dos senhores feudais, os quais cobravam imposto altíssimo sobre o produto. Imposto este, cobrado, tanto para o comerciante como para o consumidor. Com a queda do feudalismo o privilégio passou para as mãos de alguns nobres e burgueses. Indignações surgiram onde provocou rebeliões e revoltas, contribuindo até para a deflagração da Revolução Francesa. Na Itália, o monopólio do sal perdurou até 1974, onde a partir desta data a iniciativa privada recebeu autorização para comercializar o produto. Estas são algumas curiosidades sobre esta preciosidade que é o sal. Coma com moderação e delicie-se com uma bela carne de sol ou de charque.

17 de Abril de 2009 às 16:13
Autor Isabel França - Postado em Política | 1 Comentário - Comente!

A fila anda…

Nesta quinta-feira (16), mais um político foi cassado. Dessa vez, o ex-governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) e o seu vice foi julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político durante o mandato que assumiu em janeiro de 2007. O vice Luiz Carlos Porto (PPS) também deixou o cargo.

Além da acusação que decidiu, em definitivo, a cassação de Lago, outras maracutaias foram confirmadas. A maioria dos ministros afirmou que ainda em 2006, durante o período eleitoral, ocorreram abusos que beneficiaram a candidatura de Jackson e prejudicaram o da candidata Roseana Sarney. Além dessas acusações, a oposição também alegou que foram feitos 1.817 convênios no ano da eleição entre o governo estadual e municipais e associações civis.

Porém, apesar da diplomação da atual governadora do Maranhão Roseana Sarney nesta quinta-feira (17), o ex-governador se recusa a sair do palácio do governo. Os advogados de Jackson Lago poderão recorrer ao STF questionando a perda do mandato.

Em novembro de 2008, o agora ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima também foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob a acusação de ter distribuído 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral de 2006, por meio de programa assistencial da Fundação Ação Comunitária (FAC), vinculada ao governo estadual.  

A fila anda e as próximas “vítimas” da cassação que esperam julgamento são:

- Marcelo Déda (PT-SE): propaganda eleitoral antecipada
- Marcelo Miranda (PMDB-TO): compra de voto, abuso de poder, propaganda eleitoral indevida e uso indevido de meio de comunicação
- Luiz Henrique (PMDB-SC): uso indevido de propaganda e meio de comunicação, abuso de poder
- Ivo Cassol (PPS-RO): abuso de poder e compra de votos
- José de Anchieta Júnior (PSDB-RR): abuso de poder e compra de voto
- Wáldez Góes (PDT-AP):  uso indevido de veículos de comunicação

17 de Abril de 2009 às 15:45
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

As elites venceram?

Por duas vezes, o TSE afirmou que Jackson Lago (PDT), governador do Maranhão, abusou do poder econômico nas últimas eleições para o Governo do Estado. Em razão disto, ele perdeu o mandato. Mas Lago, com um discurso pré-histórico, afirma que só sairá do Palácio dos Leões, sede do Governo do Maranhão, “pela força”. Jackson Lago pensa que o Palácio dos Leões é seu. Lá quem manda é ele. Lá é a sua casa. Por isto, ele não sai. Para esconder a sua atitude ditatorial e patrimonialista, Lago afirma que por trás da decisão do TSE estão as elites. Em todo lugar encontramos elite. O próprio Lago faz parte da elite política do Maranhão. O seu partido, o qual apóia Lula, faz parte do governo de coalizão lulista. Portanto, faz parte da elite. Em algum instante, qualquer um de nós faz parte de uma elite. Este discurso, reconhecido como de esquerda, esconde os indivíduos que reconhecem o Estado como a sua casa. O que reconhecem o Estado como um nicho de privilégios. Lago, ao não sair do Palácio dos Leões, desrespeita as instituições democráticas. Observem que Lago lutou por estas instituições. E agora não as respeita. Caso o TSE tivesse decidido ao seu favor, Jackson Lago estaria feliz. E diria: as elites perderam.

 

 

16 de Abril de 2009 às 09:47
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Os erros dos atores e dos analistas

Fico impressionado como determinados atores políticos e alguns analistas não conseguem entender as pesquisas de opinião. O que importa para eles é quem está na frente das pesquisas. As expressões “potencialidade de crescimento”, “fragilidade da administração”, “consolidação da intenção de voto”, “tendência de crescimento, queda ou estabilidade”. Em razão disto, afirmações apressadas são feitas, as quais induzem ao erro. Neste caso, eles também erram. Pois pensam erradamente. Afirmo que as eleições para o Governo de Pernambuco estão indefinidas. Não existem favoritos. Jarbas Vasconcelos tem chances. O governador Eduardo Campos também. Estão presentes aspectos favoráveis às candidaturas de ambos. Caso o senador Jarbas não seja candidato, a oposição tem chance de emplacar outro candidato. Como é o caso de Marcos Magalhães. O que precisa ser verificado de antemão, através de pesquisas qualitativas e quantitativas, é a potencialidade de crescimento do candidato da oposição. Assim como os pontos fortes e fracos da administração e da imagem do governo de Eduardo Campos. É claro que Jarbas é o melhor candidato para enfrentar Eduardo Campos. Porém, isto não significa que a oposição não possa ter outro candidato. A prática política não exige pressa. Mas paciência e analise dos dados.

15 de Abril de 2009 às 15:16
Autor Adriano Oliveira - Postado em Artigos | 3 Comentários - Comente!

Empregadas, chicotes e ensino superior público

Como podemos explicar o Brasil? Roberto Da Matta em suas diversas obras explica muito bem. O Brasil é uma sociedade contraditória. No Brasil existe o “Sabe com quem está falando?”. Existe a casa e rua. Existem os privilégios e a cordialidade. Existe o racismo cordial. Observem os fatos recentes e vejam se Da Matta não tem razão. A sindica de um prédio, em Boa Viagem, agride a empregada em razão dela ter usado o elevador social. Isto mesmo. No Brasil existe o elevador social. A função deste é interpretada erroneamente por nós. O elevador de serviços serve para carregar a feira. Ou material de construção, por exemplo. E o elevador social serve para possibilitar que todos, inclusive as babás e as empregadas domésticas, tenham acesso ao apartamento onde trabalham. No Brasil, as portas dos trens do Rio de Janeiro são fechadas por meio de chicotadas. Nem o “ou vai ou desce” é usado. O chicote representa a força do capataz de um imaginário senhor de engenho. Um deputado do Rio Grande do Norte (não vou perder meu tempo procurando o nome dele no google) paga as passagens de artistas com dinheiro público. A opinião pública (ela existe?) reclama. Mas vários destes reclamantes admiram e defendem o ensino superior público. Não admitem que os seus filhos, vindos de escolas particulares, e criados, geralmente, com babás, paguem uma universidade. A empregada e as babás, além dos que levaram os chicotes no trem, não tiveram tempo e condições de estudar. De quem é a culpa? Vão dizer que foi do regime militar. Ou dos vários governos de direita – existem partidos ideológicos no Brasil? O problema é que são poucos os que reprovam a seguinte situação: um universitário brasileiro custa 6,1 vezes mais do que um aluno do ensino básico.  Em 2007, o gasto por aluno no ensino superior público ficou em R$ 12.322, em valores da época. Na média, cada estudante da educação básica custou R$ 2.005 (O Globo, 15/04/2009). Sem igualdade de oportunidades, as desigualdades e os privilégios serão mantidos.

15 de Abril de 2009 às 14:49
Autor Isabel França - Postado em Segurança Pública | Sem comentários - Comente!

A relação dos Grupos de Extermínio com os homicídios em Pernambuco

José Maria Nóbrega – Cientista Político
Nobrega.jr.ufpe@gmail.com

 

A ausência do estado como monopólio legítimo da violência pode ser colocada como a causa fundamental para o surgimento de atores políticos que ocupam essa lacuna. Nas comunidades mais pobres do Recife é comum a presença de grupos que fazem às vezes do estado na segurança. A chamada “turma do apito” ou milicianos que, para garantir uma pseudo-segurança à população, promovem uma série de ilegalidades incluindo aí o extermínio de pessoas “indesejáveis” aquela comunidade ou devedoras de empresários, comerciantes e traficantes de drogas. Os grupos de extermínio em Pernambuco surgem dentro desse contexto. Na verdade o extermínio não é a atividade fim dos grupos criminosos, mas sim uma atividade que faz parte do grupo. O crime organizado endógeno – aquele que nasce de dentro do estado (Oliveira, 2007) -, tem características assimétricas, pois há participação de agentes estatais – em sua maioria policiais – mas não necessariamente nasce de dentro do estado, podendo ser uma atividade que surge fora (organização criminosa exógena), mas que precisa da participação de agentes do estado como facilitadores das tarefas do grupo criminoso. As organizações criminosas em Pernambuco têm se caracterizado por várias atividades em sua conjuntura. Tais atividades criminosas incluem o tráfico de drogas, facilitação ao tráfico, extorsão, assaltos, roubos de carga, arrombamentos a estabelecimentos comerciais e homicídios. Há uma teia organizada de pessoas responsáveis por várias funções dentro do esquema. No caso dos grupos de extermínio desbaratados no estado de Pernambuco nos últimos anos, a maioria dos agentes do estado envolvidos foi formada por policiais, sem a presença de delegados e magistrados, mostrando médio grau de organização. No entanto, é frequente a presença de políticos e ex-políticos nessas organizações criminosas.

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14 de Abril de 2009 às 14:21
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Cyberbulling?

É o bulling na internet, porém com os mesmos objetivos do (digamos) presencial. Portanto, um pouco mais covarde já que seus autores se escondem no anonimato do mundo virtual. As ofensas, agressões, intimidações saem da sala de aula e vão parar nas comunidades, e-mails, torpedos, blogs e fotologs caluniosos.

14 de Abril de 2009 às 14:15
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Adolescentes sem limites

As pessoas que praticam o cyberbullying são normalmente adolescentes sem limites, insensíveis, insensatos, inconseqüentes e empáticos. Apesar de gostarem da sensação que é causada ao destruir outra pessoa, os praticantes podem ser processados por calúnia e difamação, sendo obrigados a disponibilizar uma considerável indenização.

14 de Abril de 2009 às 14:11
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | 1 Comentário - Comente!

E os pais?

Alguns “pais” querem transferir para as escolas a responsabilidade de educar seus filhos. Acabam se afastando da rotina deles nas escolas, em casa e na sociedade, inclusive na virtual. Essas crianças tornam-se adolescentes problemáticos e adultos sem limites. Educar não é tarefa fácil, requer muita dedicação, acompanhamento e acima de tudo muito amor.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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