Instituto Maurício de Nassau

8 de Abril de 2009 às 13:35
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | 1 Comentário - Comente!

E a indústria dos cursinhos?

Para os cursinhos, professores, livrarias e outros ativos da indústria dos concursos não será nada mal. O setor que fatura em média 150 milhões de reais/ano - dados da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos -, ganhará ainda mais com o adiamento de editais dos concursos. Ruim será para os 170 mil aprovados que aguardam sua nomeação. Basta saber se a indústria está quite com a receita federal.

8 de Abril de 2009 às 13:33
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

E os concursos municipais?

Os municípios também reduzirão seus concursos e suas nomeações, haja vista a redução do FPM (fundo de participação dos municípios). Além da previsão de queda do PIB, de 3,5% para 2%. Tudo repercute para aumentar a “crise” nos concursos. Precisamos lembrar que o faturamento desse setor (nacionalmente), em relação às taxas de inscrição é de aproximadamente 500 milhões/ano. É um bom negócio.

8 de Abril de 2009 às 13:30
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Perda de receita

As últimas autorizações de concursos foram: Dnocs, Aeronáutica, Anac e Ministério do Planejamento. Creio que haverá realmente uma diminuição nos editais, sobretudo nas vagas e principalmente nas nomeações. Porém, não a suspensão total dos concursos. Qual governo quererá perder essa receita, se não é obrigado a nomear os aprovados? (debaterei o tema sexta-feira, na CBN Recife, com Aldo Vilela, no programa CBN EDUCAÇÃO, 14h40)

7 de Abril de 2009 às 17:29
Autor Isabel França - Postado em Segurança Pública | Sem comentários - Comente!

A região Nordeste e o incremento da Violência

Por: José Maria Nóbrega – cientista político

A região Nordeste se destaca quanto aos dados quantitativos de mortes por agressão. Com raríssimas exceções, a maioria dos estados brasileiros apresenta crescimento em seus indicadores de morte por agressão. Com exceção do Sudeste, todas as regiões brasileiras apresentam crescimento nas mortes por agressão, com destaque para o Nordeste.

O que difere de forma destacada a região Nordeste da Sudeste é que esta última vem apresentando decréscimo contínuo de mortes por agressão nos últimos quatro anos da série histórica (1980-2006). Todas as regiões, com exceção da Sudeste, vêm apresentando tendência de crescimento. Contudo, a região Nordeste tem maior impacto percentual no crescimento agregado.

No gráfico acima, as taxas apontam bem o incremento das mortes por agressão levando em consideração o crescimento da população. Observa-se que as taxas no início da década de oitenta na região Nordeste eram menores que o suportável pela OMS, ou seja, menos de dez homicídios por cada grupo de cem mil habitantes. No final da série histórica a taxa saltou para 28 homicídios por cem mil habitantes, praticamente triplicando.

A região Sudeste segue uma trajetória de fortalecimento das taxas até o ano 2000. A partir daí a tendência é de queda nas taxas. No início da série histórica com 15,2 hpcmh  em 1980, chegando em 2000 a 36,5 hpcmh. Não obstante, a redução contínua de suas taxas é visível chegando ao final da série histórica em destaque com 26,7 hpcmh, para o ano de 2006. As regressões apresentadas mostram maior grau de relação do Nordeste com os homicídios (R2=0,94) em relação ao Sudeste (R2=0,70). Isto quer dizer que o risco de morte por agressão no Nordeste é bem superior a da região Sudeste.

São Paulo é um caso exitoso na região Sudeste. A responsabilidade desse êxito esta ligada a responsabilização das políticas de segurança naquele estado. Daí a redução em nível de região. No Nordeste, estados como Pernambuco, Alagoas e Bahia vem “puxando” para cima as taxas de mortes por agressão, não obstante os gastos crescentes em segurança executados em Pernambuco há anos. Alagoas e Bahia, precisam ser melhor analisados. Contudo, Alagoas vem tendo dificuldades em termos de orçamento e de pagamento dos seus servidores públicos, o que pode ser uma variável importante.

7 de Abril de 2009 às 14:29
Autor Inácio Feitosa - Postado em Educação | 3 Comentários - Comente!

Ainda sobre o bulling…

A violência nas escolas aumenta a cada dia. O Bulling está se diversificando. Agora os alunos “valentões” agridem professores. O caso mais recente foi com a professora de geografia Sandra Helena Pinto, de 49 anos, que sofreu uma luxação em uma vértebra após ser agredida por um aluno da 1ª série do ensino médio na Escola Estadual México, na zona sul de São Paulo. O que fazer? Como agir? E os pais? As escolas (e universidades) devem ser cautelosas na apuração dos fatos e rígidas na aplicação das sanções. A tolerância deve ser zero. Do contrário esse quadro de intimidações e violências se agravará ainda mais. Porém, faltam ações preventivas nas instituições. Quando agem já é tarde…

7 de Abril de 2009 às 09:15
Autor Inácio Feitosa - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Falecimento

O Professor Universitário Pinto Ferreira, Diretor-Presidente da Sopece e Doutor honoris causa em Direito pela Universidade de Coimbra em Lisboa, faleceu na manhã dessa terça-feira. O enterro será nesta terça-feira, às 17h, no cemitério de Santo Amaro. A perda do Prof. Pinto Ferreira é de incomensurável lástima para todos  nós, que tivemos o privilégio de conhecê-lo, sobretudo no âmbito  educacional. Pessoa de um caráter e inteligência consideráveis, contribuiu de forma permanente para a difusão da educação pernambucana, notadamente enquanto professor. Ademais, o Prof. Pinto Ferreira sempre expressou grandiosa dedicação  pelos valores educacionais de Pernambuco e demonstrou um esforço em  propagá-los, semeando-os através da educação e de sua instituição de  ensino, onde foi Diretor-Presidente. Sua morte nos priva de uma das personalidades educacionais mais notáveis do Estado. Lamentamos a perda do notório professor, que pela  sua competência nos será caro uma devida substituição.

 

 

 

7 de Abril de 2009 às 08:19
Autor Adriano Oliveira - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Mudar a gestão e definir prioridades

Vários prefeitos retornam hoje a capital do País. Cobrarão do presidente Lula uma solução para a diminuição considerável do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Não existe solução. A arrecadação fiscal diminuiu, portanto, como bem frisou Lula ontem em Minas Gerais, os cintos precisam ser apertados. Os prefeitos voltarão apenas com mais promessas. Eles terão um ano de aperto, mas também de aprendizado. Em épocas de bonança, os cintos também precisam continuar apertados. A longo prazo, e aos poucos, os cintos vão sendo folgados. Não se pode gastar muito com cargos comissionados. Não se pode conceder aumentos benevolentes a funcionários públicos. Concursos públicos devem ser suspensos. Em vez deles, funcionários devem ser contratados sob outros regimes, como o celetista ou através de fundações. Desta forma, os prefeitos não constroem uma bomba, qual seja: o déficit previdenciário. Por outro lado, os prefeitos devem modernizar a gestão. Priorizar investimentos. Partir do princípio de que quanto mais investimentos em educação e saúde, mais arrecadação a longo prazo. Prefeituras não podem ficar na dependência de recursos da União. Elas precisam criam fontes alternativas para a conquista de recursos. Sei que para alguns municípios isto seja impossível. Mas para cidades turísticas, por exemplo, não. Portanto, em momentos de crise não basta apenas reclamar, mas também mudar a gestão e definir prioridades.

6 de Abril de 2009 às 13:25
Autor Isabel França - Postado em Política | 3 Comentários - Comente!

Cenário aponta Eduardo com 50% dos votos em Pernambuco

Nesta segunda-feira (06), o Instituto Maurício de Nassau divulgou sua primeira pesquisa eleitoral e de avaliação dos governos Estadual e Federal. De acordo com os dados, a administração do governo Eduardo Campos foi avaliada como ótima/boa por 53% dos entrevistados. 33% consideraram regular e 10% disseram ser ruim/péssima. Quanto ao governo Lula, 76% da opinião pública consideraram a administração do atual presidente como ótimo/bom, enquanto que apenas 6% afirmaram ser Ruim/Péssima.

Entre os principais problemas apontados pela opinião pública sobre a atual gestão estadual, as áreas mais votadas foram: Saúde, com 30% de desaprovação, seguindo de Segurança Pública (25,6), Desemprego (22,2) e Educação (8,3).

Na pesquisa estimulada de intenção de voto para o cargo de governador do Estado, Eduardo Campos atingiu 50% enquanto que Jarbas Vasconcelos teve 33% das intenções de voto. Em um outro cenário eleitoral, caso Jarbas não fosse candidato, Eduardo teria 25% dos votos, Raul Henry ficaria com 16%, Sérgio Guerra com 13% e Edílson Silva com 1%. Brancos/Nulos somaram 12%.

Para presidente da República, se a eleição fosse hoje, José Serra estaria com 35% dos votos, seguido de Dilma Rousseff (23%) e Ciro Gomes (16%). Em um outro cenário para presidência da República, Ciro Gomes sairia com 29%, Dilma com 25% e Aécio Neves com 8%. Nesse cenário, os votos Brancos/Nulos somariam 21%.

A pesquisa também quis saber em quem o eleitor votaria para ocupar a primeira e segunda vaga do Senado. Com 33% dos votos, o ex-prefeito do Recife João Paulo ocuparia a primeira vaga. Marco Maciel aparece logo em seguida com 28%.

O apoio do presidente Lula nas eleições 2010 é um fator de peso para os candidatos da situação. Quando submetidos à pergunta “Você pretende votar para presidente da República em um candidato apoiado pelo presidente Lula?”, 59% dos entrevistados responderam que sim. 15% afirmaram que não e 22% disseram que depende.

No campo econômico, a crise mundial aponta para uma melhora nos próximos meses, de acordo com os entrevistados. 56% acreditam em uma melhora econômica contra 33% que disseram permanecer na mesma situação. 

A pesquisa completa está na seção Relatórios deste blog.

Leia este post na íntegra »

6 de Abril de 2009 às 08:52
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Pesquisa revela cenários eleitorais

Nesta segunda-feira (06), o Instituto Maurício de Nassau divulga a primeira rodada da pesquisa de intenção de voto para os cargos de governador de Pernambuco, senador e presidente da República, além da avaliação, junto à opinião pública, sobre a administração dos atuais governos Estadual e Federal. O levantamento será apresentado, às 9h, no auditório Capunga da Faculdade Maurício de Nassau. Na ocasião, os deputados Maurício Rands e Raul Henry estarão presentes para comentar os dados. A pesquisa será apresentada pelo cientista político Adriano Oliveira.

4 de Abril de 2009 às 12:46
Autor Isabel França - Postado em Cinco perguntas Capitais | Sem comentários - Comente!

“Lula não deu nenhum salto na educação de base”

 

Cristovam Buarque

Em rápida passagem pelo Recife, onde lançou o livro “O que é Educacionismo” e recebeu homenagem em encontro realizado pela Confraria da Educação, o senador Cristovam Buarque (PDT) concedeu entrevista ao Blog do Instituto Maurício de Nassau e falou sobre seus projetos para a educação no Brasil, avaliou o governo Lula e expressou sua vontade em se candidatar novamente à presidência da república.

 

 

1. Quais os grandes problemas enfrentados pela educação básica no Brasil?
Os problemas são muito simples. Primeiro problema é a falta de professor nas escolas. Segundo, é a falta de equipamentos nas salas de aula. Terceiro, é o tempo que o aluno fica na escola. O professor tem que ter uma carreira nacional e não municipal. O professor tem que ser funcionário público, escolhido em um concurso público federal, com um salário federal. É o que chamo da carreira federal do magistério. O segundo passo é implantar um programa federal de recuperação de equipamento nas escolas, onde tenham equipamentos modernos para ajudar o professor. Também é preciso que as escolas funcionem em horário integral. Mas como fazer isso? A minha proposta é que seja feita por cidades, começando com 250 cidades nas quais a gente colocaria 100 mil professores, selecionados em nível federal, com um salário federal, que eu calculo com um salário de 4 mil reais. Nos cálculos, em um ano teríamos 3 milhões de crianças em 100 mil professores e 10 mil escolas. No ano seguinte teria 3 milhões novos alunos em outras 250 cidades e mais 100 mil professores e 10 mil escolas. Em 20 anos teríamos 200 mil escolas, 60 milhões de alunos, 2 milhões de professores. O que está sendo feito agora vai melhorar um pouquinho, mas não dá o saldo.

2. Como o senhor avalia a questão das cotas?
Eu avalio como um remédio que ninguém gosta de tomar, mas quando está doente precisa. O Brasil é um País doente. Eu sou favorável as cotas raciais. As cotas sociais eu acho uma ilusão. As cotas raciais só começam a funcionar quando a escola pública for boa. Não adianta você reservar 50% das vagas na escola pública quando só 25% dos alunos terminam o segundo grau. Quando eu falo em colocar um negros a mais na universidade eu não estou querendo beneficiar aquele negro, eu estou querendo beneficiar a imagem do Brasil. O nosso País é pluriracial, mas uniracial na sua elite. As cotas exigem passar no vestibular. É uma questão apenas de classificação.

3. O senhor acredita que o Bolsa-Família pode ser considerado um programa que minimize a evasão escolar, já que um dos critérios para o recebimento é a permanência dos filhos dos beneficiários matriculados nas escolas?

O Bolsa Família é generoso e foi ampliado do governo passado para este. Contudo, o governo gerou um retrocesso no nível de consciência da população. Antes, quando ela recebia crédito do Bolsa Escola, com a idéia de que tinha que estudar, pensava: “eu recebo o Bolsa Escola porque meu filho estuda”. Agora, pensa: “eu recebo o Bolsa Família porque sou pobre”. Isso é um retrocesso. A tomada de consciência do pobre da importância da educação é o grande desafio da esquerda hoje.

4. Quais as considerações que o Senhor faz do segundo governo Lula? Para ser mais específica, qual foi, até agora, a melhor ação e a pior ação deste governo?

Eu continuo achando que Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve quando a gente compara ele com os outros. Mas não é dos melhores quando a gente compara ele com o que esperava dele. Em seis anos de mandato, Lula já podia ter declarado o Brasil um País livre do analfabetismo. Bastava apenas 4 anos. O Lula não deu nenhum salto na educação de base. A grande ação dele foi ter dado continuidade ao que Fernando Henrique vinha fazendo na economia, ou seja, ter mantido a responsabilidade na economia. A pior ação foi ter tirado a esperança dos brasileiros de que era possível mudar o Brasil. Lula destruiu o PT.

5. Assim como Eloísa Helena, o Senhor pretende novamente se candidatar à presidência da república?

Se os PDT quiser eu estou pronto.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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