27 de Junho de 2009 às 06:42

A oposição em Pernambuco está impaciente em razão da falta de candidato para disputar o pleito eleitoral de 2010 contra Eduardo Campos. Em um olhar rápido, sem paciência, observamos que o único candidato em condições eleitorais de enfrentar o atual governador é Jarbas Vasconcelos. Mas Jarbas, por razões óbvias e compreensÃveis, não tem pressa para decidir. Ele aguarda. Inclusive, ele aguarda Serra. Este sim deveria decidir imediatamente se enfrentará ou não o candidato de Lula.
27 de Junho de 2009 às 06:41

O PSDB, com exceção de Terezinha Nunes, não faz oposição a Eduardo Campos. Sergio Guerra e os deputados estaduais sabem que é difÃcil disputar um mandato no parlamento sem a ajuda ou a presença de um candidato forte na disputa do pleito eleitoral. Membros da oposição estão condenando Sergio Guerra. Ora, por que condená-lo? O PSB não se relaciona/alia com o PSDB em Pernambuco por conta de Jarbas. Este pode optar por não ser candidato ao governo. Então, qual é o problema de Guerra se aliar a Eduardo? Nenhum. Nacionalmente, tanto Aécio como Serra querem Eduardo. Como querem também Jarbas. Se o atual governador e o ex-governador não se falam, problema deles. O contexto eleitoral decidirá quem terá a prioridade do PSDB no relacionamento. Sabemos, inclusive, que Eduardo é aliado do PT em razão de Lula.
27 de Junho de 2009 às 06:40

Acredito que a oposição, caso queira derrotar Eduardo Campos, precisa colocar em pauta outro candidato. Mas existe um problema, qual seja: a boa relação do PSDB com Eduardo Campos. E o cenário nacional. Se Serra decidir tardiamente que não é candidato, Aécio poderá ir para o sacrifÃcio. Deste modo, é melhor Guerra ficar com Eduardo. Mas se Jarbas e Serra forem candidatos? É melhor Guerra ficar com Jarbas. Estes são os fatos que trazem indefinição a Sérgio Guerra e inquietude ao Democrata. A oposição pode ter uma alternativa a Jarbas. Mas precisa trabalhá-la já. Pesquisas qualitativas podem indicar quem poderá ser este candidato.
26 de Junho de 2009 às 16:06

O Ministério da Educação instituiu normas especÃficas para o credenciamento e avaliação dos cursos de mestrado profissional em todo o PaÃs. Diferentemente do mestrado lato sensu, voltado especialmente para a produção cientÃfica de excelência, a nova determinação espera que as instituições que oferecem pós-graduação lato sensu, redirecionem suas disciplinas para uma formação profissionalizante, ou seja, voltada para o mercado. A Portaria Normativa n° 7 determina que o corpo docente seja composto não apenas por professores doutores, mas também por professores com grande experiência na área de formação. A medida tem seus prós e contras. As contribuições cientÃficas tendem agora a apresentar maior consistência prática na sociedade, além mercado se abrir para novos profissionais. Mas será que a qualidade de aprendizagem conferida aos pós-graduados acompanhados apenas por doutores tenha a mesma qualidade que por profissionais mais focados no mercado de trabalho? Fica aà o debate.
26 de Junho de 2009 às 10:09
26 de Junho de 2009 às 09:45

Vocês sabem que nunca acreditei no Pacto pela Vida. Antes e após o seu lançamento, fiz crÃticas ao Pacto. Continuo com a mesma opinião. O Pacto é um conjunto de idéias que não podem ser aplicadas. É uma marca, uma jogada de marketing. Por outro lado, já reconheci que o governador Eduardo Campos tem boas ações nas áreas da segurança pública. Dentre estas boas ações, destaco, neste instante, a redução da freqüência de homicÃdios. De acordo com Eduardo Machado, em matéria no JC, há seis meses cai o número de assassinatos, latrocÃnios e lesões corporais. Não quero me precipitar. Estou no aguardo dos dados oficiais, pois preciso verificar a freqüência de homicÃdio por região e cidades. Contudo, talvez estejamos diante de uma tendência de queda da freqüência de homicÃdios. Repito, talvez. Isto é uma vitória para o governador, apesar de ele ter permitido que alguém estipulasse a meta de 12%. Se não fosse esta meta, o governador estaria tranqüilo no próximo ano. Como existe a meta, ele será cobrado.
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26 de Junho de 2009 às 09:44

Por que os homicÃdios decresceram? Acredito que tenha sido a identificação dos “pontos quentes”. O policiamento, acertadamente, foi deslocado para estas áreas, as quais tinham (ou tem) considerável freqüência de homicÃdios. O coronel Vespaziano, dentre outros, conversou comigo sobre as ações policiais que estavam sendo realizadas. Constato, em razão das informações trazidas por Eduardo Machado, que as ações são meritórias. Assim como as ações de inteligência da PolÃcia Civil de Pernambuco. Aproveito o instante para parabenizar a todos. Embora, outras ações precisam ser realizadas.
25 de Junho de 2009 às 13:33

Pesquisa feita pela Escola de Comunicação do Comunique-se realizou pesquisa sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para os cursos de jornalismo. De acordo com o levantamento, 84% dos jornalistas afirmaram ser contra fim da obrigatoriedade do diploma. A pesquisa também abordou os possÃveis impactos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no futuro profissional da categoria e no papel das faculdades de Jornalismo agora em diante. De cada dez jornalistas formados, cinco acreditam que vão sofrer impacto negativo em suas carreiras e quatro entendem que não haverá mudanças no mercado. A maioria dos entrevistados (66%) pensa que o curso de Jornalismo vá perder importância com o fim da obrigatoriedade do diploma. 22% acreditam que nada vá mudar para as faculdades. 9% acreditam que as faculdades ganhem força após a decisão. A pesquisa foi realizada em nÃvel nacional com 682 pessoas da área de comunicação entre estudantes e profissionais não-diplomados. E você, leitor, o que pensa sobre o assunto? Que impacto você acredita que essa decisão provocará no mercado? Você acredita que o curso de Jornalismo vá perder força?
25 de Junho de 2009 às 09:18
25 de Junho de 2009 às 08:59

A calma deve pautar o analista. Afirmar que a eleição de 2010 é de Serra é precipitado. Afirmar que é de Dilma também. Portanto, como já frisei por várias vezes, não existem, neste instante, favoritos em 2010. A ressaca ao PT e a Lula poderá vir acontecer. Mas o desejo de continuidade, diante de uma presidente que tem considerável aprovação popular, também. Então, o quadro de 2010 continua obscuro. Contudo, algumas novidades. Pesquisa do GPP-Brasil, nos dias 11 e 14 de junho, mostra que no Nordeste a possÃvel candidata do PT, Dilma Roussef, em um cenário sem a presença de Ciro Gomes, venceria Jose Serra – Dilma 41,4% e Serra, 37,6% (pesquisa estimulada). O GPP-Brasil perguntou: quem seria o melhor presidente para o Brasil hoje? Lula obteve 42% - pesquisa espontânea. Por outro lado, quem seria o melhor presidente para enfrentar a crise econômica? Jose Serra, 39%. E Dilma, 18% (pesquisa estimulada). Estes dados mostram que:
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1. Lula tem considerável capital eleitoral. Portanto, tem condições de eleger Dilma Roussef ou Antônio Palocci;
2. José Serra, aparentemente, é o melhor candidato para enfrentar o candidato de Lula. Por que aparentemente? Desconfio de que José Serra pode ser encarado como o anti-Lula. Em razão disto, perder capital eleitoral;
3. O PSDB precisa definir urgentemente quem é o seu candidato, pois se Serra desistir, Aécio Neves talvez tenha pouco tempo para conquistar o eleitorado, embora tenha potencial para tal.