Instituto Maurício de Nassau

18 de Junho de 2009 às 16:50
Autor Inácio Feitosa - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Os jornalistas “dormiram” no ponto

Para mim, os jornalistas deixaram de trabalhar politicamente um assunto tão importante para o exercício de sua profissão. Quando a imprensa fala, o mundo se cala. Ninguém falou nada. Resultado: o supremo decidiu contrário ao interesse dos jornalistas diplomados. A falta de organização da categoria é a maior responsável por essa decisão absurda. Estou chegando a essa conclusão.

18 de Junho de 2009 às 16:48
Autor Inácio Feitosa - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Temos como resolver a questão da relação da precarização do trabalho?

Sim. Os Sindicatos dos Jornalistas no Brasil inteiro devem inserir em suas convenções coletivas de trabalho a necessidade dos diplomas para percepção do piso salarial e outras vantagens trabalhistas. Do contrário, a relação de trabalho será totalmente precarizada. Os salário que já são baixos, ficarão piores. O momento é de organização da categoria. Quem sabe agora não será criado o Conselho Federal dos Jornalistas do Brasil, com seccionais nos estados. Antes tarde, do que nunca.

18 de Junho de 2009 às 11:44
Autor Adriano Oliveira - Postado em Artigos | 1 Comentário - Comente!

Conversa com o taxista

 

Todos estão criticando Sarney. Eu também critico. Falta transparência ao presidente do Senado. E falta coragem para renunciar. Ontem, um taxista me falou a mesma coisa. Criticou com raiva Sarney e a classe política. No diálogo, por várias vezes, mostrei ao taxista que concordava com ele. Daqui a pouco, ele esqueceu Sarney, e começou a criticar a Polícia. Disse para mim que os policiais são corruptos, pois “sempre pedem um dinheirinho”. Neste instante, discordei do taxista. Disse para ele que os indivíduos ao descumprirem uma norma proporcionam a propina policial. Ele disse que não. Insisti na tese. Mas ele discordou com a cabeça e replicou: “Eu sou besta para ser multado?” Conclui esta parte do diálogo afirmando que só existe corrupção policial em razão da contrariedade das normas por parte dos indivíduos. De repente, ele reclama do salário da esposa, a qual é servidora pública. Volto a concordar com ele. Mas ressalto que sou contra a greve de servidor público, pois este tem estabilidade. Ele disse que eu era direitista. Parei um pouco e disse que não. Frisei para ele que sou um liberal. Com o objetivo de provocá-lo, elogiei Kassab, o prefeito de São Paulo, pois teve a coragem de publicizar os salários do servidor público. O taxista, com muita raiva, disse: “tem que divulgar o salário dos políticos“. Balancei a cabeça concordando e frisei: o político é um servidor público. Portanto, todos devem agir com transparência. O meu destino já estava chegando, quando o indaguei se ele tinha recibo. Ele disse que sim. Ao parar o veiculo, me disse que a “corrida” tinha custado R$ 30,00. Paguei e solicitei o recibo. E ele, com tranqüilidade, indagou: “é trinta mesmo ou mais?“. Respondi que queria o valor exato. Ele estranhou, pois, segundo ele, muitos faziam aquilo. Com calma, expliquei para ele que enquanto criticamos Sarney, nos falta transparência em nossos atos e respeito à coisa pública. Sarney é o culpado de tudo?

18 de Junho de 2009 às 10:38
Autor Adriano Oliveira - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Poder público e ordem pública

 

POR Janguiê Diniz – Doutor em Direito presidente do Instituto Maurício de Nassau

www.blogdojanguie.com.br

 

É importante debatermos  a segurança pública bem como os problemas de ordem pública que nos afligem.  Nesse contexto,  é importante registrar que a ausência de ordem pública em nossa cidade é um problema que  nos preocupa e muito.   Espaços urbanos sendo ocupados por atividades informais.  Carros estacionados em locais proibidos.  Estes são apenas alguns  exemplos de fatores que proporcionam a desordem pública.   É claro que discutir o comércio informal talvez seja inoportuno neste momento,  diante do fato de que o crescimento econômico brasileiro não consegue, ainda, gerar oportunidades econômicas para considerável número de indivíduos.  Além disto, deve-se considerar também  que em virtude do baixo nível de escolaridade do cidadão  brasileiro,  muitos deles  não têm a qualificação adequada para aproveitar as oportunidades econômicas que estão sendo geradas por diversos pólos de desenvolvimentos,  como  por exemplo  o  Complexo de Suape.    Porém,  não pode se admitir que  a atividade informal  desorganize o espaço urbano.   Ela não deve,  inclusive,  impedir que os indivíduos possam circular pelos espaços públicos.   Os graves engarrafamentos no  trânsito constituem  outro grande  problema.   Por que não respeitar as leis de trânsito?   Estacionar em locais proibidos ou o simples ato de parar para outrem descer pode dificultar a circulação de veículos.  Entretanto, isso não é um problema apenas do Recife. As capitais brasileiras sofrem com excesso de veículos  e com o déficit de transporte público.  Soma-se a isto, o desrespeito as leis de trânsito, trazendo como conseqüência a desordem no trânsito.   Na nossa ótica, cremos que a ordem pública pode ser estabelecida de duas maneiras: mudança do comportamento dos indivíduos.  E a intervenção do poder público na desordem estabelecida.   As instituições podem colaborar em muito no particular, notificando às autoridades acerca das atitudes  ilícitas  dos indivíduos com o intuito de mudar seus comportamentos.  A manutenção da ordem pública é dever não só do estado, mas, também,  de todos nós.  Devemos procurar criar ambientes adequados para a convivência social e o exercício das liberdades individuais e da cidadania.   

17 de Junho de 2009 às 11:28
Autor Isabel França - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

A cota de sucesso da turma do ProUni

Na edição desta quarta-feira do jornal Folha de São Paulo, o jornalista Elio Gaspari traz uma importante discussão em torno do sistema de acesso dos afrodescendentes às universidades públicas do País. Em seu artigo, Elio desmistifica a condição do senso comum entorno dos estudantes negros e probres. Veja o artigo completo abaixo. Boa leitura!

 

Folha de São Paulo - 17.06.09

A cota de sucesso da turma do ProUni

Elio Gaspari - jornalista e escritor
 

A DEMOFOBIA pedagógica perdeu mais uma para a teimosa insubordinação dos jovens pobres e negros. Ao longo dos últimos anos o elitismo convencional ensinou que, se um sistema de cotas levasse estudantes negros para as universidades públicas, eles não seriam capazes de acompanhar as aulas e acabariam fugindo das escolas. Lorota. Cinco anos de vigência das cotas na UFRJ e na Federal da Bahia ensinaram que os cotistas conseguem um desempenho médio equivalente ao dos demais estudantes, com menor taxa de evasão. Quando Nosso Guia criou o ProUni, abrindo o sistema de bolsas em faculdades privadas para jovens de baixa renda (põe baixa nisso, 1,5 salário mínimo per capita de renda familiar para a bolsa integral), com cotas para negros, foi acusado de nivelar por baixo o acesso ao ensino superior. De novo, especulou-se que os pobres, por serem pobres, teriam dificuldade para se manter nas escolas. Os repórteres Denise Menchen e Antonio Gois contaram que, pela segunda vez em dois anos, o desempenho dos bolsistas do ProUni ficou acima da média dos demais estudantes que prestaram o Provão. Em 2004, os beneficiados foram cerca de 130 mil jovens que dificilmente chegariam ao ensino superior (45% dos bolsistas do ProUni são afrodescendentes, ou descendentes de escravos, para quem não gosta da expressão). O DEM (ex-PFL) e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino foram ao Supremo Tribunal Federal, arguindo a inconstitucionalidade dos mecanismos do ProUni. Sustentam que a preferência pelos estudantes pobres e as cotas para negros (igualmente pobres) ofendiam a noção segundo a qual todos são iguais perante a lei. O caso ainda não foi julgado pelo tribunal, mas já foi relatado pelo ministro Carlos Ayres Britto, em voto memorável. Ele lembrou um trecho da Oração aos Moços de Rui Barbosa: “Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real”.

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17 de Junho de 2009 às 09:55
Autor Isabel França - Postado em Clipping | Sem comentários - Comente!

Notícias do Dia - 17.06.09

A partir desta quarta-feira (17), o Blog do Instituto Maurício de Nassau conta com mais uma ferramenta de informação para os nossos leitores. Passaremos a postar, diariamente, um resumos das principais notícias políticas locais e nacionais publicadas nos principais jornais do Estado. Boa leitura a todos!

 

JORNAL DO COMMERCIO

 

- Sarney fala, mas não abafa crise

- Na reação, os senadores adotam tom conciliatório

 

DIARIO DE PERNAMBUCO

 

- Receita de João pra João: um mapara astral do governo

- Lei municipal passa a controlar horas extras

- “A crise é do Senado, não é minha”

 

FOLHA DE PERNAMBUCO

 

- Terezinha prevê traição governista

- Luciana não terá cargo no governo

17 de Junho de 2009 às 09:29
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

A crise também é nossa

O presidente do Senado, José Sarney, afirmou que a crise não é dele. É verdade em parte. A crise é da responsabilidade de todos os senadores. E da sociedade. Contudo, como Sarney é o presidente, a sua responsabilidade é maior e imediata. O que falta as casas legislativas no Brasil é transparência. Além dela, respeito, por parte dos seus integrantes, à coisa pública. Qualquer ato de um parlamente relacionado à coisa pública deve ser tornado público. O que é público deve ser divulgado. Deve estar ao alcance de todos. Neste caso, é inadmissível que existam atos secretos no Poder Legislativo. Ou em qualquer outra instituição pública. Não sou injusto com os senadores. Sou adepto do senso comum em alguns momentos. Às vezes ele nos diz algo. Por exemplo: a classe política brasileira é reflexo da sociedade. Considero que eleitores deixam de votar em razão de estarem decepcionados com a classe política. Neste caso, suponho que são eleitores com espírito público ou desinteressados, por algum motivo, com a atividade política. Porém, outros votam, e votam em trocam de um emprego, de um favor. Ou se candidatam em busca de ascensão social. Diante da ausência de espírito público por parte dos indivíduos, as instituições sofrem as conseqüências. Os indivíduos integram as instituições. As instituições são formadas por indivíduos. Portanto, a crise no Senado também é nossa. Faltam-nos transparência e espírito público.

17 de Junho de 2009 às 09:05
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

O jogo político do Senado

 

Estão tentando enganar o povo brasileiro. Ontem, o presidente do Senado Federal, José Sarney, tentou se desvincular das acusações no escândalo da Casa. Por mais que ele tente se esquivar das acusações afirmando que a crise não é dele, mas da instituição federal, como um homem público Sarney não tem o direito de não se responsabilizar pela crise. Essa tentativa de “privatização do Senado” não pode ser mais possível e tolerada pelo povo brasileiro. Fala-se por aí que a sociedade está mais vigilante e consciente, mas agora chegou a hora desse mesmo povo mostrar sua insatisfação perante os fatos. As investigações podem até não dar em nada, mas a máscara já caiu de uma vez por todas. E já tem senador querendo investigação policial na jogada. Cristovam Buarque pede a cassação de Sarney e pede para que a Polícia Federal entre nas investigações e apure os fatos. Já Sarney, faz um discurso de principiante, mas vale ressaltar que ele já ocupa pela terceira vez a presidência da Casa, esperar o fim das investigações para se posicionar melhor sobre os fatos. A desfaçatez pode até fazer parte do jogo político. Difícil é convencer a imparcialidade.

16 de Junho de 2009 às 17:43
Autor Isabel França - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Administração e desenvolvimento econômico I

Janguiê Diniz: Doutor em Direito,Fundador do Grupo Universitário  Maurício de Nassau - www.blogdojanguie.com.br

 

Nenhuma profissão vinculada às chamadas ciências sociais ou culturais conhece tão bem a palavra desafio. E esse conhecer tem uma raiz marcadamente histórica. É que a sociedade capitalista engendrada no alvorecer do século XIX, através do Estado Liberal, surgiu e cresceu de forma desordenada. Filosofia Liberal e Economia Política deram sustentação a esse novo modelo de Estado e de Sociedade. Muito embora se possa encontrar nos estudos de Adam Smith os primeiros passos rumo à teoria organizacional, o fato é que, como afirmara o grande civilista francês Goerges Ripert, “o direito civil não conhece a empresa, mas só o proprietário”. Como as teorias políticas, econômicas e jurídicas não apontavam para uma teorização específica  - a da empresa -, sobretudo porque não cuidavam das suas engrenagens internas, das vicissitudes ou dos fracassos ocasionados pelas chamadas “crises cíclicas” introduzidos pela sociedade industrial, apareceu, na primeira metade do século XIX, aquilo que passou a se chamar de “Administração Científica”. O binômio Fordismo/Taylorismo desencadeia uma nova era para compreensão da empresa, em sua totalidade. Mesmo que as versões epistemológicas que apareceram nessa época remontem à Economia Política clássica, ao positivismo comteano e, sobretudo, às concepções teóricas formuladas por Max Webber, a chamada era da “Administração Científica” floresceu sob o signo do Racionalismo Instrumental a serviço da produção capitalista surgida no Século XIX. Daí por diante não se parou mais de se formular pesquisas, produções acadêmicas e práticas organizacionais que legaram ao mundo empresarial e a todas as organizações privadas e públicas um avanço extraordinário nos critérios de sociabilidade, eficiência e qualidade, não somente para o mundo dos negócios,  como também para o mundo da vida. Não caberia a mim, nesta escrito, revolver a evolução histórica do pensamento organizativo ou seus principais paradigmas.

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16 de Junho de 2009 às 17:37
Autor Isabel França - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Administração e desenvolvimento econômico II

Janguiê Diniz - Doutor em Direito, Fundador do Grupo Universitário Maurício de Nassau - www.blogdojanguie.com.br

 

A quarta falsa premissa afirma: “A administração é uma ‘ciência” ou pelo menos uma “disciplina”, ao que ele contesta, afirmando: “a administração terá  de ser considerada tanto uma ‘ciência’ como uma “humanidade”.  A falsa se baseia em duas proposições. A primeira é a de que a administração é tão independente de valores culturais e crenças individuais quanto as operações elementares da aritmética, as leis da física ou as tabelas de tensão dos engenheiros. A outra, a de que toda administração está sendo executada dentro de um único ambiente nacional e implantada numa única cultura nacional; esta circunstância a um único código jurídico e é parte de uma única economia nacional. Eram tão óbvias para Taylor, nos Estados Unidos, quanto para Fayol, na França. Mas, para ele, mesmo que haja instrumentos e técnicas de administração; haja teorias e princípios de administração e talvez uma disciplina universal de administração ou ainda uma função genérica mundial que chamamos de administração - que tente a mesma finalidade em toda parte e qualquer sociedade desenvolvida -, a administração também é uma cultura e um sistema de valores e crenças. Também é o meio pelo qual uma determinada sociedade torna produtivos seus próprios valores e crenças. A administração pode muito bem ser considerada a ponte entre uma civilização que se está tornando rapidamente mundial e uma cultura que manifesta tradições, valores, crenças e patrimônios divergentes. A administração  precisa tornar-se o instrumento pela qual a diversidade cultural possa atender às finalidades comuns da humanidade. Como ciência da humanidade, a administração é tanto um enunciado de verificações que podem ser postas à prova e confirma objetivamente como um sistema de crenças e experiências.  Por fim e mais uma vez Peter Drucker inverte o enunciado, para a quinta premissa - “a administração é resultado do desenvolvimento econômico”- e afirma: “ o desenvolvimento econômico e social resulta da administração”.  A primeira premissa sustenta que a administração é resultado e não causa; um atendimento de necessidades e não uma criadora de oportunidades. Peter Drucker afirma: pode-se dizer, sem muito exagero de simplificação, que não existem países subdesenvolvidos. Existem apenas países subadministrados.

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