28 de Julho de 2009 às 14:39

Do Ex-blog de Cesar Maia, por e-mail
Entrevista ao Estado de SP, 27/07, de Ben Self (Blue State Digital), peça importante na equipe que criou a campanha Obama na internet. Começou com Howard Dean em 2004 (referência que acompanhamos em 2004, para aprimorarmos (nosso site e rede de e-mails, e lançarmos o Ex-Blog em 2005). Começamos em 1997 com internet. Trechos da entrevista.
1. Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos. Acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança. Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. Qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.
2. (Qual ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter?) Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela. E tem de ter um mailing poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website. Os sites de relacionamento não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.
28 de Julho de 2009 às 09:53

Lula desautorizou o senador Mercadante. Sarney continua a receber o apoio de Lula. O presidente da República desmerece o PT. Mostra que não respeita os integrantes do seu partido. Para que servem os partidos? Esta deve ser a pergunta de Lula quando indagado sobre a desmoralização do PT. Lula tem considerável popularidade, principalmente nas classes C, D e E. Então, por que se preocupar com o PT? O que importa para Lula, e para diversos políticos, é a vitória. É a derrota da oposição em 2010. E Lula sabe que Sarney pode facilitar o apoio do PMDB ao PT. Com isto, Lula ganhará tempo de TV, e, considerando também a sua popularidade, ampliará as suas condições para eleger o seu sucessor. Lula não tem medo da opinião pública. Mas deveria ter. Embora ele tenha liderança consolidada entre as classes frisadas, existem os segmentos A e B que podem interferir no processo eleitoral. Isto não deve ser desconsiderado, apesar da alta popularidade do presidente. Existe no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, uma massa de indivíduos que não dependem do setor público. Ou de favores do estado. Estão na iniciativa privada, produzindo. Estes, por serem mais independentes do estado, podem ser mais exigentes no instante de votar – isto é uma hipótese. Neste caso, valores republicanos pesam em suas decisões, pois eles desejam um estado que não atrapalhe as suas vidas. Desejam uma classe política que não impeça ou dificulte o desenvolvimento do país. Estes indivíduos, mesmo tendo adquirido benefícios do governo Lula, podem optar por outro candidato, em razão do apoio de Lula ao presidente Sarney. Destaco ainda que as classes A e B, supostamente por serem medianamente informadas, podem reproduzir, com chance de sucesso, suas opiniões negativas quanto ao apoio do presidente Lula a Sarney. Sendo assim, indivíduos pertencentes às classes C,D e E podem sofrer influências. Portanto, é importante os assessores do presidente ficarem atentos.
28 de Julho de 2009 às 09:17
27 de Julho de 2009 às 14:35

Nesta segunda-feira (27), o pesquisador do Instituto Maurício de Nassau e cientista político Adriano Oliveira participa do programa Opinião Pernambuco. Adriano falará, entre outros temas, sobre o seminário Eleições, Partidos e Reforma Política, evento que será realizado nos dias 03 e 04 de agosto na Maurício de Nassau. O programa vai ao ar pela TV Universitária (TVU), canal 11, às 19h.
27 de Julho de 2009 às 10:01

Em entrevista ao JC (26/07), o jornalista Ricardo Carvalho opinou sobre a importância e qualidade das pesquisas de opinião. A opinião de Carvalho está estruturada em sua experiência de vida. Em razão disto, ela tem legitimidade, pois, o senso comum, algumas às vezes, passa pelo teste científico. Isto é: é possível a opinião de algum leigo sobre determinado fato/evento ou objeto ser verdadeira após passar pelo crivo do especialista. Isto ocorre com os pesquisadores sociais. É comum, o pesquisador, diante do senso comum, procurar verificar se ele é verdadeiro.
Discordo da avaliação do jornalista Ricardo Carvalho sobre as pesquisas de opinião. Pesquisas eleitorais não buscam acertos. Buscam se aproximar da realidade, e, o mais importante, apontar tendências. As pesquisas eleitorais não desejam dizer que o candidato A findará a eleição com 53% dos votos válidos. Mas mostrar que o candidato A, com 53% de intenção de voto, detectado em pesquisa eleitoral, tende a vencer a eleição no primeiro turno em razão de diversos fatores, dentre estes: fraqueza dos oponentes e crescimento contínuo do candidato A.
O erro dos analistas de pesquisas, jornalistas e publicitários, é acreditar que a opinião pública é estática. Em 24 horas fatos podem ocorrer e mudar radicalmente o resultado da eleição. Inclusive, no último pleito municipal, considero que um novo fenômeno surgiu, qual seja: os eleitores estão adiando a sua decisão quanto a quem votar. Diante deste fenômeno, o qual ainda considero como hipótese, os institutos de pesquisas sofreram críticas. Mas sofreram também em razão de vender para a opinião pública que as pesquisas eleitorais têm o objetivo de acertar o percentual de votos que um candidato obterá no pleito eleitoral. Leia este post na íntegra »
27 de Julho de 2009 às 09:52

Por José Maria Nóbrega – cientista político
Será que o possível afastamento de Sarney seria suficiente para mitigar práticas patrimonialistas dentro do Senado brasileiro? Não acredito nesta remota possibilidade. O Senado, independente da figura lamentável de seu presidente – e alguns ex-presidentes -, é uma instituição que tem em seu âmbito uma cultura de nepotismo, clientelismo e patrimonialismo que perpassa os escândalos corriqueiros a que estamos acostumados a ver. Os mais diversos atores políticos, das mais diversas cores ideológicas, se comportam na coisa pública como se ela fosse privada. Outros presidentes também se afastaram por escândalos privados (e domésticos) dentro do Senado. Empregar parentes em gabinetes e nos mais diversos setores da Casa é prática comum dentre boa parte dos senadores da Nova República. Utilizar os recursos públicos com os mais diversos fins particularistas também é prática comum dentro daquela instituição. A cultura clientelística que nos envolve há séculos está fortemente presente dentro do Senado, é difícil prever mudanças institucionais com a simples reclusão/renúncia/cassação do presidente da Casa. A cultura importa e enquanto for a mesma, estimulando os mais diversos “homens cordiais” dentro da coisa pública, dificilmente haverá mudanças consistentes. O presidente Lula afirmou que a biografia do indivíduo está acima das leis e que o “crime antecipado” (por favor, gostaria que um especialista na área Penal me explicasse o que é isto) cometido por Sarney, não pode ser julgado com a “pena de morte”, pois há diversos tipos de crimes e que eles devem ser julgados conforme o seu peso. Ora, Lula já afirma que houve crime! Mas, se é “hábito” do nosso Legislativo agir de forma corporativista em relação a atos patrimonialistas e exclusos com os recursos da população, pode até se afirmar que não houve crime, e muito menos decoro nos atos de Sarney. Com isso, afirmo que dificilmente o afastamento do presidente do Senado terá algum impacto positivo no comportamento político do nosso parlamento.
27 de Julho de 2009 às 09:49
25 de Julho de 2009 às 14:26

As investigações da Polícia Federal e da Receita Federal sobre a família Sarney mostram que nem sempre os chefes do Poder Executivo e seus auxiliares podem controlar as instituições coercitivas. Contudo, podem limitar e punir os que desafiam as orientações dadas. As empresas da família Sarney foram ou são alvo de devassa por parte da Receita Federal e da Polícia Federal. O empresário Fernando Sarney e a mulher Tereza foram indiciados pela Polícia Federal. Neste caso, observa-se a ação das instituições. É claro que existe a suspeita de que a secretária da Receita Federal, Lina Vieira, foi demitida em razão de concentrar as suas ações em grandes contribuintes, inclusive sobre as empresas da família Sarney. Neste caso, verifica-se o limite da investigação e a punição daqueles que insistem em investigar quem não pode ser investigado. Considero que as investigações no Brasil têm limites. Nem sempre, as instituições podem ir até onde desejam. Isto é ruim. Pois evidencia, conforme o presidente-sociólogo Lula sugeriu, que a biografia do acusado deve ser respeitada.
25 de Julho de 2009 às 11:32

Eduardo Campos fez a escolha acertada. Definiu o seu senador. Falta definir o outro. Não tenho certeza de que Armando Monteiro será candidato. O deputado decidirá para onde irá com base em pesquisas. Fernando Bezerra Coelho é uma outra opção do governador para a segunda vaga do Senado. Mas este também depende do seu posicionamento nas pesquisas. Até o instante, considero Marco Maciel e João Paulo os favoritos para a conquista do Senado. O senador Sérgio Guerra, certamente, terá que pressionar Jarbas para ser candidato ao governo. Pois, Eduardo se aproximou de João Paulo, e, por consequência, desferiu um golpe em Guerra. O possível sonho do presidente do PSDB de obter algum apoio do governador virou fumaça. Nem é mais possível continuar sonhando. A oposição precisa acordar. O governador deu o sinal. Ele está preocupado com Jarbas. Ele já despachou Sérgio Guerra. E trouxe João Paulo. Falta agora a oposição definir os seus candidatos.
24 de Julho de 2009 às 17:33

Esta semana foi marcada por importantes e estratégicos acontecimentos políticos no governo do Estado. O governador Eduardo Campos (PSB) convidou e nomeou quatro políticos pernambucanos a ocupar algumas vagas para o primeiro escalão. Odacy Amorim (Transposição do São Francisco), Creuza Pereira (Programa Mãe Coruja), João Paulo (Articulação Regional) e Luciana Santos (Secretaria de Ciência e Tecnologia) foram os escolhidos por Eduardo Campos. A medida foi estratégica e mostra que é a figura de Eduardo Campos que comandará os rumos políticos/eleitorais para o próximo ano (no momento em que o Inocêncio Oliveira entra no partido do governador e deixa o DEM). Os novos atores do Governo foram escolhidos, estrategicamente, pela suas desenvolturas políticas no interior de Pernambuco, além de serem bons articuladores eleitorais para o processo de (re)eleição do governador, em 2010. As eleições já começaram.