A opinião também é dele
Na semana passada, critiquei alguns membros da imprensa, que por desconhecimento, valoriza a intenção de voto nas pesquisas. E só! Para alguns, “quem tá na frente” é o que importa. Eles esquecem que neste instante, os números das pesquisas contribuem para a construção de cenários. E só!
Felizmente, não sou o único a ter esta opinião. O cientista político Antônio Lavareda também. Leia a opinião dele a seguir.
Repórter JC, 27/07/2008
Eleições: cedo demais
Publicado em 27.07.2008
O cientista político Antonio Lavareda (MCI) volta a lembrar que as pesquisas feitas antes do guia eleitoral, que começa dia 18 de agosto, não pesam na análise do quadro eleitoral. Ele diz que, pelas atuais pesquisas, o número de eleitores indecisos ou que votariam branco ou nulo, nessa altura, é ainda muito alto. “Isso significa que esses dados apontam para a constatação de que as campanhas começarão para valer, com rádio e televisão, a partir de 28 de agosto”. Após o início, em uma ou duas semanas, se terá o grau de conhecimento sobre os candidatos, mais equilibrado, afirma. “E, a partir desse ponto, as pesquisas dirão mais propriamente as intenções de voto e não serão como hoje quando esses levantamentos identificam basicamente o conhecimento combinado com uma avaliação retrospectiva dos candidatos”, aponta Lavareda.



