Adutora equaciona questão hídrica no Agreste
Por Isaltino Nascimento*
Pouca gente sabe, mas o Agreste pernambucano é a região do Nordeste que tem mais gente e menos água. Fator que impossibilita a atração de empresas e, em conseqüência, a geração de empregos.
A situação é tão grave que municípios como Pesqueira e Arcoverde estão com o desenvolvimento travado pela falta de água. E cidades como Toritama, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe já se questionavam como manter as atividades têxteis em função da atual estrutura de abastecimento de Pernambuco, que em cinco anos não terá mais capacidade de atender às demandas hídricas.
Por isso a importância do anúncio da construção da Adutora do Agreste, feito na última terça-feira (16) pelo governador Eduardo Campos em Caruaru, um marco histórico do equacionamento da questão hídrica na região.
A obra da adutora, orçada em R$ 1,5 bilhão, será iniciada no próximo mês de junho e ao após sua conclusão terá capacidade de levar água para quase dois milhões de pernambucanos em 61 municípios do Agreste e do Sertão.
Isso porque funcionará integrada ao eixo Leste da Transposição do São Francisco e terá vazão de quatro mil litros por segundo, que serão distribuídos por 1.030 quilômetros de tubos.
Os passos para a primeira etapa da obra, cujo investimento será de R$ 16 milhões, já foram dados pelo governo, que abriu a licitação para contratar a empresa que ficará responsável pelo projeto básico.
E antes mesmo de ficar pronta a obra já trará benefícios para a região, com a geração de 5,4 mil empregos durante a construção. Esta estimativa está amparada num paralelo com a obra de Pirapama, cujo investimento é de R$ 500 milhões e está gerando 1,8 mil empregos.
Pelo calendário da obra, que será executada em quatro etapas e deverá levar quatro anos para ser concluída, os primeiros municípios beneficiados serão Pesqueira, Arcoverde, Sanharó, Poção, Angelim, Venturosa, Pedra, Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Manari e Águas Belas.
Como bem frisou o governador Eduardo Campos ao falar sobre o significado da Adutora do Agreste, água é vida, é saúde, é a possibilidade de atrair empresas que gerem emprego, que é o que a população daquela região precisa.
*Isaltino Nascimento (www.isaltinopt.com.br / twitter/isaltinopt), deputado estadual pelo PT, escreve para o Blog todas às terças-feiras.



17 Março 2010 às 14:50
A obra é necessária, mas ainda está longe de acontecer. A mesma faz parte do PAC II que ainda não foi lançado. A população precisa fazer muita reflexão sobre esses fatos e se posicionar.