“Aqueles que não forem produtivos ou se negarem a trabalhar devem sofrer por sua própria torpeza e não ficarem encarecendo o erário sem retorno ao cidadão”
Participa hoje da seção Cinco Perguntas Capitais, o delegado Arlindo Teixeira. Arlindo é candidato à presidência da Associação dos Delegados de Pernambuco. A entrevista é sincera. Friso, que gostei da sinceridade de Arlindo. Ele não colocou os problemas da Polícia Civil para debaixo do tapete. E admitiu o que poucos delegados têm coragem de reconhecer: na Polícia Civil existem delegados que não trabalham. Parabéns Arlindo pela sua sinceridade.
1. Quais as suas principais propostas para a ADEPPE?
As nossas propostas tomam como referência dois grandes eixos norteadores.
Um classista. Nele delimitamos lutas de âmbito local, a título de exemplo: redução do valor da contribuição associativa; rediscussão do Plano de Cargo, Carreira e Vencimento – PCCV; criação da Diretoria de Inativos; lutar pelo retorno do mandato para os delegados de polícia; regionalização da ADEPPE, criando seccionais no Sertão, Agreste e Mata; aprovação da Lei Orgânica Estadual; criação de Câmaras Temáticas para discussão de temas de interesse do associado e da sociedade; estruturação da biblioteca voltada para altos estudos na área de segurança pública, gestão em políticas públicas de segurança, direitos humanos e cidadania, criminologia e direito criminal; criação da Comissão de Prerrogativas que seja guardiã das prerrogativas funcionais dos delegados; além de outras propostas que poderão ser vistas em nosso site. Bem como lutas a nível nacional a exemplo da inamovibilidade, da reinserção nas carreiras jurídicas, da autonomia funcional, administrativa e financeira da polícia judiciária brasileira, da aprovação da Lei Orgânica Nacional. Outro eixo é o da intervenção junto à sociedade. Neste criaremos o Programa Cidadão que visa aproximar os delegados da sociedade civil, desenvolvendo dois projetos: Delegado Legal - consistirá na utilização de instrumentos midiáticos para divulgar a importância do Delegado de Polícia na sociedade, gerando uma nova imagem de autoridade preocupada com o cidadão e garantidor da cidadania e o ADEPPE Cidadã - espaço onde o cidadão e a cidadã serão ouvidos em suas reclamações em relação à efetivação das políticas públicas de segurança e sociais, sendo direcionadas a uma solução. Neste contexto iremos garantir a interação da ADEPPE no Plano Estadual de Segurança Pública – PACTO PELA VIDA. Para aqueles que queiram conhecer as nossas propostas mais detalhadamente, ou que nos queiram sugerir ou criticá-las, visite nosso site http://inovaadeppe.webnode.com/.
2. É verdade que na Polícia Civil de Pernambuco existem delegados na NASA, ou seja, que não trabalham?
A expressão “nasa” para os leitores que não a conhecem é uma denominação usada nos bastidores da Polícia Civil para caracterizar uma prática nefasta que consiste em colocar “encostado”, sem uma atividade específica, delegados que por algum motivo não interessam a administração. Temos ouvido ao longo de nossa campanha de alguns colegas denúncias a este respeito, caracterizando ainda esta prática em nossa instituição.
3. O senhor, caso seja eleito presidente da ADEPPE, procurará o governador para acabar com a NASA?
Como dissemos acima, consideramos nefasta esta prática e as denúncias que temos recebido serão apuradas, discutidas e encaminhadas a administração para que corrija essas distorções e, se for necessário, iremos pautar até mesmo junto ao governador, como você sugere. Na verdade consideramos que os delegados, independente de qualquer coisa, devem ser colocados em postos para que produzam e o governo do Estado incitado a dar as condições apropriadas. Aqueles que não forem produtivos ou se negarem a trabalhar devem sofrer por sua própria torpeza e não ficarem encarecendo o erário sem retorno ao cidadão.
4. O que o Pacto pela Vida já fez pela Polícia Civil?
Consideramos o Pacto pela Vida um grande avanço do atual governo. Por dois motivos, basicamente: primeiro introduz na seara da segurança pública algo em Pernambuco inédito, ou seja, a idéia de planejamento – temos que saber o que deve ser feito com clareza, com metas e prazos; segundo, inaugura a criação de um novo paradigma, ao afirmar que segurança deve ser vista como uma política pública garante a participação social em sua formulação. A Polícia Civil está neste contexto, beneficia-se destes avanços. Podemos destacar a mudança de gerenciamento operacional e administrativo. No gerenciamento operacional merece relevo a repressão qualificada, utilizando-se da inteligência policial– foi criado o Sistema Estadual de Inteligência – que viabiliza a efetivação das grandes operações exitosas que estamos vivenciando. No âmbito administrativo, destaca-se maior acompanhamento e cobrança de cumprimento de metas e resultados. Evidente que muito deve ainda ser feito. Nós delegados, como você vê em nossas propostas, temos uma longa e justa lista de reivindicações e proposições ao governo. Uma delas é a salarial. Apesar da enorme colaboração que damos a segurança pública em nosso Estado, até mesmo realizando tarefas que não são nossas a exemplo do trabalho de patrulhamento das ruas, temos um dos piores salários do país. Esperamos que este quadro seja alterado, criando um PCCV (plano de cargo, carreira e vencimentos) específico para os Delegados de Polícia que atenda suas especificidades.
5. Caso o senhor seja eleito, o senhor irá apoiar sempre o governador, ou terá a coragem de criticá-lo quando ele estiver errado?
Teremos uma postura republicana. Onde o governo andar bem iremos apoiá-lo, onde não, será criticado. Não apenas no âmbito da política de segurança pública, mas em qualquer outra área em que acharmos necessário opinar. Aqui não se trata de “coragem”, mas de um exercício democrático e propositivo de querermos também contribuir para que as coisas públicas aconteçam, saiam do papel e ganhem as ruas com obras e ações. A defesa intransigente da sociedade e dos Delegados de Polícia como garantidores dos direitos humanos e da cidadania será nosso norteador.




26 Fevereiro 2009 às 10:39
É Doutor como discurso Político está muito bonito, importante também e saber que até o presente momento não podemos citar nenhuma ação concreta que venha denotar neste Governo a vontade politica de enfrentar a questão segurança pública de frente, haja visto que os assasinatos se multiplicam a cada dia muitos individuos são ceifados e apenas vão compor um número a mais nas estatíticas oficiais ou extra-oficiais, quando a sociedade reclama algum caso, ou a imprensa dá algum destaque, então podemos verificar algumas autoridades dando o velho discurso que isto não vai ficar assim iremos apurar e daremos uma resposta imediata, mas o que na verdade a sociedade precisa é de instituições que funcionem pois em nosso País discurso não alimenta nem dá segurança ao Povo, a cada dia nossa sociedade se torna refém dos “fora da lei”, os bandidos ridicularizam o poder público muitas vezes exibindo seu armamentos e nós cidadãos que pagamos impostos não vemos um retorno digno do dinheiro público que muitas vezes é jogado no lixo do esquecimento e da inoperança de algumas instituições.Desejo boa sorte ao Senhor Doutor e Que Deus lhe proteja nesta sua investida Profissional e Política.
1 Março 2009 às 02:00
Doutro Arlindo. Sou morador do Coque e, apesar de ser de família humilde, faço faculdade de Direito através de bolsa de estudo. Sempre sonhei em ser delegado, mas ouvia muito se falar de corrupção, entretanto, recentemente venho acompanhando o trabalho do Departamento de Homícidios, o chamado DHPP e estou maravilhado com o que os policiais de lá fizeram na minha localidade, pois ninguém acreditava que o Coque se livraria do “IRMÃO JOEL” e do terror que ele causava. Ele era o líder do grupo de extermínio do Coque, tornou-se o diabo na localidade quando passou a comandar a venda de drogas e eliminar os concorrentes sempre com crueldade. Suas vítimas eram torturadas com ferro quente, velas e pontas de cigarro, antes de receberem o tiro de doze na cabeça. Conheci Flaviane, a moça que teve os seios queimados com ferro e o corpo completamente incendiado com gasolina, ela não merecia aquilo. Ele era temido até pelos rivais, tinha a seu favor o silêncio, vários moradores tiveram suas casas invadidas e expulsos da comunidade com as mãos perfuradas por disparos de revolver pela suspeita de que estivessem levando informações a seu respeito para a polícia. Era dessa forma que esse bandido mantinha o terror. Fiquei muito orgulhoso do trabalha feito pelo DHPP e agora estou acreditando que esta instituição é séria, daqui a mais um ano, espero que abra concurso para Delegados pois serei um dos primeiros inscritos e quero trabalhar lá. Doutor gostaria de saber se haverá concurso para delegados em 2011?