12 de Janeiro de 2012 às 08:49
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Surgem dois livros sobre a história da inflação brasileira: A real História do Real, de Maria Clara Prado e a Saga Brasileira, de Miriam Leitão. Somam-se, oportunamente, a outros que já insistem em nos convidar para compreender melhor e, talvez, com maior didatismo, os passos do sujeito social e, claro, sua capacidade de consumo e, consequentemente, a pedra no meio do caminho de tudo isso: a inflação.
A inflação impede a previsão econômica e, sem esta, é impossível o setor produtivo ser voraz nos investimentos. O espírito animal do empresariado é corroído pela expectativa da inflação. A inflação também impede o aumento da renda dos indivíduos e faz com que o planejamento financeiro não faça parte da agenda da família brasileira.
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5 de Janeiro de 2012 às 11:51
Janguiê Diniz, Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional comenta sobre crimes de Estado – janguie@sereducacional.com
A corrupção é uma atividade associada ao ente estatal e uma prática social encontrada entre atores privados. A corrupção estatal ocorre de duas maneiras. Indivíduos, estranhos ao poder estatal, corrompem atores do estado para obterem vantagens indevidas ou facilidades. De outro modo, atores do estado se organizam para atenderem demandas de indivíduos que não fazem parte do estado. Ou atuam, sem a colaboração de indivíduos estranhos ao estado, para corromperem o estado.
Ambas as práticas são prejudiciais ao poder estatal, pois enfraquecem a sua eficiência. O estado é formado por instituições e indivíduos e tem como função básica atender as demandas da sociedade. No instante em que atores estatais praticam atos de corrupção, o enfraquecimento das instituições estatais ocorre.
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30 de Dezembro de 2011 às 09:15
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito. Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Esta semana recebi uma notícia que me deixou extremamente feliz. A de que a economia brasileira superou a do Reino Unido, passando a ser a sexta maior economia mundial. Motivos para comemorar? Muitos, porém é tempo de atentar para indicadores sociais ainda muito baixos. Apesar da notícia otimista nosso país possui uma das maiores desigualdades de renda do globo. A renda per capta britânica é cinco vezes maior que a brasileira e ainda temos que tomar cuidado com os altos juros e o endividamento da população.
Registre-se, por oportuno que a notícia divulgada pelo Centro de Pesquisas de Economia e Negócios deixou os mais ufanistas em polvorosa. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. O destaque reconhecido aparece em meio à crise da chamada zona do euro. Para nós, uma situação favorável que finalmente traz o foco na economia promissora do Brasil. Se antes éramos conhecidos apenas por futebol, favelas e samba, agora atraímos a atenção mundial por ser, de fato, um país emergente.
E as previsões de crescimento continuam. O ministro da fazenda Guido Mantega declarou que até 2015, o Brasil irá superar a França, ocupando a quinta posição no globo. Porém existem ressalvas em todo este frenesi de desenvolvimento. A economia brasileira se expandiu através da exportação, do aumento de crédito para consumo e da injeção de recursos governamentais. Mesmo com o crescimento do país girando em torno dos 4% ao ano não devemos esquecer os perigos do endividamento.
Ampliando o quadro de análise, vale salientar que estamos bem do ponto de vista econômico e financeiro. Entretanto, a qualidade de vida dos brasileiros ainda está longe de ser das melhores. Por mais que tenhamos subido no ranking econômico das economias mundiais ainda sofremos com a má distribuição de renda e a mobilidade social ainda é muito lenta, sobretudo da população que se encontra abaixo da linha da pobreza. Somos uma nação que cresce aos olhos do mundo, mas que não se preocupa com o que o seu interior, pois os problemas internos são problemas de países do terceiro mundo.
Por fim, é auspicioso registrar que o Brasil é uma das grandes promessas da economia mundial. Temos um estoque vasto de recursos naturais, espaço para a expansão da indústria e uma classe média que continua em ascensão. Entrementes, as desigualdades sociais ainda são muito expressivas e aparentes. Por outro lado, as questões para a melhoria da qualidade de vida e dos indicadores sociais brasileiros, já estão resolvidas em países europeus, como o Reino Unido que foi economicamente superado pelo Brasil. Educação, ensino de qualidade, saúde, saneamento básico, urbanização. Ademais, temos a perspectiva de crescimento entre 4% e 5% para 2012. Este crescimento nos ajudará a nos consolidar como uma das maiores economia do planeta. Para ser mais exato, a quinta. Entretanto, só teremos qualidade de vida digna de ser humano daqui a pelo menos 20 anos. Lamentável.
20 de Dezembro de 2011 às 12:27
Janguiê Diniz - Mestre e Doutor em Direito. Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Festejos de final de ano exigem reflexões sobre os eventos ocorridos no ano que se finda. A reflexão sobre o passado possibilita a construção de ações que venham a evitar erros cometidos e a formulação de objetivos e metas para o futuro. Refletir sobre o passado é tarefa árdua que requer humildade, pois nem sempre os indivíduos estão dispostos a corrigir erros e a mudar o curso da trajetória.
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16 de Dezembro de 2011 às 10:07
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Sotaques diferentes e feições atípicas aos nordestinos estão cada vez mais presentes na rotina do pernambucano. Com o rápido crescimento do estado e a prospecção de uma expansão contínua, Pernambuco se tornou um dos destinos mais procurados pelos migrantes do Brasil e do exterior. Essa mistura de identidades culturais acaba dando uma nova forma ao estado que precisa se adaptar a esse inchaço e oferecer uma melhor estrutura para toda a população. O resultado disso é muito positivo uma vez que o estado está em ritmo acelerado e cresce mais do que o próprio país.
Registre-se que de acordo com o Condepe/Fidem mais de 50 mil pessoas vindas de fora da Região Metropolitana fixaram residência no Recife, mais de 30 mil são de outros Países. A quantia é expressiva comparada ao número de pernambucanos que deixaram a terra natal para tentar a vida no exterior, o que chega a ser menos da metade deste total. A vinda destes forasteiros tem desenhado novos contornos na vida social dos municípios, os quais se adaptam cada vez mais para oferecê-los acolhimento. Os impactos já podem ser sentidos com a valorização dos imóveis, sobretudo nas áreas mais próximas dos projetos estruturadores como Suape.
Ampliando o quadro de análise, frisamos que a cidade de Ipojuca acaba por ser uma grata surpresa nas estatísticas econômicas. O município que praticamente não parecia no levantamento do PIB agora ocupa o posto de segundo maior de Pernambuco. A ascensão de Ipojuca se dá primordialmente pelo comercio atacadista de combustíveis o qual tem uma tendência ainda maior de expansão por conta das demandas trazidas por Suape. Os municípios circunvizinhos aos projetos industriais seguem a linha do desenvolvimento não só no número e sim, na própria paisagem da cidade. Os municípios e a região metropolitana em si estão cada vez mais cosmopolitas e com centros urbanos desenvolvidos.
Nessa perspectiva, é auspicioso enfatizar que o cenário atual é muito parecido com que viveu a cidade de São Paulo há alguns anos atrás. Pessoas de várias partes do Brasil emigraram em busca de melhores condições, os nordestinos foram os principais atores sociais desta história. Agora a história é recontada na direção inversa. Antes Pernambuco era conhecido apenas pelas belas praias e a receptividade dos nativos, agora é uma terra de oportunidades.
A título ilustrativo citamos o setor de serviços como um dos termômetros deste desenvolvimento. Comparado com 2010 tivemos um crescimento de 3,09% nesta área. Só no comercio houve um aumento de 5,6% nas atividades varejistas. A indústria e a construção civil são os mais aquecidos ambos tiveram o crescimento de 5,4% e 8,1%, respectivamente. Comparado ao o mesmo período de 2010, O estado teve um crescimento de 3,9% quanto o País como um todo obteve a média de 2,1%. As estimativas são de que fechemos o ano com um crescimento de 5%.
A guisa de arremate, asseveramos por fim que tudo é muito animador, porém não se pode esquecer que todo desenvolvimento possui algumas adversidades as quais precisam ser pensadas para que a longo prazo não haja o declínio de toda esta evolução. Para que o crescimento não se dê de forma desordenada é preciso ficar atento a infra estrutura nas áreas de saúde e educação, saneamento básico, transporte, etc. Todas as teclas que já vem sendo batidas incessantemente para a melhoria na qualidade de vida de toda a população. Novas culturas, novas pessoas e os velhos desafios que se condensam nessa miscelânea de desenvolvimento que é Pernambuco atualmente.
13 de Dezembro de 2011 às 09:11
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
A recente ocupação da Rocinha fez com que os olhos da mídia e da opinião pública ficassem atentos apenas para a manifestação da criminalidade organizada presente nas áreas pobres da capital fluminense. Mas onde está a corrupção? A contínuada queda de ministros, por exemplo, faz com que ativemos nosso GPS. É preciso localizar a corrupção e, consequentemente, combatê-la.
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9 de Dezembro de 2011 às 11:32
O Ph.D em economia e consultor do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau, Maurício Costa Romão, opina sobre o desenvolvimento do Recife. mauricio-romao@uol.com.br
A abordagem sobre desenvolvimento de um determinado lugar requer dois cuidados: (1) não apequenar o conceito, a ponto de circunscrevê-lo apenas à sua dimensão econômica e (2) não multidimensioná-lo, a ponto de torná-lo muito complexo, não mensurável.
A superação da visão econômica do desenvolvimento deu-se através da incorporação de outras dimensões ao conceito, como a da vertente humana (da qual se originou o IDH), das modernas teses de sustentabilidade, etc, propiciando maior amplitude para o entendimento de como as pessoas podem alcançar uma vida melhor.
Às várias críticas de que o Recife não vem acompanhando a expansão do estado, o prefeito João da Costa rebateu dizendo que “as críticas são desmentidas pelos números. O PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do estado. Isso é fato”. Nota-se, assim, que, a controvérsia gira em torno do conceito restrito de crescimento econômico. E se essa é a referência, as estatísticas não dão suporte à afirmação do prefeito.
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9 de Dezembro de 2011 às 09:56
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Com uma vitória de 65 votos favoráveis e 7 contrários, recentemente, o senado federal aprovou a Proposta de emenda Constitucional (PEC) que torna obrigatório o diploma em nível superior para o exercício da profissão de jornalista. A exigência do certificado para o exercício da profissão havia sido desobrigada por decisão do Supremo Tribunal Federal em Junho de 2009. Registre-se que a PEC de nº 33/2009 ainda seguirá para análise na câmara dos deputados. Entrementes, a aprovação no senado já anima toda a categoria que defende a formação em ensino superior como requisito básica para o exercício profissional.
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29 de Novembro de 2011 às 08:51
Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
A desigualdade entre o investimento público destinado ao sistema carcerário e a educação brasileira chega a ser paradoxal. Um país que tem o discurso de educar para garantir o futuro - como é caso do Brasil – investe anualmente apenas R$15 (quinze mil reais) por aluno no ensino superior e cerca de R$2.5 (dois mil e quinhentos reais) por aluno no ensino básico, enquanto que, paradoxalmente, gasta R$40(quarenta mil reais) para manter um preso no sistema carcerário federal. Ou seja, investe-se quase três vezes mais com um detento em um sistema penitenciário precário e superlotado que com um universitário, e seis vezes mais que com um aluno do ensino básico, cabeças encarregadas de garantir o futuro do Brasil. Por outro lado, a conta é ainda mais absurda nos municípios, onde são gastos anualmente R$2.3 (dois mil e trezentos reais) com alunos do ensino médio e R$21 (vinte e um mil reais), com os detentos dos presídios estaduais.
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24 de Novembro de 2011 às 14:16
Janguiê Diniz – Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
A ciência sociológica não despreza as mutações sociais. Sociedades mudam. Tal como os filósofos Platão, Comte, Lamarck e Darwin, há sociólogos atentos às mudanças. Enquanto Platão reagiu às mudanças, tentando sustá-las, os cientistas de hoje tentam prevê-las e, claro, colocá-las sob o controle racional. E isto configura uma tentativa de “domesticá-las”. É que elas ainda não isentam receios. Sobretudo, em suas relações com as instituições.
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