Instituto Maurício de Nassau

15 de Dezembro de 2009 às 16:19
Autor Isabel França - Postado em Economia, Pesquisa | Sem comentários - Comente!

Pernambucanos priorizam pagamento de dívidas em 2010

 

Após as compras e festas de fim de ano, é hora de planejar os gastos que chegam junto com 2010. Diante de tantos compromissos a serem honrados a palavra de ordem é planejamento. Nesse sentido, o Instituto Maurício de Nassau realizou pesquisa em todo o estado de Pernambuco para saber como o pernambucano pretender investir seu dinheiro no primeiro semestre de 2010. A pesquisa completa está seção Pesquisas.

 

De acordo com a pesquisa, 46,4%, dos pernambucanos afirmaram possuir dívidas, sendo 60,2% provenientes dos cartões de crédito. Considerando a parcela devedora dos entrevistados, 36% afirmam que suas dívidas consomem a renda total. Outros 23,5% afirmaram que as dívidas representam metade da renda total. Por conta desse cenário, 60,6% dos entrevistados priorizarão o pagamento de dívidas no próximo semestre (e não a compra de bens), o que constata que ocorrerá reduzido consumo no primeiro semestre de 2010.

 

Quanto ao nível de empregabilidade, 12,95% dos pernambucanos encontram-se desempregados. O percentual de trabalhadores informais no Estado é de 17,41%. A pesquisa mostra também que 23,53% dos entrevistados estão empregados com carteira assinada.

 

Na expectativa de compras para o primeiro semestre de 2010, 22,2%. dos entrevistados pretendem comprar eletrodomésticos no próximo semestre, fato também observado para a compra de eletroeletrônicos e produtos de informática – 25,2% e 18,2%, respectivamente. O percentual de pernambucanos que pretende comprar produtos de lazer/cultura é ainda mais baixo: 8,5%.

 

A compra parcelada ainda é considerada a melhor opção para os pernambucanos, representada na pesquisa por 26,2% dos entrevistados. 17,5% afirmaram que desejam comprar à vista. A facilidade de crédito e os programas que facilitam a compra da casa própria são fatores que estimulam 20,2% dos pernambucanos a adquirir um imóvel no próximo semestre. Considerando esse universo, 38,8% querem comprar utilizando o financiamento da Caixa Econômica Federal, o que ressalta a importância do financiamento público para a compra de imóvel.

 

Dos 79,4% dos pernambucanos que não possuem carro próprio, 78,4% afirmaram não pretender adquirir esse tipo de bem enquanto que 15,1% pretendem. No universo dos que pretendem comprar um carro, 64,6% pretendem fazer de forma financiada, o que mostra a importância da oferta de crédito e de juros baixos. 75% dos indivíduos da classe A e 43% da classe B possuem carro próprio quitado. Por outro lado, 88% dos indivíduos da classe C não possuem carro próprio.

 

METODOLOGIA - As entrevistas foram realizadas em todo o estado de Pernambuco no período de 23 a 25 de novembro de 2009. O tamanho da amostra foi de 2418 entrevistas e a margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

14 de Outubro de 2009 às 15:34
Autor Adriano Oliveira - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Estado mínimo versus estado forte: qual é o melhor?

O cientista social Roberto Santos tocou em um ponto fundamental: o que diferencia o governo Lula do de FHC é o modelo de estado que ambos adotaram (ou adotam). Roberto propõe o retorno da velha dicotomia: estado mínimo versus estado estatizante. Entendo como estado estatizante o grande estado. Ou melhor: a presença da estadolatria. No caso, o estado pode tudo. Proponho uma alternativa ao debate de Roberto, apesar de concordar que Lula e FHC têm visões de estado diferenciadas. O debate deve ficar em torno de estado eficiente e estado ineficaz. Desta forma, não me interessa se o estado é mínimo ou estatizante. Mas se ele atende às demandas advindas da sociedade. Algumas perguntas: caso não ocorresse a privatização do sistema de telefonia, o estado teria tido condições de atender a demanda por telefones? Qual é o significado da privatização da Vale do Rio Doce para as exportações brasileiras? Irá atrair investimentos para a exploração do pré-sal a decisão do governo Lula em aumentar a participação acionária do estado na Petrobrás? Sem privatização, suponho que não teríamos tantos celulares. A Vale contribui consideravelmente para a entrada de capital no Brasil, além de gerar empregos e realizar investimentos em infraestrutura. Mais governo na Petrobrás significa mais clientelismo político e não mais investimentos. Outro ponto: o Governo de Pernambuco propõe que os novos hospitais sejam geridos por organizações sociais. Metas serão estabelecidas. Custos serão reduzidos. Então, por que defender a forte presença do estado na gestão dos hospitais? Portanto, o debate não é estado mínimo ou estatizante, mas estado eficiente. Se o privado, regulado pelo poder público, atende às demandas sociais, qual o motivo de não privatizar ou promover a gestão compartilhada? Uma dúvida: é possível encontrar o ponto de equilíbrio proposto por Roberto? É claro que sim.

7 de Outubro de 2009 às 16:31
Autor Adriano Oliveira - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Investimento e gasto com pessoal

A folha de pagamentos dos funcionários do estado de Pernambuco deve consumir R$ 6,464 bilhões este ano. A estimativa é que em 2010 ela fique em torno de 7,129 bilhões. Crescimento de 10%. Os investimentos em 2009 devem ficar em 1,437 bilhões. A projeção para 2010 é de 2,312 bilhões. Variação positiva de 60,9%. Mostro estes números para demonstrar preocupação com a capacidade de pagamento do estado para com os funcionários públicos. E com a capacidade do poder estatal de realizar investimentos. Observem que de um ano para outro ocorre aumento na folha de pagamento. Certamente, este crescimento é crescente, devido à necessidade de contratação por parte do estado em razão da demanda e de aposentadorias. Contudo, mais gasto com pessoal pode representar menor capacidade do estado em prover investimentos. Então, qual é a saída? Existe a necessidade de contratar. Mas também existe a necessidade de investir. Mais investimentos e maior gasto com pessoal não podem caminhar juntos. A origem dos recursos são as mesmas. O fim da estabilidade do servidor público em áreas específicas pode ser uma saída, pois diante da diminuição da demanda para um dado setor, o estado terá condições de demitir. Outra solução é a reforma da previdência social. No caso, criar a previdência individual para o servidor público. E um teto salarial, o qual precisa ser respeitado. Sempre informo aos desavisados: governos não dão aumento aos servidores por não terem condições. Não é porque não querem.

18 de Setembro de 2009 às 09:35
Autor Isabel França - Postado em Economia | 1 Comentário - Comente!

O PIB, o consumo e bens públicos

Janguiê Diniz – Presidente do Instituto Maurício de Nassau – www.blogdojanguie.com.br
 

O PIB do Brasil no segundo trimestre de 2009 cresceu 1,9%. O país, com a atual retomada econômica, se vê diante da oportunidade de propiciar expectativas sólidas em seu desenvolvimento. Nos três últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas ( as conhecidas classes D e E ) e chegaram à classe C, acesso estável para uma sociedade de consumo. Estudos comprovam que as nações hoje desenvolvidas possuem uma intervenção político-econômica comum e inequívoca: a ascensão política e econômica da classe média.

O governo brasileiro tomou decisões importantes para propiciar este bom resultado diante do quadro assustador de outros países.  Lembremos, caro leitor, intervenções por parte do Banco Central, em particular do seu presidente, Henrique Meirelles.  As ações de Henrique Meirelles mostram que o Banco Central é uma instituição, de certa forma, independente. Seguramente, teremos um 2010 promissor.

Henrique Meirelles, com o apoio do presidente Lula, conseguiu aquela  autonomia que o Banco Central sempre almejou. Oportuno enfatizar que Bancos Centrais gerenciam a política econômica. Administram, através de várias ferramentas, a economia do país.  Portanto, eles não podem ser passíveis de influências ideológicas as mais diversas.

Lembro da pressão que existia em torno do comportamento de Henrique Meirelles. Sindicatos, associações e parte da imprensa e do empresariado pressionavam o Banco Central pela redução de juros. Meirelles, sabiamente, reduziu a taxa de juros de modo gradual, pois existia o perigo inflacionário. Se o Banco Central não tivesse adquirido a tão desejada independência, possivelmente, atitudes apressadas poderiam ter sido tomadas. E, por consequência, talvez o surto inflacionário tivesse voltado. Leia este post na íntegra »

14 de Agosto de 2009 às 16:39
Autor Adriano Oliveira - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Mantega tem razão

Pela primeira vez dou razão a Mantega. E, neste instante, repenso o meu desejo de ver o Banco do Brasil privatizado. O Mantega criticou os banqueiros que não reduziram os juros, apesar de o Banco Central ter feito. Os bancos privados também cortaram crédito no momento da crise. Porém, os bancos públicos não. Agiram corretamente. Contribuíram para amenizar os efeitos da crise no Brasil. Os bancos públicos precisam oferecer créditos. Reduzir juros. Concorrer, no âmbito social, com os bancos privados. Mas precisam ter gestão eficiente. E não podem servir a interesses partidários. Aliás, este é o desafio do Banco do Brasil. E do Mantega também.

10 de Agosto de 2009 às 09:14
Autor Isabel França - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Prefeitos eleitos: números, “coisificação” e eleitores governados

 

Por Maurício Costa Romão - Economista
mauricio-romao@uol.com.br

A conquista de prefeituras em eleições majoritárias é vista sempre como capital político-eleitoral que confere mais envergadura a qualquer agremiação partidária. Naturalmente, quanto maior o número dessas conquistas tanto mais apreciável é a musculatura e prestígio que a sigla adquire.

A Tabela a seguir traz um apanhado de alguns resultados do pleito de 2008, nos municípios pernambucanos, mostrando a classificação dos partidos de acordo com a quantidade de prefeitos eleitos, votações e indicadores correspondentes.

 

Fonte: portal do UOL para os dados primários.

 

O PSB lidera o ranking de prefeituras conquistadas, com um total de 49, o que representa 26,6% dos municípios do estado. Nesses municípios e em outros nos quais disputou eleição o partido socialista recebeu um total de 728.892 votos para prefeito e 500.870 para vereador. Um dado expoente da Tabela, o da terceira coluna, mostra que as 49 prefeituras em que o PSB logrou eleger representantes governam nada menos que 1.021.107 eleitores.

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6 de Agosto de 2009 às 15:11
Autor Isabel França - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Demissão por cumprimento do dever

Por Josué Mussalem*

A demissão recente da secretária da Receita Federal do Brasil auditora Lina Vieira, nos remete a uma reflexão sobre a extrema gravidade deste ato administrativo do senhor ministro da Fazenda. Sob a alegação, estaparfudia de que, a arrecadação bruta da União vinha caindo de forma sistemática, o Ministro da Fazenda tentou enganar, mais uma vez a sociedade brasileira. Não disse, por exemplo, que sob a égide da citada auditora grupos como Santander e TAM Linhas Aéreas estiveram sob forte fiscalização e, principalmente não disseram que todo o problema gerado pela Receita Federal do Brasil foi o enquadramento fiscal da PETROBRÁS S/A no montante de R$ 4,6 bilhões de Reais, os quais deixariam de ser pagos por manobras conhecidas tecnicamente no jargão fazendário como elisão fiscal. Que vergonha: a maior estatal brasileira tentando “dar um calote” no Tesouro Nacional. Lina Vieira contrariou interesses políticos-partidarios do governo LULA: Permitiu indiretamente que prosperasse a CPI da PETROBRÁS, a ultima coisa que o Palácio do Planalto desejava ver instalada…

É impressionante o pavor do Poder Central da República coma possibilidade de descoberta de inúmeras falcatruas praticadas pelos dirigentes da gigante estatal de petróleo ligados à base aliada do governo, com ênfase no Partido dos Trabalhadores – PT. Pior ainda, foi a demissão da titular da Receita Federal do Brasil.

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21 de Julho de 2009 às 10:12
Autor Isabel França - Postado em Artigos, Economia | 3 Comentários - Comente!

Mais edis, menos despesa?

Por Maurício Costa Romão
mauricio-romao@uol.com.br

 

Desde 2004, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a redução do número de cadeiras de vereadores em todo o país, que o Congresso Nacional vem tentando regulamentar a questão.

E o fez, originalmente, através de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 20/08), que ficou conhecida como a “PEC dos Vereadores”, cujo conteúdo determina o aumento em 7.343 do número de vereadores no país (passando de 51.748 para 59.791)  e, ao mesmo tempo, estabelece novos limites para as despesas das câmaras municipais.

Aprovada pelo Senado em dezembro de 2008, mas não promulgada pela Câmara Alta por ter sido modificada quanto aos gastos (duodécimos), a PEC original foi desmembrada em duas para efeito de tramitação.  A que trata dos gastos do executivo com o legislativo municipal, a PEC 47/08, ficou conhecida como “PEC Paralela.”

A tabela a seguir mostra como estavam definidas as faixas de repasse de recursos das prefeituras para as câmaras municipais na Constituição Federal e como foram redesenhadas pela PEC Paralela .

 

Fonte: Site do Senado Federal; Constituição Federal

 

A aprovação da PEC Paralela abre espaço para facilitar a votação da PEC dos Vereadores, o que deve acontecer no final de agosto, na Câmara Federal, segundo o presidente da Comissão Especial encarregada de analisar a emenda à Constituição.

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6 de Julho de 2009 às 10:37
Autor Isabel França - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

Por trás da engenhosidade do Real - (O Drible na Dolarização e na Moeda Paralela)

Por: Maurício Costa Romão - Economista
mauricio-romao@uol.com.br

 

Todos os processos de hiperinflação no mundo tiveram duas características comuns: (1) terminaram abruptamente, ensejando rápida estabilização nas economias envolvidas e (2) se fizeram acompanhar por um acentuado grau de dolarização.

 

O Fim da Hiperinflação e a Dolarização Clássica

Na passagem da inflação moderada para a inflação crônica, a necessidade de encontrar mecanismos protetores dos valores nominais é cada vez maior. Vários indexadores, normalmente ligados aos índices de preços internos, passam a ser utilizados como referência para fixação de preços e valores. Na medida em que a inflação se acelera, esses índices, em geral baseados na inflação passada, perdem a capacidade de refletir a evolução inflacionária.

Surgem, então, fortes demandas por indicadores que espelhem melhor e sobretudo mais rapidamente a trajetória dos preços. A taxa de câmbio, por ser disponível em base diária, emerge como candidata natural a indexador mais apropriado. A sociedade então passa a referenciar-se cada vez mais na cotação do dólar no paralelo para determinação dos preços internos.

A maior parte das transações é feita ainda em moeda local, que preserva sua propriedade de meio de pagamento, mas perde totalmente as propriedades de reserva de valor (ninguém mais guarda a moeda local no bolso ou no banco) e de unidade de conta (tudo passa a ser cotado em dólar ou em qualquer moeda ou quase-moeda, menos na referência monetária local). A cotação do dólar, quer dizer, o próprio dólar, agora, é o padrão comum de preços e valores. Dá-se afinal a dolarização da economia!

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11 de Junho de 2009 às 07:31
Autor Adriano Oliveira - Postado em Economia | Sem comentários - Comente!

O BLOG da Petrobrás

Os nacionalistas conservadores, os quais não admitem as vantagens do mercado, vangloriam o BLOG da Petrobrás. A imprensa critica o BLOG, já que a Petrobrás se antecipa aos jornais. Mas ninguém discute o básico: a Petrobrás deve continuar estatal? É claro que não. A Petrobrás precisa ser privatizada. Já defendi isto outras vezes. Infelizmente, até o PSDB, partido que teve o mérito de realizar as privatizações, as quais beneficiaram a economia brasileira, se posiciona contrário à venda da Petrobrás. Reconheço que a Petrobrás usa recursos públicos para se defender dos supostos ataques da imprensa. Mas ela é controlada pelo governo. Portanto, os seus recursos são públicos. Então é legitimo, legal e racional o financiamento do BLOG com dinheiro público. Por que os partidos políticos e a imprensa não têm coragem de discutir a privatização da Petrobrás? No caso dos primeiros, observo que eles têm receio de confrontar a opinião pública, já que os brasileiros amam o estado. Por outro lado, alguns partidos, como o PSDB, são incompetentes para mostrar os possíveis benefícios advindos da privatização da Petrobrás. Quanto à imprensa, sinceramente não sei. Os jornalistas continuam a discutir o BLOG, como se ele fosse o problema principal, e esquecem de debater a Petrobrás nos âmbitos da economia, da transparência e do uso indevido de recursos públicos. Talvez esteja faltando competência a mídia brasileira.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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