Instituto Maurício de Nassau

17 de Maio de 2010 às 14:29
Autor Isabel França - Postado em Economia | 1 Comentário - Comente!

Porto de Suape: perspectivas para Pernambuco

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Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br

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O Estado de Pernambuco passa por uma fase de singular destaque no cenário econômico, nacional e regional. Com expectativa de crescimento econômico positivo em torno de 6% para 2010 de acordo com dados divulgados pela empresa de Consultoria TGI , com uma variação de 2,2% quando comparado com o resultado alcançado em 2009 que ficou em 3,8%, resultado ainda considerado bom, quando comparado com o desempenho do Brasil que teve uma redução de 0,2%  no mesmo período.

Esse desempenho da economia pernambucana mostra claramente, a força dos agentes econômicos do Estado em gerar riquezas, apesar dos resquícios ainda em 2009 da crise financeira internacional, mesmo assim atingiu um resultado positivo na evolução do seu produto Interno Bruto, PIB.

Nesse cenário otimista para a economia do Estado, o empreendimento portuário de Suape se destaca pela importância estratégica na geração de riqueza, renda, emprego, ocupação e de investimentos principalmente na infra-estrutura, que visam tornar Pernambuco referência nacional e internacional na produção de navios de grande porte.

Com uma extensão de 14 mil hectares, Suape figura entre os maiores portos do mundo em extensão e vem atraindo a atenção de investidores nacionais e internacionais.  Conta  com aproximadamente 96 empresas instaladas e mais de 20 novas plantas em construção, investimentos que alavancam empregos para milhares de trabalhadores em sua grande maioria (82%) da mão-de-obra é de origem pernambucana.  Efetivamente Suape representa um dínamo econômico na geração de emprego e de recursos para as famílias dos municípios de Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho entre outras comunidades da região.

De acordo com dados oficiais, Suape emprega diretamente a mais de 30 mil pessoas em sua maioria mão-de-obra local.  Entre os projetos que chamam a atenção estão os estaleiros, iniciativa que se iniciou com a instalação do estaleiro Atlântico Sul que inaugurou recentemente, o primeiro navio de grande porte construído no Brasil, após mais de 16 anos de estagnação do setor de construção de navios.

Este setor têm grandes expectativas de crescimento, com novas encomendas de mais de vinte navios de grande porte para o transporte de combustível e de derivados de petróleo.

O Porto de SUAPE, teve uma importância fundamental no escoamento da produção da região como mostra o quadro No.1.

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10 de Maio de 2010 às 11:14
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Os temores que vêm da Grécia

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br.

 

Kpioig, É o vocábulo grego que significa crise.  Hoje se tornou a palavra mais ouvida em Atenas e em toda Grécia. A Grécia têm se tornado a bola da vez dos desdobramentos da crise sistêmica que se iniciou em 2008, e que balançou as economias dos quatro cantos do mundo.

 

Aos poucos o cenário de calamidade sistêmica nos fundamentos da economia grega vai se configurando como uma ameaça real, que ameaça os esforços dos países de encontrar o equilíbrio, após o susto da crise financeira internacional, que colocou em xeque as economias do mundo inteiro, desde os países mais desenvolvidos, assim como os subdesenvolvidos, exceção foi Brasil, que conseguiu blindar seus fundamentos econômicos, através de medidas que estimularam o consumo interno e o crescimento econômico, sem maiores conseqüências para o país.

 

Os investidores gregos e estrangeiros não estão muito confiantes de que a Grécia conseguirá superar a crise a pesar dos apoios e ajudas prometidas pelos países da zona do Euro e do Fundo Monetário Internacional, (FMI). 

 

A Grécia, com um crescimento do seu Produto Interno Bruto em torno de -4% para o ano de 2010, não é justamente um bom indicador que possa alentar os investidores a retomarem a confiança na capacidade do governo de honrar seus compromissos da dívida, atualmente em torno de mais de 300 bilhões de euros ou de 13,6% em valores de 2009 acima do permitido pela zona do Euro.

 

O governo da Grécia gastou muito mais do que arrecadou.  Não foi disciplinado na administração de suas contas nacionais, faltou responsabilidade fiscal, e de um princípio básico na boa administração financeira, gastar apenas até o máximo do valor que pode ser financiado, sem que isso possa representar elevado déficit com relação ao crescimento da riqueza do país.

 

A crise que tomou conta da Grécia obrigou o governo de aplicar medidas drásticas e dramáticas para tentar contornar a crise; entre as medidas que foram adotadas foram: corte no gasto público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), aumentar a tributação, cortes nos salários dos funcionários públicos, congelamento das aposentadorias, redução entre 30% a 60% do décimo terceiro e décimo quarto salário. 

Tudo isso para poder qualificar e atender as exigências do Fundo Monetário Internacional e da União Européia e assim poder receber auxilio de mais de 110 bilhões de Euros ou uns 146 bilhões de dólares, nos próximos três anos.

 

Evidentemente que essas medidas antipopulares, incendiaram o descontento dos trabalhadores e dos sindicatos, que não aceitam tais medidas porque acreditam que podem vir novas exigências das instituições que oferecem a ajuda, como por exemplo, demissões em massa de funcionários públicos e maiores cortes nos investimentos em setores estratégicos como saúde e educação.

 

Para muitos analistas econômicos no mundo acreditam que caso a Grécia não consiga contornar a forte turbulência de sua economia, poderá contaminar os mercados financeiros europeus e de lá pular para outros mercados mais distantes como o da Ásia, América do Norte e dos países em desenvolvimentos como, por exemplo, o Brasil. 

 

O Brasil no momento está numa situação confortável, têm um cenário econômico sem maiores preocupações, têm importantes reservas em divisas de acordo com o Banco Central do Brasil, em torno de US $249 bilhões de dólares, inflação sob controle, perspectivas de crescimento positivo do seu Produto Interno Bruto, PIB, em torno de 5% em 2010.

 

Porém, crise econômica externa todo mundo sabe disso, começa devagar e aos poucos vai crescendo e contaminando outros mercados.  Uma contaminação dos mercados europeus teria impacto no Brasil, através do volume das exportações para os países da zona do Euro.  A Europa representa o segundo maior mercado de destino das exportações brasileiras.

 

É importante lembrar que o processo de globalização não apenas colocou um maior volume de negócios na venda e compra de produtos e serviços, mas, também tornou ainda mais interdependente os mercados financeiros, principalmente os mercados de capitais.  Os mercados financeiros têm um perfil de grande volatilidade, a menor ameaça de crise, não é raro que o susto seja maior e partam para se resguardar em portos mais seguros, que se bem não oferecem grandes rendimentos aos seus investimentos, pelo menos garantem menos prejuízos.

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3 de Maio de 2010 às 11:19
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Pernambuco para o Mundo. Uma Reflexão sobre suas Possibilidades

 

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br.

 

Vender produtos e serviços para o mundo é uma decisão de estratégica econômica e de sobrevivência para todos os Estados e países.  Ninguém pode viver isolado do mundo, ou fechar sue economia para o intercâmbio comercial.  O comércio exterior, além de ser o caminho natural, para colocar os excedentes da produção interna atraindo divisas, em moeda forte para o Estado e para o país, além disso, contribui também na transferência de tecnologia para o processo produtivo das empresas e indústrias.  Quando se vendem produtos e serviços para o resto do mundo, de fato, se está transferindo poupança externa para o país que realiza as vendas, o inverso acontece quando compramos produtos e serviços no exterior; se transfere poupança interna.

 

“Uma dimensão crucial para a conexão entre crescimento e comércio internacional é a que diz respeito à natureza das mercadorias que compõem a pauta exportadora e importadora dos diferentes países e regiões.  Existe uma tradição longeva segundo o qual o crescimento depende fortemente daquilo que cada país produz e se torna competitivo para exportar”, (MACEDO E SILVA, 2010).

 

Nenhum país ou Estado pode tolerar passivamente a saída de seus recursos econômicos de maneira descontrolada, sem fazer nada para neutralizar os desequilíbrios na relação do intercambio internacional.  Quando as contas do comércio internacional do exercício começam a mostrar resultados negativos (mais compras do que vendas), é o momento de intervenção e de preocupação dos gestores do comércio exterior, para encontrar um equilíbrio nas relações de intercâmbio.  Repetidos déficits na balança comercial aumenta a transferência de riqueza do Estado ou do país para os outros países.

 

O Brasil vem, nas últimas décadas mostrando seu potencial econômico, com uma crescente participação do comércio internacional, embora ainda seja tímida quando comparada com outros países de igual perfil. Para se ter uma idéia, o Brasil teve em 2009, uma participação de apenas de 1,2% (OMC).

 

Como estratégia do governo brasileiro para incrementar sua participação no comércio global, vem sendo direcionada no sentido de oferecer incentivos às empresas exportadoras, maior rapidez no processo de exportação, reforçando os mercados compradores tradicionais, assim como procurando novos nichos de mercado não tradicionais na África Ocidental, Ásia, América Latina e com países do oriente, assim como reforçando as vendas para a economia com o maior potencial de crescimento na atualidade: a Chinesa.

 

Nessa nova visão dos gestores do comércio exterior brasileiro, os Estados Nordestinos aos poucos vem incrementando sua participação no volume das exportações brasileiras.  Os nove Estados da região nordeste, vem mostrando seu potencial de exportação, porém ainda é muito reduzida a participação da região, no somatório do comércio com o resto do mundo.
Nesse contexto, o Estado de Pernambuco, nos últimos cinco anos a pesar do incremento na participação do comércio exterior para o resto do mundo, vem obtendo resultados negativos em seu saldo da balança comercial (exportações – importações).  Veja o quadro No. 1, que mostra o desempenho do Estado nos últimos cinco anos.

 

Quadro No.1
FLUXO DE EXPORTAÇÕES E
IMPORTAÇÕES DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
(Em milhões de dólares)

 

Fonte: Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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28 de Abril de 2010 às 09:56
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Aumento na Taxa de Juros. Dinheiro fica Mais Caro.

 

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br.

 

Nos próximos dias o Comitê de Política Econômica do Banco Central deverá anunciar, um ajuste à taxa de juros de referência que hoje está situada no patamar de 8,75%, (veja tabela N°.1 que mostra a evolução da taxa de juros no Brasil de abril de 2009- a abril de 2010), (Banco Central do Brasil, 20100 ). A expectativa do mercado financeiro é a taxa de juros seja ajustada em torno de 0.50 a 0.75.  De confirmar-se a expectativa a taxa de juros ficaria entre 9,25% a 9,50% ao ano. A decisão de ajustar a taxa de juros pelo COPOM está orientada a controlar, através da contração do crédito o possível superaquecimento da demanda, que poderia provocar uma aceleração na taxa de inflação, colocando em risco a estabilidade dos agentes econômicos.

 

Tabela N°.1
Histórico das taxas de juros fixadas pelo Copom e evolução da taxa Selic

 

(3) taxa acumulada do período.
(4) Taxa média diária de juros, anualizada com base em 252 dias úteis.
Fonte: Banco Central do Brasil, 2010.

 

Na tabela No.1 se observa que de uma taxa de juros de 11,25% ao ano em 11 de março de 2010, se iniciou uma sistemática redução; 10,25 em 30 de abril de 2009, com uma variação de 1,12%, 9,25% em 11 de junho de 2009, com variação de 1,01, para a partir daí dar inicio em 23 de julho de 2009, uma importante série de reduções; até situar-se nos atuais 8,75% a.a.

 

A cautela do governo em manter o patamar de 8,75% ao ano a taxa SELIC, de 03 de agosto de 2009 até hoje, mostra que esta decisão evidentemente esteve atrelada à crise financeira internacional, que provocou pânico entre os gestores do governo, que os obrigou em optar por manter a taxa de juros em 8,75% com o interesse de alavancar o consumo interno e manter o ritmo de crescimento econômico e a da taxa de investimentos, e assim evitar um colapso na estabilidade econômica do país.

 

O Brasil, na atualidade possui as maiores taxas de juros do mundo tornando o crédito para consumo e investimentos entre os mais elevados do planeta.  Por isso, é difícil entender a lógica das autoridades monetárias de tornar mais ainda caro o dinheiro que circula na economia.  Um aumento na taxa de juros têm como efeito direto a transferência do dinheiro disponível para o crédito,  o consumo e do investimento para o mercado financeiro, que por seu lado aposta no aumento na taxa de juros para auferir maiores lucros. É Importante lembrar que o setor financeiro representa investimento pouco produtivo em detrimento do investimento produtivo para as empresas do setor privado que geram emprego, renda e crescimento econômico.

 

Um incremento na taxa de juros tem um efeito direto na contração do consumo das famílias, das empresas e do próprio governo.  Um enxugamento do consumo e dos investimentos tem um efeito negativo no sistema econômico, menos crescimento econômico, aumenta a taxa do desemprego, menos renda para os trabalhadores, portanto menos consumo.  Uma queda na demanda, representa uma contração no dinamismo  do desempenho da indústria, que de acordo com dados publicados pelo IBGE, o crescimento da indústria em fevereiro de 2010, ficou beirando a casa de 1,5% em relação a janeiro de 2010, que ficou em torno de 1,1% (IBGE, 2010).

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20 de Abril de 2010 às 09:42
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Comércio Internacional: Estabilidade Econômica e Crescimento Econômico

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br.  

 

O Brasil atualmente se encontra numa cômoda posição no cenário econômico, com reservas internacionais que atingiram cifras históricas em torno de: US$ 245.741 de acordo com informações do Banco Central, com uma taxa de inflação de 4,5% a.a, a taxa de câmbio sob controle rigoroso das autoridades monetárias, a moeda norte-americana está em torno de 1,7475 por Real, um Produto Interno Bruto (PIB) com projeção de crescimento de 5,5% em 2010, com taxa de juros de 8,75% a.a, embora ainda muito elevada quando comparada com o mercado internacional, com taxa de investimentos rondando os 18,5%, e um consumo doméstico em plena explosão.

Esse cenário de boas notícias deixa o país pelo menos no curto prazo, transitando em céu de brigadeiro, claro que a torcida é para que nenhum imprevisto de desestabilização interna ou externa, possa perturbar o sossego dos gestores da economia brasileira, como o acontecido em 2009, embora o Brasil soube  de maneira eficaz e rápida, reduzir os efeitos que a  crise externa afetasse os fundamentos da economia.

 

De acordo com as autoridades brasileiras, se um fato interno ou externo relevante não perturbar a estabilidade econômica, o ano de 2010 se vislumbra como o ano da retomada do crescimento econômico sustentável, oscilando em torno de 5,5% ao ano, representa um importante salto quantitativo, se consideramos que nos últimos dois anos o crescimento da economia interna praticamente se manteve inalterado e com um pífio resultado, pelos fatores antes citados das perturbações que vieram do exterior, com a sistemática redução das compras e dos investimentos estrangeiros no país.

 

Porém, se o resultado otimista dos agentes macroeconômicos são motivos de esperança, e de positivas expectativas, existe preocupação pelo desempenho do comércio exterior, que não vem mostrando os resultados do esforço que o governo e as empresas do setor produtivo vem travando para incrementar os saldos positivos na balança comercial. 

 

Em 2009, o Brasil atingiu um desempenho de: Exportando em torno de US$ 153.0 bilhões de dólares e importando 127,0 bilhões US$ de dólares, com um resultado de 25.3 bilhões de superávit, embora positivo é evidente que este resultado não foi dos melhores, provocado pelos efeitos da redução das compras dos estrangeiros e pelos temores dos investidores em calcular o tamanho da crise e de sua extensão, o que provocou a redução e até o cancelamento de compras de produtos brasileiros, além disso, muitos investidores retiraram seus recursos do mercado financeiro brasileiro, para cobrir rombos em outros mercados e reduzir assim os prejuízos provocados pela crise global.

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15 de Abril de 2010 às 09:16
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Doce e amargo - Presente do Dia das Mães: cuidado com os impostos

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br

 

Com a aproximação da data em que se comemora o Dia das Mães, começa a despertar a preocupação de milhares de consumidores em encontrar um presente que demonstre o carinho à pessoa mais importante na vida de qualquer ser humano. Há tempo o comércio já vem se preparando para atender aos desejos e gostos de milhares de consumidores, que tradicionalmente vão às compras, com a idéia de encontrar o presente magnífico que agrade mães, sogras, avós e esposas.

 

O Dia das Mães é uma data considerada pelo comércio lojista como um marco de grandes lucros, perdendo apenas para o período natalino. Representa, portanto, o segundo maior momento para o comércio alavancar o seu crescimento nas vendas.

 

No período que antecede a data, lojistas esperam a grande oportunidade de impulsionar as vendas num momento de aquecimento da demanda e dos ganhos reais na renda dos consumidores, além de mexer com a emoção dos consumidores, o que se traduz em um forte motivo para realizar a compra e, assim, estimular os negócios de lojistas de diversos setores.

 

Historicamente, os artigos mais procurados no Dia das Mães são: vestuário, calçados, acessórios, eletrodomésticos, celulares, eletroeletrônicos, máquinas fotográficas digitais, perfume e flores.

 

Para comemorar a data, posicionam-se de um lado os consumidores que se desdobram para encontrar aquele presente que agrade e satisfaça os desejos e gostos da homenageada; de outro, os comerciantes que esperam com entusiasmo a visita de milhares de consumidores nas lojas.  Porém, com o euforismo, poucas pessoas estão preocupadas com a carga tributária embutida nos presentes que levam para casa - o que acarreta o encarecimento dos produtos e serviços. 

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12 de Abril de 2010 às 11:54
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Futebol, Tecnologia e Economia

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br

 

A fila nos estádios de futebal tem seus dias contados.  O desconforto, as longas filas, horas à fio para ser atendido nos guichês dos estádios , o calor insuportável, os tumultos e principalmente a presença dos cambistas parece que tudo isso está com data para desaparecerem no ambiente do futebol Pernambuco.

 

De acordo com informação divulgada pelo Secretario da Fazenda, Djalmo Leão, a partir de 19 de abril os torcedores contarão com o cartão eletrônico que substituirá o Vale Cidadão, utilizado nas trocas dos cupons fiscais pelos ingressos às partidas de futebol no Estado de Pernambuco.

 

O propósito da mudança de acordo com o divulgado pela Secretaria da Fazenda, o objetivo do novo sistema é a de evitar as fraudes, os tumultos nos estádios e a presença dos cambistas, oferecendo maior conforto e segurança aos torcedores, dos principais clubes de futebol do Estado como são o Sport, Santa Cruz e Náutico.

 

O Programa Todos com a Nota, implantado pelo Governo do Estado através da Secretaria da Fazenda desde 1998, com o propósito de eliminar as fraudes e a sonegação tributaria, principalmente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviço (ICMS) e assim aumentar a arrecadação desse tributo, muito importante para as finanças públicas do Estado. 

 

O ICMS tem uma representatividade tão importante para o Gestor público na estrutura fiscal de Pernambuco. Em dezembro de 2009 o  Estado arrecadou no período de dezembro de 2009, arrecadou R$733,5 milhões por mês e no acumulado de janeiro a dezembro do mesmo ano atingiu a cifra de 6.866,4 bilhões de reais apresentando um crescimento de 10,6% em relação ao ano de 2008.

 

Muito a pesar da crise econômica mundial que afetou de leve ao Brasil, mas, terminou afetando as finanças públicas do Estado de Pernambuco em função da redução nas transferências realizadas pelo governo federal. Mesmo assim Pernambuco, em 2009, figurou entre os Estados da Federação que tiveram importante crescimento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, (ICMS).  Entre janeiro e outubro de 2009 o Estado de Pernambuco apresentou uma evolução na arrecadação do ICMS em torno de 6,1%.

 

Em função da importância que representa o ICMS na estrutura fiscal do Estado, o governo vem implantando importantes programas de fiscalização tributaria, tal como o Programa “Todos com a Nota”, que além de reduzir ao mínimo a sonegação do tributo, vem beneficiando a milhares de torcedores que  freqüentam as partidas de futebol.

 

De acordo com Gustavo Aguiar-Assessor da Coordenação do Programa Todos com a Nota, até hoje mais de 1,5 milhões de pessoas tem-se beneficiado com o programa, principalmente aqueles torcedores de baixa renda.

 

O resultado dessa iniciativa são visíveis a nível de freqüência nas partidas nos estádios de futebol de Pernambuco, atingindo uma media nacional de 7.043 por partida, liderando assim a media de público, segundo comentou o Secretario da Fazenda, Djalmo Leão.

 

A partir de agora o torcedor terá mais segurança, conforto e para os gestores do futebol do Estado, maior controle dos que freqüentam as partidas e para o Estado, acabar com fraudes e dos intermediários nas trocas de cupons fiscais por ingressos nos estádios de futebol.

 

Para a Secretaria da Fazenda o lançamento do cartão eletrônico prevê um aumento na arrecadação do ICMS, tributo estratégico na administração das finanças publicas do Estado.

12 de Abril de 2010 às 11:46
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Custo Brasil

 

Por Janguiê Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Um Honda City custa no Brasil cerca de R$ 53.000. No México, este mesmo veículo é vendido por R$ 26.000. Por que tanta diferença, já que o Honda City é fabricado em São Paulo? Simples: o custo Brasil encarece os produtos brasileiros. O custo Brasil é composto pelas seguintes variáveis principais: carência de infraestrutura adequada para escoamento da produção e alta carga tributária.

Caso a Transnordestina já estivesse pronta, o escoamento da produção de Pernambuco sofreria processo de barateamento. O mesmo ocorreria se as rodovias de Pernambuco, em particular as que ligam Pernambuco à Paraíba e a Alagoas, já estivessem duplicadas e em bom estado. O Brasil carece de estradas adequadas e ferrovias. Eis a razão do aumento do  custo Brasil.

Os aeroportos brasileiros, mesmo diante do aumento dos usuários de aviões comerciais, não sofreram necessário processo de expansão. Os principais aeroportos de São Paulo – Viracopos, Guarulhos e Congonhas –, além dos de Brasília e Belo horizonte, já estão com o terminal de passageiros, o estacionamento de aviões e a pista de pouso e decolagem saturados. As empresas aéreas mostram interesse em investir, por conta da expectativa do aumento da demanda, mas a Infraero, empresa estatal que cuida dos aeroportos, não apresenta proposta concreta de melhoria dos aeroportos brasileiros.

Aviões trazem e levam turistas. Se eles estão funcionando precariamente, certamente, o número de turistas diminuirá – em particular o percentual de turistas estrangeiros. Por consequência, o Brasil perderá receita advinda dos tributos. O custo Brasil não afeta apenas a produção e o lucro das empresas. Afeta,  também,  o turismo e a arrecadação de tributos.

A alta carga tributária imposta pelo estado ao setor produtivo e o custo Brasil inibem o espírito animal do setor produtivo. O empresário tem a intenção de investir. Contudo, ele tem receio, pois a alta carga tributária pode limitar o lucro e impedir o crescimento do setor produtivo. A ausência de investimento do empresariado afeta o crescimento econômico do país e também a geração de empregos.

Existe uma lógica perversa no Brasil: os empresários não investem tanto em razão da alta carga tributária imposta pelo estado. Consequentemente, o estado perde na arrecadação de tributos. Portanto, é conveniente a diminuição da carga tributária brasileira para que o espírito animal do setor produtivo seja exacerbado e o estado passe a arrecadar mais tributos.

O estado brasileiro não pode ignorar o setor produtivo. Este possibilita a conquista de recursos por parte do estado. Do mesmo modo, o poder estatal deve procurar parcerias com a iniciativa privada para captar recursos, os quais serão investidos na infraestrutura de rodovias, ferrovias e portos. A privatização da Infraero não deve ser descartada, caso o estado não tenha condições de realizar investimento no setor aeroportuário. O custo Brasil precisa diminuir.

9 de Abril de 2010 às 11:21
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Economia, políticas públicas e violência urbana em Pernambuco

 

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@bol.com.br

 

Já se foi o tempo que se acreditava que a violência urbana estava intimamente ligada apenas à pobreza da população.  A realidade da violência urbana no Brasil, assim como em quase todos os países da América Latina em geral, vem demonstrando que não é requisito sine quan non que uma cidade ou localidade tenha altos níveis de pobreza para confirmar essa hipótese do aumento da violência e da criminalidade.  
Muitas regiões pobres do país mantêm baixos índices de violência urbana. A situação da violência urbana, de acordo com estudos recentes tende a confirmar que a insegurança urbana e o aumento nos níveis de violência estão mais atrelados a uma realidade de sentimentos de injustiça social e de exclusão social, associados às desigualdades das condições de vida das populações em condições de alto risco social. 

 

De acordo com Otaviano Canuto, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na atualidade se vive o resultado cumulativo do processo de migração rural-urbano, forçada com destino as áreas urbanas     e miseráveis, no curso do qual romperam-se elos sociais básicos e acentuou-se a visibilidade do contraste dentro dos padrões de vida.

 

As disparidades nos níveis de renda que existem hoje no Brasil, e na América Latina, onde se verifica uma acentuada concentração de renda entre os mais ricos, em detrimento dos mais pobres como é o caso brasileiro, onde a configuração da distribuição de renda se destaca entre as piores do mundo.  Tal situação deixa um sentimento entre a população mais carente de desesperança e de abandono, prevalecendo principalmente entre a população jovem da periferia, que o crime compensa, afinal não existem alternativas em função da precária presença do Estado nessas comunidades. 

 

O Estado ausente ou pouco eficiente na gestão das políticas públicas e em que em muitos casos tem se transformado apenas em um voraz arrecadador de tributos e de impostos elevadíssimos em troca oferece limitados benefícios de retorno para as camadas mais pobres. 

 

No Brasil, o Estado pune através da política fiscal aos mais pobres beneficiando aos setores mais ricos da população, considerando que os tributos incidem diretamente sobre o consumo, contribuindo ainda mais na concentração da riqueza e perpetuando a pobreza, acentuando o sentimento da população mais carente de que quem paga o preço da festa sempre será o consumidor mais carente.

 

O chamado círculo vicioso da criminalidade faz uma relação perversa entre os criminosos e o aparato de repressão ao crime do Estado, encarregados de combater o crime e a violência, mantendo uma relação de desvantagem.

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15 de Dezembro de 2009 às 16:19
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Pernambucanos priorizam pagamento de dívidas em 2010

 

Após as compras e festas de fim de ano, é hora de planejar os gastos que chegam junto com 2010. Diante de tantos compromissos a serem honrados a palavra de ordem é planejamento. Nesse sentido, o Instituto Maurício de Nassau realizou pesquisa em todo o estado de Pernambuco para saber como o pernambucano pretender investir seu dinheiro no primeiro semestre de 2010. A pesquisa completa está seção Pesquisas.

 

De acordo com a pesquisa, 46,4%, dos pernambucanos afirmaram possuir dívidas, sendo 60,2% provenientes dos cartões de crédito. Considerando a parcela devedora dos entrevistados, 36% afirmam que suas dívidas consomem a renda total. Outros 23,5% afirmaram que as dívidas representam metade da renda total. Por conta desse cenário, 60,6% dos entrevistados priorizarão o pagamento de dívidas no próximo semestre (e não a compra de bens), o que constata que ocorrerá reduzido consumo no primeiro semestre de 2010.

 

Quanto ao nível de empregabilidade, 12,95% dos pernambucanos encontram-se desempregados. O percentual de trabalhadores informais no Estado é de 17,41%. A pesquisa mostra também que 23,53% dos entrevistados estão empregados com carteira assinada.

 

Na expectativa de compras para o primeiro semestre de 2010, 22,2%. dos entrevistados pretendem comprar eletrodomésticos no próximo semestre, fato também observado para a compra de eletroeletrônicos e produtos de informática – 25,2% e 18,2%, respectivamente. O percentual de pernambucanos que pretende comprar produtos de lazer/cultura é ainda mais baixo: 8,5%.

 

A compra parcelada ainda é considerada a melhor opção para os pernambucanos, representada na pesquisa por 26,2% dos entrevistados. 17,5% afirmaram que desejam comprar à vista. A facilidade de crédito e os programas que facilitam a compra da casa própria são fatores que estimulam 20,2% dos pernambucanos a adquirir um imóvel no próximo semestre. Considerando esse universo, 38,8% querem comprar utilizando o financiamento da Caixa Econômica Federal, o que ressalta a importância do financiamento público para a compra de imóvel.

 

Dos 79,4% dos pernambucanos que não possuem carro próprio, 78,4% afirmaram não pretender adquirir esse tipo de bem enquanto que 15,1% pretendem. No universo dos que pretendem comprar um carro, 64,6% pretendem fazer de forma financiada, o que mostra a importância da oferta de crédito e de juros baixos. 75% dos indivíduos da classe A e 43% da classe B possuem carro próprio quitado. Por outro lado, 88% dos indivíduos da classe C não possuem carro próprio.

 

METODOLOGIA - As entrevistas foram realizadas em todo o estado de Pernambuco no período de 23 a 25 de novembro de 2009. O tamanho da amostra foi de 2418 entrevistas e a margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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