O MEC no mundo da lua!

Dez 29
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   2008, 11:23 | Educação — Inácio Feitosa

Se passassem por um exame criterioso, os livros de ciências usados pelos alunos de 5ª a 8ª série da rede pública estariam reprovados. Pelo menos no conteúdo referente à astronomia. Todos os 52 materiais didáticos aprovados e comprados pelo Ministério da Educação (MEC) no ano de 2007 para serem utilizados de 2008 a 2010 nos quatro últimos anos do ciclo fundamental apresentam erros. Os equívocos foram apontados na tese de mestrado em ensino de ciências apresentada na Universidade de Brasília (UnB), no início deste mês, pela pesquisadora Patrícia Amaral. Para o MEC, as limitações de alguns livros não comprometem o conjunto da obra.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

 

Eu avisei…

Dez 23
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   2008, 12:02 | Educação — Inácio Feitosa

Comentei no blog que nada iria acontecer aos 14 estudantes de medicina de Londrina/PE. Aqueles que “tomaram todas”, e depois promoveram uma baderna no hospital universitário. A universidade errou feio ao suspender o evento e não os alunos. O Seu Reitor preferiu aparecer para os jornais, em detrimento da apuração dos fatos imputados aos alunos. O direito não ampara a quem dorme, essa é a mais pura verdade. Por isso, a universidade foi obrigada judicialmente a realizar a cerimônia de colação de grau dos baderneiros, agora médicos. Caso não cumprisse a decisão judicial a instituição pagaria uma multa de R$ 500.000,00 dia.Os baderneiros terminaram a colação de grau gritando JUSTIÇA!

Coisas do Brasil!

Médicos ou deuses?

Dez 17
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   2008, 08:23 | Educação — Inácio Feitosa

Meus amigos professores de medicina afirmam: nossos alunos são arrogantes e pensam que são Deuses! Associo esse comentário às altas notas que os alunos de medicina precisam para ter acesso as universidades públicas. Como a demanda pelo curso é alta e a oferta é pequena só passam os melhores. Corrigindo, só são classificados os que obtiveram as melhores notas do vestibular, maceteados com os “bizus” dos cursinhos. Nota alta não reflete a qualidade do profissional que será formado. Registre-se. O caso recente dos 14 formandos de medicina da Universidade Estadual de Londrina é um alerta para os jovens estudantes de medicina. A medicina é uma das mais belas profissões. Todavia exige de seus profissionais humildade no trato com o ser humano. Os médicos não são deuses! Só conheço um médico que atende na hora agendada. Todos os demais que freqüento não estão preocupados com seus pacientes, sejam particulares ou de planos de saúde. Não quero nem comentar o que acontece no serviço público, com raras exceções como o Dr. João Veiga. Isso no passado acontecia no Direito. O curso era destinado à elite brasileira. Hoje a realidade é outra. O mesmo acontecerá em breve com a medicina. Quero ver médico arrogante tratar com descaso seus clientes diante da concorrência que se aproxima. A blindagem do corporativismo médico está com os dias contados. Para o bem de todos!

 

O que acontecerá com os estudantes de Londrina?

Dez 16
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   2008, 04:59 | Educação — Inácio Feitosa

Os periódicos estão noticiando a suspensão da colação de grau de 14 formandos de medicina da Universidade Estadual de Londrina. Em tese a Universidade deveria abrir um processo disciplinar, apurar os fatos e aplicar uma sanção. Esta poderia ser desde uma advertência verbal até o desligamento dos discentes da instituição. Respeitados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Não tenho os dados em mãos, mas posso dizer: nada acontecerá com os estudantes baderneiros. Justifico. A Universidade ao suspender a colação de grau dos alunos sem o devido processo legal está os constrangendo publicamente. Tem gente falando besteira demais para os jornais, ao invés de cuidar do processo disciplinar. Um bom advogado reverterá essa penalidade rapidamente. E ainda, ajuizará uma ação de danos morais contra a Universidade. Acuada a instituição fará um acordo e emitirá os diplomas dos graduandos. O correto seria suspender não o evento (colação de grau), mas os alunos que possuem vínculo com a universidade até a apuração dos fatos, de acordo com seu regimento e código de ética da Universidade. Poucas são as entidades que conhecem seu regimento, e muito menos as que possuem um código de ética. Ao Ministério Público caberá o papel de fiscal da lei. Oferecerá denuncia contra os abusos cometidos pelos “alunos” de medicina de Londrina. Caso a impressa pressione, do contrário nada acontecerá também. Exceto se existir um abnegado promotor de justiça na cidade.

 

 

 

 

 

 

Fato

Dez 13
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   2008, 04:28 | Educação — Inácio Feitosa

Treze Estados se saíram melhor do que São Paulo no cumprimento de metas para aumentar a qualidade do ensino no País, estipuladas pelo movimento Todos pela Educação. O grupo, que reúne empresários, organizações sociais e gestores públicos, lançou um compromisso pela melhora da educação em 2006 e traçou objetivos até 2022. Seu primeiro relatório foi divulgado ontem e mostra que mais de 70% das crianças de 4ª e 8ª séries não aprenderam o que deveriam em português e matemática. A meta para o País em 2022 é justamente o inverso: mais de 70% deverão ter aprendido o essencial para sua série. ?Será preciso acelerar o ritmo de melhoria da qualidade?, diz Mozart Ramos Neves, presidente-executivo do movimento. Os resultados de agora se referem às metas intermediárias, determinadas para 2007. Todos os Estados deveriam atingir uma porcentagem de alunos no nível considerado adequado à 4ª e à 8ª série, em português e em matemática, nas avaliações oficiais do Ministério da Educação (Prova Brasil e Saeb). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alunos sem educação

Dez 10
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   2008, 04:50 | Educação — Inácio Feitosa

A educação familiar realmente é para poucos. Recebo muitas reclamações de professores e de bons alunos sobre o tema. Sempre defendi que a punição é a melhor forma de educar os “sem-educação” e os “sem-limites”. Escolas e Universidades devem ser freqüentadas por pessoas de bem. Quem não tem esse atributo deve procurar outros lugares. A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF/1ª) decidiu, sob a relatoria do desembargador federal Fagundes de Deus, que se revela legítima e razoável a sanção disciplinar imposta por instituição de ensino superior a aluno que cometeu ofensa grave contra empregado da universidade em que foi observado o devido processo legal (Apelação Cível nº 2007.41.00.005175-5/RO). Esse caso foi o seguinte: um aluno do curso de Direito do Centro de Ensino São Lucas discutiu de modo hostil com o professor e coordenador de seu curso, querendo compelir o docente a atribuir-lhe nota e abonar-lhe faltas decorrentes de sua freqüência não regular às aulas em virtude de licença médica. Esse comportamento do estudante culminou em sua suspensão, pelo prazo de 15 (quinze) dias, das atividades acadêmicas. Imagino esse garoto amanhã exercendo um cargo público. Seria uma maravilha…

Adib Jatene, novamente!

Dez 9
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   2008, 04:52 | Educação — Inácio Feitosa

O ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, que presidiu a comissão do Ministério da Educação responsável por supervisionar a  qualidade dos cursos de medicina, defende a criação de um provão para ser aplicado aos estudantes de Medicina no final do curso. Semelhante ao Exame da OAB. Mesmo o ministro Fernando Haddad sendo contra. Já defendi aqui no blog essa mesma idéia. Um líder da classe médica me alertou: as entidades médicas não querem saber disso. Pelo visto Jatene não pertence a nenhuma delas. A realização de exames de Ordem é um instrumento válido e necessário. Os médicos não estão acima do bem e do mal. Mesmo que o queiram. É preciso avaliar os egressos da medicina, em sua maioria advindos de uma universidade pública falida! Adib Jatene começa a gostar da seara educacional. Vale registrar que ele já foi ministro da Saúde do governo de Fernando Collor de Mello no início dos anos 1990. Creio que ele possui todos os atributos para assumir o MEC. Haddad que se cuide!

Trabalho infantil doméstico

Dez 8
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   2008, 05:49 | Educação — Inácio Feitosa

Um dos temas que mais me incomoda é o trabalho infantil doméstico. É uma temeridade, além de enorme covardia com nossas crianças carentes. Prática bastante atual no interior do país, encontra nas capitais seu refúgio. De um lado os patrões acreditam (ou querem acreditar) que estão fazendo uma caridade, pois do contrário “elas passariam fome”. Na outra ponta o que se vê é pura exploração infantil. Longe de seus pais, de uma escola, de uma infância digna e com uma jornada de trabalho extensa nossas crianças definham em milhares de lares de nosso país.

 

Lugar de criança é na escola!

O mundo não igual para todos

Dez 5
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   2008, 05:48 | Educação — Inácio Feitosa

O MEC anunciou a redução de vagas de ingresso e a suspensão de processos seletivos, dentre algumas ações previstas nas quatro medidas cautelares anunciadas pela sua Secretaria de Educação Superior (Sesu) a fim de iniciar imediatamente o processo de saneamento dos problemas identificados em alguns cursos de medicina. As medidas cautelares, publicadas nesta quinta-feira, 4, no Diário Oficial da União, afetam os campi de Nova Iguaçu (RJ) e de Itaperuna (RJ), ambos da Universidade Iguaçu (Unig); a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e a Universidade de Marília (Unimar) – instituições privadas. Mas para os cursos de Medicina das federais o tratamento é diferente. Além da UFAL, outras três universidades federais tiveram seus cursos de medicina supervisionados: AS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO PARÁ (UFPA), DO AMAZONAS (UFAM) E DA BAHIA (UFBA). O MEC destinará R$ 8 milhões às quatro instituições para que promovam as adequações apontadas no relatório da comissão de supervisão (fonte: MEC). Por que o MEC não reduziu as vagas de ingresso e a suspensão de processos seletivos destas federais supervisionadas? Por que as novas universidades públicas não passam pela avaliação do Inep/MEC para autorizarem seus cursos? Por que o MEC cria novas universidades públicas para atender apenas aos interesses políticos dos aliados do governo?Por que o MEC não é tão ágil com o fechamento do curso privado de medicina, funcionando no sistema de ensino de Pernambuco sem sua autorização? Para o novo “expert” da educação superior brasileira Adib Jatene (aquele que criou a CPMF), presidente da Comissão de Supervisão: “o interesse do ministério não é punir as instituições, mas ajudá-las a melhorar. Aquelas que não têm interesse em sanar os problemas não estão interessadas no ensino, mas em negócios”, enfatizou. Lembro que o ensino é livre a iniciativa privada, segundo nossa Constituição Federal de 1988. Que discurso é esse do Senhor Jatene? Na hora de criar o compulsório e desviar sua finalidade lembrou da iniciativa privada. É preciso punir mais? Os cursos de medicina citados foram para a “lata do lixo” por irresponsabilidade do MEC. O que importa para o ministério são os 15 minutos, preferencialmente na globo. Alguém tem dúvida que essas instituições perderão seus alunos, hoje mesmo? E o pior, sem direito à defesa. Contrariando o Decreto n. 5.773/2006 e a Lei n. 10.861/2004 (do Sinaes). Registro: NÃO SOU CONTRA AVALIAÇÃO. Sou favorável e reconheço sua importância. Agora não aceito tratamento diferenciado para instituições públicas e privadas. A Lei deve ser igual para todos! (Escrevi aqui no blog: as novas universidades públicas, criadas recentemente, passam por graves dificuldades. Inclusive, falta de corpo docente. E nada é feito…)

O ENADE não é levado a sério!

Dez 4
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   2008, 05:26 | Educação — Inácio Feitosa

A Profa. Simone Bérgamo acompanhou de perto a última edição do Enade 2008, realizada no dia 09/11/2008. Ficou surpresa com o grau de descompromisso dos alunos de instituições recifenses avaliados pelo Enade. É estarrecedor reconhecer a falta de legitimidade do Enade, disse Bérgamo. Segundo ela: “os alunos saiam do Enade felizes por terem entreguem a prova em branco”. A Profa. Simone Bérgamo conseguiu uma participação maciça dos seus alunos, orientados por ela para o Enade. Já comentei aqui no blog: o Enade precisa ser corrigido. Ele é boicotado, pois as notas dos discentes não são divulgadas no histórico escolar. Somente o resultado das instituições de ensino superior. O Mec precisa corrigir esse grave equívoco.

 

 

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