Instituto Maurício de Nassau

27 de Maio de 2010 às 16:42
Autor Isabel França - Postado em Educação | 1 Comentário - Comente!

Advogado Inácio Feitosa recebe homenagem da OAB

.

Por relevantes serviços a causa educacional no Estado e no país, na próxima segunda-feira (31), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Pernambuco, Henrique Mariano e o diretor geral da Escola Superior de Advocacia, Ronnie Duarte, realizaram a entrega da comenda Ruy Antunes ao superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional, Inácio Feitosa. A solenidade será realizada às 17h30, no auditório da OAB-PE, Na ocasião também haverá o lançamento da 4° Edição da Revista Advocatus.

.

CURRÍCULO - Advogado, Especialista em Cooperativismo pela UFRPE, Especialista em Direito do Trabalho e em Didática do Ensino superior e Mestre em Educação pela UFPE, Inácio Feitosa é dedicado aos estudos sobre a educação superior no Brasil, principalmente em relação ao ensino jurídico. Atualmente, atua como assessor jurídico do Siespe (Sindicato das Instituições Particulares de Ensino Superior de Pernambuco), Superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional, além de coordenador da Confraria da Educação.

4 de Maio de 2010 às 10:55
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Fausto de Sanctis é homenageado pela Confraria da Educação

 

Nesta quinta-feira (06), o Juiz federal Fausto de Sanctis recebe homenagem da Confraria da Educação. O magistrado receberá a comenda Confraria da Educação das mãos do coordenador da solenidade, o professor e advogado Inácio Feitosa. Fausto de Sanctis já presidiu casos como o do empresário Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, investigado por crimes financeiros pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Satiagraha. O encontro será realizado no restaurante Boi Preto, em Boa Viagem, às 12h. A Confraria da Educação consiste na reunião mensal de personalidades e instituições educacionais com o objetivo de discutir temas relevantes para o universo educacional.

28 de Abril de 2010 às 10:48
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Advogado Inácio Feitosa é um dos integrantes da Escola Nacional de Advocacia

Foto: Chico Peixoto

 

Nesta segunda-feira (26), o site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota oficial sobre a posse do novo diretor da Escola Nacional de Advocacia (ENA). Segundo o texto, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, designou o conselheiro federal da entidade pelo Tocantins, Manoel Bonfim Furtado Correia, para ser o diretor da ENA. Entre os demais componentes da diretoria está o advogado e superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional e colaborador deste blog, Inácio Feitosa. A ENA tem como objetivo pedagógico desenvolver políticas nacionais de educação continuada para o exercício da advocacia, no sentido de aperfeiçoar o profissional nos aspectos técnico e ético. O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau parabeniza Inácio Feitosa pela conquista.

24 de Março de 2010 às 09:18
Autor Adriano Oliveira - Postado em Educação | 1 Comentário - Comente!

Os professores precisam ser privilegiados

Não discordo de greves. É um direito legítimo de qualquer indivíduo. Contudo, os efeitos dela devem ser considerados. Os usuários dos serviços públicos não podem ser punidos por conta das greves. Além disto, a greve não pode ser instrumento único e exclusivo para aumento de salários. Outros pontos devem ser discutidos. O aumento salarial não deve motivar de antemão o retorno ao trabalho. Caso isto ocorra, e geralmente ocorre isto, o servidor público constrói imagem negativa junto à opinião publica (hipótese).

Outro ponto: governos devem saber a quem dar aumento salarial. No estado brasileiro existem os funcionários públicos privilegiados e não privilegiados. Os fazendários, em Pernambuco, são privilegiados. Os professores não são privilegiados no Brasil. Recentemente, os fazendários foram privilegiados. E os professores despretigiados.  Nenhuma manifestação da oposição. Nenhum deputado da situação revoltado com o privilégio dado a uma categoria historicamente privilegiada.

Fazendários não têm poder de pressão. Não consigo vislumbrar este poder. As notas fiscais são eletrônicas. Então, a greve dos fazendários não prejudicaria a arrecadação do estado. Se não prejudica, os fazendários perdem poder de pressão. Em curto prazo os professores não têm poder de pressão. Mas em longo prazo sim.

Pernambuco cresce economicamente. Portanto, precisa de mão de obra qualificada. Só o poder público tem condições de proporcionar a igualdade de condições. Neste sentido, contextos sociais com indivíduos despreparados tendem, em curto prazo, perder investimentos. Então, é necessário, e isto é óbvio, investir em educação. Numa perspectiva de longo prazo, os professores têm mais poder de pressão dos que os fazendários. Portanto, os professores precisam ser privilegiados.

23 de Março de 2010 às 11:19
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Reflexões sobre o ENEM

 

Por Janguiê Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Cerca de sete universidades federais que selecionaram os seus calouros por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não preencheram as suas Vargas. Ocorreu vazamento da prova do Enem. O Enem só será feito uma vez por ano. O Sistema Unificado (Sisu), criado pelo governo Lula em 2009, para unificar os vestibulares, apresentou e apresenta falhas tecnológicas graves.

Por que sobraram vagas nas instituições federais? Cinco explicações/hipóteses possíveis: 1) concentração de alunos em dadas instituições federais, as quais estão localizadas em regiões mais desenvolvidas economicamente; 2) nem todas as instituições federais excluíram o seu vestibular;  3) alguns cursos oferecidos pelas instituições federais não  possuem demanda;  4) existe forte demanda por alguns cursos – demanda concentrada;  5) não existe número expressivo de alunos qualificados para serem aprovados no Enem.

O aluno podia escolher a instituição para seus estudos.  Alunos de regiões com menor desenvolvimento socioeconômico optaram por instituições públicas presentes em estados com maior desenvolvimento econômico - hipótese. O Enem, aparentemente, democratizou o acesso ao ensino superior. Contudo, nem todas as instituições federais abandonaram o vestibular próprio.

Apesar do presidente Lula ter criado diversas instituições federais e autorizado estas a criarem novos cursos (Programa Reuni), a demanda por áreas no ensino superior parece está concentrada. Embora tenha diminuído a diferença de investimento entre ensino superior e ensino básico, o governo Lula ainda não conseguiu melhorar a qualidade do ensino básico e médio. Portanto, ainda é incipiente no Brasil a igualdade de oportunidades.

De acordo com o governo, o Enem não pode ser feito duas vezes ao ano, por conta da falta de estrutura. Demanda tempo. A organização precisa ser perfeita, pois fraudes não podem existir. Ora, se o Estado não tem condições de operacionalizar o Enem, por que o criou? A realização do Enem duas vezes por ano aumenta o leque de oportunidades para os estudantes.

As falhas tecnológicas no Sisu criaram euforia, em dado instante, para alguns estudantes. Em outro momento, estes mesmos estudantes que comemoram a entrada numa instituição pública choraram. O Sisu, em razão de falhas tecnológicas, aprovou nomes que não estavam aprovados. Foi árdua também para muitos alunos a escolha da instituição pública. O Sisu não permitia.  A conexão caía. O registro do nome dava erro. Enfim, o Sisu não funcionava.

As falhas do Enem evidenciam que o governo Lula e também o próximo governo precisam modificar a sua política educacional. A busca da qualidade do ensino básico e médio deve ser prioridade. Inclusive, a iniciativa privada pode vir a contribuir. Por que não criar o Prouni do ensino médio? Talvez seja necessária a federalização do ensino básico e médio. É possível existir relação entre a aplicação de recursos na educação por parte dos estados e municípios e qualidade de ensino.

O Enem pode ser mantido. Contudo, ele precisa ser democratizado. Isto é: todas as instituições federais precisam aceitá-lo como instrumento único de acesso. O Estado brasileiro necessita dar eficiência à operacionalização do Enem. O Enem precisa adquirir o respeito e a confiança dos estudantes. Instituições federais não podem ser criadas apenas por motivos políticos. A demanda, inclusive por curso, precisa ser considerada. Enfim, a educação superior privada precisa receber condições para o seu crescimento.

22 de Março de 2010 às 13:49
Autor Isabel França - Postado em Artigos, Educação | Sem comentários - Comente!

Jovens empreendedores

Por Janguiê Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Procurar um emprego fixo numa grande empresa ou aventurar-se num negócio próprio?  Esse é um dos dilemas dos jovens recém formados que buscam alcançar sucesso profissional e pessoal com a inquietação peculiar da juventude.

Segundo um estudo do instituto internacional Global Entrepreneuship Monitor, nos últimos cinco anos o número de jovens empreendedores cresceu mais de 30%. Já são 3 milhões de brasileiros entre 18 e 24 anos à frente do próprio negócio, mesmo sabendo dos riscos e incertezas desta opção.

A ascensão- relâmpago de figuras como Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, ou de Mark Zuckerberg, o criador do site de relacionamento Facebook, motiva a opção empreendedora desse grupo de jovens.

Outro aspecto que motiva o empreendedorismo vem da visão otimista que têm da economia brasileira, onde enxergam espaço para inovação. Inovação é hoje, afinal, o que mais enriquece um país. Num cenário em que 83% dos donos de negócios brasileiros nem sequer pisaram numa universidade, esses jovens com diploma têm maior possibilidade de prosperar. Os dados confirmam esta tese. Apenas 7% das empresas abertas por brasileiros com ensino superior fecham antes de completar um ano de vida, um quarto da média nacional.

Esses jovens empreendedores saem das faculdades e universidades com uma bagagem atualizada e equilibrada entre a aquisição de conhecimentos e o aprender com experiências. Vão para o mercado com a cultura do planejamento. Não há “achismos” e feeling. Os negócios são iniciados somente após pesquisarem minuciosamente o mercado e elaborarem um detalhado plano de negócio. O que diminui consideravelmente o risco de um naufrágio empresarial.

O Brasil sempre teve altos índices de empreendedorismo. Entre os jovens, 15% dos brasileiros já estão à frente de seu próprio negócio, mais do que americanos (14%) ou indianos (12%) – ambos tradicionalmente empreendedores.

Mas empreender não significa apenas abrir um negócio, o jovem pode ser empreendedor dentro de uma empresa tomando uma postura diferente, uma atitude, usando a criatividade para a resolução de problemas, com pró-atividade e dedicação.

Portanto, ao concluir o curso superior o jovem antenado poderá optar pelas duas vertentes do empreendedorismo: buscar um emprego numa grande empresa ou aventurar-se num negócio próprio, desde que, durante sua graduação, além de adquirir conhecimentos, aprenda a aprender e ouse. A ousadia é uma das principais características do empreendedorismo e da inovação.

5 de Março de 2010 às 20:46
Autor Adriano Oliveira - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

Cotas raciais para quê?

Continua a discussão desnecessária sobre cotas raciais. O Sisu demonstrou que sobram vagas nas universidades públicas. E recente estudo evidenciou que o Brasil está longe de colocar 30% dos jovens no ensino superior. Por que sobraram vagas nas universidades públicas? Hipótese 1: em algumas universidades e cursos sobram vagas. Hipótese 2: muitos alunos optaram pelo ensino superior privado. A primeira hipótese é factível. Desconfio que exista concentração de alunos por universidades e cursos.  Tenho dúvidas quanto à segunda, mas é possível. Se sobram vagas e o Brasil não atingiu a meta estipulada pelo Plano Nacional de Educação, isto significa que o estado deve incentivar a iniciativa privada a conquistar mais alunos. De que modo: ampliando o Prouni.  Caso a hipótese 1 seja verdadeira, é necessário que o ensino privado auxilie o ensino público. Neste caso, a discussão não deve ser mais localizada, isto é, sobre cor ou sobre a origem social do estudante. O debate deve ser no âmbito de como o estado, por meio do ensino público e privado, pode capacitar mais indivíduos. Nesta discussão, as cotas sociais e raciais não importam. Pois, o que é necessário é o financiamento, por parte do estado, da qualificação dos indivíduos.

2 de Março de 2010 às 11:57
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Apagão profissional no País

Por Janguiê Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Temos presenciado e participado, desde os anos 90, das transformações estruturais que configuram a globalização econômica. Tanto as mudanças como as crises que enfrentamos nesses últimos anos têm gerado rupturas nas formas tradicionais. Da explosão tecnológica à crise financeira dos últimos anos, não faltaram motivos que nos tirassem de nossa zona de conforto. Muita água rolou debaixo de nossa ponte, e as mudanças foram significativas. Mudamos nossa visão, nossas ofertas, nossos modelos de trabalho, nossas exigências e expectativas. Espelham este novo cenário a crescente integração, a multiplicidade e multiplicação de produtos e de serviços, a tendência à conglomeração e alianças estratégicas entre empresas que buscam avidamente competitividade através do uso das tecnologias informacionais e de novas formas de gestão do trabalho.

Mas, já há algum tempo, os especialistas vêm alertando para um “apagão” profissional no País. Após um longo período de inanição, deitado em berço esplendido, o Brasil voltou a crescer e a enfrentar a carência de mão de obra qualificada em quase todos os setores produtivos. O motivo é o descompasso entre o crescimento da economia, as exigências de maior qualificação devido aos avanços tecnológicos e o descaso histórico com a educação.

Apesar do estrago causado pela crise global na geração de empregos formais em 2009, a oferta de vagas foi a maior da década. No mercado de trabalho para profissionais com nível superior, a falta de candidatos com especialização foi mais crítica ainda. A sobra de vagas nos principais setores produtivos está diretamente relacionada à retomada da economia. Como exemplo, podemos citar o setor da construção civil que, pelo fraco desempenho até 2003, desencorajou a formação profissional. Estudos realizados pela indústria apontam para um aumento do desequilíbrio entre oferta e procura por mão de obra qualificada até 2014, exigindo a formação profissional de cerca de três milhões de trabalhadores por ano para atender a demanda do setor.

O mercado de trabalho chega a 2010 precisando vencer um dos maiores entraves ao seu desenvolvimento: falta de pessoal qualificado. E com um agravante, o gargalo de mão de obra agora se espalha por profissões que atendem a diferentes setores, de engenheiros a educadores e médicos. Não que faltem candidatos interessados em oportunidades abertas pela retomada de investimentos e a chegada de novos players internacionais. Mas, em um mercado que se expande e se transforma simultaneamente, o desafio tem sido encontrar perfis adequados para dar conta das novas necessidades.

O novo mercado exige, cada vez mais, o desempenho do trabalho em equipe, fundamentado em planejamento, pensamento estratégico, visão de negócio e, sobretudo, capacidade de articulação de múltiplas disciplinas. Neste novo contexto, não se trata apenas de integrar disciplinas e conhecimento – são os profissionais que, em última instância, precisam aprender a trabalhar integrados. Em decorrência, as competências comportamentais, como abertura ao aprendizado, resiliência e capacidade relacional, passam a valer tanto, ou até mais, do que as qualificações técnicas e tornam-se um ativo e um diferencial competitivo valioso.

É por isso que atrair, desenvolver e reter talentos é um fator crítico de sucesso para as empresas modernas, onde a gestão profissional de pessoas tem priorizado profissionais que somam competências técnicas e comportamentais, com alinhamento ao projeto da empresa e compromisso com meta. Tanto é que, diante das dificuldades em conseguir profissionais qualificados no mercado, algumas empresas estão buscando talentos dentro das faculdades e universidades. São empresas que acreditam que as mudanças e transformações irão se acelerar. São empresas que lideraram essa década, e que em comum têm a capacidade de transformação e adaptação às novas exigências de mercado.

O mundo mudou. O Brasil mudou para melhor. Enterramos o espectro inflacionário, nossa economia resistiu à crise que abalou a maioria dos países desenvolvidos e a taxa de escolaridade média avançou bastante. Ainda não é a ideal, mas duplicamos o número de pessoas com mais de oito anos de escolaridade e diminuiu pela metade o número de analfabetos. Esse “apagão” profissional no País não será resolvido da noite para o dia, mas o povo brasileiro, mais uma vez, com sua incrível capacidade de adaptação irá, aos poucos, capacitar-se para as novas exigências da mundialização dos mercados.

18 de Fevereiro de 2010 às 13:47
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Jornalismo quebra barreiras

 

Por Janguie Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

O resultado da aprovação do Vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abre margens para questionamentos. Não pelo fato de ser este o primeiro ano após a mudança promovida pelo Ministério da Educação (MEC), com a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como critério para o ingresso em universidades de todo o País. Mas, pela quebra de um estigma, que nos faz perceber a alteração nas decisões dos estudantes em relação aos seus sonhos, suas escolhas.

Há muitos anos o curso de Medicina vinha  apresentando a maior concorrência na UFPE e demais universidades que oferecem o curso no País. Em Pernambuco, essa concorrência chegou, no ano passado, ao seu recorde dos últimos nove anos. A relação foi de 33,1 candidatos por vaga, contra 27,5 registrados em 2002, o pico da concorrência do curso desde o ano 2000. Mas essa realidade mudou, ao menos este ano.

A escolha da melhor candidata da universidade, Bárbara Buril Lins, aluna da Escola do Recife, pelo curso de Jornalismo mostra a quebra desse paradigma. Os estudantes talvez estejam deixando de seguir o sonho de seus pais. Deixando de escolher o curso almejado por aqueles que o educaram e gostariam de ver seus filhos em melhores posições no árduo mercado de trabalho brasileiro. 

Mais que isso, a decisão da estudante melhor colocada na UFPE não apenas revela a vontade dos jovens de seguirem com seus próprios passos como vem em uma hora de polêmica em relação à validade do diploma de jornalismo. O curso ganha força com a colocação no topo do Vestibular no Estado, puxando para cima a auto-estima da categoria, depois da derrubada da obrigatoriedade do diploma, numa decisão do Supremo Tribunal Federal, em meados do ano passado, o que foi posteriormente repensado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. 

A garota que optou pelo curso de Jornalismo revelou, aos seus 18 anos de idade, que poderia ter escolhido outro qualquer, como Medicina ou Direito, mas a escolha por Comunicação Social se deu porque, segundo palavras dela própria, para ser jornalista é necessário o diploma. Para ser jornalista é preciso ter ética, estudar e preparar-se. Com o resultado no Vestibular, fica a mensagem da estudante de que a profissão requer reconhecimento. E se depender dos jovens que estão se mostrando hoje em dia, esse reconhecimento está próximo, e não apenas do curso de Jornalismo, mas de todos aqueles que possam representar a vontade de vencer. E quando se trata de um estudante que conquistou a primeira colocação na universidade mais concorrida do Estado, essa vontade fica mais evidente e torna-se um grito para quem quiser ouvir.

11 de Fevereiro de 2010 às 18:12
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

UPE desclassifica feras matriculados, por telegrama


Por Inácio Feitosa - advogado, coordenador da Confraria da Educação e mestre em educação pela UFPE.

 

O vestibular 2010 da UPE está dando o que falar. Conversei a pouco com uma aluna (prefiro não identificá-la para evitar exposição desnecessária), a qual foi aprovada e matriculada em medicina na Universidade de Pernambuco – UPE, mas desclassificada por telegrama.

A aluna X, após verificar sua aprovação, comemorar com a família e amigos - inclusive seguindo o rito de passagem de raspar a sobrancelha -, foi desclassificada pela UPE, mesmo tendo em mãos a prova de sua efetiva matrícula em medicina.

O motivo da desclassificação teria sido o edital da UPE. Este asseverava que em caso de não-comprovação da condição de cotista, este fera passaria a concorrer com os alunos do sistema universal. Ou seja, o aluno que se candidata à condição de cotista da UPE (20% das vagas), mesmo não comprovando esta condição, passa a ter um privilégio de continuar concorrendo às vagas pelo sistema universal.

Creio que este aluno deveria ser punido e não premiado, posto que, no mínimo, prestou informações não condizentes com a condição de cotista que pleiteava. Causando prejuízos à instituição universitária e aos alunos do sistema universal, classificados e matriculados.

Outros casos passam a surgir e a serem denunciados nos jornais da cidade. E o que é pior: sem nenhuma retratação ou ato que venha compensar os constrangimentos a que estes alunos estão sendo submetidos. Simplesmente a UPE repassa a responsabilidade para o edital, este elaborado pela própria Universidade, querendo livrar-se de quaisquer responsabilidades sobre a questão.

Os alunos do sistema universal matriculados pela UPE não tem quaisquer responsabilidades e não podem ser prejudicados por um erro da Universidade. A matrícula dos alunos é um ato jurídico perfeito, não podendo ser distratado por um simples telegrama, ou por decisão administrativa da reitoria da UPE.

Os alunos do sistema universal matriculados pela universidade tem direito adquirido ao curso, devem ser mantidos nas vagas pela instituição. Cabe ainda, o arbitramento pelo poder judiciário de um valor indenizatório pelos danos morais sofrido pelos alunos vitimados, caso estes queiram promover ações judiciais indenizatórias.

Por se tratar da administração pública e ainda por envolver menores de idade (em alguns casos), o Ministério Público deve promover procedimento investigatório para fazer cessar os constrangimentos absurdos e desnecessários aos quais estão sendo submetidos estes alunos, do sistema universal, do vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

Copyright © Núcleo de Tecnologia da Informação - ESBJ

Recife

Endereço: Rua Manoel Caetano, 132, Derby, Recife-PE - CEP.: 52010-220
Contato: 3413-4611

Uma instituição do Grupo Ser Educacional