Instituto Maurício de Nassau

18 de Fevereiro de 2010 às 13:47
Autor Isabel França - Postado em Educação | 1 Comentário - Comente!

Jornalismo quebra barreiras

 

Por Janguie Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

O resultado da aprovação do Vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abre margens para questionamentos. Não pelo fato de ser este o primeiro ano após a mudança promovida pelo Ministério da Educação (MEC), com a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como critério para o ingresso em universidades de todo o País. Mas, pela quebra de um estigma, que nos faz perceber a alteração nas decisões dos estudantes em relação aos seus sonhos, suas escolhas.

Há muitos anos o curso de Medicina vinha  apresentando a maior concorrência na UFPE e demais universidades que oferecem o curso no País. Em Pernambuco, essa concorrência chegou, no ano passado, ao seu recorde dos últimos nove anos. A relação foi de 33,1 candidatos por vaga, contra 27,5 registrados em 2002, o pico da concorrência do curso desde o ano 2000. Mas essa realidade mudou, ao menos este ano.

A escolha da melhor candidata da universidade, Bárbara Buril Lins, aluna da Escola do Recife, pelo curso de Jornalismo mostra a quebra desse paradigma. Os estudantes talvez estejam deixando de seguir o sonho de seus pais. Deixando de escolher o curso almejado por aqueles que o educaram e gostariam de ver seus filhos em melhores posições no árduo mercado de trabalho brasileiro. 

Mais que isso, a decisão da estudante melhor colocada na UFPE não apenas revela a vontade dos jovens de seguirem com seus próprios passos como vem em uma hora de polêmica em relação à validade do diploma de jornalismo. O curso ganha força com a colocação no topo do Vestibular no Estado, puxando para cima a auto-estima da categoria, depois da derrubada da obrigatoriedade do diploma, numa decisão do Supremo Tribunal Federal, em meados do ano passado, o que foi posteriormente repensado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. 

A garota que optou pelo curso de Jornalismo revelou, aos seus 18 anos de idade, que poderia ter escolhido outro qualquer, como Medicina ou Direito, mas a escolha por Comunicação Social se deu porque, segundo palavras dela própria, para ser jornalista é necessário o diploma. Para ser jornalista é preciso ter ética, estudar e preparar-se. Com o resultado no Vestibular, fica a mensagem da estudante de que a profissão requer reconhecimento. E se depender dos jovens que estão se mostrando hoje em dia, esse reconhecimento está próximo, e não apenas do curso de Jornalismo, mas de todos aqueles que possam representar a vontade de vencer. E quando se trata de um estudante que conquistou a primeira colocação na universidade mais concorrida do Estado, essa vontade fica mais evidente e torna-se um grito para quem quiser ouvir.

11 de Fevereiro de 2010 às 18:12
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

UPE desclassifica feras matriculados, por telegrama


Por Inácio Feitosa - advogado, coordenador da Confraria da Educação e mestre em educação pela UFPE.

 

O vestibular 2010 da UPE está dando o que falar. Conversei a pouco com uma aluna (prefiro não identificá-la para evitar exposição desnecessária), a qual foi aprovada e matriculada em medicina na Universidade de Pernambuco – UPE, mas desclassificada por telegrama.

A aluna X, após verificar sua aprovação, comemorar com a família e amigos - inclusive seguindo o rito de passagem de raspar a sobrancelha -, foi desclassificada pela UPE, mesmo tendo em mãos a prova de sua efetiva matrícula em medicina.

O motivo da desclassificação teria sido o edital da UPE. Este asseverava que em caso de não-comprovação da condição de cotista, este fera passaria a concorrer com os alunos do sistema universal. Ou seja, o aluno que se candidata à condição de cotista da UPE (20% das vagas), mesmo não comprovando esta condição, passa a ter um privilégio de continuar concorrendo às vagas pelo sistema universal.

Creio que este aluno deveria ser punido e não premiado, posto que, no mínimo, prestou informações não condizentes com a condição de cotista que pleiteava. Causando prejuízos à instituição universitária e aos alunos do sistema universal, classificados e matriculados.

Outros casos passam a surgir e a serem denunciados nos jornais da cidade. E o que é pior: sem nenhuma retratação ou ato que venha compensar os constrangimentos a que estes alunos estão sendo submetidos. Simplesmente a UPE repassa a responsabilidade para o edital, este elaborado pela própria Universidade, querendo livrar-se de quaisquer responsabilidades sobre a questão.

Os alunos do sistema universal matriculados pela UPE não tem quaisquer responsabilidades e não podem ser prejudicados por um erro da Universidade. A matrícula dos alunos é um ato jurídico perfeito, não podendo ser distratado por um simples telegrama, ou por decisão administrativa da reitoria da UPE.

Os alunos do sistema universal matriculados pela universidade tem direito adquirido ao curso, devem ser mantidos nas vagas pela instituição. Cabe ainda, o arbitramento pelo poder judiciário de um valor indenizatório pelos danos morais sofrido pelos alunos vitimados, caso estes queiram promover ações judiciais indenizatórias.

Por se tratar da administração pública e ainda por envolver menores de idade (em alguns casos), o Ministério Público deve promover procedimento investigatório para fazer cessar os constrangimentos absurdos e desnecessários aos quais estão sendo submetidos estes alunos, do sistema universal, do vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco.

11 de Janeiro de 2010 às 18:08
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Joaquim Nabuco e a liberdade pela educação

 

Por Janguiê Diniz – fundador do Grupo Ser Educacional.

 

Há 100 anos o Brasil dava adeus a um dos seus ilustres filhos: Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo. Morria o menino do Engenho Massangana, eternizava-se a personalidade que deixou como principal legado o fim do vergonhoso capítulo da história brasileira: a escravidão.

Doze anos antes, na sacada do Paço Imperial, no Rio de Janeiro, o prócere orador faria o mais ansiado discurso de sua vida: “Está abolida a escravidão. Não há mais escravos no Brasil”. Nabuco sabia que os mais de 300 anos de exploração e violência contra milhares de vidas deixariam sua herança, reconhecendo que a escravidão permaneceria por muito tempo como a característica nacional do Brasil.

Mais de um século depois, a população continua presa às correntes da ignorância: 10% de brasileiros analfabetos, 60% das crianças fora do Ensino Fundamental, 77% dos jovens entre 18 e 24 anos excluídos do Ensino Superior. Conterrâneo de Nabuco, Paulo Freire muito bem ilustrou nossa triste realidade educacional, defendendo, com sua Pedagogia da Libertação, que a escolarização das classes oprimidas poderia libertá-las através da tomada de consciência política.

Mas a quem interessa ter uma população crítica, exercendo plenamente sua cidadania? Certamente não a boa parcela da classe de políticos, que dependem desta cegueira intelectual para manter o status quo, garantindo suas posições de senhores de engenho a explorar as senzalas, seus currais eleitorais.  

Apesar do irrefutável impacto da escravidão sobre a população negra e parda até os dias de hoje, em meus escritos venho sendo veementemente contra a adoção de cotas raciais nas universidades. Não é com um tratamento desigual e segregatório, ferindo a Constituição, que iremos quitar nossa divida histórica.

Temos que possibilitar condição de igualdade, oferecendo uma aparentemente utópica educação básica de qualidade. Mas é da utopia que nasce o sonho, motivador de ações. Joaquim Nabuco certamente foi um utópico que desafiou com suas idéias a elite conservadora da época. Precisamos de novos Nabucos para libertar nossa nação da ignorância e promover o pleno desenvolvimento de todos os setores.

28 de Dezembro de 2009 às 15:42
Autor Isabel França - Postado em Educação, Pesquisa | Sem comentários - Comente!

Estudantes querem punição para os praticantes de bullying, revela pesquisa

 

Nesta segunda-feira (28), o jornal Diario de Pernambuco divulgou pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, em parceria com a Confraria da Educação, sobre a prática do bulliyng, termo inglês usado para caracterizar agressões físicas e psicológicas entre alunos. Intitulada “Bullying: prática disseminada e conhecida”, a pesquisa foi realizada com 1.198 estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os dados mostram que 50% informaram saber o que é bullying. Desses, 45,1% conhecem alguém que já foi vítima do abuso. Daqueles que conheciam vítimas de bullying, a maioria apontou a agressão psicológica como a mais comum, ocorrendo em 63,6% dos casos. Já a agressão física, foi lembrada em 27,1% do total e ficou em segundo lugar seguida por furto, com 6,7% dos casos citados. 89,2% dos entrevistados afirmaram que o agressor deve sofrer alguma pena. Clique aqui para ter acesso a pesquisa completa.

23 de Dezembro de 2009 às 09:43
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Pela inclusão na formação superior

 

Por Janguiê Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

 

Imagine um bacharel em comércio exterior, recém saído da faculdade, sem experiência prática, assumir um importante posto de trabalho. Imagine um economista recém formado, também sem experiência, assumir um cargo em um grande banco de investimentos. É quase impossível que isso aconteça. Porque o estágio profissionalizante faz parte do currículo da maior parte dos cursos de graduação e possibilita ao formando colocar em prática a teoria que aprendeu em sala de aula. A formação acadêmica moderna está centrada mais na constituição de competências, habilidades e disposições de condutas do que pela quantidade de informação. Isso representa que o aluno aprende a aprender, a pensar, a relacionar o conhecimento com dados da experiência cotidiana, a dar significado ao aprendido, a fazer a ponte entre a teoria e a prática, além de fundamentar a crítica e argumentar com base em fatos.

 

Agora imagine o contrário. Um profissional da área de informática, com vários anos de experiência, com habilidades e competência para assumir um cargo de gerência, mas sem formação superior.

 

Sim, concordo que há empresas que retêm esses talentos independente de sua formação acadêmica, mas são exceções. Para fazer carreira, é necessário - além de muita competência - ter uma sólida formação acadêmica e conhecimento multidisciplinar.

Assim como o jovem recém formado tem o estágio profissionalizante como uma ferramenta para seu ingresso no mercado de trabalho, o profissional experiente, sem formação superior, pode validar suas habilidades e competências para lhe proporcionar formação acadêmica e cultura abrangente. 

 

Explico melhor. Há mais de 20 anos, é utilizada com sucesso, em vários países europeus e na América do Norte, uma metodologia de ensino fundamentada no aprendizado pelo trabalho - Work-Based Learning.  Nele, as competências e habilidades do profissional são validadas e o próprio trabalho e o seu ambiente são utilizados como case e programa de aprendizagem.

A experiência e o dia a dia no trabalho é tão importante na aprendizagem como a teoria que é aprendida na sala de aula. Paulo Freire já dizia que é preciso trabalhar a realidade do cotidiano do estudante para uma efetiva aprendizagem.  A fundamentação teórica é complementar a aprendizagem prática.  É o aprender fazendo, com o aprender pensando a respeito do que está sendo feito. E isso se aplica tanto ao estágio profissionalizante, quanto ao Work-Based Learning.

 

Essa metodologia, além de conduzir a uma aprendizagem sustentável, leva o profissional à aquisição de novos conhecimentos, os quais são construídos e conectados com os conhecimentos já existentes.

 

Há que se destacar o importante papel dos gestores de pessoas e carreiras das empresas, que são responsáveis pela validação das habilidades e competências dos funcionários, junto com o professor-tutor, que facilita e auxilia a aprendizagem sem ser a fonte primária de informações, explorando e estimulando o pensamento dos funcionários- estudantes.

 No Brasil, mais de 70% dos adultos trabalhadores não possuem formação acadêmica, mas possuem ampla experiência profissional em diversas áreas. A proposta da educação pelo trabalho é oferecer uma nova alternativa de aprendizagem para adultos trabalhadores.

O ensino superior brasileiro vem se liberando de preconceitos e conservadorismo. Um grande exemplo disso é a disseminação da educação a distância (EAD).   O Work-Based Learning é uma das alternativas para a inclusão de jovens e adultos trabalhadores no ensino superior.

 

Com esta nova metodologia, todos têm a ganhar: estudantes, professores, faculdades e empresas, alem (é claro), do próprio país que pode se orgulhar em ter uma população adulta trabalhadora com cursos superiores nas respectivas áreas de trabalho. Educação vem sempre em primeiro lugar e não faltam oportunidades e alternativas de aprendizagem para quem quer e precisa aprender.  O Work-Based Learning é um bom modelo para ser implementado e oferecido como opção aos brasileiros, ainda sem formação superior.

18 de Dezembro de 2009 às 10:51
Autor Isabel França - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

Reforma do Estado e a UPE

 

Por Inácio Feitosa - Advogado

inacio@esbj.com.br

 

 

O governador Eduardo Campos tomou decisão acertada ao terceirizar a administração dos novos hospitais públicos. Embora diversas entidades tenham ficado contra a medida, Campos a tomou em razão de ter descoberto que a gestão dos hospitais realizada pelo Estado não possibilitava atendimento eficiente para o público. O Estado precisa ser eficiente na provisão de bens públicos.

Indivíduos quando procuram o estado têm a expectativa de ser bem atendido. Infelizmente, historicamente, os serviços públicos no Brasil não são reconhecidos como eficientes. Ao contrário: o estado brasileiro prover serviços públicos, mas de péssima qualidade. As razões são diversas para tal comportamento. Como a estabilidade e o corporativismo do servidor público, o clientelismo e a ausência de definição de prioridades por parte do próprio estado.

Desde o governo FHC, o tema Reforma do Estado veio à tona. Bresser Pereira deu início à reforma do estado em nível federal. Mas se deparou, como bem mostra o professor Flávio Resende, em seu livro “Por que as reformas falham?”, com diversas dificuldades. Em razão delas, o estado não acelerou o processo de reforma devido. Contudo, o tema Reforma do Estado passou a fazer parte da agenda dos seus governantes.

Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco, por exemplo, iniciaram a Reforma do Estado com o objetivo de torná-lo mais eficiente. Estes estados são hoje exemplos de equilíbrio fiscal, eficiência no provimento da segurança pública e da educação. Apesar das reclamações corporativas, estes estados avançam. E a sociedade agradece.

Contudo, em determinados instantes, reflito sobre esses avanços, pois receio que ocorra retrocesso. Por que a Universidade de Pernambuco (UPE) deve ser gratuita? Antes, os alunos pagavam pequeno valor para lá estudar.Certamente, o estado subsidiava o restante necessário. Em razão da decisão do governador Eduardo Campos desconfio quanto a eficiência da UPE em oferecer ensino com qualidade.

Não sou contra a existência de universidades públicas gratuitas. Contudo, sou contra a universalidade da gratuidade. Sou favorável que o estado subsidie o ensino superior, tanto público como o privado. Mas que cobre qualidade de ambos.Entendo por qualidade o princípio de que as instituições de ensino devem oferecer ao mercado profissionais qualificados.

Observo que a decisão do governador Eduardo Campos possa representar retrocesso para UPE, pois tenho a preocupação de que o estado terá que prover mais recursos para manter a qualidade ou buscar a qualidade tão desejada. Todos nós sabemos das limitações fiscais do estado de Pernambuco. Diante dos avanços da Secretaria de Educação, os quais foram trazidos pelo brilhante secretário Danilo Cabral, vejo a decisão de tornar gratuita a UPE um retrocesso, pois ela não é garantia de melhoria das condições de ensino.

Talvez fosse mais adequado para a UPE, a implantação do modelo de gerenciamento dos novos hospitais de Pernambuco.Organizações sociais administrariam a UPE e os seus alunos, por sua vez, pagariam mensalidades. Os que não tivessem condições teriam direito à gratuidade. O estado continuaria a subsidiar a instituição, em particular o desenvolvimento de pesquisas.

As críticas e sugestões contidas neste artigo têm o objetivo de incentivar a reflexão. Pois como educador, constato que seja necessário um novo modelo para a educação superior do Brasil.

30 de Novembro de 2009 às 11:31
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Iniciativa privada e educação

Janguiê Diniz – Presidente do Instituto Maurício de Nassau – janguie@mauricionassau.com.br

Não restam dúvidas quanto ao fato de que o poder estatal deve ser o responsável pela oferta da educação. A Constituição Federal  em seu art. 205 vaticina ser a  “educação, direito de todos e dever do Estado…” Então, o estado precisa fornecê-la. Contudo, isto não significa que só o estado deve prover educação. A iniciativa privada tem o seu papel, inclusive em razão de que nem sempre o estado – em razão de diversos motivos, entre eles, o fiscal – tem condições de prover educação de qualidade para todos. É o que estipula o art. 209 também da Constituição Federal quando frisa que “o ensino é livre à iniciativa privada…”.

Diante da limitação fiscal, surge a indagação, que é eterna: em qual nível educacional o estado deve priorizar o investimento? Ensino básico, ensino médio ou ensino superior? Ou o estado deve ser responsabilizado por todos os níveis?  Acho que não. Basta analisarmos o disciplinado no artigo 208 da Constituição Federal , que chegamos à conclusão de que o Estado deve priorizar a educação básica, deixando a superior para a iniciativa privada.

Priorizar a educação básica representa a criação da igualdade de condições. E, por consequência, o surgimento da igualdade de oportunidades. Indivíduos com condições de aprendizados semelhantes poderão estar com aptidões similares no futuro. Neste sentido, a desigualdade social tende a não ser exacerbada.

Por outro lado, oportuno enfatizar que também existe um componente moral. O estado, considerando a definição de estado moderno de Max Weber, deve ser imparcial e impessoal.  Este é o tipo ideal do estado weberiano.  Portanto, o estado deve ser instrumento para reduzir a desigualdade entre os indivíduos. Considerando que a educação é ferramenta eficiente na amenização das desigualdades sociais, o estado deve optar, portanto, por oferecer educação básica  de qualidade a todos.

No entanto, faz-se  necessário ao estado definir prioridades, pois a sua condição fiscal não lhe permita investir adequadamente em todos os níveis educacionais. É diante desta questão que surge a necessidade da iniciativa privada ofertar educação, principalmente a superior.

Leia este post na íntegra »

4 de Novembro de 2009 às 15:23
Autor Isabel França - Postado em Educação | Sem comentários - Comente!

Bullying é tema da Confraria da Educação

 

Nesta sexta-feira (06), a 19° Confraria da Educação discute um tema que precisa ser analisado e urgentemente combatido nas instituições de ensino: o Bullying. Para falar sobre o assunto, estarão presentes o advogado educacional Inácio Feitosa, os professores Rafael de Menezes e Ary Avellar e a psicopedagoga Simone Bérgamo. As três últimas personalidades serão agraciadas com a Comenda Confraria da Educação. Durante o evento, o Instituto Maurício de Nassau aplicará pesquisa com os educadores presentes sobre o tema. A Confraria será realizada no restaurante Boi Preto, às 12h.

22 de Outubro de 2009 às 16:30
Autor Isabel França - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

Bullying: uma doença da sociedade

Por Inácio Feitosa – Advogado Educacional - inacio@esbj.com.br

 

O Bullying é uma doença da sociedade. A agressividade dos valentões nas escolas não é um tema novo. Enquanto nossas autoridades continuarem desprezando o  assunto  e a situação continuar a ser tratada nas páginas policiais, nada mudará. As escolas precisam reconhecer que o problema existe e precisam agir preventivamente. A família tem que se conscientizar do seu papel na educação de seus filhos e deve ser parceira da escola. Não apenas lhe transferir a responsabilidade de educar. É preciso coragem para discutir o Bullying, pois ele nasce dentro de nossas casas. A sociedade deve ficar alerta, antes de uma tragédia maior acontecer.  

22 de Outubro de 2009 às 16:29
Autor Isabel França - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

Violência na Escola

 

Os principais jornais de Pernambuco publicaram na edição de hoje matéria sobre um problema que vem preocupando pais e educadores por ter se tornado uma prática muito comum em escolas de todo o País, o chamado bullying. O fenômeno é caracterizado pela violência, física ou mental, praticada por um indivíduo ou grupo contra uma outra pessoa que não é capaz de se defender por si só, na situação atual, por ser tímida, ter comportamento mais passivo ou ser diferente. As agressões sofridas pelas vítimas de bullying podem ser de caráter verbal, emocional, racista ou sexual.

Ontem, oito pais de alunos de um colégio particular e religioso do Recife decidiram denunciar as agressões na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). De acordo com a matéria, os pais contaram à polícia os detalhes das agressões sofridas pelos filhos dentro da escola. Todos os envolvidos cursam a sexta série e têm em média 12 anos: dez vítimas e três agressores. No entanto, os acusados são maiores fisicamente e um deles tem 14 anos, o mais velho da turma. Pelos relatos, foram praticados 26 tipos de tortura contra os menores.

Muitas vezes os agressores chegam a “batizar” as agressões feitas contras os colegas de sala. Ganso (quando o agressor aperta o órgão genital da vítima até que ela chore), gaveta (quando o agressor aperta o peito da vítima), chave de pescoço, entre outras. Serão ouvidos, ainda, a escola e os alunos acusados. De acordo com o depoimento de um dos pais, “havia crianças que chegavam em casa com a roupa rasgada, que eram obrigadas a dar ‘cola’ nos dias de prova”, acrescentou o delegado.

Os dados são preocupantes e alertam para que medidas educativas sejam tomadas e que as escolas e os pais dialoguem com os estudantes sobre a prática. Segundo números do GPCA, entre os anos de 2007 e 2008 houve um aumento de 22% de registros de violência nas escolas. Infelizmente, as escolas e universidades não estão preparadas para lidar com o problema que, em muitos casos, fica escondido no silêncio das vítimas e marcada pelo no corpo e na memória.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

Copyright © Núcleo de Tecnologia da Informação - ESBJ

Recife

Endereço: Rua Manoel Caetano, 132, Derby, Recife-PE - CEP.: 52010-220
Contato: 3413-4611

Uma instituição do Grupo Ser Educacional