Instituto Maurício de Nassau

23 de Agosto de 2010 às 11:45
Autor Isabel França - Postado em Pesquisa | 1 Comentário - Comente!

70,5% dos recifenses se declaram consumidores dos “piratex”

 

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau realizou lavantamento sobre o consumo de produtos piratas na cidade do Recife. O Instituto ouviu 816 pessoas da Região Metropolitana do Recife nos dias 27 e 28 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 3,5%. Clique aqui pata ter acesso ao relatório completo. 

 

Por Roberto Santos - Cientista social do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau

 

Faz-se necessário esclarecer quanto ao objetivo da pesquisa.  Ela tratou de produtos piratas, ou seja, nos referimos ao desrespeito aos contratos e convenções internacionais onde ocorra cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria. Desta forma, exclui-se o comércio puramente de contrabando. Claro que a pirataria é uma forma de contrabando, mas essa distinção é fundamental.

No geral, 70,5% da população se declara consumidor de produtos piratas. Quando cruzamos esse dado com a faixa etária, notamos uma relação entre juventude e consumo de produtos piratas. Entre 16 e 34 anos, o percentual varia entre 87% e 89%. Já entre os idosos, ficou em 36%. Quando observamos o cruzamento do consumo com classes sociais, notamos um forte percentual concentrado na classe C (80%). Como sozinha a classe C corresponde a 62,8% de população do Recife, ela é a grande impulsionadora da média geral de consumidores de produtos pitaras. Sendo assim, pode-se dizer que o perfil majoritário de consumidor desse seguimento são jovens da classe C.

71,6% dos consumidores de produtos piratas adquiriram a mercadoria a menos de um mês. Esse dado revela que essa é uma modalidade de comércio que está plenamente em funcionamento. DVD e CD são os produtos mais comprados pelos consumidores de pirataria, 89% e 84%, respectivamente. E também estes são os produtos mais citados para compras futuras.

Os principais pontos de compra ficam no centro do Recife, apontado por 34,8% dos consumidores. O preço é a principal razão para o consumo de produtos piratas para a maioria dos consumidores, 46,6%. O pagamento é sempre feito em dinheiro ou “fiado” (crédito informal). Característica comum no comércio informal. Apenas 28,8% da população afirmam saber a origem dos produtos piratas. Paraguai (51,3%) e China (25%) foram os locais mais citados de onde se originam os produtos piratas.

Os recifenses mostraram relativo conhecimento dos problemas gerados pelo consumo de produtos piratas. Em questão “aberta” (na qual se responde de maneira espontânea), 14,1% citaram sonegação, para 7,5% pirataria gera desemprego formal, e para 7,1% ela gera prejuízos para profissionais [que são pirateados]. Entretanto 49,6% não souberam responder quais problemas são gerados pelos produtos piratas. Todavia, 93,6% da população tem consciência que vender produtos piratas é crime, e 73,7% sabem que comprar também é crime.

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10 de Agosto de 2010 às 12:19
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Cesta básica regional custa R$ 406,56, em julho

 

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau divulga levantamento mensal sobre o valor da cesta básica regional na cidade do Recife. A pesquisa visitou 39 estabelecimentos, entre pequenos e grandes supermercados, em 25 bairros da Regição Matropolitana do Recife. De acordo com os dados da pesquisa, em julho, o custo médio do conjunto de alimentos básicos foi de R$ 406,56. Em relação ao mês anterior, o valor médio da cesta apresentou uma variação negativa de 3,16%, uma redução de R$ 13,25.

 

Para obter o menor custo possível para os 20 produtos da cesta regional, levando-se em consideração os menores preços disponíveis, um recifense precisaria visitar 17 estabelecimentos em 14 bairros diferentes. O valor obtido seria de R$ 255,73. Uma economia de R$ 150,83 com relação à média, representando uma variação negativa de 37,10%.

 

No mês de julho, o produto com maior variação de preço entre os estabelecimentos pesquisados foi o tomate, apresentando uma variação de 265,31%. Já o leite teve a menor variaçãoa entre os estabelecimentos (28,35%).

 

No bairro de San Martin foram encontrados o maior número de itens com o menor preço de cada produto (carne de boi, banana e macaxeira). No bairro da Madalena, constatou-se a maior ocorrência dos preços máximos de cada produto.

 

A cesta é composta com itens escolhidos de acordo com pesquisa preliminar realizada pelo Instituto para identificar os produtos alimentícios mais consumidos pela população do Recife. O objetivo é aproximar ainda mais o conjunto dos itens básicos da realidade alimentícia do recifense. Os itens que compõem o conjunto de alimentos básico são: carne de boi, carne de frango, macarrão, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, cebola, banana, pão, leite, café, açúcar, óleo, margarina, fubá, macaxeira, inhame e ovo. Clique aqui pata ter acesso ao relatório completo.

27 de Julho de 2010 às 11:48
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010, Pesquisa | 1 Comentário - Comente!

João da Costa aparece em penúltimo lugar e Eduardo Campos em 1° em pesquisa do Datafolha

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (27) mostrou como a população avalia os prefeitos e governadres de sete capitais brasileiras (Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitibae o Distrito Federal). Os levantamentos foram encomendados pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. João da Costa (PT) ficou em sexta posição com desempenho aprovado por 30% dos eleitores da cidade. A avaliação regular é de 37%, e outros 31% classificam a gestão como ruim ou péssima. A nota média do governo é 5,3. A taxa de aprovação do prefeito se manteve estável em relação a levantamentos anteriores, de março e dezembro de 2009. A margem de erro máxima da pesquisa, que ouviu 415 eleitores, é de cinco pontos percentuais. Quanto ao cargo de governador, Eduardo Campos (PSB) aparece como o governador mais bem avaliado entre os oito que tiveram sua atuação medida pelo Datafolha na semana passada. Campos recebeu dos pernambucanos nota média de 7,7. Ele também tem a maior taxa de aprovação: 62% consideram seu governo ótimo ou bom, e 7% o classificam como ruim ou péssimo.

27 de Julho de 2010 às 09:45
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Eduardo e Dilma abençoados por Lula

 

A última pesquisa Datafolha de intenção de voto para o governo de Pernambuco mostra que o atual governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), é preferido entre o eleitorado feminino, com 61% das intenções nesse segmento. Entre os jovens de 25 a 34 anos, 60% afirmaram votar no candidato, mesmo índice entre os mais velhos. Quanto à escolaridade, a preferência pelo candidato do PSB aumenta quanto maior o nível educacional: entre aqueles com ensino fundamental, 54% afirmaram votar no candidato, entre aqueles com nível médio, o índice sobe para 63% e entre os mais escolarizados chega a 69% das preferências.

 

Quanto aos dados de intenção de voto, 59% dos eleitores votariam no candidato à reeleição Eduardo Campos, e 29% votariam no seu opositor, o candidato Jarbas Vasconcelos (PMDB). Jarbas obtêm seus melhores índices entre o eleitorado de 35 a 44 anos e entre aqueles de 45 a 59 anos, 33% e 28%, respectivamente. Quanto à escolaridade, a preferência por Jarbas diminui conforme aumenta a escolaridade: ensino fundamental (30%), e ensino superior (25%). Essa correlação não se verifica quanto à renda familiar média: entre aqueles que alegam ganhar até dois salários mínimos, 30% afirmaram preferir Jarbas, entre aqueles que ganham de cinco a dez salários mínimos, 24% e entre aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos, 36% afirmaram escolher o peemedebista.

 

Quanto ao índice de rejeição, Jarbas Vasconcelos é rejeitado por 34% dos entrevistados. Edilson Silva, do PSOL, é rejeitado por 30%, seguido de Sérgio Xavier, do PV, com 29%, Jair Pedro, do PSTU, com 27%, Roberto Numeriano, do PCB, e Anselmo Campelo, do PRTB, ambos com 26% e, por último, o Governador Eduardo Campos, com 15% de rejeição.

 

No interior, Eduardo Campos amplia a vantagem sobre Jarbas: ali, 60% dos eleitores votariam no candidato do PSB e 26% no candidato do PMDB. Entre os eleitores da região metropolitana, 57% afirmaram votar em Campos e 31% em Jarbas. Já na capital os índices são 54% e 34%, respectivamente. Porém, vale salientar que cada município tem sua realidade. A maioria no interior vai dar mais condições para eleger o governador, entretanto é claramente possível alguém perder no “interior” e se eleger governador, desde que tenha expressiva maioria na Região Metropolitana, região fundamental da disputa, pois concentra 43,1% do eleitorado e é onde se localiza a massa formadora de opinião do Estado.

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14 de Julho de 2010 às 14:10
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Confira os dados nova pesquisa eleitoral

Esta segunda rodada de pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) revela que os percentuais de intenção de votos de Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos variaram dentro da margem de erro, quando consideramos a pesquisa realizada no mês de maio. Em maio, Eduardo Campos obteve 51,1% de intenção de votos e o candidato Jarbas Vasconcelos, 27,9%. Desta vez, Jarbas obteve 25,9% de intenção de votos e Eduardo Campos, 47,8%. Ressaltamos que Eduardo Campos tem hoje 56,2% dos votos válidos. E Jarbas Vasconcelos, 30,5%.

Não se deve desprezar, entretanto, o fato de que o percentual de votos de eleitores indecisos cresceu, em relação à pesquisa anterior. Em maio, 10,3% dos eleitores estavam indecisos. Nesta pesquisa, 15% dos eleitores declararam-se indecisos. Portanto, deve-se considerar que 4,7% dos eleitores se transformaram em eleitores indecisos. Desta forma, a variação descendente de ambos os candidatos pode ter como causa tal mudança – migração de eleitores de Eduardo ou Jarbas para indecisos.

Ressaltamos que as circunstâncias sociais não foram propícias ao governador Eduardo Campos, nesses últimos meses. A intensidade das chuvas e as suas consequências negativas, como alagamentos e enchentes, podem ter proporcionado uma variação na intenção de voto e a redução da aprovação da sua administração. No mês de maio, 64,2% dos eleitores consideravam como boa/ótima a administração do atual governador. Nesta pesquisa, 61,9% afirmam que a gestão de Eduardo é boa/ótima. Na região da Zona da Mata – área castigada pelas chuvas –, Eduardo Campos obteve, na pesquisa realizada em maio, 59% de intenção de votos. Desta vez, Campos alcançou 44%.

Continuamos a considerar que, neste instante, o governador Eduardo Campos é favorito a vencer a eleição de outubro. Afirmamos isto em razão de que: 1) 63,9% dos eleitores pretendem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula; 2) 61,9% aprovam a sua gestão; 3) Campos mantém considerável distância do seu principal oponente, Jarbas Vasconcelos; 4) As circunstâncias políticas e econômicas – candidatura à presidência da República de Dilma Rousseff (PT) e a satisfação do eleitor com a economia – beneficiam a reeleição do governador.

No entanto, não é possível afirmar neste momento que o candidato Jarbas Vasconcelos não tem condições de vencer o pleito eleitoral. A boa imagem do candidato e as benfeitorias realizadas por ele durante sua administração à frente do governo do Estado - motivos mostrados na pesquisa anterior (mês de maio) - ainda lhe favorecem e serão, certamente, exploradas na campanha eleitoral.

Frisamos que o guia eleitoral é ferramenta necessária para o sucesso dos competidores.

Em relação ao Senado, consideramos que a eleição está indefinida, visto que 29% e 33% dos eleitores ainda continuam indecisos sobre em quem votar para a 1ª e para 2ª vaga, respectivamente. Portanto, existe um mercado de votos a ser conquistado por todos os competidores. No entanto, acreditamos que os candidatos ao governo do Estado influenciarão o eleitor na escolha para o Senado. Porém, a presença de Raul Jungmann na chapa de oposição pode possibilitar a personalização da disputa e, com isto, a força eleitoral dos candidatos ao governo perante a eleição do Senado ser enfraquecida.

 

Clique aqui para ter acesso aos dados completos.

14 de Julho de 2010 às 08:56
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2° rodada da pesquisa eleitoral do IPMN sai nesta quarta (14)

 

Logo mais, o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) divulga a 2° rodada de pesquisas de intenção de voto para os cargos de governador do estado de Pernambuco, senador e presidente da República. Os dados serão divulgados na seção Pesquisas do  Blog , às 14h.

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Além dos dados de intenção de voto, também serão construídos cenários eleitorais com os candidatos. A pesquisa foi realizada em todo o estado de Pernambuco, nos dias 7 e 8 de julho. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 29753/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro de n° 18540/2010. A primeira rodada do levantamento foi realizada no mês de maio.

7 de Julho de 2010 às 12:22
Autor Isabel França - Postado em Pesquisa | 1 Comentário - Comente!

Valor da cesta básica, em junho, é de R$ 419,81

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O Instituto Maurício de Nassau divulgou, nesta quarta-feira (07), pesquisa sobre o valor da cesta básica na capital pernambucana, referente ao mês de junho. De acordo com os dados, o valor médio da cesta, em junho, foi de R$ 419,81. Em relação ao mês de maio, quando o valor médio da cesta foi de R$ 424,78, apresentou uma redução de 1,17%.
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O menor custo possível para os 20 produtos da cesta básica do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, considerando os menores preços disponíveis, é de R$ 270,47, o que representa uma variação negativa de 35,57% em relação à média. Porém, para que o consumidor chegue a esse valor, ele teria que visitar, pelo menos, 12 estabelecimentos em 9 bairros diferentes.
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No mês de junho, o produto com maior variação de preço entre os estabelecimentos foi o inhame, com uma cariação de 300,72%. O de menor variação entre os estabelecimentos pesquisados foi o óleo de cozinha, com 26,20%.
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METODOLOGIA - A cesta é composta por itens escolhidos de acordo com pesquisa preliminar realizada pelo Instituto para identificar os produtos alimentícios mais consumidos pela população do Recife. O objetivo é aproximar ainda mais o conjunto dos itens básicos da realidade alimentícia do recifense. Logo abaixo está a tabela com os itens e as variçãoes. A pesquisa completa está na seção Pesquisas do Blog.
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7 de Julho de 2010 às 10:05
Autor Isabel França - Postado em Pesquisa | Sem comentários - Comente!

Valor da cesta básica regional é divulgado hoje (07)

 

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau divulga, hoje (07), levantamento sobre o valor médio da cesta básica da capital pernambucana, referente ao mês de junho. A pesquisa será divulgada logo mais, às 12h, aqui no blog.

A cesta é composta por itens escolhidos de acordo com pesquisa preliminar realizada pelo Instituto para identificar os produtos alimentícios mais consumidos pela população do Recife. O objetivo é aproximar ainda mais o conjunto dos itens básicos da realidade alimentícia do recifense.

Os itens que compõem o conjunto de alimentos básicos são: carne de boi, carne de frango, macarrão, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, cebola, banana, pão, leite, café, açúcar, óleo, margarina, fubá, macaxeira, inhame e ovo.

10 de Junho de 2010 às 16:32
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Cesta básica do recifense tem preço médio de R$ 424,78

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau acaba de divulgar pesquisa que aponta o valor médio da cesta básica do recifense. Diferentemente dos componentes encontrados na cesta básica do Dieese, o Instituto Maurício de Nassau realizou pesquisa preliminar para saber quais os produtos alimentícios mais consumidos pela população, com o objetivo de aproximar ainda mais o conjunto dos itens básicos da realidade alimentícia do recifense.

 

De acordo com os dados da pesquisa, o custo médio da cesta no mês de maio foi de R$ 424,78. O menor custo encontrado dos 20 itens da cesta básica do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau foi de R$ 260,00. Porém, esse valor é alcançado se o consumidor pesquisar em 14 estabelecimentos em 13 bairros diferentes.

 

Com relação a variação dos produtos, o que obteve a maior variação no mês de maio foi a cebola, com 353,25%. A menor variação ficou com o óleo de cozinha, com 36,53%.

 

A cesta do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau é composta pelos seguintes itens: carne de boi, carne de frango, macarrão, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, cebola, banana, pão, leite, café, açúcar, óleo, margarina, fubá, macaxeira, inhame e ovo. A pesquisa completa está na seção Pesquisas do Blog.

7 de Junho de 2010 às 09:49
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Intenção de Votos p/ Presidente 2010: Patamares e Tendências


Por Maurício Costa Romão - Economista

 

A literatura especializada recomenda que comparações entre resultados de pesquisas de intenção de votos só devem ser feitas entre levantamentos oriundos de mesma fonte.

Com efeito, para que comparações façam algum sentido, é necessário inicialmente observar as características das pesquisas (características estas que nem sempre são disponibilizadas ao público).

Se as pesquisas têm o mesmo desenho de concepção (tamanho da amostra, margem de erro, intervalo de confiança, modelo de questionário, procedimento de campo, etc.), então elas são estritamente comparáveis.

Quer dizer, as eventuais variações havidas nas intenções de voto dos candidatos, de uma pesquisa para outra, podem ter sido, de fato, derivadas de mudanças nas preferências da população, e não resultantes de modificações de metodologia ou de coleta de informações.

Depreende-se daí que institutos diferentes, com seus procedimentos amostrais e de campo distintos, nunca trabalham com o mesmo desenho de pesquisa. Requer-se, portanto, cuidado com o tipo de comparação que se faz entre resultados, contemporâneos ou não, de levantamentos de um instituto qualquer, Ibope ou Ipespe, por exemplo, com quaisquer outras entidades de pesquisa como o Vox Populi ou a Método.

Em se tratando desses surveys de fontes distintas, deve-se, particularmente, evitar cometer o mais comum e grave dos erros: dizer, sem nenhuma qualificação metodológica: “candidato tal subiu tantos pontos no levantamento do Sensus em relação ao Datafolha”, por exemplo. O erro reside no fato de que se está extraindo associações entre resultados de duas grandezas que são entre si não comparáveis, estatisticamente.

Mesmo entre pesquisas realizadas por um mesmo instituto, em que há relativa preservação das mesmas características de concepção amostral nos levantamentos sucessivos, há que se ter a devida atenção ao interpretar os resultados.

Ainda assim, com o devido cuidado interpretativo, é admissível usar-se uma seqüência de levantamentos originários de institutos diversos com o fito de detectar tendências.  Uma maneira interessante de fazê-lo é avaliar performance de candidatos, em termos de intenção de voto, ao longo do tempo, observando os patamares dentro dos quais as candidaturas estão evoluindo.

O Gráfico que acompanha o texto mostra uma sequência de 19 levantamentos dos institutos Sensus, Vox Populi, Datafolha e Ibope.

Observa-se nitidamente que Marina Silva, do PV, circunscreveu-se ao patamar de 5 a 10% de intenções de voto desde o início da série, o que sinaliza para permanência futura nessa faixa, ou no seu entorno, ceteris paribus.

O pré-candidato José Serra tem permanecido dentro do patamar de 30 a 40%, mas com uma impressionante constância na circunvizinhança dos 35%. Mesmo depois do lançamento da pré-candidatura, no dia 10 de abril, não se vislumbra uma tendência clara de rompimento desse limite.

Já Dilma Rousseff, do PT, vem transpondo patamares em ascensão positiva, encostando e, eventualmente, ultrapassando o então líder das pesquisas, José Serra. Entretanto, os últimos quatro levantamentos de maio/junho (Vox Populi, Sensus, Datafolha e Ibope, nesta ordem) sinalizam para uma interrupção na trajetória ascendente.

A eleição esta polarizada entre os pré-candidatos Serra e Dilma. Ambos parecem ter dificuldades, nesse momento, de evoluir além dos números atuais (na faixa de 37%). Após as Convenções e com o início dos programas televisivos o quadro tende a se modificar. Por enquanto é empate técnico e numérico!

 

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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