
Repercuti a entrevista concedida pelo senador Jarbas Vasconcelos a Geraldo Freire a Rádio Jornal. Nesta entrevista, o senador frisou que caso seja convocado, poderá ser candidato a governador em 2010. Inaldo Sampaio, em sua coluna de hoje, no JC, acredita que esta disputa seja difÃcil de ocorrer. Discordo dos que compartilham da opinião de Sampaio. Jarbas poderá ser candidato em 2010. Basta apenas ele ter a certeza de que poderá vencer o governador Eduardo Campos. E isto, neste instante, é possÃvel! Não tenho nenhuma pesquisa em mãos que me revele a avaliação do eleitorado em relação à administração do governador Eduardo Campos. Contudo, como já frisei por diversas vezes, falta ao governador uma marca para o seu governo. O governo de Eduardo Campos não tem nenhuma identidade. Certamente, o eleitor não sabe reconhecer a administração do atual governador atrelada a alguma marca, como por exemplo, melhoria da saúde pública, redução do homicÃdio, BR-232. O que o governo Eduardo Campos tem são algumas ações meritórias espalhadas, mas que ele não consegue agregar em torno de uma marca/identidade. Portanto, afirmo, novamente, que no momento, Eduardo Campos não é favorito a vencer as eleições em 2010. A não ser que a oposição não tenha candidato competitivo.

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Caso Jarbas Vasconcelos aceite adentrar na disputa, ele tem condições de vencer. Afirmo isto em razão de: 1) findou o seu governo bem avaliado; 2) por incrÃvel que pareça, as ações na área da segurança pública no governo Jarbas possibilitou, em alguns instantes, a redução da freqüência de homicÃdios; 3) identidade definida: governo atrelado ao desenvolvimento; 4) candidatura fortalecida de José Serra; 5) uso da comparação: quem fez melhor governo: Jarbas ou Eduardo?; 6) Por fim: caso João Paulo não seja candidato ao senado, Eduardo Campos, certamente, ganhará um inimigo na Região Metropolitana. E Jarbas, certamente ganhará um aliado informal. Ressalto que os prefeitos que hoje são aliados de Eduardo Campos avaliem o cenário polÃtico considerando o médio prazo. Portanto, se Jarbas Vasconcelos, nas pesquisas iniciais, mostrar força eleitoral, alguns prefeitos mudarão de lado. É assim que funciona!
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Certamente 2009 só terá inÃcio após o carnaval. Mas para mim o ano começou no dia primeiro. Diante disto, continuo atento à s promessas dos secretários de Eduardo Campos. Waldemar Borges, secretário do governador, foi à imprensa, em novembro de 2008, e informou que as ações do Pacto pela Vida iriam ser divulgadas em um Portal próprio. Até o instante, as ações do Pacto não foram divulgadas. E, certamente, Borges, o secretário, com passado de esquerda, portanto, defensor da transparência e da prestação de contas, precisa esclarecer se o que ele disse é verdade ou não. Cobro a publicização das ações do Pacto, pois através desta, terei condições de avaliar melhor a polÃtica de segurança do Estado, e, por conseqüência, fazer o que o governador sempre solicita aos crÃticos: não apenas critiquem, mas mostrem alternativas.

No próximo dia 05/01 os membros do Ministério Público de Pernambuco escolherão o procurador-geral de Justiça. Não falo em novo procurador-geral de Justiça, pois certamente, caso Paulo Varejão, atual procurador, esteja na lista trÃplice, ele será reconduzido ao cargo pelo governador Eduardo Campos. Analisando sob a ótica exclusivamente polÃtica, Paulo Varejão merece ser reconduzido pelo governador, pois este não incomodou o governo em nenhum momento do seu mandato. Na greve dos médicos, Varejão responsabilizou, exclusivamente, os médicos. Em nenhum instante cobrou responsabilidade e eficiência por parte do Governo do Estado. Na área da segurança pública, Paulo Varejão não tem interesse nenhum, apesar de várias entidades terem solicitado os dados do pacto pela Vida, de cobrar do governador Eduardo Campos as ações realizadas pelo Pacto pela Vida. Observem que Varejão não fala nada sobre segurança pública. E veja que ele é o procurador-geral de Justiça. A Constituição de 1988 concedeu autonomia parcial ao Ministério Público. Qualifico como autonomia parcial em razão do procurador-geral de Justiça ser escolhido, na última etapa, pelo governador do Estado. Este mecanismo possibilita que o Ministério Público fique a mercê dos interesses do Poder Executivo. Lais Teixeira e Renato Silva devem estar na lista trÃplice. Mas certamente, Varejão será reconduzido ao poder e, por conseqüência, nada cobrará, no exercÃcio do novo mandato, do Governo do Estado. Lembro, ainda, que Paulo varejão autorizou o pagamento dos anuênios aos promotores. Conforme notÃcias, alguns promotores receberão cerca de cem mil Reais. Portanto, talvez Varejão seja o mais votado da lista trÃplice. Em razão disto, a escolha do governador não precisará de justificativa. Parabéns Varejão!

Em entrevista hoje pela manhã na CBN, o prefeito do Recife demonstrou falta de habilidade polÃtica. Questionado quanto à s ações da oposição, ele respondeu com raiva a pergunta e politizou o debate, pois qualificou os atores oposicionistas como “sem votos“. E é verdade! A oposição não teve votos para derrotar João Paulo. Ou melhor: João da Costa. Mas Costa não precisava dizer isto. Saber lidar com as crÃticas e questionamentos advindos da imprensa e da oposição será o principal desafio do prefeito. Durante a campanha eleitoral sempre tive a impressão de que Costa não é adepto ao diálogo, e não gosta de provocações. Caso ele deseje realizar uma boa administração, e esta passa necessariamente por um bom relacionamento com a imprensa, o prefeito do Recife precisa ser hábil. O prefeito tem outros desafios. Dentre estes destaco: o trânsito do Recife. O que João da Costa fará nesta área? Mais viadutos? Via Mangue? A imprensa irá lhe cobrar. Além da oposição. Outro desafio do prefeito é manter a inversão de prioridades realizadas pela administração anterior. Ou seja: polÃticas sociais construirão a identidade de sua administração? A segurança pública é outro desafio. João da Costa não pode deixar de agir neste âmbito. A prefeitura tem condições de contribuir com o Governo do Estado. Como? Programa de iluminação pública, priorizar investimentos sociais, presença de guardas municipais em área de intenso fluxo de pessoas. Os guardas devem estar em condições de se comunicar com a PolÃcia Militar. João da Costa tem um desafio polÃtico: realizar uma boa administração e, por conseqüência, fortalecer João Paulo em 2010.

A denúncia sobre os Toyoteiros de Surubim e a corrupção policial teve grande repercussão no blog. Recebi vários e-mails alertando para a extensão do caso. Segundo os e-mails recebidos, a situação da corrupção policial e os Toyoteiros (entre outros) é mais grave em Caruaru/PE no posto da PolÃcia Rodoviária Federal. Os e-mails não param de chegar, por isso decidimos esclarecer nosso leitor sobre o tema “corrupção”. Vejam na Figura 1, o ranking da roubalheira. A posição brasileira é lamentável!

Corrupção significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre. Portanto, corromper é antes de tudo “tornar podre” a administração pública, no caso das Toyotas. Â

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A grande pergunta é: quem perde com a corrupção?

João Paulo foi o polÃtico pernambucano que mais ganhou em 2008. Os oitos anos de mandato à frente da prefeitura do Recife fizeram com que João Paulo ganhasse densidade polÃtica e, por conseqüência, conquistasse o respeito do presidente Lula. Lula, por sinal, não é de nenhuma tendência do PT. Diante disto, ele reconheceu facilmente que precisa de João Paulo em 2010. Dilma também já reconheceu. Contudo, na provÃncia, a Unidade da Luta, comandada por Humberto Costa, ainda não acordou. Ela não considera João Paulo a principal liderança do PT estadual. Fico sempre desconfiado de que o atual secretário das Cidades do Governo do Estado deseja entregar o PT, com o objetivo de enfraquecer João Paulo em 2010, para Eduardo Campos. Neste caso, o PT seria ou será uma marionete do governador. Isto é possÃvel? Sim, basta Eduardo Campos continuar a distribuir cargos para parte do PT. João Paulo elegeu João da Costa – a sua maior conquista. João Paulo encerra o seu mandato muito bem avaliado – e em razão disto elegeu o seu sucessor. João Paulo, neste instante, medita: o que farei em 2010? Ele tem três opções: o Governo do Estado (opção ótima); o Senado (opção subótima); e um mandato de deputado federal – (opção péssima). Suspeito que só no inÃcio de 2010 é que João Paulo saberá o que fazer. Friso, que João Paulo aprendeu com Lula a reclamar da imprensa. Mas não só dela. Também do Ministério Público. Reconheço que as instituições são passÃveis de influências polÃticas. Mas a imprensa noticia o que existe. E o Ministério Público investiga quando existe fato ou suspeita.

Eduardo Campos conquistou inúmeras prefeituras em 2008. Mas elas não são suficientes para definirem o seu futuro polÃtico. Se Campos estiver bem avaliado, será candidato à reeleição ou a vice-presidência da República. João Paulo, por usa vez, torce para que Campos não esteja bem avaliado em 2010, ou caso não esteja, que opte pela vice-presidência. O governo de Eduardo Campos precisa deslanchar. Por enquanto, as suas ações meritórias estão concentradas na educação e nas finanças. Saúde pública e segurança pública são os problemas do governador. Na saúde, Campos tomou uma decisão errada: escolher o vice-governador como secretário de Saúde. As ações realizadas por Lyra, até o instante, não foram suficientes para melhorar o sistema de saúde pública. Além disto, ele não consegue criar medidas e nem impor a sua autoridade para fazer com que alguns médicos trabalhem com seriedade e não faltem ao expediente. João Lyra tenta. Mas o seu tentar não é suficiente. Na área da segurança pública, o governador aposta, ainda, no Pacto pela Vida. Não sei a razão de o governador insistir no Pacto. Ou melhor: acreditar que as ações do Pacto, caso sejam realizadas, irão influenciar na redução da criminalidade em Pernambuco. Eu não acredito! As propostas do Pacto não interferem nas práticas sociais dos atores policiais. Campos tem cerca de 10 meses para mostrar resultados factÃveis nas áreas de saúde e segurança. Precisa também criar uma identidade forte para o seu governo. Diante disto, o futuro polÃtico de Eduardo Campos é uma incógnita.

A entrevista do governador Eduardo Campos no Jornal do Commercio (28/12/2008) evidencia que Pernambuco tem um governador preparado e otimista. Com desenvoltura e conhecimento de causa, o governador responde a todos os questionamentos. Mas em suas respostas, Campos esquece, infelizmente, do realismo polÃtico. Este realismo não pode ser desprezado nas atividades polÃtica e administrativa. O governador fala em metas? Quais metas? Metas, governador, em seu governo, só estão presentes na área de finanças e da educação. Não vejo a presença delas em outras áreas. Saliento que as duas áreas frisadas estão sendo muito bem geridas pelos seus respectivos secretários. Observem, porém, o caso da saúde pública em Pernambuco. O secretário João Lyra apresenta projetos para melhorar o sistema de saúde. Contudo, os resultados destes projetos não são visÃveis. Ou melhor: talvez não existam. Os novos hospitais serão Fundações ou não? Cadê as metas para os médicos? A fiscalização quanto ao desempenho destes? O governador Eduardo Campos aposta no PAC. Contudo, ele deve saber que este depende dos efeitos da crise e da máquina burocrática-ineficiente do estado. Deste modo, o governador não pode depender apenas do PAC para proporcionar o desenvolvimento de Pernambuco.
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Aconselho o governador a esquecer o Pacto pela Vida – ressaltado em sua entrevista. Friso, mais uma vez, que o Pacto não mexe nas estruturas e nas práticas das instituições policiais. Apesar das promoções dos delegados e do afastamento de alguns coronéis, os problemas nas PolÃcias Militar e Civil continuam. E são estes problemas que tornam as instituições ineficientes. Como o Pacto não tem planos para modificar as instituições, continuaremos com instituições ineficientes. Em relação à freqüência de homicÃdios, não é visÃvel a tendência de queda. O comportamento da taxa de homicÃdio no governo Eduardo Campos é similar à encontrada no governo Jarbas Vasconcelos. Portanto, nada mudou. E esta constatação mostra a ineficiência do Pacto pela Vida. Na área da segurança pública, a principal meta estipulada não foi cumprida: redução de 12% em um ano da freqüência do homicÃdio. Deste modo, este governo não cumpre metas na área da segurança e não pune os atores que não cumpriram as metas.

Numa lista elaborada pela revista americana Newsweek, o presidente Lula é considerado o 18° lÃder mais influente do mundo. O primeiro é Barack Obama. Esperado! Interessante é o fato de que os quarto, quinto e sexto lugares são ocupados pelos presidentes dos Bancos Centrais dos Estados Unidos, Europa e do Japão. Isto mostra a importância desta instituição para a economia mundial. São os Bancos Centrais, em parceria com as empresas globalizadas, que ditam o ritmo da economia. São eles, através de um diálogo com o capitalismo, que permitem ou não crises mundiais, como estas que vivenciamos. Os três presidentes dos Bancos Centrais são influentes, pois suas decisões, do mesmo modo que podem permitir crises, possibilitam a superação delas. A posição do presidente Lula é louvável, pois Lula agiu de modo coerente e racional e descobriu que não poderia ouvir setores do PT. Era mais prudente, e assim agiu, ter ouvido e continuar a ouvir atores como Antônio Palocci, Delfim Neto e Henrique Meirelles. Sem estes, certamente, Lula teria levado, em seu governo, o Brasil ao abismo econômico. Os atores citados indicaram a Lula que a herança deixada por FHC possibilitaria a reeleição dele e a conquista de popularidade. Por outro lado, Lula ouviu muito José Dirceu, e outros, e, permitiu a existência do mensalão. Lula erra, mas tem uma grande qualidade: apesar de não ser “Doutor” aprende e entende o mundo com maior facilidade do que vários doutores.
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