Instituto Maurício de Nassau

11 de Março de 2010 às 11:49
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Arruda, uma incógnita e uma perspectiva

Por Roberto Santos - Cientista social, mestrando em Ciência Política, pesquisador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade e do Núcleo de Estratégias e Política Eleitoral (UFPE) e do Instituto Maurício de Nassau. 
robertosantos@mail.com

 

Hoje faz uma semana que, por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora. Após analisar o mérito do pedido de habeas corpus em favor de Arruda, apenas o ministro Dias Toffoli votou contra a prisão de Arruda, no caso, a continuidade dela.

A prisão preventiva do governador foi decretada há quatro semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), referendando decisão do ministro Fernando Gonçalves tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Arruda é acusado de montar um esquema para corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina envolvendo o governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa e empresários.

Duas questões se sobressaem nesse episódio. A primeira reside no fato de Toffoli votar a favor de Arruda. Já discutimos antes aqui a estreita relação de Toffoli com o PT. Não consigo compreender quais razões levaram ele a tomar essa posição. A única razão que me vem na mente seria evitar a abertura de um precedente. Um pensamento maquiavélico (no sentido estrategista que cabe ao termo), é verdade, mas não inverossímil.

E daí me vem a segunda questão: o precedente foi aberto. Nunca um governador passou por tal exposição.  Tantos foram os descrentes que a prisão de Arruda fosse durar tanto tempo. Nos jornais e na blogosfera eclodiam os palpites de que Arruda seria solto antes do carnaval. Hoje o clima é outro. Não sei como essa história ira acabar ou quando ele será solto, mas percebo que outra perspectiva ganha espaço na visão das pessoas. Esse caso será uma nova forma de fazer política, mesmo que pelo medo de ser pego? Evidente que não posso responder a isso. Mas certamente esse caso dará à população razões para questionar, pressionar, e acreditar que algo pode ser feito quando futuros gestores públicos quiserem rechear suas meias e cuecas outra vez.

11 de Março de 2010 às 08:53
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Algumas impressões do comportamento do PSDB

Apesar de alguns membros do PSDB negarem, Serra reluta em ser candidato à presidente em razão de não saber o que dizer ao eleitor. É uma campanha que nascerá, caso ele venha a ser candidato, sem uma mensagem objetiva para o eleitorado.

Jarbas Vasconcelos, ciente dos receios de Serra, mas com o desejo de ajudar o amigo, cobrou do governador de São Paulo posicionamento. Este não veio. Mas veio outro posicionamento de Jarbas através de nota oficial. Nesta nota, Jarbas mostra impaciência. Mas não diz se será ou não candidato a governador. A nota evidencia ainda que Jarbas tem disposição para enfrentar Eduardo Campos, porém, Serra não contribui para que a sua vontade se consolide. Ressalto que a nota torna clara a posição de Jarbas, qual seja: ele só será candidato se Serra for.

Saliento que o quadro nacional e local ainda está nebuloso em razão do comportamento do PSDB. No âmbito nacional, como já dito por mim várias vezes, não existe razão para José Serra adiar o anúncio da sua candidatura a presidente. Se ele disser que é candidato, isto não implica que ele tenha que de imediato abandonar São Paulo. Ele, apenas, prestará contas ao eleitorado paulista e facilitará as composições políticas nos estados.

Em Pernambuco, o PSDB atrapalha Jarbas e toda a oposição. – diversos parlamentares admitem isto em privado. Sérgio Guerra já disse que é difícil fazer oposição a Eduardo Campos. Deste modo, indago: o que PSDB irá fazer na chapa de Jarbas, se este será o candidato da oposição? Esta pergunta ninguém faz. Outro ponto: os parlamentares do PSDB fazem oposição ao prefeito João da Costa, mas não fazem a Eduardo Campos. Qual é a razão disto?  Saliento que Terezinha Nunes faz oposição ao governador.

Observo que o PSDB quer Jarbas por duas razões: salvar os mandatos de vários parlamentares e talvez a reeleição de Sérgio Guerra. Digo talvez, pois não tenho a certeza de que Guerra será candidato a reeleição. Observo também que parte do PSDB já entregou os pontos, isto é: não acreditam na vitória de Serra e nem na de Jarbas. E agora, é o salve-se quem puder!

8 de Março de 2010 às 10:02
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Serra será candidato?

Ainda é uma incógnita o quadro eleitoral deste ano. Cenários são ventilados, mas ainda não sei se José Serra disputará a presidência da República. Por conseqüência, também tenho dúvidas se Jarbas disputará o governo de Pernambuco. A entrevista do senador Pernambucano no jornal o GLOBO (07/03) evidenciou a irritação dele com a indecisão de Serra. E o Estadão, através de editorial, cobrou posicionamento do governador de São Paulo.

Ao contrário do Estadão e de outras figuras do PSDB, Jarbas Vasconcelos foi sincero – como sempre! Ele admitiu que não esperava o crescimento de Dilma. Nas entrelinhas, desconfio que Jarbas e a oposição não acreditavam, inclusive, que Dilma fosse competitiva. Faltou Jarbas dizer que Serra ainda não assumiu a candidatura à presidência por temer Dilma.

Jarbas associa a sua candidatura ao Governo do Estado, à candidatura de Serra à presidência. Se Serra for candidato, ele disputará a eleição contra Eduardo Campos. A indecisão de Serra atrapalha os planos da oposição no âmbito nacional e local. E atrapalha o próprio Serra. O eleitorado poderia agir diferente caso ele já tivesse assumido a candidatura? Talvez sim.

O problema de José Serra neste momento é um só: o que dizer ao eleitor? Reconheço que a eleição será disputada, já que Serra é competitivo. Mas por ele não saber o que dizer ao eleitor, o seu desempenho eleitoral pode ter um teto. Este, por sua vez, caso exista, limita a sua possibilidade de vitória. As circunstâncias econômicas também não favorecem Serra.

Serra não assumiu, como já frisei, em razão de ter dúvidas quanto ao seu sucesso eleitoral. Nenhum oposicionista tem coragem de dizer isto abertamente. E Serra será candidato? Ainda continuo com dúvidas.

4 de Março de 2010 às 20:27
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Uma chapa renovada: os senadores de Jarbas

É possível Jarbas ser candidato a governador? Sim. Contudo, desconfio de que ele só será se Serra for candidato a presidente. Já frisei isto várias vezes. Enquanto Jarbas aguarda Serra, o qual poderá vir, reflito quanto aos candidatos ao Senado na possível chapa do candidato Jarbas Vasconcelos.

Sabemos que Jarbas não é uma novidade na política brasileira. Portanto, não poderá ser apresentado como o novo. Mas pode ser apresentado como o futuro. Como Jarbas é bem avaliado junto aos segmentos (indivíduos) que conviveram com a sua administração como governador, ele poderá ser oferecido ao eleitor com gestor eficiente. Inclusive, Jarbas tem esta marca junto aos setores frisados. Eficiência e futuro podem caminhar juntos. Portanto, talvez o eleitor não encare a candidatura Jarbas como “velha” ou representante do passado. Friso, talvez!

Não desconsidero o fato, e isto é uma hipótese, de que Marco Maciel e Sérgio Guerra podem envelhecer a candidatura Jarbas. Estes são dois políticos que têm história eleitoral em Pernambuco. O eleitor pode reconhecê-los como o passado. E que eles não trarão nada de novo.

Saliento, no entanto, que Marco Maciel mantém estabilidade de votos junto aos diversos segmentos do eleitorado. Pesquisas revelam que Maciel é favorito a vencer a disputa pelo Senado. O favoritismo de Maciel advém da sua credibilidade. Portanto, é conveniente manter Maciel na chapa. Mas, é adequado manter Guerra na chapa de Jarbas?

Sim! Contudo, vejo que Sérgio Guerra contribuirá mais para a campanha de Jarbas caso seja candidato a deputado federal. O presidente do PSDB é um bom articulador e gosta de conversar com prefeitos. Além disto, Guerra pode ser substituído por um nome novo, que desperte o eleitorado e rejuvenesça a chapa de Jarbas. Vejam que Eduardo será apresentado como o futuro. Neste caso, Jarbas não pode ser identificado com o passado.

Quatro nomes podem compor a chapa de Jarbas, além de Maciel, claro. Quais são: Raul Jungmann, André de Paula, Bruno Araújo, Jayme Asfora e André Régis.  Estes candidatos devem partir para o embate com os senadores de Eduardo, já que possuem perfis para tal. E também seriam apresentados como os novos quadros da política pernambucana.

A oposição precisa de fatos que chamem a atenção e animem o eleitorado.

3 de Março de 2010 às 17:34
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

A PEC, a Bolsa e a vingança

O PSDB e o DEM reclamam constantemente dos gastos do governo Lula. Reclamação correta. É necessário reduzir os custos correntes para o estado adquirir maior capacidade de investimento. Além disto, despesas correntes, muitas vezes são eternas, como é o caso do custeio com funcionários públicos. O Bolsa Família, apesar de ser uma política social adequada, peca, no instante em que a educação pública brasileira é falha, já que não prepara adequadamente o beneficiário do Bolsa Família para o mercado.

O estado precisa contratar servidores públicos. Mas para quais áreas? Servidores públicos precisam ter bons salários? Mas quais categorias precisam urgentemente de aumento salarial? Governos precisam ser responsáveis e reformadores. Contratar servidores para áreas carentes. Aumento para servidores que possuem salários defasados.

E a PEC dos policiais? Ela é necessária, mas precisa vir acompanhada de reformulações nas instituições militares. Esclareço que sou favorável a PEC.

A Polícia Militar precisa ter carreira única. Caso isto não ocorra, em razão do excesso de hierarquias em muitas polícias militares, o estado, com o passar de tempo, não terá condições de pagar os salários da instituição. Outro ponto: a escala de trabalho das Polícias precisa ser revistas. A revisão da escala policial possibilitará mais policiais nas ruas. Portanto, policia eficiente deve ter bons salários.

A oposição não considerou o custeio da máquina pública ao tentar agregar mais valor ao Bolsa Família. E ao aprovar a PEC da Polícia Militar. A oposição é incoerente. Age por vingança política, sem considerar a reforma do estado, a qual é extremamente necessária.

2 de Março de 2010 às 11:43
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O voto econômico e o PSDB

São diversos os trabalhos na Ciência Política e na Economia sobre o voto econômico. O que é o voto econômico? O eleitor faz a sua escolha considerando o seu bem-estar econômico. Neste sentido, se a economia vai bem, ou se existe a expectativa de que o bem-estar irá melhorar, o eleitor opta por vota no candidato que lhe oferece estas condições. É claro que o eleitor tem que acreditar nas promessas do candidato. Deste modo, este precisa ter credibilidade junto ao eleitorado. Além de eficiente comunicação política.

A teoria do voto econômico serve para explicar ou predizer o voto do eleitor numa disputa presidencial. Pois o eleitor reconhece o presidente da República como o condutor da economia. Se a economia vai bem, a responsabilidade é do presidente. Se ela vai mal, a responsabilidade é também do presidente. Portanto, a economia importa na disputa presidencial. E importará na disputa entre Dilma e José Serra – ele manterá a candidatura?

O eleitor indeciso racionará do seguinte modo: caso eu vote no candidato X, a minha vida continuará melhorando? Se o candidato X, através da comunicação, conseguir convencer o eleitor de que sim, provavelmente o candidato X vencerá a disputa presidencial.

Com base neste raciocínio e considerando as condições econômicas atuais do Brasil e a boa avaliação de Lula, tenho como hipótese que os indecisos (não majoritariamente) tendem a optar por Dilma, e não pelo candidato do PSDB. Por que? Além do bom momento da economia brasileira, existe a expectativa de melhora de vida do eleitor. A memória do eleitor é curta, não é histórica. Portanto, os feitos econômicos do governo Lula estão frescos na memória do eleitor. E Dilma é a candidata de Lula.

O grande desafio de Serra é conquistar o eleitorado indeciso e manter o seu. Isto é possível?  Sim! Basta ele mostrar que é mais competente do que Dilma na condução da economia e convencer ao eleitor que a vida continuará melhorando. Contudo, Serra terá dificuldades na campanha eleitoral. Pois é identificado com FHC. E disputou eleição contra Lula – logo Lula que trouxe bem-estar social a população.

Serra precisa encontrar discurso apropriado para conquistar o eleitor que escolhe o seu candidato em razão do seu bem-estar. A economia importa!

28 de Fevereiro de 2010 às 08:34
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

É hora de chamar Aécio?

Por Adriano Oliveira

A última pesquisa do Datafolha mostra que:

1. Dilma cresceu no eleitorado de José Serra. Portanto, eleitores de Serra estão optando por Dilma. Isto pode significar que o eleitor já compara Dilma a Serra. Em virtude desta comparação, o eleitor faz a sua escolha. No segundo turno, Dilma, considerando a pesquisa de dezembro do Datafolha, cresce consideravelmente. É importante destacar que neste instante, a presença de Marina não garante o segundo turno.

2. Considerando o nível de instrução, a maior vantagem de José Serra para Dilma está no ensino fundamental – 31% a 26%. E no ensino superior. Nos ensino médio, a diferença é menor. Neste sentido, afirmo: Dilma irá crescer junto ao eleitorado com ensino fundamental. Pois os eleitores com menor instrução têm menos informações. Portanto, não conhecem Dilma. E é neste estrato que Lula tem considerável apoio – influência das políticas sociais, especificamente do Bolsa Família.

3. Ao observar a renda, constato que existe empate técnico entre Serra e Dilma junto aos seguintes estratos: 1) Até dois salários mínimos; 2) e entre 2 a 5 salários mínimos. Serra cresce junto ao eleitorado de maior renda. Vejam: no eleitorado de baixa renda, que supostamente tem menor nível de instrução, Dilma já empata com Serra. Portanto, a tendência é de que Dilma ultrapasse Serra. Desafio de Dilma: diminuir a diferença para Serra nos estratos de maior renda. Caso consiga isto, ela pavimenta a sua vitória – eleitor que dissemina opiniões. Dilma também precisa conquistar o eleitorado feminino. Ela, neste segmento, perde para Serra – 33% a 24%.

4. Considerando a pesquisa de dezembro do Datafolha e a escolha eleitoral por região, Dilma só lidera no Nordeste. Contudo, ela cresceu em todas as regiões do país, inclusive no Sudeste – reduto serrista.  E José Serra declinou em todas as regiões. Portanto, e o todo da pesquisa mostra isto, existe uma tendência de queda ou estabilidade do candidato do PSDB – Dilma apresenta tendência de crescimento. Ressalto que a pesquisa revela que 86% dos eleitores conhecem Dilma. 96% deles conhecem Serra. Portanto, o nível de conhecimento do eleitorado aumentou em relação à Dilma. Esta é uma das causas do seu crescimento.  Indago: qual é o teto de Dilma?

5. Concluo que: A) O PSDB tem chances de vencer o pleito eleitoral. Mas as chances estão diminuindo; B) Dilma, ao contrário do que diziam, é competitiva; C) O guia eleitoral decidirá a eleição. O eleitor avaliará quem é o melhor para manter o seu bem-estar. Destaco Serra terá dificuldades de dizer ao eleitor que é melhor do que Dilma para manter o bem-estar do eleitorado, pois é identificado com FHC (isto será explorado) e disputou com Lula uma eleição; D) O desafio de Dilma é crescer junto aos segmentos abastados e no Sudeste; E) O momento econômico e a expectativa de crescimento econômico criam euforia junto ao eleitor. E esta euforia não é boa para Serra. Mas é para Dilma, a candidata de Lula.  F) Neste instante, Aécio deveria ser convidado para uma conversa. Ele é melhor candidato (considerando as atuais circunstâncias) do que Serra (sempre frisei isto), pois: poderá trazer Ciro e o PMDB para a sua chapa; é uma novidade eleitoral; não é associado a FHC; tem uma gestão bem avaliada em Minas Gerais, a qual venderá para os eleitores; não é uma anti-Lula, ao contrário de Serra.

26 de Fevereiro de 2010 às 09:06
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | 2 Comentários - Comente!

A possível falência do DEM

Não tenho condições de apontar as causas fundamentais que possibilitaram a derrocada eleitoral do DEM. Mas tenho hipóteses para tal. As vitórias de FHC à presidência e a de Jarbas Vasconcelos ao governo de Pernambuco são algumas.

No caso específico de Pernambuco, no período Jarbas, os partidos que obtiveram crescimento expressivo em suas bancadas estaduais foram o PSDB e o PMDB. O número de prefeitos destes dois partidos também aumentou no período Jarbas. É importante destacar que Marco Maciel foi vice de FHC. E Mendonça Filho foi vice de Jarbas. Mas a presença deles não impulsionou a expansão do DEM.

É claro que o PSDB na eleição de FHC apareceu como uma novidade partidária. Além disto, FHC, em seu primeiro governo, conseguiu, diante das boas avaliações que obteve junto ao eleitorado, atrair eleitores e adeptos.

Jarbas Vasconcelos, ao ser governador, já era um líder de expressão na capital. Mas antes, não tinha força eleitoral no interior. Por isto teve que buscar o extinto PFL (agora DEM) para conseguir ser eleito governador. Na dinâmica política eleitoral brasileira, prefeitos procuram “sombra” nos governos – seja qualquer um. Deste modo, nos governos de Jarbas os prefeitos procuraram “sombra” no PMDB e no PSDB.

Outro ponto: em Pernambuco, a derrota de Mendonça Filho para o governador Eduardo Campos acelerou o processo de derrocada de representação do DEM. Se Mendonça tivesse vencido, este artigo não seria escrito.

Neste instante, o DEM deposita as suas esperanças de sobrevivência em José Serra e Jarbas Vasconcelos. Falo em chances de sobrevivência, pois se ambos forem vitoriosos, a história se repetirá, isto é: PSDB e PMDB serão fortalecidos.

É importante destacar que o DEM precisa produzir líderes. Hoje estão presentes alguns. Em Pernambuco, temos Mendonça Filho, André de Paula, Augusto Coutinho e Priscila Krause. Mas nacionalmente quem são os jovens líderes do DEM? Marco Maciel é um líder nacional. Mas não é um líder jovem. César Maia também. Os jovens líderes precisam necessariamente vencer disputas majoritárias. São elas que ressuscitarão o DEM.

No DEM existe capital intelectual. Gustavo Krause e Cesar Maia repercutem ideias na sociedade. Eles sabem o que desejam para o Brasil. Portanto, afirmo que o DEM tem um projeto para o país. Contudo, falta ao DEM um condutor com poder político. Sem este, o DEM não conseguirá sobreviver. É importante que o DEM, no caso específico de Pernambuco, procure conquistar a prefeitura do Recife em 2012. E o governo em 2014. Caso isto não ocorra, o DEM poderá desaparecer.

Friso, contudo, que o DEM depende, neste instante, do PSDB e de Jarbas Vasconcelos. Se ambos não foram vitoriosos nas disputas deste ano, as chances do DEM desaparecer aumentarão.

25 de Fevereiro de 2010 às 10:40
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Em nota, Ciro reitera disputar à Presidência da República

 

Diante das informações de que Ciro Gomes (PSB) teria interesse em disputar o governo de São Paulo, nesta manhã, a assessoria de imprensa do deputado emitiu nota oficial reiterando a informação de que ele continua como candidato à Presidência da República. Em contato estabelecido com a assessoria de imprensa do candidato, foi informado que “ele tem ressaltado é que a vontade e todas as energias dele estão voltados para disputar a Presidência da República”, ou seja, Ciro não descarta a possibilidade da disputa estadual. Leia abaixo a nota oficial completa:

 

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Ciro mantém oficialmente sua intenção de disputar o Planalto

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O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) comunicou oficialmente hoje pela manhã a dirigentes de nove partidos de São Paulo que mantém sua intenção de disputar o Palácio do Planalto. A reunião aconteceu na sede do PSB em Brasília, a pedido de líderes paulistas do PT, PSB, PC do B e PRB.

“Agradeço a todos, mas sou candidato a presidente da República e terei muito prazer em montar uma chapa com todos esses partidos para a eleição presidencial”, disse Ciro Gomes. Também participaram do encontro o PDT, o PTC, o  PSC, PT do B e o PTN.

Confirmando sua pré-candidatura à Presidência da República, Ciro Gomes declarou que amadureceu, está mais vivido, mais experiente. “Estou completando 30 anos de vida pública, já fui candidato duas vezes, conheço o Brasil, conheço a inteligência brasileira, as universidades, ando pensando o país há muito tempo e tenho desejo de servir ao nosso povo. “
“A opção plebiscitária é ruim para o país, porque reduz o debate a uma comparação entre passado e presente, sem discutir o futuro. E também é ruim para a democracia, porque reduz o poder de decisão do eleitor, retira as outras opções para que ele exerça o seu sagrado direito de escolha”.

24 de Fevereiro de 2010 às 15:51
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Quem será o vice?

Mauricio Dias da Revista Carta Capital informou que Sérgio Guerra poderá ser vice de José Serra. Isto pode até ocorrer. Diante da dificuldade de escolher um vice para Serra. Aécio, certamente, não será vice de José Serra. É forte exercício de futurologia e grande otimismo acreditar que a chapa Serra/Aécio seja imbatível. O mais provável é afirmar que a chapa Aécio/Ciro é imbatível. Neste instante, o PSDB não tem opção para vice de Serra. Opção que agregue. José Roberto Arruda poderia seu uma opção. Poderia! Restou quem no DEM? Cesar Maia – nome qualificado. Mas este não quer. Disputará o Senado. Então, quem será o vice de Serra? Dilma tem três boas opções. Teme, Meirelles e Hélio Costa. A segunda alternativa é a melhor. O setor produtivo olharia com bons olhos, já que a defesa da jornada de 40 horas e alguns debates no recente Congresso do PT deixaram muitos empresários receosos com Dilma. Ciro é também uma boa opção para Dilma. Mas aonde colocar o PMDB? Dilma precisa de tempo de TV. Mas, vejam só: o vice não importa muito. Aliás, ele importa para agregar tempo de TV, apoio partidário e recursos financeiros. Mas votos não. Tenho a hipótese de que o eleitor reconhece o vice como um apêndice de outro e de que não tem nenhum poder de decisão. Portanto, diretamente, o vice tem pouca importância junto ao eleitorado.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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