Instituto Maurício de Nassau

19 de Março de 2010 às 11:12
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Mensagem equivocada

Publicitários que decidem criar mensagem políticas desconsideram por vezes o desejo do eleitorado e as circunstâncias políticas e econômicas. Notícia da Folha de São Paulo (18/03/2010) dá conta de que José Serra terá como tema da sua candidatura a geração de empregos – “Crescimento com estabilidade com criação de empregos”. Na mesma edição da Folha de São Paulo, leio a notícia de que todos os setores da economia brasileira contrataram.

Observem que o discurso de Serra, defesa do emprego, contribui para mostrar as conquistas do governo Lula. E, indiretamente, possibilita que Dilma seja apresentada como a ministra que ajudou Lula a administrar com eficiência a economia brasileira. Vejo, portanto, que alguém do PSDB ou da equipe de Serra, está desconectado do mundo.

Serra precisa descobrir o que o eleitorado deseja. Quais as falhas do governo Lula. O que o eleitorado não acredita em Dilma. Os anseios da população que não foram atendidos pelo governo Lula. O que o eleitor espera para o futuro. Referendar/ reafirmar o bem estar do eleitor é contribuir para a candidatura Dilma.

As mensagens publicitárias precisam atender o desejo do eleitor. Ela precisa preencher algum vazio, caso este exista. O vazio é identificado através de pesquisas qualitativas. Estratégias eleitorais não podem fortalecer o opositor. Mas enfraquecê-lo.

18 de Março de 2010 às 12:41
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O eleitor pergunta: por que devo votar em você, e não na Dilma?

A última pesquisa do IBOPE revela o esperado. Dilma Roussef é competitiva. Apenas a oposição e os “sábios” em campanhas eleitorais não acreditavam nisto. Alguns continuam a não acreditar. Falam, agora, em teto para Dilma. Tanto Serra como Dilma pararão de crescer. A pergunta é: quem irá crescer mais?

Ambos apostam na campanha televisiva. Serra tentará mostrar que é mais competente do que Dilma. Esta, por sua vez, tentará convencer o eleitorado de que tem competência para dar continuidade ao governo Lula. A candidata do PT, como já frisei diversas vezes, tem leve favoritismo sobre Serra, em razão de: 1) Apoio de Lula; 2) Identificação de Serra com FHC.

É importante salientar mais uma vez: Dilma tem o que dizer ao eleitorado – “Eu continuarei com as benfeitorias do governo Lula, e farei muito mais”. E Serra, dirá o quê? Este é o grande desafio do PSDB. Encontrar discurso para José Serra.

É importante destacar que:

· O governo do presidente Lula tem aprovação de 75% dos entrevistados (IBOPE, Março, 2010);

· 77% dos entrevistados confiam no presidente Lula (IBOPE, Março, 2010);

· 42% dos entrevistados desconhecem quem é o candidato de Lula (IBOPE, Março, 2010);

· 53% dos entrevistados preferem votar no candidato do presidente Lula (IBOPE, Março, 2010);

· Dilma apresenta crescimento continuo. Serra estabilidade (IBOPE, Março, 2010);

· As circunstâncias econômicas e políticas são favoráveis a Dilma – crescimento econômico, estabilidade dos juros, bem estar do eleitor, alianças políticas.

A campanha ainda não começou na televisão. Serra precisa do guia eleitoral para crescer. Mas para isto, ele tem que encontrar o que dizer para o eleitor. Já que este indagará: por que devo votar em você, e não na Dilma?

17 de Março de 2010 às 14:49
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Fotos do 2° dia do II Seminário de Ciência Política

 

Cientista político Jorge Zaverucha comenta palestra de Gustavo Venturi (Fotos: Chico Peixoto)

 

 

Gustavo Venturi (USP)

 

 

Jorge Zaverucha (UFPE)

 

 

Jorge Zaverucha, Sérgio Murilo e Gustavo Venturi

 

 

Maurício Romão (UFPE)

 

 

Carlos Gadelha (estatístico do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)

16 de Março de 2010 às 15:34
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Confira as fotos do 1° dia do Seminário de Ciência Política

Primeiro dia do II Seminário de Ciência Política (Fotos: Chico Peixoto)

 

 

Cientista Político Antonio Lavareda

 

 

Antonio Lavareda, Janguiê Diniz (gravata vermelha) e Jânyo Diniz (terno cinza)

 

 

Cientista política Helcimara Telles (UFMG)

 

 

Cientista político Adriano Oliveira (UFPE)

16 de Março de 2010 às 14:58
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

“A imagem do marketing político vai mal”

 

Muito boa a palestra do cientista político Antonio Lavareda (MCI) durante a abertura do II Seminário de Ciência Política. O cientista político foi taxativo ao avaliar a imagem do marketing político perante a sociedade: “A imagem do marketing político vai mal”. Durante a apresentação, Lavareda confirmou sua avaliação inicial baseado em dados de pesquisas. Segundo os números apresentados, 80% dos eleitores não confiam nas propagandas políticas e apenas 8% confiam nos marketeiros (esse último dado arrancou risada da platéia). Apesar do descrédito, lavareda salientou a importância que o marketing político tem para o processo democrático brasileiro e criticou a postura da imprensa no julgamento dos resultados obtidos nas urnas. “Boa parte da mídia credita do merketeiro a derrota e vitória dos políticos na campanha”. Após o Seminário, disponibilizaremos as apresentações aqui no Blog.

 

SEGUNDO DIA - Para abrir o segundo dia do II Seminário de Ciência Política, o cientista político da USP e ex-diretor do Datafolha, Gustavo Venturi, fala sobre as Perspectivas para as Eleições 2010, às 19h. O comentador da mesa será o também Cientista político Jorge Zaverucha (UFPE) e o mediador será o Superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional, Inácio Feitosa. Às 20h30, o economista Maurício Romão (UFPE) apresentará o tema Acertos e Erros das Pesquisas Eleitorais juntamente com o estatístico do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Carlos Gadelha Júnior.

16 de Março de 2010 às 13:35
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Prefeitos importam?

Por curiosidade científica, todos os dias faço levantamento na imprensa das notícias referentes aos apoios de prefeitos a deputados e ao governador. As notícias mostram que prefeitos garantem a eleição de deputados. E também garantem o sucesso eleitoral de candidatos a governador. Prefeitos, como qualquer apoio, são necessários. Contudo, eles não são suficientes para garantir o sucesso eleitoral de um candidato a governador.

Quantos prefeitos Mendonça Filho tinha quando foi candidato a reeleição? Lembro bem do esvaziamento do PSB após a eleição de Jarbas para governador. É fato que o poder Executivo exerce força centrípeta junto aos prefeitos. Mas não é fato de que estes têm o controle do eleitorado numa disputa majoritária. Mas é razoável afirmar que prefeitos contribuem bastante para candidatos proporcionais.

A eleição majoritária é decidida por quatro fatores fundamentais: corpo a corpo, desempenho dos candidatos no debate, guia eleitoral, mensagem publicitária adequada. O Brasil, nestes últimos 16 anos, passou por um processo de transformação que possibilitou a maior presença do estado como provedor de políticas sociais, maior número de pessoas com educação secundária e superior, e universalização da informação.

Hoje, alguns prefeitos, em cidades do interior, continuam a controlar uma parte do eleitorado. Mas isto não é possível em cidades de médio e grande porte. Existe o eleitor autônomo, que reconhece que o governador ou o presidente tem condições de lhe dar bem-estar. Por outro lado, e isto já comprovei em pesquisas de opinião, o eleitor não tem interesse pela eleição proporcional.

Por conta desse desinteresse, a escolha do eleitor na disputa proporcional é diferente da sua escolha numa disputa majoritária. Na disputa proporcional ele escuta os amigos, os familiares, o prefeito. Ele fala diretamente com o candidato. Na disputa majoritária estes fatores podem vir a importar, mas o guia eleitoral, os debates e a qualidade das mensagens importam consideravelmente.

Portanto, número de prefeitos não garante eleição de governador. Mas garante eleição de deputado. Caso não ocorram traições. Claro!

11 de Março de 2010 às 11:49
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Arruda, uma incógnita e uma perspectiva

Por Roberto Santos - Cientista social, mestrando em Ciência Política, pesquisador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade e do Núcleo de Estratégias e Política Eleitoral (UFPE) e do Instituto Maurício de Nassau. 
robertosantos@mail.com

 

Hoje faz uma semana que, por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora. Após analisar o mérito do pedido de habeas corpus em favor de Arruda, apenas o ministro Dias Toffoli votou contra a prisão de Arruda, no caso, a continuidade dela.

A prisão preventiva do governador foi decretada há quatro semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), referendando decisão do ministro Fernando Gonçalves tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Arruda é acusado de montar um esquema para corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina envolvendo o governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa e empresários.

Duas questões se sobressaem nesse episódio. A primeira reside no fato de Toffoli votar a favor de Arruda. Já discutimos antes aqui a estreita relação de Toffoli com o PT. Não consigo compreender quais razões levaram ele a tomar essa posição. A única razão que me vem na mente seria evitar a abertura de um precedente. Um pensamento maquiavélico (no sentido estrategista que cabe ao termo), é verdade, mas não inverossímil.

E daí me vem a segunda questão: o precedente foi aberto. Nunca um governador passou por tal exposição.  Tantos foram os descrentes que a prisão de Arruda fosse durar tanto tempo. Nos jornais e na blogosfera eclodiam os palpites de que Arruda seria solto antes do carnaval. Hoje o clima é outro. Não sei como essa história ira acabar ou quando ele será solto, mas percebo que outra perspectiva ganha espaço na visão das pessoas. Esse caso será uma nova forma de fazer política, mesmo que pelo medo de ser pego? Evidente que não posso responder a isso. Mas certamente esse caso dará à população razões para questionar, pressionar, e acreditar que algo pode ser feito quando futuros gestores públicos quiserem rechear suas meias e cuecas outra vez.

11 de Março de 2010 às 08:53
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Algumas impressões do comportamento do PSDB

Apesar de alguns membros do PSDB negarem, Serra reluta em ser candidato à presidente em razão de não saber o que dizer ao eleitor. É uma campanha que nascerá, caso ele venha a ser candidato, sem uma mensagem objetiva para o eleitorado.

Jarbas Vasconcelos, ciente dos receios de Serra, mas com o desejo de ajudar o amigo, cobrou do governador de São Paulo posicionamento. Este não veio. Mas veio outro posicionamento de Jarbas através de nota oficial. Nesta nota, Jarbas mostra impaciência. Mas não diz se será ou não candidato a governador. A nota evidencia ainda que Jarbas tem disposição para enfrentar Eduardo Campos, porém, Serra não contribui para que a sua vontade se consolide. Ressalto que a nota torna clara a posição de Jarbas, qual seja: ele só será candidato se Serra for.

Saliento que o quadro nacional e local ainda está nebuloso em razão do comportamento do PSDB. No âmbito nacional, como já dito por mim várias vezes, não existe razão para José Serra adiar o anúncio da sua candidatura a presidente. Se ele disser que é candidato, isto não implica que ele tenha que de imediato abandonar São Paulo. Ele, apenas, prestará contas ao eleitorado paulista e facilitará as composições políticas nos estados.

Em Pernambuco, o PSDB atrapalha Jarbas e toda a oposição. – diversos parlamentares admitem isto em privado. Sérgio Guerra já disse que é difícil fazer oposição a Eduardo Campos. Deste modo, indago: o que PSDB irá fazer na chapa de Jarbas, se este será o candidato da oposição? Esta pergunta ninguém faz. Outro ponto: os parlamentares do PSDB fazem oposição ao prefeito João da Costa, mas não fazem a Eduardo Campos. Qual é a razão disto?  Saliento que Terezinha Nunes faz oposição ao governador.

Observo que o PSDB quer Jarbas por duas razões: salvar os mandatos de vários parlamentares e talvez a reeleição de Sérgio Guerra. Digo talvez, pois não tenho a certeza de que Guerra será candidato a reeleição. Observo também que parte do PSDB já entregou os pontos, isto é: não acreditam na vitória de Serra e nem na de Jarbas. E agora, é o salve-se quem puder!

8 de Março de 2010 às 10:02
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Serra será candidato?

Ainda é uma incógnita o quadro eleitoral deste ano. Cenários são ventilados, mas ainda não sei se José Serra disputará a presidência da República. Por conseqüência, também tenho dúvidas se Jarbas disputará o governo de Pernambuco. A entrevista do senador Pernambucano no jornal o GLOBO (07/03) evidenciou a irritação dele com a indecisão de Serra. E o Estadão, através de editorial, cobrou posicionamento do governador de São Paulo.

Ao contrário do Estadão e de outras figuras do PSDB, Jarbas Vasconcelos foi sincero – como sempre! Ele admitiu que não esperava o crescimento de Dilma. Nas entrelinhas, desconfio que Jarbas e a oposição não acreditavam, inclusive, que Dilma fosse competitiva. Faltou Jarbas dizer que Serra ainda não assumiu a candidatura à presidência por temer Dilma.

Jarbas associa a sua candidatura ao Governo do Estado, à candidatura de Serra à presidência. Se Serra for candidato, ele disputará a eleição contra Eduardo Campos. A indecisão de Serra atrapalha os planos da oposição no âmbito nacional e local. E atrapalha o próprio Serra. O eleitorado poderia agir diferente caso ele já tivesse assumido a candidatura? Talvez sim.

O problema de José Serra neste momento é um só: o que dizer ao eleitor? Reconheço que a eleição será disputada, já que Serra é competitivo. Mas por ele não saber o que dizer ao eleitor, o seu desempenho eleitoral pode ter um teto. Este, por sua vez, caso exista, limita a sua possibilidade de vitória. As circunstâncias econômicas também não favorecem Serra.

Serra não assumiu, como já frisei, em razão de ter dúvidas quanto ao seu sucesso eleitoral. Nenhum oposicionista tem coragem de dizer isto abertamente. E Serra será candidato? Ainda continuo com dúvidas.

4 de Março de 2010 às 20:27
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Uma chapa renovada: os senadores de Jarbas

É possível Jarbas ser candidato a governador? Sim. Contudo, desconfio de que ele só será se Serra for candidato a presidente. Já frisei isto várias vezes. Enquanto Jarbas aguarda Serra, o qual poderá vir, reflito quanto aos candidatos ao Senado na possível chapa do candidato Jarbas Vasconcelos.

Sabemos que Jarbas não é uma novidade na política brasileira. Portanto, não poderá ser apresentado como o novo. Mas pode ser apresentado como o futuro. Como Jarbas é bem avaliado junto aos segmentos (indivíduos) que conviveram com a sua administração como governador, ele poderá ser oferecido ao eleitor com gestor eficiente. Inclusive, Jarbas tem esta marca junto aos setores frisados. Eficiência e futuro podem caminhar juntos. Portanto, talvez o eleitor não encare a candidatura Jarbas como “velha” ou representante do passado. Friso, talvez!

Não desconsidero o fato, e isto é uma hipótese, de que Marco Maciel e Sérgio Guerra podem envelhecer a candidatura Jarbas. Estes são dois políticos que têm história eleitoral em Pernambuco. O eleitor pode reconhecê-los como o passado. E que eles não trarão nada de novo.

Saliento, no entanto, que Marco Maciel mantém estabilidade de votos junto aos diversos segmentos do eleitorado. Pesquisas revelam que Maciel é favorito a vencer a disputa pelo Senado. O favoritismo de Maciel advém da sua credibilidade. Portanto, é conveniente manter Maciel na chapa. Mas, é adequado manter Guerra na chapa de Jarbas?

Sim! Contudo, vejo que Sérgio Guerra contribuirá mais para a campanha de Jarbas caso seja candidato a deputado federal. O presidente do PSDB é um bom articulador e gosta de conversar com prefeitos. Além disto, Guerra pode ser substituído por um nome novo, que desperte o eleitorado e rejuvenesça a chapa de Jarbas. Vejam que Eduardo será apresentado como o futuro. Neste caso, Jarbas não pode ser identificado com o passado.

Quatro nomes podem compor a chapa de Jarbas, além de Maciel, claro. Quais são: Raul Jungmann, André de Paula, Bruno Araújo, Jayme Asfora e André Régis.  Estes candidatos devem partir para o embate com os senadores de Eduardo, já que possuem perfis para tal. E também seriam apresentados como os novos quadros da política pernambucana.

A oposição precisa de fatos que chamem a atenção e animem o eleitorado.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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