Instituto Maurício de Nassau

4 de Junho de 2010 às 14:42
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

As escolhas dos atores e o futuro

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

No ano passado afirmei que o senador Sérgio Guerra não seria candidato ao Senado neste ano. O favoritismo do governador Eduardo Campos na disputa pela reeleição possibilitaria a desistência de Guerra. A não ser que Campos sinalizasse que o senador do PSDB teria o seu apoio. Este último cenário, o qual não era improvável, não se realizou. Portanto, Sérgio Guerra é candidato a deputado federal.

O quadro da disputa eleitoral em Pernambuco caracteriza-se pela presença de um governador bem avaliado candidato à reeleição – e com o apoio de Lula – versus Jarbas Vasconcelos. Este cenário, no qual o resultado final configura-se ainda para mim como imprevisível, fez Sérgio Guerra desistir da reeleição.

Uma pergunta que incomoda, por isto ninguém a faz: qual será o papel do PSDB de Pernambuco na eleição local? Imprevisível. O PSDB não cobra dos seus prefeitos apoio a Jarbas. O PSDB não briga por vaga na chapa de Jarbas. Membros do PSDB nem sempre falam de Jarbas nos espaços virtuais, apesar de falarem de Serra. A política tem mistérios. E ela é dinâmica.

Por a política ser dinâmica, o PSDB pode anunciar amanhã que Bruno Araújo será o candidato ao Senado na chapa de Jarbas. Ou que diante da possibilidade de Jarbas crescer eleitoralmente, prefeitos fazerem o caminho de volta. Estas possibilidades existem. Mas os momentos político e eleitoral me fazem supor que Jarbas partirá para a guerra sem o apoio total do PSDB.

Ora, político age a partir da expectativa de vitória. É esta expectativa de vitória que explica o comportamento do PSDB. Saliento que se Eduardo Campos for reeleito, membros do PSDB não terão problemas em apoiar o seu governo. Inclusive, é melhor para Eduardo Campos a vitória de Serra do que a de Dilma.

Vejam: caso Dilma vença a eleição, o PT continuará forte. E o PSB continuará a reboque dele em nível nacional. O PMDB deve ter espaço privilegiado. É imprevisível o desempenho de Dilma junto ao Congresso e ao PMDB.

Se o PSDB vencer, o PSB poderá ser um aliado de peso no Congresso Nacional, diante de um PMDB rachado em vários grupos e fragilizado. Por conseqüência, Eduardo Campos, caso reeleito, poderá apoiar as ações de Serra e se articular para fazer parte da chapa do PSDB em 2014. Neste caso, na chapa de Aécio ou Serra.

Mas Eduardo Campos também pode ser vice do PT em 2014? Sim. Contudo, o PT, historicamente, não mostra capacidade de diálogo. Ao contrário de Lula. Portanto, o PT pode procurar tentar inibir o crescimento do PSB.

Além disto, a disputa local de 2012 e 2014 não podem ser desconsideradas. O PT tentará ter candidato em ambas as eleições. E o PSB, caso, repito, Eduardo Campos seja reeleito, desejará ser sujeito principal em todas as disputas que virão. Portanto, a vitória de Dilma fortalece o PT e poderá dificultar as aspirações de poder do governador Eduardo Campos.

3 de Junho de 2010 às 10:21
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Para que servem as pesquisas?

Por Adriano Oliveira – Cientista Político


Pesquisas eleitorais servem para evidenciar a opinião do eleitor sobre algo em dado instante. Elas servem para fazer prognósticos, já que elas podem apontar tendências. As pesquisas possibilitam a construção de estratégias eleitorais.

Críticas as pesquisas eleitorais são corriqueiras. Elas precisam, necessariamente, existir. No entanto, as criticas devem ser realizadas por pessoas gabaritadas. Denúncias contra institutos de pesquisas ocorrem, mas são geralmente vazias, pois são motivadas meramente por insatisfação de alguém.

Imprensa, políticos e eleitores, quando estão diante dos dados de uma pesquisa, procuram, em primeiro lugar, verificar quem está na frente. Alguns destes atores, em razão de algum tipo de envolvimento ou por identificação ideológica, chegam a dizer que a pesquisa está errada, pois a margem de votos do seu candidato é muito superior ao que a pesquisa aponta. Ora, com base em quê o crítico da pesquisa pode afirmar isto?

Pesquisas são geralmente comparadas. A pesquisa do instituto X mostra que o candidato Z tem 64% de intenção de votos. E o outro instituto evidenciou que este mesmo candidato tem 58% de intenção de votos. Diante desta diferença, o crítico não se preocupa em comparar as metodologias. E em fazer algo simples: verificar os períodos da realização das pesquisas.

É factível comparar pesquisas. Contudo, é deve-se verificar a margem de erro e o período da realização de cada uma delas. A análise do conjunto de pesquisas possibilita que o analista aponte tendências do eleitorado. São estas, por sua vez, que evidenciarão as chances de vitória do candidato. No entanto, não basta apenas apontar a tendência. É necessário identificar as razões do desempenho de cada candidato.

A literatura acadêmica brasileira mostra que administração bem avaliada, preferência partidária, ideologia, bem-estar econômico do eleitor e guia eleitoral são variáveis que podem incentivar a escolha do eleitor. É possível verificar os efeitos destas variáveis através de pesquisas. Por conseqüência, predições eleitorais podem ser realizadas.

As predições são construídas através da formulação de cenários, os quais podem ser eliminados pelo analista no decorrer da trajetória eleitoral em razão das diversas pesquisas que atestam, atestarão ou não a influência das variáveis citadas.

É importante salientar que existem as pesquisas quantitativas e qualitativas. As primeiras servem para verificar a intenção de votos e as razões do comportamento do eleitor. A pesquisa qualitativa não revela a intenção de votos, mas identifica os motivos que levam o eleitor a votar em dado candidato. Elas também identificam o desejo do eleitor quanto às suas necessidades e as características destes. Com isto, é possível adequar o discurso e a imagem do candidato às aspirações do eleitorado.

As pesquisas eleitorais – quantitativas e qualitativas – servem, portanto, quando aplicadas adequadamente e analisadas corretamente, para decifrar o comportamento do eleitor e prognosticar resultados. Os institutos de pesquisas, inclusive, não devem ter receio de apontar, no momento adequado, quem deve ser o vencedor da disputa.

31 de Maio de 2010 às 16:56
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O raio X da campanha eleitoral

 

A Istoé desta semana traz levantamento do cenário político dos 26 estados da federação e mais o Distrito Federal para saber como está o andamento das coligações regionais e como esse arranjo pode influenciar na campanha presidencial. De acordo com o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff soma, atualmente, 41 alianças distribuídas nos 27 estados da federação. Já o candidato José Serra (PSDB), conseguiu, até o momento, coligar-se com 25 candidatos governadores estaduais, espalhados em 23 estados. Marina Silva (PV) conta apenas com Fernando Gabeira (PV-RJ) como apoio, porém, ainda restam 10 candidatos distribuídos em nove estados que ainda não sabem quem apoiar. De 10 a 30 de junho, todas as legendas devem realizar suas convenções e apontar definitivamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quem de fato estará na disputa. Confira abaixo a lista completa com os palanques por estado.

 

Serra
Dilma
Marina
Indefinidos

 

DF
Joaquim Roriz (PSC)
Agnelo Queiroz (PT)

 

BA
Paulo Souto (DEM)
Geddel Vieira (PMDB)
Jaques Wagner (PT)

 

CE
Cid Gomes (PSB)

 

PI
Wilson Martins (PSB)
Sílvio Mendes (PSDB)
João Vicente Claudino (PTB)

 

MA
Flávio Dino (PCdoB)
Jackson Lago (PDT)
Roseana Sarney (PMDB)

 

PA
Jader Barbalho (PMDB)
Simão Jatene (PSDB)
Ana Júlia (PT)

 

AP
Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP)
Camilo Capiberibe (PSB)

Jorge Amanajás (PSDB)
Lucas Barreto (PTB)

 

RR
José Anchieta (PSDB)
Neudo Campos (PP)
Mozarildo Cavalcanti (PTB)

 

AM
Omar Aziz (PMN)
Alfredo Nascimento (PR)

 

AC
Rodrigo Pinto (PMDB)
Tião Bocolin (PSDB)

Tião Viana (PT)

 

RO
Confúcio Moura (PMDB)
Expedito Junior (PSDB)
João Cahulla (PPS)
Eduardo Valverde (PT)

 

MT
Silval Barbosa (PMDB)
Mauro Mendes (PSB)

Wilson Santos (PSDB)

 

MS
André Puccinelli (PMDB)
Zeca do PT (PT)

 

RS
José Fogaça (PMDB)
Yeda Crusius (PSDB)
Tarso Genro (PT)

 

SC
Raimundo Colombo (DEM)
Eduardo Moreira (PMDB)
Leonel Pavan (PSDB)
Ângela Amin (PP)
Ideli Salvati (PT)

 

PR
Osmar Dias (PDT)
Orlando Pessuti (PMDB)
Beto Rixa (PSDB)

 

SP
Celso Russomano (PP)
Paulo Skaf (PSB)
Geraldo Alckimin (PSDB)
Aloizio Mercadante (PT)

 

RJ
Sérgio Cabral (PMDB)
Anthony Garotinho (PR)

Fernando Gabeira (PV)

 

MG
Hélio Costa (PMDB)
Antonio Anastásia (PSDB)
Fernando Pimentel (PT)

 

GO
Íris Rezende (PMDB)
Marconi Perillo (PSDB)

 

PB
José Maranhão (PMDB)
Ricardo Coutinho (PSB)

 

ES
Renato Casagrande (PSB)
Luiz Paullo Velloso Lucas (PSDB)

 

PE
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Eduardo Campos (PSB)

 

RN
Rosalba Ciarlini (DEM)
Carlos Eduardo Alves (PDT)
Iberê Ferreira (PSB)

 

SE
João Alves (DEM)
Marcelo Deda (PT)

 

TO
Carlos Henrique Gaguim (PMDB)
Siqueira Campos (PSDB)
Paulo Mourão (PT)

 

AL
Ronaldo Lessa (PDT)
Teotônio Vilela Filho (PSDB)
Fernando Collor (PTB)

31 de Maio de 2010 às 09:18
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Os desafios e as chances de cada um

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

 

Neste momento, o quadro da disputa nacional e local já está claro. Aécio Neves, como era esperado, não deseja, e certamente não será, vice de José Serra. Nunca entendi o desejo do PSDB. Pois, para mim, sempre estava claro que Aécio, na vice, não contribuiria fortemente para a vitória de Serra. Se Aécio pode ser presidente, qual era a razão dele aceitar ser vice? Nenhuma.

O mais adequado para o PSDB era ter buscado uma aliança com Marina. No início deste ano sugeri isto em artigo. Marina na chapa de Serra era a melhor estratégia para o PSDB, pois ela daria charme e discurso social à candidatura do PSDB.

Serra já definiu a sua estratégia para vencer a eleição. Ele tentará convencer o eleitor de que a disputa é ele contra Dilma. E não ele contra Dilma e Lula. Por outro lado, Dilma deseja que a disputa tenha o seguinte quadro: Dilma e Lula versus FHC e Serra. Este é o melhor cenário para Dilma. Mas o pior para Serra. O PSDB tem chances de vencer a eleição, caso o eleitor reconheça que a disputa deste ano é entre Serra e Dilma.

Pesquisa do Datafolha mostra que Serra é visto como o mais experiente por 64% dos eleitores e 45% o considera o mais preparado “para ser presidente, de modo geral”. Portanto, Serra tem chances de vencer a disputa.

Em Pernambuco, neste instante, Eduardo Campos tem leve favoritismo na disputa contra Jarbas. Mas a eleição tende a ser acirrada. Os dados da última pesquisa do Instituto Mauricio de Nassau (IMN) mostram isto. Tanto Campos como Jarbas possuem capital simbólico junto ao eleitor. Portanto, não desprezo a possibilidade de crescimento de Jarbas – caso este tenha motivação na campanha e defina estratégias adequadas. Neste momento, contudo, três questões dificultam a competitividade de Jarbas.

Primeiro: a indecisão do PSDB. Ora, o PSDB desejou que Jarbas fosse candidato. Portanto, qual é a razão do PSDB não fazer parte da chapa de Jarbas? Bruno Araújo, caso tope disputar o Senado, é um nome competitivo e daria jovialidade à chapa do senador peemedebista. Segundo: a disputa entre Jarbas e Eduardo precisa ser estadualizada, em razão da excelente avaliação que o presidente Lula tem no estado. A nacionalização da campanha interessa a Eduardo Campos. As circunstâncias não favorecem Jarbas caso ele opte por nacionalizar a disputa local.

Por fim, Jarbas terá pela frente a missão de desconstruir a boa avaliação que a administração do governador Eduardo Campos tem. As pesquisas do IMN revelam que existe relação forte entre as variáveis “Boa administração” e “Intenção de votos”.

Do mesmo modo que não entendo a razão do PSDB de ainda não ter definido a participação na chapa de Jarbas, também não compreendo o motivo do governador Eduardo Campos não já ter dito claramente que os senadores da sua chapa são Humberto Costa e Armando Monteiro. É necessário, pelo menos, que Eduardo Campos diga que o senador da sua chapa será aquele que o PT definir, ou melhor, que já definiu.

27 de Maio de 2010 às 14:15
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Raul Jungmann reafirma não ser candidato ao Senado

NOTA DO DEPUTADO FEDERAL RAUL JUNGMANN

Em relação ao noticiário veiculado pelos jornais pernambucanos nos últimos dias, o presidente estadual do PPS de Pernambuco, deputado federal Raul Jungmann, esclarece:

1. Que é candidato à reeleição para uma vaga na Câmara dos Deputados, como sempre tem dito.
2. Que o Partido Popular Socialista (PPS) já escolheu seu candidato ao Senado: é o ex-secretário de Saúde, Guilherme Robalinho, como sempre fora reafirmado.
3. Que jamais recebeu qualquer convite para ser candidato a senador, como sempre tem afirmado.
4. Que a partir de agora, vai se negar a falar sobre este tema, devido a sua repetição, decisão para a qual pede a compreensão de todos.

18 de Maio de 2010 às 10:28
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 3 Comentários - Comente!

Eduardo nas nuvens

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O instituto Vox Populi divulgou, nesta segunda-feira (17), pesquisa de intenção de voto para o governo do Estado. Na espontânea, o atual governador Eduardo Campos (PSB) aparece com 31% das intenções de voto contra e 14% de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Kátia Telles (PSTU), Edilson Silva (PSOL) e Sérgio Xavier (PV) somaram 1% das intenções de voto.  Metade dos entrevistados (50%) não sabe ou não quis responder e 4% votam nulo, em branco ou não votarão em ninguém.

Na pesquisa estimulada, o candidato do PSB também liderou, com 57% das intenções. Jarbas Vasconcelos obteve índice de 28%, seguido por Kátia Telles (PSTU) e Edilson Silva (PSOL), com 1% cada. Sérgio Xavier (PV) ficou abaixo de 0,5%. 4% votam branco ou nulo e 9% não sabem ou não responderam.

Quanto ao índice de rejeição, Jarbas Vasconcelos aparece no topo de lista, com 19%. Kátia Teles obteve 16%, Sérgio Xavier (PV) 13%, Edilson Silva (PSOL) 11% e Eduardo Campos (PSB) 7%.

A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral, no TRE/PE e protocolada sob o nº 19.921/10, no dia 7 de maio deste ano. No Tribunal Superior Eleitoral foi protocolada sob o nº 11.306/10, no dia 10 de maio. Foram entrevistadas mil pessoas e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95,0%.

No cenário nacional, 57% dos eleitores pernambucanos votariam em Dilma, contra 27% em Serra. 12% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder e os votos brancos e nulos somaram 4%.

14 de Maio de 2010 às 11:08
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Os erros de Serra

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Serra, até o instante, cometeu dois erros. Talvez tenha cometido outro, mas não tenho certeza. Serra, de modo legitimo, apresentou a sua opinião quanto ao Banco Central. Para Serra, o Banco Central não deve ser uma instituição acima de todos. O presidente da República deve opinar sobre a condução da política do Banco Central. Esta opinião de Serra poderá provocar questionamentos e reposicionamentos.

Dilma informou que defende o desempenho do Banco Central. Com isto, ela poderá afirmar que Serra é contra a política econômica do presidente Lula. Eleitores podem acreditar em tal assertiva e o candidato do PSDB poderá perder votos. É claro que trazer para o debate a autonomia do Banco Central não atrai. No entanto, afirmar que Serra, ao questionar a independência do Banco Central, é contra a atual política econômica atrai. Discursos são construídos. E o eleitor acredita ou não neles.

Serra, ao responder a indagação da Miriam Leitão, mostrou irritação, agressividade contra uma jornalista de renome nacional. Em razão disto, a resposta de Serra e o seu comportamento foram repercutidos. Por conseqüência, outro evento ocorreu: o debate econômico veio à tona, e Dilma adquiriu condições adequadas de afirmar que defende a política econômica atual. O que o eleitor achou desta discussão, a qual foi gerada por falta de habilidade com uma jornalista?

Serra fez justas observações ao Mercosul. Contudo, não usou o termo correto em seu pronunciamento. “Farsa” é um termo agressivo. Mas foi desta forma que a imprensa noticiou que Serra qualificou o Mercosul.  Com isto, Dilma poderá dizer que Serra é favorável a ALCA. Lembro que Serra tenta se afastar da identidade privatista. Mas ser favorável a Alca, pode lhe trazer tal identidade.

“Lula está acima de tudo”. Estratégia correta? Pesquisas qualitativas decifrarão. Mas vejam que: se “Lula está acima de tudo” devo segui-lo e votar em Dilma? Este é o porém. Por outro lado, o eleitor pode entender que Serra reconhece os feitos de Lula, mas isto não significa que ele tenha que votar na candidata petista.

Nesta eleição, a qual será disputada, o candidato deve pensar várias vezes no que falar.

8 de Maio de 2010 às 08:30
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 3 Comentários - Comente!

Não aconselho ninguém a cantar vitória antes de setembro

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Após o sim de Jarbas, a imprensa noticia a operação “segura prefeitos”. Gestores municipais são importantes para consolidar a eleição de um candidato majoritário. Mas o apoio deles não é suficiente para garantir o sucesso eleitoral de um candidato. Os municípios são, geralmente, divididos em dois lados: oposição e situação. Ou, como muitos eleitores frisam: nos municípios de Pernambuco encontramos a melancia. Os que se vestem de vermelho. E os que estão vestidos de verdes. Alguns eleitores podem estar vestidos de verde, mas na verdade são vermelhos.

Jarbas ao decidir pela candidatura, estava ciente da melancia. No caso, o senador irá procurar os vermelhos. Os insatisfeitos. E os que dizem que são verdes, mas desejam ser vermelhos. Em qualquer cidade de Pernambuco as melancias estão presentes. Portanto, Jarbas não terá dificuldades em encontrar apoios ou “palanques” em diversas cidades de Pernambuco.

O guia eleitoral será utilizado intensamente por Jarbas e Eduardo. Na verdade, parte da campanha eleitoral começa com o guia. Neste instante, o eleitor pode saber até em quem votar. Mas mensagens publicitárias eficientes podem mudar o voto do eleitor. Portanto, a eleição tem dois momentos: o primeiro é a arrumação dos palanques, busca da massificação do nome e contato próximo com o eleitor. O segundo é o guia eleitoral.

Não sou pessimista com a candidatura Jarbas. Muito menos com a candidatura Eduardo. Ambos têm chances. Jarbas mostrará o seu currículo. Comparará a sua história política com a de Eduardo. Jarbas mostrará o sucesso das suas administrações – governo municipal e estadual. Além disto, o senador utilizará do seu carisma. Eduardo mostrará as conquistas do seu governo. Utilizará o poder dos prefeitos no interior e o presidente Lula. E tem condições de usar o seu carisma. Portanto, eleição acirrada.

Algo importante: o palanque de Jarbas será construído com menos custo do que o de Eduardo. O governador, por exemplo, ainda não disse quem serão os seus dois senadores. Ainda não estou convencido de que João Paulo será desprezado por Eduardo. Não estou convencido também de que Armando será candidato ao Senado.  Como os prefeitos, parlamentares e lideranças acreditam numa vitória tranqüila de Eduardo, todos querem se aproximar do rei. Isto possibilita desavenças.

Os resultados das pesquisas poderão vir a desarrumar o palanque de Eduardo Campos.  E o de Jarbas também! Pesquisas orientam as posições dos atores políticos. Estes, ao contrário dos eleitores, esperam pelas pesquisas para decidirem em quem votar. Se Dilma estancar? E Serra crescer? Ou o contrário? Uma pergunta: se Dilma não crescer, Eduardo a manterá no seu palanque?

Esta eleição promete. Não aconselho ninguém a cantar vitória antes de setembro.

6 de Maio de 2010 às 17:54
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

A confirmação do já dito

 

Confira o atigo publicado no dia 04 de março aqui no blog pelo cientista político Adriano OLiveira e tire as próprias conclusões.

 

Uma chapa renovada: os senadores de Jarbas

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Por Adriano Oliveira - Professor do Departamento de Ciência Política da UFPE.

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É possível Jarbas ser candidato a governador? Sim. Contudo, desconfio de que ele só será se Serra for candidato a presidente. Já frisei isto várias vezes. Enquanto Jarbas aguarda Serra, o qual poderá vir, reflito quanto aos candidatos ao Senado na possível chapa do candidato Jarbas Vasconcelos.

Sabemos que Jarbas não é uma novidade na política brasileira.  Portanto, não poderá ser apresentado como o novo. Mas pode ser apresentado como o futuro. Como Jarbas é bem avaliado junto aos segmentos (indivíduos) que conviveram com a sua administração como governador, ele poderá ser oferecido ao eleitor com gestor eficiente.  Inclusive, Jarbas tem esta marca junto aos setores frisados.

Eficiência e futuro podem caminhar juntos. Portanto, talvez o eleitor não encare a candidatura Jarbas como “velha” ou representante do passado. Friso, talvez! Não desconsidero o fato, e isto é uma hipótese, de que Marco Maciel e Sérgio Guerra podem envelhecer a candidatura Jarbas. Estes são dois políticos que têm história eleitoral em Pernambuco. O eleitor pode reconhecê-los como o passado.  E que eles não trarão nada de novo.

Saliento, no entanto, que Marco Maciel mantém estabilidade de votos junto aos diversos segmentos do eleitorado. Pesquisas revelam que Maciel é favorito a vencer a disputa pelo Senado. O favoritismo de Maciel advém da sua credibilidade.

Portanto, é conveniente manter Maciel na chapa. Mas, é adequado manter Guerra na chapa de Jarbas? Sim! Contudo, vejo que Sérgio Guerra contribuirá mais para a campanha de Jarbas caso seja candidato a deputado federal. O presidente do PSDB é um bom articulador e gosta de conversar com prefeitos. Além disto, Guerra pode ser substituído por um nome novo, que desperte o eleitorado e rejuvenesça a chap a de Jarbas. Vejam que Eduardo será apresentado como o futuro.

Neste caso, Jarbas não pode ser identificado com o passado. Cinco nomes podem compor a chapa de Jarbas, além de Maciel, claro. Quais são: Raul Jungmann, André de Paula, Bruno Araújo, Jayme Asfora e André Régis.

Estes candidatos devem partir para o embate com os senadores de Eduardo, já que possuem perfis para tal. E também seriam apresentados como os novos quadros da política pernambucana. A oposição precisa de fatos que chamem a atenção e animem o eleitorado.

6 de Maio de 2010 às 17:49
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O “sim” de Jarbas

 

Na tarde desta quinta-feira acabou o mistério do senador Jarbas Vasconcelos em torno da oficialização da sua candidatura ao governo do Estado. Durante a entrevista coletiva, Jarbas se preparou para bater nos adversários. Prometeu captar aliados do governador Eduardo Campos durante a campanha, criticou Eduardo no sentido de não dá créditos ao governo anterior, disse não ter receio de disputar com a herança de Miguel Arraes, em referência ao governador Eduardo Campos, e justificou que sua candidatura ao governo do Estado foi motivada, principalmente, pelo apelo popular. O candidato também reivindicou a paternidade do estaleiro Atlântico Sul, empreendimento bastante comemorado pelos governistas, e revelou que Serra vem a Pernambuco ainda neste mês para definir suas propostas para o Estado. No plano nacional, utilizou a proposta de reajuste dos aposentados para criticar o governo Lula, além de dizer que Serra é o mais qualificado para dirigir o Brasil. Agora que o cenário eleitoral no Estado já está montado, que venham as pesquisas de opinião.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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