Sérgio Xavier (PV) participa da Confraria da Educação. Confira as fotos.
Sérgio Xavier é homenageado em confraria
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Nesta quinta-feira (02), a Confraria da Educação – Especial Eleições 2010 - recebe o candidato ao governo de Pernambuco pelo Partido Verde (PV), Sérgio Xavier. O candidato falará sobre suas propostas para a Educação do Estado durante o encontro que reuni professores e gestores de educação. O encontro será realizado a partir das 12h, no restaurante Boi Preto.
A disputa em Pernambuco

Por Adriano Oliveira - Cientista político
Discordo da visão determinista que faz parte de diversas análises políticas. Por conta de que a administração de dado competidor ser avaliada positivamente, isto não significa que o seu oponente não tenha chances de vitória. O “lulismo” não deve ser considerado o determinante único da eleição de um candidato.
Analisar e considerar a regularidade do comportamento eleitoral é adequado para construir previsões eleitorais. Contudo, é possível encontrar “acasos”, os quais “quebram/interrompem” a regularidade. A regularidade eleitoral é construída e mantida pelos determinantes do voto. Por isto, nem sempre bons administradores são reeleitos e nem se deve considerar que o “lulismo” pesa fortemente na competição eleitoral.
São favas contadas para muitos as eleições no Brasil e em Pernambuco. Não digo que são favas contadas. Opto por afirmar que as estratégias eleitorais de Serra no enfrentamento a candidatura Dilma são equivocadas. Por isto, ele deve perder a eleição. Em Pernambuco, as estratégias são corretas, mas elas não foram, até o instante, suficientes para impedir o avanço de um governador aprovado majoritariamente pelos pernambucanos. No entanto, até o dia da eleição, acasos podem ocorrer! Embora a minha intuição revele que o possível “acaso” é difícil de acontecer.
Desde o início afirmei que Eduardo Campos era favorito. Mas nunca desprezei o potencial de Jarbas. Porém, após a análise de diversas pesquisas, considero, neste momento, que Eduardo Campos deve ser reeleito. Por quê? Eduardo Campos enfrenta um adversário com forte capital simbólico e conseguiu abrir larga vantagem em relação a ele. Não desprezo o apoio de Lula, mas o crescimento e o possível sucesso eleitoral de Eduardo devem-se exclusivamente a ele.
Eduardo Campos, em silêncio, construiu a sua imagem junto ao eleitorado. Em vez de criar uma marca para o seu governo, ele, sem querer, criou a sua identidade. Pesquisas revelam que Eduardo é reconhecido como trabalhador. Este reconhecimento e mais o apoio de Lula, o qual, repito, não é determinante para o possível sucesso eleitoral de Eduardo, possibilitou o possível insucesso eleitoral da oposição.
Mas não desconsidero o fator “estrutura”. Por diversas vezes frisei: Eduardo Campos tem guia, boa avaliação e estrutura. Jarbas tem guia e capital simbólico. Como é de costume em Pernambuco, diante de governadores bem avaliados, a oposição, rapidamente, sofre processo de deterioração. Ela não desaparece, porque foi esmagada, mas porque muitos mudam de lado. Compreensível, quando consideramos as particularidades do sistema político brasileiro.
A possível vitória de Eduardo é previsível? Sim. Mas eu não esperava que as pesquisas lhe dessem, até o momento, tão ampla vantagem. Afirmar agora que Jarbas não tinha condições de crescer é uma falácia. Jarbas tinha sim condições de crescer! Porém, estas condições foram anuladas pelo governador Eduardo Campos.
A provável vitória de Eduardo lhe fortalece nos âmbitos local e nacional. A disputa com Jarbas, até agora, fortaleceu Eduardo em Pernambuco e no Brasil. O PT local, aos poucos, é engolido pelo PSB. E o PT nacional terá que engolir, em algum momento, os objetivos de Eduardo Campos.
Dilma fala ao Jornal da Globo. Hoje é a vez de Serra.
Pesquisas eleitorais e análises
Hoje (26) o jornal Folha de São Paulo divulgou nova pesquisa de intenção de voto para presidência da República. De acordo com os dados, Dilma aparece com 49% contra os 29% do candidato José Serra, abrindo uma vantagem de 20 pontos em relação ao seu adversário do PSDB, José Serra. Até mesmo no reduto tucano, São Paulo, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos e venceria no primeiro turno.
Realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, a margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Porém, apesar da credibilidade dos dados, o Datafolha começou a ser alvo de crítica por parte de jornalistas e do diretor do “Vox Populi”, o sociólogo Marcos Coimbra. As críticas são fundamentadas pelo fato do instituto, na última pesquisa divulgada, ter apontado a candidata Dilma Rousseff com 17 pontos percentuais de vantagem em relação a José Serra em um espaço de 24 horas, com 2.727 entrevistas em 171 municípios de 24 estados, tabulado os números e divulgado o resultado no mesmo dia.
Confira abaixo a análise de Marcos Coimbra divulgada na edição de ontem do jornal Correio Braziliense:
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Pesquisas Polêmicas (Ou o vexame do Datafolha)
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De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las. Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos.
Isso acontece em todas as áreas em que são usadas. Nos estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre?
Eleitor aposta na continuidade

A Istoé publicou matéria nesta semana sobre as pesquisas que mostram o perfil do eleitorado brasileiro em manter a escolha da continuidade política. Atualmente, no Brasil, 15 candidatos da situação lideram as pesquisas de opinião, incluindo o atual governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), que aparece nas pesquisas na casa dos 60% das intenções de voto. Entre os motivos que levam os eleitores a tomarem a decisão de deixar a estrutura como está, é possível citar o aumento do consumo, o emprego em alta e a sensação de bem estar da população. Esse fenômeno se aplica tanto na eleição presidencial, como na disputa em nível estadual. Para os candidatos da situação, o apoio do presidente Lula é mais um elemento satisfatório para o sucesso nas urnas. Nas eleições pernambucanas, só um fato novo pode mexer no atual cenário eleitoral entre Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos. É esperar para ver.









