Instituto Maurício de Nassau

3 de Agosto de 2010 às 09:36
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

Previsões e cenários em Pernambuco

Por Adriano Oliveira

O papel do analista político é prever cenários. Através da observação do comportamento dos atores e da análise de pesquisas eleitorais, cenários políticos podem ser construídos. Na construção destes é adequado considerar as futuras ações e posicionamentos dos atores, como também o comportamento do eleitor. É comum na realidade política brasileira, a abordagem do contexto político desconsiderando a formulação de cenários. Os analistas não praticam o ato de prevê.

O interessante é que os atores políticos também não constroem previsões eleitorais. São raros os atores que utilizam de informações diversas e de analistas qualificados para construir previsões e estratégias eleitorais. Em razão disto, observo no comportamento dos sujeitos políticos otimismo em demasia, pessimismo e estratégias inadequadas.

Em minhas análises sobre o contexto político pernambucano não perdi de vista o comportamento dos atores do PSDB. A minha assertiva inicial, feita no ano passado, era de que Sérgio Guerra não seria candidato a reeleição. Guerra, certamente, com a ajuda de bons analistas, avaliou que seria difícil a sua reeleição numa disputa em que ele seria opositor a um governo aprovado pela população. Portanto, não me surpreende a crise, tão badalada pela imprensa, entre PMDB e PSDB.

O candidato Jarbas Vasconcelos relutou, com razão, em ser candidato. Ele tinha motivos para ser candidato e por isto disputa a eleição contra Eduardo Campos. Se Jarbas não fosse candidato agora, o seu capital eleitoral sofreria forte enfraquecimento. Esta é uma das razões dele ser candidato. Jarbas sabia e sabe, desde o início, que as suas chances de vitória dependem de três fatores/estratégias fundamentais: 1) Desconstrução da imagem da administração do governador Eduardo Campos; 2) Estadualização da disputa; 3) Comunicação eficiente através do guia eleitoral.

As recentes pesquisas divulgadas sobre a eleição de Pernambuco mostram o óbvio para a eleição de governador: o candidato Eduardo Campos, em razão da aprovação da sua administração, tem ampla vantagem sobre o candidato Jarbas Vasconcelos. Este, por sua vez, em razão de não ter feito oposição e nem contou com atores dispostos para tal, perdeu capital eleitoral.

Saliento que Eduardo Campos tem méritos administrativos perceptíveis junto à população. Além disto, construiu junto à parte do eleitorado a imagem de um governador trabalhador – pesquisas qualitativas indicam isto.

Neste instante, a eleição, como sempre frisei, tem um favorito: Eduardo Campos. As circunstâncias políticas favorecem a reeleição do governador. Jarbas, por sua vez, ainda, ainda adentrará na disputa, já que não teve, até o instante, condições para tal. As chances de Jarbas, como já dito, se concentram no guia eleitoral.

Friso, ainda, e isto já coloquei por diversas vezes, que se a oposição desejasse criar condições favoráveis ao sucesso eleitoral de Jarbas, um terceiro candidato, parcialmente competitivo, teria sido lançado. Com isto, as chances de ocorrer um segundo turno aumentariam. Hoje, Jarbas depende do desempenho dos competidores Sérgio Xavier e Edilson Silva.

A partir do início de setembro, as pesquisas mostrarão se novos cenários surgirão. Por enquanto, continuo a diagnosticar o óbvio: Eduardo Campos é favorito a vencer a disputa eleitoral. Faço isto, porque não observo, no momento, nenhum fato novo que vem a enfraquecer a força eleitoral de Eduardo Campos.  Contudo, a disputa eleitoral ocorre numa trajetória, onde nesta, acasos, não tão previsíveis, ocorrem.

30 de Julho de 2010 às 19:26
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 3 Comentários - Comente!

Nova pesquisa Ibope

A Rede Globo divulgou agora a pouco pesquisa Ibope de intenção de voto para os cargos de governador do Estado e senador. De acordo com pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de julho pelo, Eduardo Campos (PSB) tem 60% das intenções de voto nas eleições 2010 para continuar como governador do Estado de Pernambuco. Jarbas Vasconcelos (PMDB) aparece em seguida, com 24%. Anselmo Campelo (PRTB) e Edílson Silva (PSOL) aparecem com 1%.  5% dos entrevistados informaram que vão votar em branco ou anular seu voto e 8% disseram estar indecisos. Os candidatos Jair Pedro (PSTU), Roberto Numeriano (PCB) e Sérgio Xavier (PV) não atingiram 1% de citações.

O Ibope também ouviu os eleitores sobre as intenções de voto para o senado.  O candidato Humberto Costa (PT) está na liderança com 44% de intenções de voto. Marco Maciel (DEM) aparece com 43%. Armando Monteiro (PTB) tem 27% e Raul Jungmann (PPS), 12%. Hélio Cabral (PSTU), Renê Patriota (PV) e Simone Fontana (PSTU), têm 2%. Jerônimo Ribeiro (PSOL) aparece com 1%. Brancos e nulos representam 14% e indecisos, 32%. Os candidatos Délio Mendes (PCB), e Lairson Lucena (PRTB), não atingiram 1% de citações.

O Ibope ouviu 1.806 eleitores no Estado. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. Esta foi a primeira rodada de pesquisa sobre intenções de voto para governador de Pernambuco nas eleições de outubro. Ela foi encomendada pela Rede Globo ao Ibope. A pesquisa foi registrada no tribunal regional eleitoral com o número 34524/2010.

30 de Julho de 2010 às 17:10
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010, Notícias | Sem comentários - Comente!

27 de Julho de 2010 às 11:48
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010, Pesquisa | 1 Comentário - Comente!

João da Costa aparece em penúltimo lugar e Eduardo Campos em 1° em pesquisa do Datafolha

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (27) mostrou como a população avalia os prefeitos e governadres de sete capitais brasileiras (Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitibae o Distrito Federal). Os levantamentos foram encomendados pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. João da Costa (PT) ficou em sexta posição com desempenho aprovado por 30% dos eleitores da cidade. A avaliação regular é de 37%, e outros 31% classificam a gestão como ruim ou péssima. A nota média do governo é 5,3. A taxa de aprovação do prefeito se manteve estável em relação a levantamentos anteriores, de março e dezembro de 2009. A margem de erro máxima da pesquisa, que ouviu 415 eleitores, é de cinco pontos percentuais. Quanto ao cargo de governador, Eduardo Campos (PSB) aparece como o governador mais bem avaliado entre os oito que tiveram sua atuação medida pelo Datafolha na semana passada. Campos recebeu dos pernambucanos nota média de 7,7. Ele também tem a maior taxa de aprovação: 62% consideram seu governo ótimo ou bom, e 7% o classificam como ruim ou péssimo.

27 de Julho de 2010 às 09:45
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010, Pesquisa | Sem comentários - Comente!

Eduardo e Dilma abençoados por Lula

 

A última pesquisa Datafolha de intenção de voto para o governo de Pernambuco mostra que o atual governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), é preferido entre o eleitorado feminino, com 61% das intenções nesse segmento. Entre os jovens de 25 a 34 anos, 60% afirmaram votar no candidato, mesmo índice entre os mais velhos. Quanto à escolaridade, a preferência pelo candidato do PSB aumenta quanto maior o nível educacional: entre aqueles com ensino fundamental, 54% afirmaram votar no candidato, entre aqueles com nível médio, o índice sobe para 63% e entre os mais escolarizados chega a 69% das preferências.

 

Quanto aos dados de intenção de voto, 59% dos eleitores votariam no candidato à reeleição Eduardo Campos, e 29% votariam no seu opositor, o candidato Jarbas Vasconcelos (PMDB). Jarbas obtêm seus melhores índices entre o eleitorado de 35 a 44 anos e entre aqueles de 45 a 59 anos, 33% e 28%, respectivamente. Quanto à escolaridade, a preferência por Jarbas diminui conforme aumenta a escolaridade: ensino fundamental (30%), e ensino superior (25%). Essa correlação não se verifica quanto à renda familiar média: entre aqueles que alegam ganhar até dois salários mínimos, 30% afirmaram preferir Jarbas, entre aqueles que ganham de cinco a dez salários mínimos, 24% e entre aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos, 36% afirmaram escolher o peemedebista.

 

Quanto ao índice de rejeição, Jarbas Vasconcelos é rejeitado por 34% dos entrevistados. Edilson Silva, do PSOL, é rejeitado por 30%, seguido de Sérgio Xavier, do PV, com 29%, Jair Pedro, do PSTU, com 27%, Roberto Numeriano, do PCB, e Anselmo Campelo, do PRTB, ambos com 26% e, por último, o Governador Eduardo Campos, com 15% de rejeição.

 

No interior, Eduardo Campos amplia a vantagem sobre Jarbas: ali, 60% dos eleitores votariam no candidato do PSB e 26% no candidato do PMDB. Entre os eleitores da região metropolitana, 57% afirmaram votar em Campos e 31% em Jarbas. Já na capital os índices são 54% e 34%, respectivamente. Porém, vale salientar que cada município tem sua realidade. A maioria no interior vai dar mais condições para eleger o governador, entretanto é claramente possível alguém perder no “interior” e se eleger governador, desde que tenha expressiva maioria na Região Metropolitana, região fundamental da disputa, pois concentra 43,1% do eleitorado e é onde se localiza a massa formadora de opinião do Estado.

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15 de Julho de 2010 às 11:03
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 3 Comentários - Comente!

Recife x Arcoverde: dois mundos eleitorais?

 

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Por Aldo Ramos Filho - Auditor fiscal do tesouro Estadual - aldo.ramosfilho@gmail.com

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Duas pesquisas recentes, realizadas em Arcoverde, pelo Instituto de Pesquisas Científicas de Pernambuco (IPEC) e no Recife, pela Exatta, em datas próximas (27-29 de junho e 29 de maio e 10 de junho, respectivamente), revelam duas situações bastante díspares, ensejando uma reflexão sobre a realidade política do Estado.

Em Arcoverde, na disputa pelo Governo, Eduardo (PSB) tem o dobro das intenções de votos diante de Jarbas (PMDB dissidente): 58% contra 26%. Na capital, a distância entre os dois é bastante menor: Eduardo 48% e Jarbas 42%. A atenção que o governo Eduardo tem dedicado ao interior, juntamente com uma percepção de que a situação econômica é boa, além da adesão em massa de prefeitos, explicam a vantagem por ele obtida.

Num cenário de que a tendência verificada em Arcoverde possa ser extrapolada para o interior, a estratégia de Jarbas deverá explorar meios de reforçar sua boa imagem e a memória de seu bem sucedido governo, ao mesmo tempo em que tentará desqualificar a administração de Eduardo, vez que na capital a disputa deverá ser mais acirrada, dada a pequena diferença de intenções de voto entre os dois.

O curioso é que em Arcoverde, em se tratando do Senado, Marco Maciel (DEM) sai na frente com 48%, contra Armando Monteiro (PTB governista) com 35% e Humberto Costa (PT) com 31%, enquanto Jungmann (PPS - oposição) registra apenas 12%. Esta composição “hibrida” de intenção de voto (Eduardo/Maciel), pode ser explicada por dois fatores: a percepção de um bom governo de Eduardo ao lado de uma imagem de seriedade, competência política e “ficha limpa” de Maciel. No caso, não parece que ideologia ou preferência partidária jogue algum papel importante: eleitores votam em pessoas, não em partidos, o que é uma característica de nossa cultura política. Os 31% de Humberto, bem próximo de Armando, seguem a tendência geral de associação dos dois a Eduardo. Quanto a Jungmann, trata-se de um político essencialmente urbano, sem raízes no interior, salvo quanto aos fiéis ao antigo PCB – voto ideológico.

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6 de Julho de 2010 às 09:06
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O voto retrospectivo e as eleições

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Gestores bem avaliados tendem a ser reeleitos ou eleger os seus candidatos. Esta é tese da literatura da Ciência Política. Tese viável e já comprovada empiricamente. Observo, contudo, que é impossível compreender o processo eleitoral, nos quais estão presentes eventos, através de leis deterministas. Isto significa que boas administrações tendem a eleger candidatos. Neste caso, nem sempre gestores bem avaliados são reeleitos ou elegem os seus candidatos.

O presidente Lula, por ter uma administração bem avaliada, tende a eleger Dilma. O governador Eduardo Campos em razão de ter a gestão bem avaliada tende a ser reeleito. Estou, neste caso, diante de premissas, as quais podem ou não ser falseadas. Isto significa que o eleitor pode fazer a opção, por conta de diversas variáveis que interferem no processo eleitoral, por votar num oposicionista ou em um “aparente” oposicionista.

Eleitores têm condições de utilizar de diversos meios para obter informações sobre os competidores de uma eleição. O guia eleitoral é um meio. Este serve para desconstruir administrações ou para provocar emoções no eleitor. Administrações podem ser construídas, desconstruídas ou fortalecidas através do guia eleitoral.

Um gestou mal avaliado utiliza da propaganda eleitoral para mostrar os feitos da sua administração. E com isto, conquistar eleitores. Opositores utilizam das inserções políticas para desconstruir a avaliação positiva de um dado gestor. E o gestor bem avaliado utilizará da propaganda eleitoral para fortalecer a imagem positiva da sua administração.

Os competidores precisam considerar as possibilidades mostradas. Não existe na disputa eleitoral determinismo. Acasos ocorrem. Ou lógicas possíveis. Por exemplo: é possível que nas eleições deste ano ocorra o que denomino de voto retrospectivo despersonalizado. O eleitor, admirador da administração de Lula, reconhece qualidades em Serra, e opta por escolhê-lo para presidente. Constata-se, neste caso, a despersonalização do voto.

O eleitor retira, sem sentir falta, Lula da disputa eleitoral. E vota em José Serra. Então, ele despersonalizou o voto retrospectivo, já que este, segundo a literatura, está fortemente associado ao gestor bem avaliado. Como Serra optou, acertadamente, por não criticar Lula, o classifico como um “aparente” oposicionista. As chances de Serra nesta eleição estão no voto despersonalizado.

E as chances de Jarbas ou de qualquer outro candidato oposicionista a uma gestão bem avaliada? Os opositores estaduais de Lula precisam estadualizar a disputa. Esquecer a competição nacional. Elas devem optar também, considerando as peculiaridades dos candidatos, por utilizar técnicas de comunicação que emocionem o eleitor. A emoção enfraquece a escolha racional do eleitor, por conseqüência, o impacto junto ao eleitor de uma dada administração bem avaliada poderá ser enfraquecido.

5 de Julho de 2010 às 08:38
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Cientistas políticos falam sobre o Projeto Ficha Limpa

29 de Junho de 2010 às 13:23
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Eleições, agenda e a corrupção natural

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Estamos às vésperas de mais uma eleição. Elas demonstram que a democracia representativa no país está consolidada. Instituições judiciárias funcionando, aparentemente, a contento. Pluralidade de órgãos midiáticos divulgando notícias sobre diversos candidatos, independente da cor partidária. Eleitores que se mobilizam e possibilitam a aprovação do Projeto Ficha Limpa. Espaços virtuais preenchidos com frases e textos, os quais expressam pluralidade ideológica. Enfim, vivemos numa democracia representativa.

Os candidatos à presidente da República, neste instante, falam a mesma coisa.  Nos espaços para debates, encontro semelhantes ideias e propostas. O que vejo de diferente, e isto é o mínimo, já que é necessário, são as críticas que cada um faz ao outro. Mas sinto falta do debate. Do questionamento. De novas ideias.

Os candidatos Serra e Marina, ambos da oposição, não questionam a política econômica. Isto não significa que ele tem que questionar. Mas talvez exista algo para ser questionado, como por exemplo, o fim dos privilégios no setor público. Este tema está relacionado com a politica econômica. Especificamente com a capacidade de investimento do estado.

A temática segurança pública, de tão debatida, não aprece mais como item principal da agenda dos candidatos. Serra arriscou. Mas não deu continuidade a discussão. Dilma respondeu a Serra. Mas mostrou que não tem algo de novo a propor. Marina silenciou. Até na imprensa, o tema não contagiou. Talvez estejamos enjoados em debater segurança pública.

Sinto falta do tema corrupção na agenda dos candidatos à presidência da República. Certamente, assim como o debate sobre segurança pública, este tema provoca enjôos na imprensa, nos políticos e na sociedade. A causa do enjôo é o debate interminável sobre corrupção, atrelado a denúncias concomitantes de atos de corrupção. Estes atos, inclusive, não são advindos exclusivamente do espaço parlamentar. Mas de todos os espaços institucionais e também da sociedade.

Os eleitores têm prioridades, assim como os candidatos. Constato que o problema da corrupção não é prioridade. A busca do bem-estar é a prioridade de todos. Bem-estar econômico, apenas. Não o bem-estar socioeconômico. Caso a busca fosse para este último, a agenda da corrupção estaria na ordem do dia. Seria prioridade dos presidenciáveis e também dos eleitores.

Eleitores e competidores, além dos atores institucionais, sobrevivem numa realidade permeada por práticas corruptas. É natural para nós tomar conhecimento de um ato corrupto. Por ser natural, é compreensível! Por ser compreensível, o enfrentamento às práticas corruptas não deve ser prioridade de ninguém. Assim como as eleições, a corrupção parece ser natural no Brasil.

27 de Junho de 2010 às 14:33
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Serra e Jarbas: quem pode mais?

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Quem tem mais chances de vencer as eleições, Serra ou Jarbas? Ambos disputarão eleições distintas. Mas são aliados. E segundo dizem, Jarbas só é candidato ao governo por conta de Serra. Isto é possível. Mas outras razões, certamente, influenciaram a escolha de Jarbas em disputar a eleição contra Eduardo Campos – um governante bem avaliado e com fortes chances de ser reeleito.

No início deste ano, em conversa com um aspirante ao Parlamento estadual, frisei que Jarbas tinha mais chances do que Serra para vencer as eleições de outubro. Ele estranhou! Mas, com paciência, expliquei as minhas razões. Frisei ao candidato, que Jarbas tem história política, credibilidade e fama de bom administrador. Esta fama, quando bem explorada pela comunicação política, pode contagiar e emocionar o eleitor. Disse ainda que um candidato que parte com 30% de intenção de votos, é um pretendente competitivo.

Salientei ao candidato, que as circunstâncias políticas e econômicas não favorecem o sucesso eleitoral de Serra. Frisei que o apoio de Lula, caso ele apóie Dilma com disposição, faria a diferença. E que a chance de Serra estaria no guia eleitoral e nos debates. Neste caso, em ambos os espaços, Serra deveria procurar desqualificar Dilma e dizer que o Brasil com ele “pode mais”. Os estrategistas de Serra sabem disto, a prova é que construíram estratégias adequadas, porém, até o instante, ineficientes.

Após a última pesquisa do IBOPE, a minha desconfiança quanto ao sucesso da candidatura Serra aumentou. Do mesmo modo, as minhas predições quanto ao desempenho de Serra nesta eleição, se confirmam! Isto é: sempre frisei que Dilma é favorita para vencer o pleito eleitoral. No entanto, friso, novamente, que o guia eleitoral e os debates podem fazer a diferença pró Serra. Para tal, é necessário que o eleitor entenda que com Serra o “Brasil pode mais”.

Em relação a Pernambuco, nenhum fato novo me incentivou a mudar de opinião. Considero o governador Eduardo Campos favorito a vencer a eleição em razão de duas variáveis fundamentais: 1) Administração bem avaliada; 2) Apoio do presidente Lula. Considero também que Eduardo tem empatia e leveza política – qualidades necessárias para a conquista do eleitor.

Ressalto, entretanto, que Jarbas ao estadualizar a disputa, poderá anular o efeito Lula. E as comparações entre governos e biografias podem torna a disputa acirrada – vejam: isto é uma hipótese! Portanto, entre Serra e Jarbas, creio que o senador tem mais chances de obter sucesso nesta disputa eleitoral.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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