Instituto Maurício de Nassau

18 de Outubro de 2010 às 09:04
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Nesta eleição, o imprevisível ocorrerá?

 

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

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As recentes pesquisas mostram que Dilma e Serra têm chances de vencer a disputa presidencial. Isto é óbvio, pois só eles disputam a presidência, e ambos estão quase empatados. Entretanto, esta obviedade não foi sugerida por diversos analistas políticos. Para tais, Dilma seria eleita no primeiro turno. A pressa e a paixão, geralmente, orientam as análises políticas.

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Por acreditar em Cisnes Negros, opto, quase sempre, por ser precavido em minhas análises eleitorais. Não procuro adivinhar. Ao contrário. Construo hipóteses, as quais poderão ser falseadas ou não. Em nenhum instante, desprezei as chances de Serra. Apesar de ter afirmado, que Dilma era favorita a vencer a eleição. Mas ser favorito, não significa ser vitorioso. Sempre, em meus artigos, frisei que Cisnes Negros poderiam aparecer, e por conta deles, Serra poderia ir ao segundo turno. E foi!

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Neste instante, não vejo favoritos nesta disputa presidencial. Não tenho indicadores para afirmar que Dilma ou Serra vencerá a disputa. Não tenho indicadores para sugerir a existência de uma “Onda Serra” ou uma “Onda contra Dilma”. O que constato é o que as pesquisas revelam: Serra e Dilma têm chances de vitória.

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As chances de Dilma estão, ainda, nos braços de Lula. As chances de Serra também. Pois, Serra pode tentar desqualificar Dilma, mostrando que ela “não tem condições de caminhar sozinha à frente do governo” (Não acho isto!). Portanto, Dilma, neste instante, tem um dilema: qual é a medida adequada na utilização da imagem de Lula?

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Serra, por sua vez, será obrigado a responder, constantemente, quanto à sua “ligação” com FHC. Lula e Dilma irão continuar explorando o governo FHC. Mas Serra tem uma saída, aliás, uma única saída: mostrar que o governo Lula representa a continuidade das transformações que estão ocorrendo no Brasil desde o governo de FHC.

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Os temas aborto, fé e corrupção continuarão a ser discutidos. E Serra e Dilma, qualquer um, poderão se beneficiar do debate em torno destes temas.

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Observem que opto por analisar estratégias eleitorais. Faço isto em razão de que números não dizem tudo – as tabelas do SPSS revelam pouca coisa. As estratégias adotadas pelos candidatos podem revelar tendências e possibilitam a construção de cenários. Deste modo, vejo, e friso isto mais uma vez, que a disputa entre Serra e Dilma está aberta.

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No entanto, saliento que Serra tem chances reais de vitória, pois a candidatura Dilma apresenta fragilidades quando considero a animação/emoção e a geografia do voto. Ninguém, ninguém mesmo, esperava que a diferença entre Dilma e Serra fosse tão próxima – Isto desmobiliza eleitores de Dilma e mobiliza os eleitores de Serra? Além disto, Aécio Neves e Geraldo Alckmin podem fazer a diferença nos seus respectivos estados, Minas Gerais e São Paulo. Caso Serra conquiste mais votos nestes estados, a vitória estará em suas mãos.

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Um ponto importante: para Serra vencer, ele precisa conquistar um “pouquinho” de eleitores de Dilma.

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Friso, por fim, que: 1) Dilma tem Lula - vantagem; 2) Os indecisos podem migrar tanto para Dilma como para Serra – indefinição eleitoral; 3) A abstenção pode ajudar ambos os competidores – indefinição eleitoral; 4) Cisnes Negros poderão surgir e “derrubar” Serra ou Dilma – imprevisibilidade. Portanto, neste segundo turno, os cenários possíveis são (ainda) dois: Serra eleito ou Dilma eleita. E isto é previsível!

4 de Outubro de 2010 às 17:13
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 2 Comentários - Comente!

O que esperar do segundo turno?

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Por Roberto Santos – Cientista político e supervisor de pesquisas do Instituto Maurício de Nassau – roberto.santos@rec.mauriciodenassau.edu.br

 

As pesquisas apontavam uma incerteza quanto a definição das eleições presidenciais em primeiro turno. E, de fato, ela não se confirmou. O bombardeio da mídia em cima das denúncias na Casa Civil, enfim arranharam a candidatura de Dilma. Mas a forma que isso reverberou junto ao eleitorado é o mais interessante. Serra permaneceu inerte na sua baixa oscilação nas pesquisas que antecederam o pleito, e isso se confirmou no percentual de seu resultado. Não é nenhum absurdo imagina que esse seja o teto (ou muito próximo dele) de José Serra. Um candidato com um recall muito alto, mas que não significa sucesso eleitoral. A combinação alto recall com alto índice de rejeição é desastrosa. Dilma teve sua queda, ao passo que Marina Silva crescia. Está claro que os ataques da campanha de Serra fizeram Dilma perder votos, mas não para ele, e sim para Marina. Uma terceira via sempre se fortalece quando o debate fica mais acirrado entre os postulantes majoritários.
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Agora para o terceiro turno, a meu ver, pouco importa o apoio explícito de Marina. Até porque, duvido muito que ela vá se aliar de maneira declarada a algum candidato. Em segundo lugar, porque uma candidata verde (com o perdão do trocadilho) não tem poder de manobra sobre seus eleitores, ela não tem poder de transferir quase 20 milhões de votos. Essa idéia é surreal. Nem Lula conseguiu fazer isso com Dilma. Caso o atual presidente fosse o candidato, certamente seria eleito em primeiro turno, o que não ocorreu com Dilma. O apoio de Marina não significa entregar um pacote com 20% dos votos do país a um dos candidatos.

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Na realidade, Dilma precisa crescer sua votação em pouco mais de 3% ou contar que 6% dos eleitores de Marina votem em branco. Fato plausível, já que muitos optaram pela terceira via pela descrença nos dois líderes das pesquisas. Além do que a base governista se saiu vencedora nas eleições para o parlamento. Esse apoio virá de forma exclusiva e revigorada. Sendo bem franco, as chances de uma derrota petista passam por um evento de proporções históricas. É preciso um fato novo tão forte que faça ela perder os votos do primeiro turno, Serra absorver essa demandada, os votos de Marina sejam deslocados para Serra, e de troco ainda, o tucano reduzir (pelo menos) pela metade o seu elevado índice de rejeição.

4 de Outubro de 2010 às 15:10
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

Um argumento a favor da lista aberta

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Por Roberto Santos – Cientista político e supervisor de pesquisa do Instituto Maurício de Nassau – roberto.santos@rec.mauriciodenassau.edu.br

 

Já se tornaram comuns as críticas ao sistema de eleição proporcional, sobretudo nas eleições para deputado estadual e federal. E mais ainda quando ocorre fenômeno do candidato “puxador”. Foi o que aconteceu com Enéias e agora com o palhaço Tiririca, ambos no estado de São Paulo. Pelo fato do candidato ter uma votação expressiva, os votos que excedem o coeficiente eleitoral são distribuídos para os candidatos da coligação, de forma a fazer o máximo de candidatos terem o mínimo de coeficiente eleitoral.

 

Um absurdo à representação seria transformar a eleição para a câmara em majoritária, ou seja, entrando os candidatos por ordem de votação, até que se complete o número de cadeira. Os votos dados aos parlamentares mais bem votados seriam perdidos, ao passo que na ponta inferior, vários candidatos de partidos nanicos seriam eleitos com votação inexpressiva. Então, a alternativa mais citada ao sistema atual é a votação proporcional em lista fechada. Que nada mais é do que os partidos indicarem uma lista ordenada de candidatos. Onde o eleitor vota no partido, e, a depender do quantitativo de votos do partido, os candidatos (seguindo a ordem da lista) são eleitos.

 

O argumento é que nesse sistema o eleitor tem o partido como foco, e pode observar a lista de candidatos que ele vai ajudar a eleger. Mas esse sistema impõe ao eleitor um punhado de candidatos que ele pode não se identificar. Como fazer o eleitor ter essa consciência de partido? Abandonar o voto personalista, e fazê-lo identificar-se com o programa do partido? Se os defensores da lista fechada acham que isso é possível, por que não tentar tal feito com a lista aberta? O eleitor, ao votar, sabe que os dois primeiros números de seu candidato referem-se ao partido e que os outros dois (deputado federal) ou três (deputado estadual) dizem respeito ao candidato em si. A coligação em que o partido está é amplamente divulgada. Todo eleitor sabe quais candidatos majoritários são apoiados pelo seu deputado, e vice-versa. A única diferença substancial entre a lista aberta e a fechada é a ordem de entrada dos deputados. No atual modelo, essa lista é realizada com base no desempenho eleitoral de cada candidato. E não vejo nada mais democrático, no sentido eleitoral, do que isso. Os votos excedentes vão ajudar os candidatos da mesma coligação que estiverem melhor colocados.

 

Ou seja, o sistema não é falho, nesse sentido. Uma coisa que os defensores das duas formas de eleição proporcional concordam é que o reconhecimento do papel do partido por parte do eleitor é fundamental. Se na visão da lista fechada esse é o caminho chave, na visão de lista aberta também deve ser. Sendo assim, o nosso problema não é de regra eleitoral (nesse caso específico), mas sim de educação política. Temos, a meu ver, o melhor modelo de eleição proporcional, mas com uma deficiência de compreensão. Ou seja, o problema é mais de cultura política do que normativo.

4 de Outubro de 2010 às 09:28
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Constatações parciais e os Cisnes Negros

 

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

 

Após o fim da etapa inicial das eleições, já que teremos segundo turno para presidente, é necessária uma avaliação quanto ao passado e ao futuro. É importante também desmistificar mitos e assertivas infelizes. Portanto, avalio que:

 

1. Eduardo Campos, independente da vitória de Dilma ou Serra, adquire condições de ser uma liderança nacional. E, claro, uma alternativa ao PT. Suponho, se as circunstâncias políticas o ajudarem, que Eduardo Campos mira a eleição presidencial de 2014. A vice-presidência e a presidência são alternativas. Em razão disto, Eduardo avaliará, a partir das pesquisas de opinião, qual posicionamento tomará nesta disputa presidencial. Além disto, o governador buscará manter o PT sobre o seu controle no estado. Inclusive, na eleição de 2012.

 

2. Entretanto, Eduardo fortaleceu Humberto Costa. A vitória de Dilma, a qual não descarto, fortalecerá Humberto no plano local. Mas, independente de Dilma ocupar a presidência da República, Humberto dará as cartas no PT e, em algum instante, poderá ocorrer conflitos com Eduardo e João Paulo. Tenho uma dúvida: Humberto deseja ser candidato a prefeito? Caso ele seja, Eduardo poderá apoiá-lo com o objetivo de anulá-lo em 2014. Mas se Humberto desejar o governo? Neste caso, Eduardo deve ir para o conflito.

 
3. Jarbas Vasconcelos marcou posição nesta campanha. Ele disse ao eleitor: “Eu sou a oposição neste estado e no Brasil”. E Jarbas falou a verdade. A candidatura Jarbas revelou o esfacelamento da oposição em Pernambuco e o sucesso do governo Eduardo Campos na mente dos eleitores. Não desprezem Jarbas. Existe a possibilidade de Serra ser eleito. Caso isto ocorra, Jarbas fortalecerá a sua posição política em Pernambuco e no Brasil. Porém, Eduardo poderá, ainda este mês, se aproximar de Serra. Se isto ocorrer, o que Jarbas irá fazer ou dizer?

 

4. Como não estou em todas as salas de codificação, não sou irresponsável em afirmar que todos os institutos de pesquisas erraram. Opto, então, por considerar que falta capacidade de análise a alguns intérpretes de pesquisas. Nesta eleição, em dado instante, frisei que Dilma tinha condições de vencer a eleição. Porém, Cisnes Negros poderiam aparecer. Semana passada, mostrei que eles apareceram e que o segundo turno poderia ocorrer. E ocorreu! Analistas precisam reconhecer que a análise das pesquisas requer a ausência de determinismo. E, claro, de paixão.

 
5. As pesquisas erraram na eleição do Senado? Em minha opinião não. Não existe metodologia adequada para identificar o segundo voto. Por isto, em nenhum instante, desprezei as chances de Maciel. Além disto, existia considerável percentual de indecisos. A minha dúvida era: em quem os indecisos votarão? Os indecisos votaram em Armando e Humberto. Em razão da “força estrutural”, Armando foi mais votado do que Humberto. Reconheço, ainda, o papel preponderante de Eduardo Campos no sucesso eleitoral de ambos.

 

6. A ida de Serra para o segundo turno, a reduzida votação de Marco Maciel e a eleição de Aloysio Nunes em São Paulo mostram que o determinismo não deve existir na análise política e que Cisnes Negros surgem na trajetória eleitoral. Geralmente, os interpretes de pesquisas desprezam os Cisnes Negros e as informações qualitativas. E no desejo de acertar pecam. Ou melhor: erram! Por isto, prefiro criar hipóteses diante das evidências advindas do processo eleitoral.

4 de Outubro de 2010 às 09:15
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

Deputados estaduais eleitos

Seq.

Nº Cand.

Nome Candidato

Partido / Coligação

Qtde. Votos

 

1 20620 * PSC - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 137.157 (3,05%)
2 40150 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 120.175 (2,67%)
3 12345 * PDT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 99.953 (2,22%)
4 14614 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 81.280 (1,81%)
5 22123 * PR - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 79.736 (1,77%)
6 40140 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 70.305 (1,56%)
7 45000 * PSDB 65.792 (1,46%)
8 14444 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 61.905 (1,38%)
9 40000 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 56.267 (1,25%)
10 12000 * PDT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 55.963 (1,24%)
11 22222 * PR - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 53.012 (1,18%)
12 13500 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 52.955 (1,18%)
13 40640 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 52.845 (1,17%)
14 40123 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 52.616 (1,17%)
15 22022 * PR - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 52.615 (1,17%)
16 40111 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 52.246 (1,16%)
17 45645 * PSDB 52.087 (1,16%)
18 40789 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 49.610 (1,10%)
19 45555 * PSDB 49.338 (1,10%)
20 40777 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 48.385 (1,08%)
21 43123 * PV 47.533 (1,06%)
22 13111 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 45.501 (1,01%)
23 40999 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 43.870 (0,98%)
24 40633 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 43.104 (0,96%)
25 31111 * PHS 42.751 (0,95%)
26 40333 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 42.503 (0,94%)
27 13123 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 42.347 (0,94%)
28 14014 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 41.810 (0,93%)
29 40240 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 40.962 (0,91%)
30 65100 * PC do B - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 40.331 (0,90%)
31 13613 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 39.445 (0,88%)
32 25232 * DEM 38.323 (0,85%)
33 12045 * PDT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 38.110 (0,85%)
34 36111 * PTC - PSL / PSDC / PTC / PT do B 37.230 (0,83%)
35 14900 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 36.617 (0,81%)
36 40100 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 36.246 (0,81%)
37 14567 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 36.090 (0,80%)
38 14115 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 35.861 (0,80%)
39 13151 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 35.315 (0,79%)
40 14654 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 34.787 (0,77%)
41 25181 * DEM 34.171 (0,76%)
42 45678 * PSDB 33.083 (0,74%)
43 31000 * PHS 33.032 (0,73%)
44 45145 * PSDB 31.349 (0,70%)
45 36777 * PTC - PSL / PSDC / PTC / PT do B 27.328 (0,61%)
46 15111 * PMDB - PMDB / PPS / PMN 27.088 (0,60%)
47 44111 * PRP 24.795 (0,55%)
48 36999 * PTC - PSL / PSDC / PTC / PT do B 21.189 (0,47%)
49 33112 * PMN - PMDB / PPS / PMN 20.182 (0,45%)
4 de Outubro de 2010 às 09:13
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | 1 Comentário - Comente!

Deputados federais eleitos

Seq.

 

Nº Cand.

Nome Candidato

Partido / Coligação

Qtde. Votos

 

1 4040 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 387.581 (8,80%)
2 1111 * PP - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 330.520 (7,50%)
3 1333 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 264.250 (6,00%)
4 2233 * PR - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 198.407 (4,50%)
5 4050 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 185.870 (4,22%)
6 4510 * PSDB - PMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 167.117 (3,79%)
7 4001 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 166.493 (3,78%)
8 2525 * DEM - PMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 142.699 (3,24%)
9 1310 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 126.812 (2,88%)
10 4511 * PSDB - PMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 121.383 (2,76%)
11 4010 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 120.871 (2,74%)
12 4000 * PSB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 118.999 (2,70%)
13 1234 * PDT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 113.885 (2,59%)
14 6513 * PC do B - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 105.253 (2,39%)
15 1599 * PMDB - PMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 90.106 (2,05%)
16 1314 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 80.657 (1,83%)
17 1410 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 78.984 (1,79%)
18 2020 * PSC - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 72.363 (1,64%)
19 2555 * DEM - PMDB / PPS / DEM / PMN / PSDB 70.096 (1,59%)
20 1444 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 66.671 (1,51%)
21 1411 * PTB - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 60.643 (1,38%)
22 1313 * PT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 58.121 (1,32%)
23 1122 * PP - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 55.450 (1,26%)
24 2266 * PR - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 48.435 (1,10%)
25 1212 * PDT - PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSC / PR / PSB / PC do B 41.728 (0,95%)
28 de Setembro de 2010 às 11:12
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

O segundo turno e os Cisnes Negros

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

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A pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra que é possível o segundo turno na eleição presidencial. De acordo com o referido instituto, Dilma perdeu 5% dos votos no eleitorado que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Saliento que cerca de 33% do eleitorado brasileiro se concentra neste segmento de renda. A candidata petista perdeu votos entre as mulheres e em um eventual segundo turno, o seu percentual de votos oscilou negativamente. As pesquisas das últimas semanas revelam que Dilma cai, embora lentamente, na preferência do eleitorado brasileiro. Isto pode representar uma tendência de queda. 

 

Em razão dos fatores apresentados acima, cresce a probabilidade de segundo turno entre Serra e Dilma. Não descarto, contudo, mas com pouco otimismo, a ida de Marina ao segundo turno. Não vejo impossibilidade. A variação positiva de Marina nas pesquisas mostra que os seus eleitores podem sonhar. Além disto, Marina, corriqueiramente, apresenta bom desempenho nos debates. 

 

As chances de Serra e Marina estão no debate da Globo. Caso ambos tenham bom desempenho, o segundo turno deve ocorrer. Se Dilma faltar ao debate, também. Entretanto, Serra não pode errar neste debate. Ele não deve ter medo de comparar a sua biografia com a de Dilma. Marina também não pode errar. Ela precisa continuar com a sua firmeza e transparência nas respostas. 

 

E Dilma? A petista terá a oportunidade de mostrar que tem preparo. Que foi o braço direito de Lula. E o principal: mostrar que ela será firme no enfrentamento a corrupção em seu governo. A temática corrupção interfere na escolha de parte do eleitorado. Por isto, Dilma tem a chance de liquidar Serra e Marina caso saiba revelar para o eleitor que está atenta as últimas denúncias, que não tem relação com elas e que enfrentará a corrupção.

 

Em 25 de agosto de 2010, afirmei:

 

“É fácil predizer o vencedor nesta disputa presidencial: Dilma deverá ser eleita. Não tenho motivos para não acreditar na vitória da petista. O presidente Lula alavancou a candidatura Dilma. E Serra não escolheu as estratégias adequadas para derrotar a candidata do PT. Hoje, José Serra tende a perder a eleição. Dois determinantes do voto embasam esta minha assertiva – a qual já foi feita várias vezes: administração do presidente Lula bem avaliada e bem estar econômico do eleitor. Observem que as duas variáveis que proporcionam as chances de vitória de Dilma são interdependentes.

Quais as chances de Serra? É necessário que um Cisne Negro apareça. Serra não precisaria depender fortemente do Cisne, mas ele optou em trazer Lula para o seu guia e esqueceu de ser Serra. Caso deseje reverter a sua situação eleitoral, o candidato do PSDB precisa ser mais agressivo com Dilma. Precisa ser chamado de Serra. Ele deve questionar as falhas do governo do PT. Mesmo que Serra decida agir desta forma, ele continuará a depender do Cisne Negro.

De quais Cisnes Negros Serra depende? Fraco desempenho de Dilma em um debate. Alguma denúncia contra Dilma. Além dos Cisnes, a estratégia de Serra precisa mudar.”

 

Lembram dos Cisnes Negros? Pois é, eles apareceram – os casos Sigilo Fiscal e Erenice.  Neste momento, o segundo turno é plausível para a oposição. A não ser que um Cisne Negro do PT ou um fraco desempenho de Serra ou Marina no último debate venham a fortalecer a candidatura Dilma.

 

São os Cisnes que me fazem a não ser precipitado nas previsões eleitorais.

27 de Setembro de 2010 às 14:26
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

A onda vermelha

 

A onda vermelha pautou os veículos de comunicação. Nesta semana, a Istoé deu matéria de capa sobre a onda vermelha pelo País. Pesquisa divulgada pela revista mostra que os candidatos da base governista lideram em todas as disputas. A pesquisa também traça o perfil do eleitorado brasileiro. Segundo os dados, para o pleito deste ano, 135.804.433 eleitores estão aptos a votar. Desses, 5,89% são analfabetos.

 

Quanto aos candidatos aos cargos majoritários em todo o País, cinco são pró-serra (RR, RN, MG, SP e MS); 17 são candidatos pró-dilma (AM, AC, RO, MT, AP, MA, PI, CE, BA, PB, PE, AL, SE, ES, RJ, RS, DF) e em cinco estados os candidatos ainda estão indefinidos (PA, TO, GO, PR, SC).

 

A revista também faz uma linha histórica da disputa para os cargos de senador e deputado. Em 2003, tínhamos um quadro de 31 senadores pró-Dilma contra 50 pró-Serra. Em 2007, a conta era de 49 governistas contra 32 oposicionistas e a previsão para 2011 é de 58 lulistas contra 23 oposicionistas. Já para as vagas na Câmara, em 2003 o cenário estava mais equilibrado: 254 contra 259. Em 2007, os lulistas somavam 353 cadeiras contra 160 pró-serra. A previsão para 2011 é somar 401 cadeiras contra 112.

 

Com a maioria governista em campo, assuntos importantes poderão ser discutidos e aprovados como as tão sonhadas reformas tributária e política. Porém, existe o outro lado da situação, onde no jogo político há riscos de racha. A esperança é que a onda vermelha possa trazer bons resultados para o País. Tudo em nome da governabilidade.

22 de Setembro de 2010 às 18:05
Autor Isabel França - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

Brizola x Globo: relembrar é viver

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Um dos líderes de maior expressão da esquerda no Brasil, Leonel Brizola colecionou polêmicas e desafetos durante sua caminhada política de cunho nacionalista. Lutou pela democracia e contra o Regime Militar vigente no País, organizando grupos de resistência ao Regime e gerando desentendimentos com os grandes monopólios da comunicação, em especial com a TV Globo. Entre os motivos dos embates travados está a pressão de Roberto Marinho contra Brizola quando este postulava o cargo de Ministro da Fazenda de João Goulart; a articulação de Roberto Marinho no caso Proconsult, em 1982, que tinha como objetivo impedir a vitória de Brizola na eleição para governador daquele ano, favorecendo Moreira Franco. O plano de fraude eleitoral foi denunciado pelo Jornal do Brasil e abortado após Brizola denunciá-lo pessoalmente na imprensa, entre outras. Porém, o episódio que marcou a história da imprensa brasileira aconteceu em 1992, quando Roberto Marinho, em um editorial no jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Brizola de “senil”. A atitude valeu direito de resposta a Brizola no Jornal Nacional, que foi lido por Cid Moreira, dois anos depois, em 1994. Em um dos trechos da carta, Brizola rebate o adjetivo afirmando: “tenho 60 anos, 16 a menos que o meu difamador, Roberto Marinho, que tem 86 anos, se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si”. Confiram o vídeo e tirem as próprias conclusões.

21 de Setembro de 2010 às 17:24
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

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