Instituto Maurício de Nassau

Veículo: Jornal do Commercio / Economia
Data: 26.08.2010
Título: O preço da pirataria

 

A manchete do JC de domingo chamava para a matéria de Cidades sobre pirataria. O texto de João Valadares trazia dados de pesquisa do Instituto Maurício de Nassau cujos dados mostravam que sete em cada dez recifenses consomem produtos falsificados. Que leitura fazer disso? Abstraio a questão penal para me permitir algumas considerações.

 

Foram criados instrumentos de salvaguarda dos interesses de grupos econômicos, absolutamente inócuos para deter essa espécie de revolução branca. As pessoas querem consumir cultura, querem tecnologia, moda. Mas não querem pagar o que se cobra por isso. Talvez seja o momento de repensar estratégias e padrões de precificação, matéria importante no marketing.

 

A escala de valor mudou a partir do momento em que preço virou referência de qualidade e prestígio da marca. O problema é que quando se usa essa lógica para estabelecer uma análise comparativa entre preço de produtos e salários, a relação de valorização é completamente oposta. Cada um defende o que lhe é mais caro.

Veículo: Folha de Pernambuco / Economia
Data: 24.08.2010
Tículo: Preço baixo estimula compra de piratas

 

André Clemente Especial para a Folha

 

Boa parte da população da Região Metropolitana do Recife (RMR) sabe que o comércio de produtos piratas é crime, mas continua comprando. É o que informa a pesquisa feita pelo Instituto Maurício de Nassau sobre perfil do comércio de produtos piratas na RMR. Segundo a apuração, 70,5% da população consome produtos piratas e 93,6% desses sabem que a venda é crime. Dos entrevistados, 73,7% dos consumidores alegam que o preço baixo é o fator primordial.

 

Segundo o coordenador da Pesquisa, Roberto Santos, um dos pontos de destaque da pesquisa é que o cálculo que o Estado faz em cima da possível falta de arrecadação de impostos é errado. “Tudo que é estimado como produto pirateado recebe um cálculo do que renderia de impostos ao Estado. Esse resultado é superestimado, já que, segundo a pesquisa, dos que consomem produtos piratas, apenas 58,5% afirmaram que comprariam nas lojas se não existisse pirataria. O cálculo deveria ser feito sobre esse índice”, garante Roberto.

 

Os jovens são os que mais usufruem desse mercado, quase 90% dos consumidores estão entre 16 e 34 anos. “A classe C, maior perfil socioeconômico da RMR, possui um índice alto em relação ao consumo, 80% da classe consome produtos piratas”, destaca o coordenador.

 

De acordo com o estudo, entre os produtos mais consumidos no mercado ilegal estão o DVD (89%) e CD (84%). Com relação aos pontos de venda, o Centro do Recife é o local de maior comercialização dos produtos, 34,8% dos entrevistados compraram nos pontos mais movimentados da cidade, como, por exemplo, a Avenida Conde da Boa Vista e a Avenida Dantas Barreto, por exemplo. Em relação à forma de pagamento, a maioria paga à vista.

 

Veículo: Jornal do Commercio / Cidades
Data: 22.08.2010
Título: O reino da pirataria

Estudo do Instituto Maurício de Nassau aponta que 7 em cada 10 recifenses consomem produtos falsificados. O Centro da capital é o principal ponto de venda

João Valadares

 

Os números impressionam. Só este ano, mais de um milhão de produtos piratas foram apreendidos pela Polícia Civil, 212 pessoas indiciadas e 146 procedimentos encaminhados à Justiça. Mas nada mudou. Os chamados piratex continuam em alta. Recife é o reino da pirataria. Tem de tudo. DVD, CD, tênis, roupa, óculos, bolsas, brinquedos, jogos eletrônicos e celulares. Em qualquer lugar. Da esquina mais suja do Centro ao bar de classe média na Avenida Boa Viagem. É a alegria barata e fácil do flanelinha e do advogado de terno. Sete entre cada 10 recifenses consomem produtos pirateados. É o que aponta pesquisa inédita do Instituto Maurício de Nassau.

 

Entre os consumidores mais novos, os índices são ainda maiores. Na faixa etária entre 16 e 34 anos, o percentual de consumo varia entre 87% e 89%. O levantamento, coordenado pelo pesquisador Roberto Santos, indica a classe C como a grande propulsora da pirataria. “Quando observamos o cruzamento do consumo com classes sociais, notamos um forte percentual concentrado na classe C (80%). Como sozinha a classe C corresponde a 62,8% da população do Recife, podemos dizer que ela é a grande impulsionadora da média geral de consumidores”, analisa o pesquisador do Instituto Maurício de Nassau Roberto Santos.

 

Outro dado importante é que R$ 71,6% dos consumidores adquiriram a mercadoria falsificada há menos de um mês. “É uma modalidade de comércio em pleno funcionamento.” O DVD e o CD são os produtos mais comprados e os mais citados para compras futuras, com 89% e 84% respectivamente. Nas classes A e B, 67% dos entrevistados disseram comprar.

 

“Aqui, todo o mundo compra. Do mais pobre ao mais rico. O preço é muito bom. Com apenas R$ 2, você leva um lançamento para casa. Um filme que, muitas vezes, não chegou nem no cinema. É venda na certa”, diz o ambulante Estênio Santos, 27 anos. A declaração dele bate com os números revelados no levantamento. A pesquisa mostra que o preço e a facilidade de compra são os fatores que mais contribuem para a multiplicação do comércio ilegal.

 

O titular da Delegacia de Repressão à Pirataria, Tiago Cardoso, diz que há um fator cultural difícil de ser combatido. “As pessoas das mais diversas classes sociais acham natural comprar produtos pirata. Não percebem que o Estado está deixando de arrecadar impostos e que elas mesmas vão pagar mais caro lá na frente. Muitos estabelecimentos, inclusive os frequentados pela classe média, permitem que os vendedores de produtos piratas comercializem os produtos normalmente.”

 

O estudo da Maurício de Nassau revelou que 93,6% da população tem consciência de que vender produtos pirateados é crime. O delegado explicou que comprar mercadorias falsificadas não representa um delito. O artigo 184 do Código Penal prevê pena de dois a quatro anos para quem violar direito autoral.

 

O pesquisador Roberto Santos ressaltou que a compra de pirataria pela internet é quase inexistente. “Apenas 2,3% das pessoas responderam já ter realizado esta modalidade. Este dado pode ser atribuído à desconfiança em relação à qualidade do produto, já que pela internet o consumidor não pode testar nem há garantias de troca ou devolução.”

 

Ele informou que em relação à hipótese de não mais existir produtos pirateados, 58,5% afirmaram que comprariam os produtos originais e 18,2% não. “Dos que não comprariam nas lojas, 93,8% disseram ser em virtude do alto preço. Esta é uma informação das mais relevantes da pesquisa porque mostra que o cálculo das perdas geradas pelos produtos piratas deve ser realizado com base nos 58,5% que iriam comprar as mercadorias originais, representando a perda real em relação aos impostos que o Estado deixaria de arrecadar.”

 

PRINCIPAIS PONTOS

 

O Centro do Recife, com 34%, é o local mais procurado por quem quer comprar os produtos falsificados. Logo em seguida, com um percentual bem menor, vem Casa Amarela (3,9%), Afogados (3,2%), Boa Viagem (3,2%), Cordeiro (3,1%), Água Fria (3%), Encruzilhada (2,2%), Iputinga (2%), Várzea (1,9%), Madalena (1,7%). “O que acontece aqui no Centro é um absurdo. Os vendedores atrapalham o trânsito com esses tabuleiros enormes. Isso não é uma questão apenas de polícia. É, sobretudo, uma questão que compete à prefeitura. Há uma desordem urbana enorme”, reclama o engenheiro civil Paulo Antônio dos Santos, 42. Apesar da indignação, ele admite comprar DVDs. “Até a Polícia Militar compra”, justifica.

 

A pesquisa de campo foi feita nos dias 27 e 28 de julho deste ano. Foram realizadas 816 entrevistas com base numa amostragem aleatória simples com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais. O Instituto Maurício de Nassau comunicou que, no primeiro estágio, foram sorteados os setores censitários. Numa segunda etapa, houve um número fixo de 12 entrevistas em cada setor selecionado. “É importante lembrar que a pesquisa trata de produtos piratas. Estamos nos referindo ao desrespeito aos contratos e convenções internacionais quando ocorrem cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria. Desta maneira, exclui-se o comércio puramente de contrabando. Claro que a pirataria é uma forma de contrabando, mas essa distinção é fundamental.”

Veículo: Folha de Pernambuco / Coluna Fogo Cruzado - Política
Data: 20.08.2010
Título: A campanha em Pernambuco ficou sem graça
 

 

É tão elástica a dianteira do governador Eduardo Campos sobre o senador Jarbas Vasconcelos na disputa pelo governo estadual que a campanha em Pernambuco perdeu a graça. O “clássico” que se esperava entre esses dois líderes simplesmente não vai acontecer. A maioria dos eleitores já sinalizou que quer a continuidade do atual governo, segundo sete pesquisas de opinião divulgadas nos últimos 30 dias: UFPE, Instituto Maurício de Nassau, Exatta, Vox Populi, Ibope, Datafolha e Data Associados.

 

A folgada maioria do governador em todas as regiões do Estado tem se refletido negativamente na campanha da oposição. Prefeitos que não são da Frente Popular não estão fazendo campanha para os seus candidatos (Serra, Jarbas, Marco Maciel e Jungmann) por acharem que o jogo está absolutamente definido. Raro é o município do interior em que se vê propaganda de Jarbas pelas ruas porque a militância está encolhida, achando que não vale mais a pena lutar por uma causa que não tem mais jeito.

 

Para azar do peemedebista, Serra chegou ao primeiro dia do horário político da TV com 16 pontos percentuais abaixo de Dilma, segundo a última pesquisa do Vox Populi (45 x 29), dando a entender que está caminhando para sua segunda derrota presidencial. Se ele estivesse bem na fita, e com possibilidade de ganhar a eleição, Jarbas poderia até perder, mas teria em torno de si um grupo grande a lutar por espaços no governo federal. Sem perspectiva de poder, lá, e cá, a oposição fragilizou-se.

Data: 12.08.2010
Veículo: Diario de Pernambuco / João Alberto
Título: Caminhos opostos

 

O mundo político marcou presença no lançamento do livro O que pensa o eleitor pernambucano, do cientista político Adriano Oliveira e dos pesquisadores do Instituto Maurício de Nassau, Roberto Santos e Carlos Gadelha, segunda-feira, na Livraria Cultura. Jarbas Vasconcelos e Antonio Lavareda foram, mas não se cruzaram. Quando o cientista político chegou, o senador discretamente deixou o evento.

Data: 10.08.2010
Veículo: Folha de Pernambuco / Política
Título: Livro descreve perfil do eleitor

 

JAIRO LIMA 

 

O lançamento do livro “O que pensa o eleitor pernambucano?”, produzido em co-autoria pelos pesquisadores do Instituto de Pequisa Maurício de Nassau, Carlos Gadelha, Roberto Santos, e do cientista político Adriano Oliveira. “É um trabalho que procurou fazer uma análise do eleitorado pernambucano, levando em consideração questões ideológicas, assim como pontos específicos de programas e projetos políticos”, disse Oliveira. Para Gadelha, a obra tem como objetivo elucidar o perfil do eleitorado do Estado. “Buscamos preencher uma lacuna que existe dentro do cenário dos estudos da política pernambucana. Queremos dar subsídios às próximas pesquisas feitas nessa área”, assinalou.

 

Para comentar o livro, foi convidado o professor Maurício Romão. “É uma obra realizada com muita competência. É um trabalho que mostra os diversos caminhos a serem percorridos pelos candidatos em busca do voto do eleitor pernambucano, que é, na verdade, o objeto de pesquisa dos autores do livro”, avaliou Romão. A edição foi prestigiada por diversos personagens da política pernambucana, como o senador e candidato ao Governo do Estado, Jarbas Vasconcelos (PMDB).

 

Adriano Oliveira reforçou a metodologia utilizada para a produção do livro. “A obra foi realizada através de pesquisas de opinião, o chamado survey, concluída em 2009, junto ao eleitorado do Estado. As perguntas basicamente foram voltadas para o público em geral  sobre ideologia, privatização, tortura, Bolsa Família, intervenção do Estado na economia, uso das Forças Armadas na segurança pública, confiança nas instituições e liberdade de imprensa, por exemplo”, esclareceu Oliveira.

 

Data: 11.08.2010
Veículo: Folha de Pernambuco / Folha Econômica
Título: Básica?

 

O Instituto Maurício de Nassau divulgou o valor médio da cesta básica do Recife, em R$ 406,56. É possível gastar menos, em torno de R$ 255, mas para isso, segundo a pesquisa, o recifense precisa visitar, pelo menos, 17 estabelecimentos em 14 bairros diferentes, é mole?

 

 
Data: 11.08.2010
Veículo: Folha de Pernambuco / Economia
Título: Cesta básica cai 3,6% no Recife

 

ANDRÉ CLEMENTE

 

A cesta básica na Região Metropolitana do Recife (RMR), em julho, custou, em média, R$ 406,56. Segundo o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, responsável pela pesquisa, houve queda de 3,6% comparado ao mês anterior, o que equivale a uma economia de R$ 13,25. A pesquisa visitou 39 estabelecimentos, entre pequenos e grandes supermercados, de 25 bairros da RMR.

 

Segundo a economista Roberta Tekavita, os estabelecimentos visitados foram resultado de uma pesquisa preliminar, que destacava os melhores lugares para fazer compras, além dos produtos mais consumidos. “Neles, e sempre apurando a mesma marca dos 20 produtos da cesta, chegamos à média de R$ 406,56. Se o consumidor quisesse, poderia comprar por R$ 255,73, ou seja, economizar R$ 150,83. Para isso, ele precisaria visitar 17 estabelecimentos em 14 bairros diferentes”, destaca.

 

O bairro de San Martin foi considerado o mais barato para se comprar, mas não no geral. “Ele foi considerado pela pesquisa o bairro onde havia mais produtos da cesta marcando o menor valor (carne, banana e macaxeira). O bairro da Madalena firmou-se como mais caro”, explica Tekavita.

Veículo: Diario de Pernambuco / Vida Urbana
Data: 08.07.2010
Título: Orkut: preconceito contra nordestinos
Subtítulo: Governo do estado, Ministério Público, OAB-PE pedem punição para internautas que postam comentários contra as vítimas das enchentes

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O Brasil inteiro vem ajudando as vítimas das enchentes que devastaram mais de 90 cidades em Pernambuco e Alagoas no mês passado e que tiraram os sonhos de boa parte da população que perdeu tudo com a força das águas. A corrente de solidariedade é tão grande ao ponto de as defesas civis não terem locais para guardar o volume de comida e roupa que chegam até de fora do país. Em meio a toda essa mobilização, também há espaço para demonstrações de preconceito, racismo e perseguição aos nordestinos. Isso, no território livre da internet, por meio do Orkut. Comentários do tipo “nordestinos devem morrer nessa lama” ou “deviam ter se afogado nas águas sujas” chocam agora a população em intensidade semelhante à tragédia. O governo do estado chegou a garantir ontem, por meio da Procuradoria Geral, que não ficará de braços cruzados frente à demonstração preconceituosa e que tomará providências judiciais necessárias. O Ministério Público estadual deverá solicitar ainda hoje investigação da Polícia Federal para identificar os internautas. A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco também se pronunciou ontem e garantiu que estará cobrando do MPPE posicionamento contra os membros da comunidade denominada Odeio nordestino.

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O procurador geral do estado, Tadeu Alencar, disse que vai se reunir com representantes do governo para “avaliar os caminhos que serão tomados”. O promotor do Ministério Público de Pernambuco José Lopes Filho, especialista em crimes cibernéticos, garantiu que há caminhos jurídicos a serem seguidos. “Identificamos na comunidade o crime de racismo, incitação à violência, incitação ao crime e vamos levar o caso à Polícia Federal. Há ainda a possibilidade de o estado de Pernambuco entrar com uma ação contra o Google que permitiu e permite que estas páginas estejam no ar”, explicou. O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, afirmou que a entidade vai acompanhar as investigações e as denúncias contra os membros da comunidade Odeio nordestino por parte do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e também da Polícia Federal. Segundo ele, a OAB-PE já tinha, inclusive, preparado uma denúncia para ser encaminhada quando foi informada que o MPPE já estava tomando todas as providências.

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Agressão - Demonstrando “preocupações” com uma possível aumento da migração para o Sudeste em virtude das enchentes, os usuários de diversas comunidades chegam a se referir aos nordestinos como merdestinos e animais. Em uma das comunidades - Lugar de nordestino é no Nordeste - um dos gestores, identificado como João Ribeiro Neto, escreveu:”No fundo, no fundo, tenho dó de nordestino, explico: Numa metade do ano morrem na seca e na outra metade morrem na enchente…rs, Obrigado, meu Deus, por não ser nordestino!”, comemora. As frases postadas causam estarrecimento não só pelo preconceito com a região, mas igualmente pela falta de sensibilidade e respeito aos mais de 50 mortos e mais de 100 mil desabrigados e desalojados nos dois estados. As comunidades abrigam declarações do tipo: “Pessoal com essas enchentes no Nordeste acho que os cabeçudos vão vir em massa pra SP, tô muito preocupada com isso. Vai ter mais lixo do que já tem aqui”, declarou a usuária Julia Shellman, membro da comunidade Eu odeio nordestino. No início da noite de ontem, a usuária e outros internautas que compartilhavam opiniões com ela haviam retirado os comentários do ar. No entanto, a Justiça já identificou o novo perfil e, de acordo com o promotor estadual José Lopes Filho, a investigação não será alterada.

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“Já temos o novo nome da usuária e não vamos tolerar esse tipo de comportamento racista e discriminatório. Rastreamos o seu novo perfil e amanhã [hoje] mesmo vou formalizar o pedido de investigação à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, por isso que ainda não retiramos a página do ar. Não queremos assustar esses criminosos e vamos atuar fortemente para puni-los”, justificou. (Elian Balbino)

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Racismo pode ser punido com prisão

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Apesar de cinquenta e sete pessoas perderam suas vidas e outras 159 mil não terem onde morar vítimas das enchentes que destruíram mais de 90 cidades nos estados de Pernambuco e Alagoas há pouocs dias, o preconceito contra o povo nordestino se mostrou presente por meio do orkut. Depoimentos como “nordestinos deviam morrer” chocaram tanto quanto a tragédia. Mas essa liberdade de expressão, no entanto, é crime de racismo previsto pela Lei 7716/89. A pena para os criadores da comunidade varia de dois a cinco anos de reclusão, além de pagamento de multa.

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“Esses depoimentos não devem ser encarados apenas como uma brincadeira de mau gosto. As pessoas desta comunidade cometeram um crime e devem pagar por isso. O primeiro passo é a coleta de dados. Como sabemos que hoje a comunidade pode existir e amanhã pode ser cancelada, o ideal é salvar telas com as declarações”, ensinou a especialista em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro, de São Paulo, Vivian Pratti. Em seguida, as pessoas que se sentirem ofendidas podem entrar em contato com o servidor (através do serviço reportar abuso), que deverá remover o conteúdo ofensivo imediatamente.

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Depois de notificado, o Google, responsável pelo Orkut, pode ainda informar o endereço do IP, senha capaz de identificar o local onde fica a máquina e o horário em que o conteúdo ofensivo foi postado. “Dessa forma fica mais fácil identificar as pessoas que fizeram as declarações”, afirmou a advogada. O endereço do IP, entretanto, só é divulgado através de solicitação judicial. O abuso pode ser denunciado à polícia em forma de queixa-crime ou por denúncia ao Ministério Público. “Qualquer pessoa pode fazer isso”, garantiu Vivian Pratti.

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Segundo o cientista social do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Roberto Santos, as enchentes do mês passado serviram apenas como mote para expor o preconceito já existente nessas pessoas. “Sabemos que há grupos no Sul e no Sudeste que incitam o ódio aos nordestinos. Mas isso acontece no mundo inteiro. Na Europa, por exemplo, ainda hápreconceito contra os imigrantes”, explicou. O advogado Izac Luna ponderou que os pensamentos da comunidade em questão não refletem o posicionamento geral das pessoas de outras regiões. “Faço parte de um comitê responsável pela arrecadação de donativos e recebemos muitas doações do Sul e do Sudeste”, disse.

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Veículo: Folha de Pernambuco / Folha Econômica
Data: 08.07.2010
Título: É mais caro 

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 O Dieese divulgou esta semana o valor da cesta básica no Recife, em junho, em pouco mais de R$ 208. Mas o comprometimento do salário com a alimentação é maior do que se imagina. O Instituto Maurício de Nassau, que fez uma pesquisa com os itens mais consumidos pelo recifense, trouxe uma cesta com preço mais elevado, de R$ 419,81.

Veículo: Diario de Pernambuco / Economia
Data: 12.06.2010
Título: Cesta básica versão regional
Subtítulo: Instituto calcula que nova edição tem o custo de R$ 424,78, em maio

 

Inhame, macaxeira e fubá são tão consumidos pelos recifenses quanto arroz e feijão. Foi o que identificou uma pesquisa do Instituto Maurício de Nassau. Com base nesse estudo, a entidade criou uma nova cesta básica, com os 20 itens mais frequentes no cardápio das famílias da capital pernambucana. O valor médio para essa cesta no mês de maio ficou em R$ 424,78. Comprando os produtos encontrados pelo menor preço, a feira do mês cairia para R$ 260. Mas, para isso, o consumidor precisaria percorrer 14 estabelecimentos em 13 diferentes bairros do Recife. Isso porque os produtos sofrem uma variação de até 353,25% em 39 diferentes estabelecimentos pesquisados na capital.

“Antes da gente iniciar essa pesquisa da cesta básica fizemos, no mês de abril, uma sondagem da preferência com 819 recifenses para saber os itens, as marcas e os estabelecimentos mais escolhidos para a feira do mês”, explica a economista do Instituto Maurício de Nassau, Roberta Tekavita. Dessa pesquisa,foram reunidos os 20 itens que obtiveram mais que 20% de consumo recente entre os entrevistados, a marca mais mencionada de cada produto e as 39 lojas ou redes mais frequentadas de um total 220 citadas pelos entrevistados. “Tem de todos os portes, inclusive mercadinhos”, diz ela.

“O inhame, a macaxeira e o fubá alcançaram mais de 40% da população. O mesmo percentual identificado no arroz e feijão”, detalha Tekavita. A dona de casa Rosa Pereira, 68 anos, comprova o consumo diário desses itens. “Por mês eu compro pelo menos 5 kg de fubá, 30 kg de macaxeira e 6 kg de inhame”, relata ela. O custo total médio para a compra de toda a cesta, na quantidade necessária para alimentar uma família com cinco pessoas (veja quadro), daria R$ 424, 78. “O mesmo volume comprado nos estabelecimentos que tiveram o menor preço somaria R$ 260″, destaca.

Mas, para isso, o consumidor teria que visitar 14 diferentes lojas em 13 bairros: Cordeiro, Tamarineira, Cohab, Casa Forte, Vasco da Gama, Pina, Beberibe, Ipsep, Afogados, Boa Viagem, Madalena, San Martin e Parnamirim. “A variação de preços entre os produtos foi grande”, comenta ela. Os supermercados que mais reuniram itens com menor preço foram o Varejão Kennedy de San Martin (fubá, macaxeira e ovo) e o Superet da Cohab (macarrão, arroz e tomate).

Para a aposentada Maria José Araújo, 58 anos, quem quer economizar precisa fazer a feira em mais de um estabelecimento. “O supermercado baixa o preço de um item para compensar nos outros. Então, a gente tem que pesquisar bastante”, defende ela. A variação chegou a 353,25%, caso da cebola cujo preço foi de R$ 0,77 a R$ 3,49. Os itens regionais também apresentaram grandes diferenças. A macaxeira foi encontrada por valores que vão de R$ 0,98 a R$ 2,43. O fubá variou de R$ 0,56 a R$ 0,99. E o inhame, de R$ 1,39 a R$ 5,91. O óleo foi o que apresentou a menor diferença (36,56%).

 

Veículo: Folha de Pernambuco / Grande Recife
Data: 12.06.2010
Título: Internet

 

O advogado e professor Roberto Santos profere palestra, hoje, às 10h30, no Centro de Convenções, no II Congresso Brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação, realizado pelo Instituto Maurício de Nassau. Aborda o tema “Direito na Internet”.

Veículo: Folha de Pernambuco / Economia
Data: 07 de Junho de 2010
Título: Vendas aquecidas com namorados
Subtítulo: Além do São João e da Copa do Mundo, comércio investe no dia 12 de junho

TATIANA NOTARO NUNES  

 

Segunda melhor época do ano para o comércio, o mês de junho tem o reforço substancial do Dia dos Namorados. E basta uma volta na cidade, na noite do dia 12 de junho, para perceber que a data também é forte para o setor de serviços, que inclui bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e motéis.

 

Este junho é um “mês combo” - como o comércio chama a época com mais de uma data comemorativa - com Dia dos Namorados, São João e Copa do Mundo. Desde ontem até o último domingo de junho, 27, das 9h às 17h, os comerciantes do Centro do Recife abrem as portas e, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL/Recife), é aguardado um crescimento de 12% nas vendas, em relação a 2009, que teve alta de 7%, comparado ao ano anterior. Vendas de vestuário, confecções e calçados saem na frente.

 

O consumidor deve ficar muito atento aos preços dos presentes e não custa pesquisar para encontrar o preço mais baixo. O alerta é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que aponta altos impostos para os itens mais procurados nesta época (veja tabela). Para fugir de preços abusivos, o economista Antônio Rivera, do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, recomenda pesquisas antes de comprar o presente. “Há diferenças significativas, de 30% a 35%, entre as lojas. Comparando produtos nacionais com importados, a variação de preço pode chegar a 45%”, diz.

 

As estimativas são boas. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/PE) aponta crescimento em relação a 2009. A cada quatro consumidores entrevistados, três vão comemorar a data, o que corresponde a 26%, resultado 5% maior que em 2009. Neste ano, o preço médio da comemoração deve subir de R$ 109,80 para R$ 122,56, somando varejo e serviços que, juntos, devem contabilizar alta do faturamento global de 13,7%. Em Caruaru, a sondagem apontou crescimento de 17,5%, em relação a 2009.

 

Gastos com presentes são os maiores e o valor médio deve ser bem maior que no ano passado, saindo dos R$ 111,85 para R$ 138,89. Descontada a inflação do período, o aumento real fica em 18%. A Fecomércio estima que a alta do faturamento real do varejo neste ano, em relação a 2009, deve ficar em 21%. Compras à vista, em dinheiro, devem ser a opção de 55% dos consumidores, enquanto 41,5% devem preferir o cartão de crédito. Em shoppings, transações a prazo com cartão são 61,5%; compras à vista, com débito em conta, são 11,5%. Este número é cinco vezes mais do que no comércio tradicional do centro da cidade.

 

 

Veículo: Folha de Pernambuco / Coluna Fogo Cruzado
Data: 05 de Junho de 2010
Título: Descrença

 

Do cientista político Adriano Oliveira (Instituto Maurício de Nassau) sobre tucanos não quererem disputar o Senado na chapa das oposições: “Se Jarbas tivesse perspectiva de vitória estaria havendo briga na oposição por esta 2ª vaga.

Veículo: Jornal do Commercio / Economia
Data: 02.06.2010
Título: Mais gasto com namorado
Subtítulo: Maioria pretende desembolsar mais na compra do presente para o dia 12

 

Três em cada quatro consumidores vão celebrar o Dia dos Namorados, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE). Mas a intenção é investir mais dinheiro no presente do que com a comemoração.

 

Enquanto o desembolso com o mimo será 24% maior neste ano, passando de R$ 111,85 para R$ 138,89, os gastos com a comemoração vão cair de R$ 104,99 para R$ 98,15. Mesmo assim, bares e restaurantes devem faturar com a data, pois cerca de 26% dos entrevistados pretendem jantar fora com seus parceiros.

 

“A data deve ser comemorada com jantares e presentes. Dar presentes é a forma mais tradicional de celebrar o Dia dos Namorados, mas a ida a restaurantes está se tornando uma maneira muito comum de celebração”, afirma Luiz Kehrle, consultor da Fecomércio. Neste ano, a entidade estima um aumento real de 21% no faturamento do varejo, em relação ao ano passado. O número de pessoas que vão comemorar a data passou de 69,21% para 76,37%. “O pequeno aumento no número de compradores será compensado por uma significativa variação real no valor do presente”, diz Kherle. Mas como os gastos com a comemoração serão menores, quando se considera o varejo e os prestadores de serviços, como restaurantes, bares, lanchonetes e motéis, o faturamento global deverá crescer 13,7%.

 

Os artigos de vestuário (29,41%), calçados e acessórios (16,18%), joias e bijuterias (11,76%), eletroeletrônicos (11,40%) e cestas/flores (8,46%), perfumes e comésticos (7,35%), cd’s, dvd’s, álbuns e óculos (7,35%) e outros artigos (8,09%), como livros e ursos ou corações de pelúcia, serão os mais presenteados. “No ano passado, os perfumes e cosméticos apareceram em segundo lugar, passando para sexto este ano. Mas, de uma forma geral, as preferências concentram-se nos seis primeiros grupos de produtos”, diz Kehrle. A escolha dos itens é a mesma entre os consumidores de shoppings e do comércio tradicional, embora nos centros de compra o segmento de calçados e acessórios (20,72%) fique bem próximo dos artigos de vestuário (26,13%). No comércio tradicional, os produtos de vestuários são bem mais procurados (31,68%).

 

Quase metade das compras deverá ser feita à vista, 5,6% em débito em conta, e a outra metade com cartão de crédito. “Pagamentos com cheques, cheques pré-datados, carnês de lojas e outras formas utilizadas em passado recente praticamente caíram em desuso”, observa. No comércio tradicional há uma clara preponderância das vendas à vista, pagas com dinheiro, que respondem por mais de 55% das compras, cabendo aos cartões 41,5%. Nos shoppings, as vendas a prazo preponderam e respondem por 61,5% das transações. As compras à vista, com débito em conta, têm presença significativa nos shoppings, em 11,5% das transações, sendo utilizados cinco vezes mais do que no comércio tradicional.

 

Tributos elevados

 

Se os tributos embutidos nos presentes mais comuns para a data não fossem tão altos, os contribuintes poderiam gastar ainda mais. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a tributação pode chegar 78,43%, caso dos perfumes importados. Mesmo nos presentes mais singelos o leão faz a festa: em um buquê de flores, abocanha 17,71%. Nos bombons, responde por 37,61% do preço final. O urso de pelúcia tem 29,92% relativo a imposto e o livro, 15,52%. Até mesmo em um cartão de Dia dos Namorados, o consumidor pagará 37,48% de impostos.

 

Depois do perfume importado, só mesmo o perfume nacional, que tem 69,13% do preço em impostos. Roupas (34,67%), sapatos (36,17%), bolsas de couro (41,52%), aparelhos de celular (39,80%), tênis importado (58,59%), vinhos (54,73%) CD’s (37,88%), DVD’s (44,20%) e aparelho de MP3 (49,45%) não ficam livres do leão.

 

Para o economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Antonio Rivera, um consumidor consciente é aquele que investiga, procura preços competitivos e principalmente busca alternativas na hora da aquisição de produtos que traduzam o seu sentimento, sem fazer extravagâncias. “É conveniente que seja feita uma lista das melhores opções, definir o valor a ser gasto e fazer um comparativo de preços para não comprometer o orçamento. Vale lembrar que a carga tributária, por um lado, e os juros, pelo outro, terminam encarecendo ainda mais os produtos e serviços”, afirma Rivera. No Impostômetro, localizado na Rua Joaquim Nabuco (Graças), a arrecadação nacional já passa dos R$ 496 bilhões. Em Pernambuco, os impostos somam mais de R$ 3 bilhões.

Veículo: Folha de Pernambuco / Foco

Data: 16/05/2010

Título: Doidões 

 

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Pesquisa realizada pelo Instituto Maurício de Nassau por ocasião da Marcha da Maconha, no início do mês, no Recife,fez um raio-x do consumo de drogas na cidade. Entre os entrevistados, 12% declararam já ter experimentado algum tipo de substância ilícita. Destes, 74% já fizeram ou fazem uso da maconha, 11,2%, de cocaína e 3,1% de crack.

 

 

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Veículo: Folha de Pernambuco / Economia
Data: 16/05/2010

Título: Real para conter hiperinflação
Subtítulo: Novo plano veio após desastroso confisco de poupança por Collor

 

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AUGUSTO LEITE e ROCHELLI DANTAS

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Em 1990, o governo do presidente Collor anunciou um plano econômico que, dentre outras medidas, substituía o Cruzado Novo pelo Cruzeiro. Nesta época, o Brasil vivia um processo de hiperinflação, com o índice chegando a uma média mensal de 28,94%. Para conter os preços, a proposta era restringir o fluxo de dinheiro. No entanto, na prática, esse congelamento de ativos foi um confisco do dinheiro que a população tinha na poupança.

 

“O confisco pegou de surpresa todo mundo. Eu estava juntando um dinheiro pra comprar um apartamento e tive de desistir da compra porque as minhas economias ficaram presas no banco”, contou a aposentada Ana Lúcia Maia. Segundo ela, outro problema era o preço dos produtos. “A fila do leite era enorme e as remarcações aconteciam a toda hora. Eu tinha três filhos e tinha que pagar a pessoas para ficarem na fila para mim, para conseguir leite para meus filhos”, lembrou.

Foi neste cenário, em meio a polêmicos debates sobre o futuro da economia brasileira, que, em 1994, nasceu o Real. A moeda chegou com a missão de controlar a hiperinflação e renovou as esperanças da população brasileira. Este ano, a moeda completa 16 anos e é considerada uma moeda estável e valorizada. “A entrada do Real fez com que o País saísse de uma hiperinflação e entrasse em uma economia forte”, afirmou o economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Antônio Rivera.

De acordo com o economista, um dos principais benefícios do Real é a retomada da segurança financeira. “Ninguém confiava na moeda. Saímos de duas décadas de moedas muito afetadas pelo cenário econômico. Com o Real, o brasileiro voltou a ter confiança. Hoje, o trabalhador sabe quanto terá no fim do mês. Ele pode fazer um orçamento seguro e pode comprar, fazendo com que a moeda circule”, explicou.

O reconhecimento do Real também está sendo sentido nos mercados externos. “A moeda vem tendo um desempenho fiscal dentro dos padrões recomendáveis por institutos como FMI (Fundo Monetário Internacional) e bancos mundial. Hoje, o Real é uma moeda razoavelmente valorizada”, destacou o economista e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Alexandre Ferreira Filho.

Economia integrada pode abalar moeda

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O Plano Real (junto com outras reformas econômicas, como o câmbio flutuante, a lei de responsabilidade fiscal e o programa de meta de inflação do Banco Central) está fazendo com que a moeda permaneça com um poder de compra acima da média atingida por outras moedas adotadas pelo Brasil. Mesmo mantendo um padrão econômico, a inflação atual, na faixa de 5% ao ano, ainda é considerada alta.

“Para baixar este índice, é necessário que haja uma reforma tributária, outra administrativa e política e, por fim, uma reforma trabalhista. Se essas medidas forem tomadas, o Real se tornará uma moeda muito mais forte”, ressaltou o analista financeiro e professor de Economia e Mercados de Capitais da Faculdade Boa Viagem, Roberto Ferreira.

Outro problema que pode abalar o Real é a crise financeira que está voltando a atingir a Europa. “Hoje a economia não é isolada. O Brasil possui muitos investimentos no estrangeiro. Então, esses países sendo atingidos, obviamente, o Brasil será prejudicado. Este pode ser um efeito de médio prazo como também de curto prazo”, disse Ferreira.

De acordo com o economista e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Alexandre Ferreira Filho, existe a expectativa de que, nos próximos meses, o real perca valor frente ao dólar. “Os investidores vão querer vender ações aqui, trocar os reais por dólares e comprar títulos do tesouro americano. Então, a tendência é que haja uma saída de capitais do Brasil através de dólares. Com a maior compra da moeda americana, o preço do dólar sobe e o do real cai”, explicou. Segundo Ferreira Filho, esta é uma tendência, mas, hoje, a posição é inversa. “O real não é uma moeda que tenha força como o dólar, mas vem ganhando uma credibilidade cada vez maior”.

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Cédulas terão mais segurança

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Ainda neste semestre, os brasileiros conhecerão as primeiras notas da nova família de cédulas do Real. A princípio, serão apresentadas as notas de R$ 50 e R$ 100. No início de 2011, é a vez das cédulas de R$ 10 e R$ 20 entrarem em circulação. Já as notas de R$ 2 e R$ 5 começarão a circular apenas em 2012.

“A troca de moedas é uma praticidade do Banco Central para facilitar as transações do dia a dia. Para o consumidor, não tem nenhum efeito”, destacou o economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Antônio Rivera. Além de novos itens de segurança, as novas cédulas terão tamanho variado de acordo com o valor. A nota de R$ 2 será menor que a deR$ 5 e assim por diante. Apenas a de R$ 10 terá o mesmo tamanho que a atual.

De acordo com o Banco Central (BC), a entrada das novas cédulas não acarreta na troca das antigas. “A substituição será feita à medida que as cédulas atuais se desgastem”, destacou em nota oficial enviada à Imprensa. Para a fabricação, a Casa da Moeda investiu cerca de R$ 400 milhões nos últimos anos, dos quais R$ 260 milhões foram gastos com a compra de máquinas de impressão

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