Instituto Maurício de Nassau

Veículo: Blog Acerto de Contas
Data: 02.03.2010
Título: IMN diz que maioria quer o retorno do Recifolia

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Ao contrário da Empetur e da Secretaria de Turismo do Recife, que mostraram dados bisonhos sobre o Carnaval, o Instituto Maurício de Nassau caiu em campo e fez uma pesquisa para auferir o que pensam os pernambucanos sobre o carnaval.

Na pesquisa duas coisas chamaram a atenção: ampla maioria (78,2%) gostaria do retorno do finado Recifolia, e 10% dos que brincaram o carnaval ou foram assaltados, ou tiveram algo furtado.

Quanto à volta do Recifolia, graças a Deus isso é apenas uma provocação do Instituto. Já em relação aos assaltos, o dado é alarmante.

Só um detalhe crítico construtivo à pesquisa. A amostragem por conglomerados através do setor censitário nem sempre é a melhor estratégia. O que aconteceu é que Recife não tem tantas mulheres a mais, e nem tantos pobres como auferiu a amostra. Em pesquisas globais como essa é melhor utilizar a popular estratégia de cotas por idade, gênero e renda.

De toda forma, é bem melhor ver algo construído cientificamente do que a mulambagem que divulgaram anteriormente.

 

 

Veículo: Blog de Jamildo
Data: 02.03.2010
Título: Recifense gostou do Carnaval, aprovou o transporte público e quer a volta do Recifolia, aponta pesquisa

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A pesquisa O recifense no Carnaval 2010 foi realizada entre os dias 23 e 24 de fevereiro pelo Instituto Maurício de Nassau. Foram ouvidas 817 pessoas. O levantamento mostra que o folião gostou do Carnaval 2010 em vários aspectos – 93,1% afirmaram que o Carnaval deste ano foi Ótimo/Bom.

Diversos serviços foram avaliados positivamente pelo folião, dentre os quais: transporte público, serviço de táxi e segurança pública. Os responsáveis pela pesquisa destacaram que 84,6% dos foliões aprovaram o trabalho da polícia.

Outro ponto salientado diz respeito ao Carnaval fora de época que acontecia na capital pernambucana, o Recifolia: 78,2% dos entrevistados desejam o retorno da festa.

 

 

Veículo: PE360graus
Data: 02.03.2010
Título:Pesquisa revela que recifenses querem o Recifolia de volta
Subtítulo: 78,2% dos entrevistados são favoráveis ao retorno do Carnaval fora de época que animava a avenida Boa Viagem, nos anos 90

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Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau sobre a avaliação do Carnaval 2010 revelou que 78,2% dos recifenses entrevistados são favoráveis ao retorno do Recifolia. O levantamento foi feito em fevereiro deste ano e a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

O bairrismo existe, segundo a pesquisa, porque 91,3% dos entrevistados afirmaram  gostar mais do Carnaval do Recife que o da Bahia.  No entanto, a maioria  quer de volta o evento que reunia nomes famosos do axé baiano na avenida Boa Viagem, nos anos 90. Para a tristeza desses, a Prefeitura do Recife informou que não há nenhuma pretensão em colocar de volta o Recifolia no calendário cultural da cidade.

Os entrevistados mostraram-se abertos no que se referem ao tipo de música que deve ser tocada no Carnaval.  Para 47% deles, todos os ritmos musicais são bem vindos, inclusive o gênero de uma das músicas mais tocadas na folia de Momo, o Rebolation.

A pesquisa levantou, ainda, que 48% dos foliões bricaram o Carnaval na cidade do Recife e 46,3%, nas ladeiras de Olinda.  Desse percentual, 93,1% avaliaram positivamente a festa momesca. O polo de animação mais visitado foi o do Bairro do Recife, o principal ponto de folia da programação oficial. Os serviços públicos de Saúde, Segurança Pública e Transporte também foram bem avaliados.

 

 

Veículo: JC Online
Data: 02.03.2010
Título: Recifolia de volta? Recifenses dizem sim, mostra pesquisa

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O fim do Recifolia, após mais de dez anos de festa, causou muita polêmica na cidade no início dos anos 2000. De um lado, os moradores da Av. Boa Viagem queriam o término da micareta. De outro, o público ávido pelo Carnaval fora de época. O motivo da confusão: barulho, danos ambientais, sujeira e violência seriam a herança deixada a cada edição. Em 2003, a festa migrou para Jaboatão dos Guararapes, numa iniciativa que, não demorou muito, afundou.

Agora, uma pesquisa deve relançar a discussão. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau durante o Carnaval deste ano mostrou que os recifenses querem de volta o Recifolia.

Entre os 95,5% dos entrevistados que disseram já ter ouvido falar na micareta, 78,2% afirmaram querer seu retorno. Apenas 14,5% se mostraram contrários, e 7% não responderam.

Foram 817 pessoas entrevistadas, sendo 18,1% com idade entre 16 e 24 anos; 24% entre 25 e 34; 20,1% entre 35 e 44 anos; 22,7% entre 45 e 59; e 15,1% dos entrevistados têm 60 anos ou mais. O perfil aponta para pessoas com ensino médio completo (48,2%) e com renda de até um salário mínimo (41,3%).

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Veículo: Folha de Pernambuco /  Grande Recife
Data: 03/03/2010
Título: Recifense avalia volta do Recifolia

 

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RACHEL MORAIS  

 

Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Maurício de Nassau revela um número significativo de pessoas favoráveis à volta do Recifolia. Setenta e oito por cento dos entrevistados querem o retorno do carnaval fora de época à Cidade. O estudo foi baseado em 817 entrevistas, feitas nos dias 23 e 24 de fevereiro e apresenta um nível estimado de 95% de confiança e uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais. “Temos feito uma série de pesquisas e acertamos sempre. É uma pesquisa científica, feita com a maior seriedade e apresentou dados interessantes, como o bairrismo do pernambucano, pois 91% acreditam que temos um carnaval melhor que o da Bahia, por exemplo”, afirmou o presidente do Instituto Maurício de Nassau Janguier Diniz.

A Prefeitura do Recife (PCR) ainda não possui planos de trazer o Recifolia de volta ao calendário cultural da Cidade. Porém, a assessoria da PCR alegou não ter posição sobre o assunto, já que o prefeito João da Costa, até o momento, não teve acesso aos dados do estudo. A pesquisa mostrou uma análise positiva, pois 93,1% avaliaram como bom ou ótimo a festa deste ano. Mostrou, também, que 48% brincaram no Recife e 46,3% em Olinda. Outro dado é sobre a música. O frevo sobrevive, apesar de 43,2% dos entrevistados afirmarem preferir brincar o carnaval ao som de ritmos variados.

O fim do Recifolia foi motivo de polêmica no início dos anos 2000. Por um lado, havia os moradores do bairro de Boa Viagem alegando a violência, a sujeira, a destruição da orla, a depredação do patrimônio público e os transtornos causados aos moradores da avenida Boa Viagem. Do outro, foliões e empresários que lucravam com a festa, criada em 1993 e sustentada por 10 anos. “É uma pena ver esses números, porque o bairro não tem condições de receber um evento como esse, que só faz degradar o ambiente e o espaço”, afirmou a diretora da Associação de Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal, Cristina Henriques.

 

Veículo: Diario de Pernambuco / Economia
Data: 03/03/2010
Título: Consciência

 

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Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau para avaliar o que o recifense achou do carnaval constatou que 78% das 817 pessoas ouvidas desejam o retorno do Recifolia. Vai ver é o mesmo pessoal que, ouvido numa pesquisa do Fantástico, aprovou (62%) a construção de um espigão em plena área da praia de Boa Viagem.

 

 

Veículo: Folha de Pernambuco / Foco
Data: 04/03/2010
Títulos: Recifolia, o retorno 1 e Recifolia, o retorno 2

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Recifolia, o retorno 1

 

Nomes que foram envolvidos com o Recifolia se juntam a nomes simpatizantes e outros com interesses empresariais no assunto para tentar a volta do evento. E uma dessas alas conseguiu que o Instituto Maurício de Nassau fizesse pesquisa. O resultado: 78,2% dos entrevistados se disseram a favor do retorno do Recifolia. Na Internet esse grupo criou um movimento pela volta do evento, com direito a site, manifesto e correntes de e-mail pró-Recifolia.

 

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Recifolia, o retorno 2

 

E se o nome não fosse esse, pode ser outro. O produtor Antônio Bernardo, por exemplo, chegou a articular o seu Abraça Recife, que seria realizado no mês passado, mas não saiu do papel por questões jurídicas. O evento tinha um formato parecido com o da micareta. com trios elétricos e camarotes. A grande diferença era o local: no lugar da avenida Boa Viagem, para onde dificilmente um evento desse porte volta, a avenida Cruz Cabugá.

Veículo: Diario de Pernambuco/Coluna Diario Urbano
Data: 27.02.2010
Título: Morto-vivo

 

O Instituto Maurício de Nassau divulga, terça-feira, mais uma pesquisa, desta vez a respeito do que pensaram os foliões sobre o carnaval 2010, em termos de atrações, animação, serviços e infraestrutura. Mas não precisava perguntar o que acham da volta de um morto-vivo inesquecível no pior sentido - o Recifolia.

Veículo: Jornal do Commercio/Coluna JC nas ruas
Data: 19.02.2010
Título: A nota do povo

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Passada a folia, o Instituto Maurício de Nassau prepara pesquisa para medir a satisfação do povo com o Carnaval de Recife e Olinda. Serão avaliadas a segurança nos focos, o transporte coletivo, serviços de saúde pública e o atendimento em bares e restaurantes.

Veículo: Diario de Pernambuco / Especial Prêmio Prefeitos de Expressão
Data: 02.02.2010
Título: Grupo Ser Educacional se consolida no Nordeste

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Fortalecer o desenvolvimento regional e promover a melhoria da qualidade de vida da população. Os objetivos de uma boa gestão pública coincidem com o papel desempenhado pela educação na sociedade. Por este motivo, o Grupo Ser Educacional se engajou no prêmio Prefeitos de Expressão.

Com 30 mil alunos, distribuídos em nove unidades, em cinco estados do Nordeste, o Ser Educacional se consolida como a maior instituição de ensino da região. O Grupo é composto pela Faculdade Maurício de Nassau, Instituto Maurício de Nassau, Fabac, BJ Feiras e Congressos, Bureau Jurídico, Faculdade Joaquim Nabuco, Instituto Joaquim Nabuco, Centro de Educação Profissional Joaquim Nabuco e BJ Colégio e Curso.

O fundador e presidente do Conselho do Ser Educacional, Janguiê Diniz, destaca a missão do Grupo: “Temos como missão oferecer melhores condições de empregabilidade a nossos alunos e produzir e socializar conhecimento, educando e formando seres humanos éticos, íntegros e competentes”.

Este ano, o Grupo Ser Educacional se prepara para inaugurar novas unidades da Faculdade Maurício de Nassau em Caruaru e Fortaleza. Em Caruaru, a instituição adquiriu o prédio do antigo Hotel do Sol, na BR 104. Na capital cearense o local escolhido foi o antigo Colégio Dorotéias, no bairro de Joaquim Távora.

“Estamos fazendo estudos sobre as demandas das economias regionais para definir o perfil dos cursos que serão implantados nas novas unidades”, explica Janguiê Diniz. Para os próximos cinco anos, a meta do Ser Educacional é estar presente em todas as grandes cidades do Norte e Nordeste, atingindo mais de 100 mil alunos.

 

História - O alicerce do Grupo Ser Educacional foi fundado em 1994, com a criação do Bureau Jurídico, tendo por objetivo preparar candidatos para concursos públicos. No mesmo ano, a empresa também começou a investir na realização de congressos.

Em 1998, é criado o BJ Colégio e Curso, que atualmente oferece turmas da Educação Infantil ao Pré-Vestibular. Com a publicação no Diário Oficial da União, da Portaria 1109 do MEC, em 2003, nasce no Recife a Faculdade Maurício de Nassau.

Em 2007, o Grupo funda a Faculdade Joaquim Nabuco, com unidades em Paulista e no Recife. No mesmo ano, a Maurício de Nassau se expande para o estado da Paraíba, abrindo unidades nos municípios de João Pessoa e Campina Grande.

No ano seguinte, a instituição implanta unidades em Salvador e Lauro de Freitas, na Bahia, e em Natal, no Rio Grande do Norte, e Maceió, em Alagoas, consolidando-se como o maior grupo educacional do Nordeste.


Instituto Maurício de Nassau atento às necessidades do social

 

Em prol do desenvolvimento de trabalhos sociais e elaboração de pesquisas de opinião na região Nordeste, o Grupo Ser Educacional criou o Instituto Maurício de Nassau, que há quatro anos é responsável pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas com o intuito de provocar na sociedade o diálogo e a necessidade de se estabelecer um controle social.

Entre os estudos realizados pela instituição estão pesquisas de opinião sobre temas de interesse público como a avaliação do sistema de transporte coletivo, segurança pública, saúde, avaliação política da gestão municipal e estadual, além de análises econômicas e educacionais.

Em parceria com os alunos, docentes e coordenadores das unidades do Grupo, distribuídas pelo Nordeste, o Instituto Maurício de Nassau desenvolve diversas ações com foco no social a exemplo do projeto Faculdade na Comunidade, carro-chefe das ações de responsabilidade social presentes na instituição.

Todos os anos, o Instituto Maurício de Nassau coordena um dia inteiro de ações dedicadas à prestação de serviços a comunidades carentes do estado, disponibilizando atendimento médico, jurídico e atividades educativas e de responsabilidade ambiental.

Desde a primeira edição, em 2005, as ações do projeto já beneficiaram aproximadamente 10 mil pessoas nas comunidades do Ibura, Ipojuca e, pela terceira vez consecutiva, a comunidade da Vila Santa Luzia, localizada no bairro da Torre. A ação solidária é apoiada pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

De acordo com o presidente do Instituto Maurício de Nassau, Jânyo Diniz, as iniciativas têm por finalidade objetivo contribuir para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. “O grande objetivo é formar uma consciência de cidadãos comprometidos com o social, além de provocar o senso crítico da sociedade e contribuir com dados que auxiliem na elaboração de políticas públicas que beneficiem o povo”, explica.

Veículo: Folha de Pernambuco / Coluna Foco
Data: 02.02.2010
Títulos: Leitura 1 e Leitura 2

 

Leitura 1
No site do Instituto Maurício de Nassau, uma análise interessante do cientista político Adriano Oliveira sobre a sugestão de Raul Jungmann de lançar Guilherme Robalinho como candidato do PPS ao Senado. Contesta a colocação do deputado de que o eleitor deseja votar em um candidato de esquerda. Defende que, para boa parte do eleitorado pernambucano, a questão ideológica é indiferente: pouquíssimos se identificam como de direita ou de esquerda.

 

Leitura 2

A respeito das eleições para a presidência, vê um fator importante na candidatura de Ciro Gomes. Toma como parâmetro a pesquisa da Vox Populi para afirmar que a manutenção da candidatura do cearense garante o segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra, mas não tira votos dele. E mais, vê no crescimento de Dilma e na estagnação de Serra, uma dúvida a respeito da candidatura do paulista à presidência.

Veículo: Diario de Pernambuco / Coluna Diario Econômico
Data: 23 de janeiro de 2010
Título: Prêmio

 

Nesta terça-feira, dia 26, acontece a terceira edição do prêmio Prefeito Expressão. O evento, que é uma promoção do Diario de Pernambuco em parceria com a Amupe e o Grupo Ser Educacional, acontece no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, às 19h. A programação inclui dois painéis: o primeiro apresentado pelo cientista político Adriano Oliveira, coordenador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, e o segundo com o secretário estadual de Educação, Danilo Cabral, sobre gestão pública. No evento, dez prefeitos que mais se destacaram no estado receberão certificados.

Veículo: site da União dos Vereadores de Pernambuco
Data: 19.01.2010
Título: Encontro com Presidentes marcado por homenagem, orientação e debate

 

O Encontro com Presidentes de Câmaras Municipais, realizada dia 14/01 pela UVP, foi o maior sucesso. Com o auditório cheio, a reunião começou com um minuto de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto no Haiti. Os gestores de todas as regiões de Pernambuco se fizeram presentes para tirar dúvidas e debater sobre os mais diversos assuntos.

Formaram a mesa: o presidente da UVP, Biu Farias; o coordenador do Instituto Maurício de Nassau, Sérgio Murilo Filho; os auditores de contas públicas do TCE, Fábio Pedrosa e Rogério Almeida; o também auditor e coordenador da Corregedoria Geral do TCE, Frederico Melo, o assessor jurídico, Isael Nóbrega e os presidentes das Câmaras de Triunfo e Salgueiro, João Batista e Raimunda Barros, respectivamente.

Como um dos objetivos desse encontro era capacitar e orientar os vereadores sobre as obrigações e deveres, o auditor de contas públicas do TCE, Fábio Pedrosa, falou sobre a redução do duodécimo. Pedrosa explicou como os Presidentes das Câmaras devem utilizar a verba da melhor forma possível e constatou que, em alguns casos, essa redução causará demissões e redução nos subsídios dos vereadores.

Ele também disse como os vereadores devem agir nesse momento tão crítico para a categoria. “Essa situação se resumi em duas palavras: planejamento e mobilização. Planejamento dos presidentes das câmaras, para não cometer erros e mobilização de todos os vereadores para mudar essa situação”, pontuou Pedrosa.

O presidente da Câmara Municipal de Triunfo, João Batista, falou que os gestores das câmaras devem repensar os cálculos dos gastos e planos orçamentários. “Lá em Triunfo nós fizemos uma consulta para esclarecer as mudanças e agir da melhor forma, sem prejudicar os vereadores e o trabalho na casa”, completou Batista, convocando os presidentes a, também, fazerem consultas para esclarecer as dúvidas sobre a mudança.

Por fim, foi aberto um momento para que os vereadores pudessem tirar dúvidas e opinar sobre o assunto debatido. Entre algumas opiniões surgiu a indignação e o repúdio contra aquela situação. O presidente da UVP, Biu Farias, alertou todos a pensarem bem em que votar para deputado federal, já que a maioria deles foram responsáveis pela aprovação da PEC. Para isso a UVP distribuiu panfletos com os nomes dos deputados e votaram contra e a favor.

 Veículo: Jornal do Commercio / Mais Esporte
Data: 10.01.2010
Título: O Sertão “sudestino”

Subtítulo: Sertanejos recebem mais informações dos times do Sudeste brasileiro e passam a torcer por eles, não ligando para os dos seus estados.

 

Fabiana Moraes
fmoraes@jc.com.br

 

É fácil adivinhar qual o time mais popular do Sertão pernambucano: com uma das maiores e mais animadas torcidas do Estado e trazendo o vermelho e o preto como cores-símbolo, o querido Flamengo é assunto tão certo e sério quanto a qualidade da carne de bode servida em dia de batizado de neném. A afetuosidade sertaneja pelos jogadores cariocas (que preferem um açaí ao caprino assadinho) é antiga: vem lá dos anos 80. Lá em Arcoverde (252 quilômetros de Recife), enquanto o local Flamengo Esporte Clube procurava desesperadamente por torcedores além de seu fundador (o perseverante Erivaldo Moneiro da Costa, que fundou o time em 1959), o garoto José Xavier se emocionava com um presente de família guardado até hoje com imenso carinho: a camisa oficial do Flamengo carioca, então com um elenco formado por nomes como Raul, Zico e Adílio. Era 1984, e ele via no time de Telê uma verdadeira galeria de heróis. “A Globo era a única coisa que chegava lá. Sabíamos o que acontecia no Sul e no Sudeste, mas não havia cobertura do futebol daqui. Tanto é que eu despertei primeiro para um time de fora”, diz José, hoje com 37 anos e fã de um dos times com uma das maiores e mais animadas torcidas do Estado, aquela que traz o vermelho e o preto como cores-símbolo, o Sport.

Três décadas depois, com o Galinho de Quintino ganhando bons euros no Olympiakos, as cenas vistas nas telas de TV de Arcoverde, assim como em todo o Sertão de maneira geral, continuam a mostrar os dramas, derrotas e vitórias de times como Corinthians, Palmeiras, Vasco e São Paulo. É curiosíssimo passar pelas casas humildes, à beira da estrada, e vê-las afetuosamente pintadas com brasões defendidos a milhares de quilômetros de distância. Tem gente que exagera: chega a torcer de verdade para dois times, um do Rio, outro de São Paulo, como é o caso do agricultor Francisco Pereira da Silva, 57, um dos mais ardorosos fãs de futebol do Sítio Cansanção, em São José do Belmonte (510 quilômetros de Recife), quase divisa com o Ceará. Enquanto cata o feijão de corda plantado por ele mesmo, ajudado pela neta Cícera Eduarda, 4, revela sua preferência pelo Palmeiras e o Flamengo, considerando, que o último tem um lugar maior em seu coração de torcedor. “Se eu pudesse, ia para os jogos da seleção lá no Recife”, comentou, mostrando que é do tempo no qual a canarinha provocava maiores arroubos emocionais. Na casa, que não tem antena parabólica, a única emissora que consegue sintonizar é a Rede Globo. Assim, boa parte do repertório cultural de sua família é formatado a partir de atrações como Malhação (“Ih, caraca!”), Mais você (“bom dia, Louro José!”) e, claro, Galvão Bueno (“É pentaaaaaaaaaa!”).

Anielta, 20, filha de Francisco, também experimenta certa dualidade futebolística, esta com nuances mais específicas: corintiana durante toda a adolescência, ela trocou o gavião pelo porco (ou o papagaio, como preferem alguns), ou seja, o Timão pelo Palmeiras. “É que eu comecei a gostar de um menino que era palmeirense….”. Para garantir uns cheiros a mais, ela pintou, ao lado da casa, o nome do verdão – mas quem se deu bem mesmo foi o pretendente, que já chegou por ali fazendo média com um dos times do pai da namorada. Na casa, o único que tem fé em apenas uma bandeira é Cícero, 25, flamenguista convicto, assim como a maioria dos moradores de Belmonte. “Mas aqui também tem muita gente do Vasco”, informa Francisco.

A poucos quilômetros dali, na pequenina Jati, Ceará, imediações da Serra do Araripe, o ajudante de padaria Francisco Garcia, 39, quis mostrar a todos o seu apreço flamenguista pintando o brasão do time ao lado da porta coberta com tinta novinha. “Com time do Ceará ou de Pernambuco sou indiferente. Mas o Flamengo para mim é religião, gosto desde que sou criança.” Sua casa faz parte dos 20% de residências cearenses dotadas de uma parabólica, objeto ainda visto com espanto por quem passa no Sertão, mas necessário para captar as ainda precárias transmissões televisivas. O problema é que é mais fácil saber os problemas de esgoto de uma rua curitibana do que uma notícia local.
Voltando a Pernambuco, em Riacho do Meio (distrito de São José do Egito, a 404 quilômetros do Recife), é comum encontrar meninos usando, desta vez no corpo, os brasões dos times do Sudeste, com destaque para o São Paulo, que parece ser bem mais “moderno” do que o Flamengo, time que as crianças da era lan house identificam como “de velho”. Cláudio Moraes e Alex Nascimento, ambos com 13 anos, são exemplos – o último tem um colarzinho com o símbolo do tricolor. “Foi comprado em São Paulo”, conta, orgulhoso. Já os amigos Antônio e José Santos, também com 13, são fãs do Palmeiras. “Torcer pra time daqui não dá futuro não”, diz José. Em Serra Talhada (412 quilômetros de Recife), Janderson Cardoso, 16, que trabalha num posto às margens da estrada, compartilha da opinião do menino: ele vibra pelo São Paulo e esculhamba o local Serrano, este, diga-se de passagem dono de seguidores fiéis. “Vale nada não, esse leva peia de todo mundo.” Coitado do Carcará.

 

O problema não é só a parabólica

 

Em 2008, uma pesquisa feita pelo Instituto Maurício de Nassau mostrou que 61% dos sertanejos torcem para times não pernambucanos: 26,3% são Flamengo, 9,5%, são Corinthians, 7,8%, torcem pelo São Paulo. Os times recifenses aparecem mais timidamente: Sport tem 6,1%, Náutico tem 2,3% e o Santa Cruz ficou com 1,7%. Na capital pernambucana, no entanto, os times locais são preferidos por 71,3% da população, uma realidade completamente diferente da percebida no interior. No início deste ano, o Datafolha publicou um estudo que referenda a análise anteriormente citada: só a torcida do Flamengo reúne 19% dos torcedores do País, enquanto o Corinthians fica com 13%. Em 2007, o clube carioca tinha 23% da preferência dos nordestinos, número que subiu para 25% (o levantamento foi realizado em dezembro de 2009).
Para o antropólogo Arlei Damo, autor de livros como Futebol e identidade social - uma leitura antropológica da rivalidade entre torcedores e clubes, não é tão simples explicar a adesão dos nordestinos, incluindo aí os sertanejos, pelos times de fora. “Em primeiro lugar, é importante considerar que o uso generalizado de camisetas de clubes de futebol tornou-se um modismo no Brasil desde a década de 1990, a tal ponto de muitas pessoas, sobretudo jovens do sexo masculino, colecionarem diversas camisetas de clubes, mesmo tendo preferência por um deles apenas. É importante, pois, separar este hábito de consumo, algo bastante influenciável pelos modismos.”

Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Damo ainda aponta para outra questão para além da parabólica: a organização dos torneios entre os clubes. “Houve um tempo em que não existiam competições nacionais, antes dos anos de 1970, em que as rivalidades regionais eram as mais importantes. Com a criação de um campeonato nacional, agora limitado a 20 clubes na primeira divisão, há uma exclusão muito grande: há mais de 800 clubes profissionais no Brasil. Um torcedor do Acre, por suposição, que insistisse em torcer apenas por um clube local, ficaria completamente alijado da programação – jogos, notícias, discussões – futebolística veiculada na grande mídia, pois os clubes do Acre não são muito performáticos nacionalmente. Se há muitos pernambucanos usando camisetas de clubes do Sudeste do País, isto também tem a ver com o fato de que os três principais clubes locais não têm tido performances muito consistentes nos campeonatos nacionais e continentais.” Olhar afiado, o antropólogo ainda percebe um fator bastante específico entre nós nordestinos: os contatos com a região Sudeste através dos fluxos migratórios – especialmente São Paulo – e a influência exercida pelas rádios Nacional e Tupi nas décadas de 1940 e 1950. “Eram rádios do Rio de Janeiro com ampla audiência no Nordeste, numa época em que o futebol carioca viveu sua melhor época.” Ou seja: se hoje o número de parabólicas espanta (um estudo da Ipsos Public Affairs e Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação, de 2007, apontou que 19% das residências pernambucanas estão equipadas com uma), basta olhar para as décadas de 40 e 50 para se chegar a conclusão de que o problema não é o equipamento, e sim a difusão homogeneizada que sempre caracterizou a região.

Adamo aponta para pesquisas que mostram os Estados mais “bairristas” do País, aqueles nos quais os torcedores adotam prioritariamente os clubes locais: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul encabeçam a lista. Nesses Estados, mais de 90% dos torcedores se distribuem entre clubes do próprio Estado. “Há duas explicações para isso: uma é de que esses Estados se pensam como unidades com identidade para além do futebol. Ser gaúcho, para os sul-riograndenses, por exemplo, é tão importante quanto ser brasileiro. E vale o mesmo para outros Estados. Mas isto não valeria para o caso dos pernambucanos?”, questiona ele. A resposta, sabemos, vai para além da camisa do time: ela aciona nossa relação com “o que é daqui” e, claro, com a esmagadora difusão de produtos culturais – como o futebol – com a chancela de poucas emissoras de TV. Com o Sertão cada vez mais conectado à internet, essa realidade pode sofrer fissuras – mas, para isso, essa mesma região vai precisar visitar páginas para além do Orkut.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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