Instituto Maurício de Nassau

Pesquisa revela que 12% da população da RMR já consumiu maconha

Veículo: Pernambuco.com

Data: 20 de janeiro de 2011

Título: Pesquisa revela que 12% da população da RMR já consumiu maconha

 

Pelo menos 12% da população da Região Metropolitana do Recife (RMR) já consumiu maconha. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. A erva é considerada o entorpecente mais comum no meio social, pois 58,3% conhece alguém que consome a droga. No entanto, menos de 13% das pessoas ouvidas diz ter consumido drogas. Apenas 5% admitiu consumir regularmente maconha.

 

A pesquisa também revelou que a população conhece pessoas que usam entorpecentes. Os entrevistados informaram que amigos (20,4%), vizinhos (17,3%), conhecidos (13,8%) e outros parentes (13,1%) consomem drogas.

 

Os dados também mostram que mais de 80% dos entrevistados é contra a liberação das drogas. Além disso, 62% culpam tanto os traficantes quanto os consumidores pelo tráfico de drogas e sua consequente violência. Com relação ao consumidor de drogas ser preso pela polícia, 52,1% diz ser contra e 44,6% é a favor. Já para 94,3% dos entrevistados, os traficantes deveriam ser presos.

 

A pesquisa ainda mostra que mais de 90% da população RMR já ouviu falar em drogas como maconha, crack, cocaína e loló.

 

Uso de droga admitido por 15% da população do Grande Recife

Veículo: Jornal do Commercio

Data: 20 de janeiro de 2011

Título: Uso de droga admitido por 15% da população do Grande Recife

 

Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau revela que 15% da população da Região Metropolitana do Recife já usou algum tipo de droga. Ou seja, cerca de 550 mil dos 3,6 milhões de habitantes do Grande Recife consumiram substâncias entorpecentes ilícitas. Cinco por cento da população, o equivalente a 184 mil pessoas, admite ser usuária frequente de entorpecentes. Apesar disso, 94% dos entrevistados são contra a descriminalização das drogas.

 

A pesquisa entrevistou 815 pessoas, nos dias 6 e 7 de janeiro, nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife. A margem de erro para o levantamento é de 3,5 pontos percentuais e o nível estimado de confiança no resultado é de 95%.

 

De acordo com o professor da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, Adriano Oliveira, o estudo revela alto consumo de droga na Região Metropolitana do Recife. Para Oliveira, um dos dados mais reveladores é o de que, mesmo com 12% dos entrevistados admitindo ter experimentado maconha, esse percentual pode ser maior, já que 58% dizem conhecer usuários frequentes da erva.

 

“Muitas vezes a pessoa pode ter ficado intimidada em admitir para o entrevistador que experimentou ou é usuário da droga. A partir do momento em que 6 entre 10 entrevistados afirmam conhecer pessoas que usam drogas, isso nos leva a crer que há um alto consumo de maconha no Grande Recife”, avaliou o coordenador da pesquisa.

 

Outro ponto importante destacado por Adriano Oliveira é a possibilidade de crescimento do percentual de usuários de crack e cocaína. “Pernambuco vive um momento de incremento da economia e de mais pessoas tendo melhoria de renda. Isso pode favorecer a expansão do mercado consumidor de entorpecentes, que ainda está concentrado na maconha”, concluiu Adriano Oliveira.

 

O coordenador do estudo visualizou também a necessidade de uma campanha de esclarecimento em torno da descriminalização das drogas. “Menos de 25% dos entrevistados sabem que descriminalizar significa não ser crime consumir drogas”, pontuou Adriano Oliveira.

 

A maioria dos entrevistados faz uma ligação direta entre drogas e violência. Para 62% da população, traficantes e usuários são culpados pela violência decorrente do comércio ilegal de entorpecentes. Somente 21% atribuem a culpa exclusivamente aos criminosos e 5% aos dependentes químicos.

 

Mesmo com a mudança na lei, ocorrida em 2006, que passou a não punir com prisão os usuários, 44% dos entrevistados acham que pessoas flagradas consumindo entorpecentes devem ir para a cadeia.

 

A pesquisa anotou no Grande Recife a existência de seis tipos de drogas mais comuns. Maconha, cocaína, crack, loló, LSD e oxi. Estes dois últimos mais raros. O LSD é um ácido que tem a apresentação mais comum de um microponto com menos de um grama e é consumido por via oral.

 

Já o oxi é mais um subproduto da cocaína misturado com substâncias ainda mais danosas do que as presentes nas pedras de crack. Também é fumado em cachimbos pelos usuários.

 

Confira a pesquisa: pesquisa-consumo-e-trafico-de-drogas-na-regiao-metropolitana-do-recife1

Dívidas têm queda de 1,9%

Veículo: Folha de Pernambuco / Economia / FINANÇAS

Data: 19 de janeiro de 2011

Título: Dívidas têm queda de 1,9%

 

Ainda que seja de forma tímida, houve uma melhora nas condições das finanças pessoais do consumidor recifense. É o que registra o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) no estudo sobre Índice de Endividamento do Consumidor Recifense (IEC), realizado entre novembro de 2010 e janeiro deste ano. Durante o período, foi verificado um recuo de 1,9% quanto às dívidas. O estudo aponta que a queda pode ser resultado do uso do 13º salário para o pagamento de dívidas, haja vista que, em dezembro, 25,2% dos entrevistados disseram que fariam uso do recurso para quitar débitos.

 

A pesquisa mostra que, em janeiro, predomina o número de indivíduos com menos da metade de sua renda total comprometida com dívidas, 35,3% do total de entrevistados. Já os que possuem endividamento superior à sua renda total representam 24,6%. Em relação ao mês de novembro de 2010, há uma elevação de 0,4% nos indivíduos com endividamento superior à sua renda total, e aumento de 1,1% nos indivíduos com comprometimento inferior à metade de seus rendimentos. A classe C é a campeã em dívidas. De acordo com a pesquisa, 58,4% dos indivíduos endividados des¬ta classe possuem uma dívida superior ao total de sua renda.

 

Também houve uma análise sobre os principais produtos e qual o meio de pagamento que será utilizado nas compras do consumidor recifense neste mês de janeiro. Os dados mostraram o predomínio do cartão de crédito, preferido por 23% dos consumidores. Entretanto, o percentual de consumidores que afirmaram não saber qual meio de pagamento utilizar se aproximou dos 50%, o que indica falta de planejamento financeiro nas compras deste início de ano.

 

Veículo: Folha de Pernambuco / Folha Econômica

Data: 19 de janeiro de 2011

Título: Confiantes

 

Os recifenses acreditam na melhoria de suas finanças pessoais este ano. Segundo o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, o otimismo está com 73% dos recifenses, pelo de crescimento econômico que vive a cidade, com aumento de mão de obra nos setores dinâmicos da economia. 

 

Confira a pesquisa: iec-ipmn-jan-20111

Cesta básica sobe no recife

Veículo: Folha de Pernambuco

Data: 11 de janeiro de 2011

Título: Cesta básica sobe no recife

 

O custo médio da cesta básica do Recife, que inclui 20 itens, chegou a R$ 429,56 no mês de dezembro. No mês anterior, o valor foi de R$ 407,60. Os dados são da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. Segundo o estudo, o produto com maior variação de preço foi a banana, com 362,5% de diferença. Já o de menor variação foi o óleo, com 20,64%.

 

“Comparando com a pesquisa feita no mês de novembro, o produto que apresentou a maior elevação de preço foi o tomate (36,72%), seguido da banana (aumentou 33,2%). Banana e tomate, por serem perecíveis, já possuem esse perfil de altas variações de preço”, explica a economista Rober­ta Tekavita. No que se refere à variação negativa, o feijão, com 10,37%, ficou mais barato e estabilizou o preço depois de aumento representativo nos meses de outubro e novembro.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a saída para economizar na compra é escolher os lugares mais baratos da cidade, como no bairro do Cordeiro (maior concentração de preços mínimos), ou visitar pelo menos 14 estabelecimentos em 14 bairros diferentes. Aceitando essa última sugestão, a economia pode chegar a quase R$ 150.

 

 

Confira a pesquisa: cesta-basica-dezembro-2010

   

  

 

 

 

 

Cesta básica no Recife aumentou em dezembro

Veículo: Pernambuco.com

Data: 10 de janeiro de 2011

Título: Cesta básica no Recife aumentou em dezembro

O custo da cesta básica no Recife aumentou no mês de dezembro, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. A cesta alimentar foi orçada em R$ 429,56. Para obter o menor custo possível para os 20 produtos da cesta, a população recifense precisaria visitar pelo menos 14 estabelecimentos, em 14 bairros diferentes. Com isso, o valor obtido seria de R$ 285,25. Uma economia de R$ 144,31 com relação à média, representando uma variação negativa de 33,59%. Em relação ao mês de novembro, o valor médio da cesta apresentou um aumento de 5,39%.

Ainda de acordo com o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, a pesquisa revela ainda que o produto com maior variação de preço foi a banana com 362,5%. Já o de menor variação foi o óleo com 20,64%. Comparando com a pesquisa feita no mês de novembro, o produto que apresentou a maior elevação de preço foi o tomate (36,72%), seguido da banana (aumentou 33,2%). No que se refere à variação negativa, o feijão, com 10,37%, ficou mais barato.

 

Aumenta o valor da cesta básica no Recife, diz pesquisa

Veículo: PE 360 graus

Data: 10 de janeiro de 2011

Título: Aumenta o valor da cesta básica no Recife, diz pesquisa
 

Em relação ao mês de novembro, o valor médio da cesta apresentou um aumento de 5,39%

 

Em dezembro de 2010, o custo médio da cesta de consumo alimentar do Recife foi de R$ 429,56, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. Em relação ao mês de novembro, o valor médio da cesta apresentou um aumento de 5,39%. A pesquisa revela ainda que o produto com maior variação de preço foi a banana com 362,5%. Já o de menor variação foi o óleo com 20,64%.

 

Comparando com a pesquisa feita no mês de novembro, o produto que apresentou a maior elevação de preço foi o tomate (36,72%), seguido da banana (aumentou 33,2%). No que se refere à variação negativa, o feijão, com 10,37%, ficou mais barato. E, considerando os bairros visitados, a maior concentração dos preços mais baixos foi no do Cordeiro, onde a carne de frango, a banana, o café e o açúcar puderam ser encontrados pelos seus preços mais baixos. Com relação aos preços mais elevados, o bairro de Boa Viagem, mais uma vez, constatou-se a maior ocorrência dos preços máximos de cada produto.

 

 

O lulismo em Pernambuco

Veículo: Diario de Pernambuco / Política - Especial

Data: 31/12/2010

Título: Lula, coroado pelo povo


Lula, coroado pelo povo


Na cartilha das tradições sertanejas, o chapéu de couro é a lição de bravura sobre as dificuldades. Reina absoluto acima das cabeças, protege contra a impiedade do sol, escuda frente aos espinhos da vegetação seca. Coroa das entranhas nordestinas, curva-se apenas à gratidão. Por chuva, comida, atenção. Ritual de nobreza executado por Joaquim Manuel do Carmo, de Salgueiro, para agradecer os benefícios gerados pelos oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gesto de respeito repetido mundo afora para cumprimentar o retirante nordestino pela forma como conduziu o país e logrou o desafio de resgatar a alma da auto-estima dos brasileiros. O Diario publica, hoje, uma reportagem especial sobre o legado do homem expulso da própria terra pela carência, forjado na lida com os trabalhadores, alçado à Presidência pela democracia e coroado líder pelas bênçãos do povo.

 

 O lulismo em Pernambuco


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) termina o mandato de oito anos como o melhor presidente da história do Brasil para 89,9% dos pernambucanos. Nascido na cidade de Caetés, no Agreste do estado, o petista também é considerado por 93,9% dos seus conterrâneos como o presidente que mais fez por Pernambuco. Os dados foram revelados na pesquisa feita pelo Instituto Maurício de Nassau que aponta, ainda, um dado curioso. Cerca de 93% dos entrevistados afirmaram que continuariam votando em Lula mesmo que ele fosse candidato por outro partido, inclusive de oposição, a exemplo do PSDB.

 

Lula encerra mandato reconhecido por 89,9% dos eleitores do Estado como o melhor presidente do País

 

Na avaliação do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador da pesquisa, Adriano Oliveira, os números revelaram que o ´lulismo` está consolidado em Pernambuco. Ao avaliar a postura dos entrevistados de votar no presidente independentemente de partidos políticos, ele ressalta que essa resposta deixa claro que o petista está acima do PT e do PSDB, apesar de 52,9% reconhecerem o PT como a legenda que mais admiram na política brasileira. O PMDB ficou em segundo lugar com 4,2%.

 

Para o economista e consultor do Instituto Maurício de Nassau, Maurício Romão, a pesquisa reproduz o que está acontecendo no cenário nacional. ´Os números expressam quase uma unanimidade. É uma coisa impressionante`, destacou. Segundo Romão, a popularidade de Lula junto aos brasileiros não tem como ser negada. Esse feito, acredita ele, é resultado da preocupação que o petista mostrou ter, durante os últimos oito anos, com as questões sociais, criando programas como o Bolsa Família, além de atuar como pacificador entre as classes sociais e conseguir a adesão das elites para os projetos do governo. ´Aliado a tudo isso, ele soube se expressar de um modo muito peculiar`, pontuou.

 

Apesar dos altos índices de aprovação, Maurício Romão lembra que o presidente não é um deus nem um semideus e como ser humano também tem defeitos. Ele citou a autosuficiência e egolatria como características que marcam a personalidade de Lula. ´Quantas vezes ele repetiu ‘ninguém na história desse país…’. Esse jargão vai ficar para a história`, observou.

 

O economista lembrou, ainda, a dificuldade que Lula tem para reconhecer os erros. ´Até hoje ele não reconhece o mensalão como um problema para o governo. Na avaliação dele, o acidente da TAM (ocorrido em 2007, no aeroporto de Congonhas, São Paulo), como o pior momento da gestão, quando, na verdade, a queda do avião aconteceu por defeitos técnicos e está muito longe de ser comparada ao mensalão`, ponderou. ´Mas isso é mais uma faceta do presidente para se identificar com a população. Ele sabe que esse tipo de situação mexe com o sentimento das pessoas. É o jeito dele`, avaliou Romão.

 

Eleitores votariam em Lula novamente


A possibilidade de o presidente Lula (PT) exercer um terceiro mandato chegou a ser cogitada, mas a ideia não prosperou. A pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, no entanto, mostrou que 91% dos pernambucanos acham que o petista merece ser candidato em 2014 e 89% afirmaram que estão dispostos a votar nele. Apenas 8% dos entrevistados disseram que não votariam no presidente.

 

´A quantidade de pessoas dispostas a votar nele revela que Lula será uma sombra constante para Dilma Rousseff (a presidente eleita) junto ao eleitorado`, observou Adriano Oliveira, coordenador da pesquisa. Na opinião de 66% das pessoas, Lula melhorou a vida dos brasileiros, enquanto 28% disseram que ele se preocupou apenas com os mais pobres e 2% apenas com os mais ricos. ´A pesquisa deixou claro que Lula poderá novamente ser o presidente do país`, comentou Adriano.

 

Entre os que apoiam a tese de um novo mandato para o presidente, a maior fatia do eleitorado está na faixa etária de 16 a 24 anos (91%). O menor percentual (87%) está entreos maiores de 60 anos. Dos entrevistados, 82% responderam que já votaram no presidente Lula em alguma eleição. Quando questionados sobre qual o partido do presidente, 88,4% disseram saber que Lula é filiado ao PT.

 

Na opinião do economista Maurício Romão, o fato de Lula ser pernambucano pode refletir numa aprovação com índices tão altos. ´Mas se a gente for olhar em regiões onde ele tem uma aceitação menor, a diferença nos números não é tão grande`, comparou.

 

No Congresso Nacional, a tese de um terceiro mandato para o Lula levou o deputado Jacson Barreto (PMDB/SE) a apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC). O documento foi assinado por 171 parlamentares. À época, o temor dos deputados era de que a então pré-candidata à sucessão do petista, Dilma Rousseff (PT), não pudesse disputar a eleição em razão da constatação de um câncer linfático.

Veículo: Jornal do Commercio / Economia
Data: 26.10.2010
Título: Ao meio-dia, brasileiro terá pago R$ 1 tri em impostos

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A arrecadação tributária do País este ano alcança R$ 1 trilhão às 12h30 de hoje, horário local. Para se ter uma ideia do que isso representa, em 2008 e 2009 a mesma marca foi atingida apenas ao final da primeira quinzena de dezembro, uma antecipação de 50 dias. Em Pernambuco, a soma da arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais já ultrapassou R$ 6 bilhões.

 
O Impostômetro é uma ferramenta criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mantém um painel, no centro da capital paulista, medindo arrecadação em tempo real.

 
No Recife, a Faculdade Maurício de Nassau mantém um contador semelhante, na Rua Joaquim Nabuco, Madalena. Hoje, para marcar a cifra de R$ 1 trilhão, o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) cobrirá o relógio de impostos com um pano preto, em sinal de protesto, e lança também um estudo avaliando a carga tributária brasileira no período de 1986 ao ano passado.

 
No estudo do IPMN, que será apresentado pelo economista Djalma Silva, a entidade vai mostrar que enquanto em 1987 o brasileiro trabalhava 74 dias para conseguir pagar o total de tributos cobrados no Brasil, até o ano passado o volume de trabalho necessário para bancar a voracidade do Fisco quase dobrou, chegando a 147 dias.

 
Ainda segundo o estudo, o número de dias trabalhados quase que dobrou, quando analisada uma linha temporal de 1987 a 2009. “Em 1987 se trabalhava 74 dias para o pagamento de tributos, em 2009 foram necessários 147 dias, ou seja, o IBPT estima que até o final do ano os brasileiros vão desembolsar R$ 1,27 trilhão em tributos, contra R$ 1,09 trilhão em 2009.

 
O número é tão alto que, por dia, os brasileiros pagaram R$ 3,34 bilhões em 2010, até agora, uma média de R$ 2,7 milhões por minuto.

 
Fazendo a média por habitante, cada brasileiro pagou em impostos, até ontem, R$ 5.193 a todas as esferas do governo: federal, estadual e municipal. A previsão é de que até o final do ano esse valor suba para R$ 6.597 por pessoa.

 
Este é o terceiro ano em que o Brasil tem um número trilionário na carga tributária. Em 2008, a cifra veio pela primeira vez, no dia 15 de dezembro.

 
Ano passado, por causa da crise econômica, a marca foi atingida apenas um dia antes, em 14 de dezembro. O motivo da grande antecipação de 2010 é o crescimento da economia brasileira.

 
Com o aquecimento econômico, as empresas produzem mais, vendem mais, lucram mais e pagam mais tributos. O mesmo ocorre com as pessoas físicas, devido ao aumento do emprego e da renda.

 
Veículo: Folha de Pernambuco /  Folha Econômica
Data: 26.10.2010
Título: Tributos
 

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Os impostos pagos pelos brasileiros chegam hoje a R$ 1 trilhão, ou seja, 35% do PIB nacional. Oportunamente, o economista do IPMN, Djalma Silva, fala sobre o assunto, às 9h, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau.
 
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Veículo: Folha de Pernambuco/ Cidadania
Data: 26.10.2010
Título: Carga tributária anual chega a R$ 1 tri

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RACHEL MORAIS 

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O brasileiro deve gastar cerca de 40% da sua renda bruta para pagar impostos. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), estima-se que, este ano, haverá um recorde de arrecadação: R$ 1,26 trilhão. Hoje, o impostômetro, painel localizado na rua Joaquim Nabuco, no bairro do Derby, atingirá a marca de R$ 1 trilhão arrecadados nas três esferas do Governo (federal, estadual e municipal). O cálculo dos impostos pagos é feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Em ação simbólica de protesto, o contador estará coberto de preto em alusão à diferença entre o montante arrecadado e os serviços públicos oferecidos à população. Além disso, às 9h, o economista do IPMN, Djalma Silva, realizará palestra sobre “Carga Tributária no Brasil”, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau. A mesma ação também ocorre da cidade de Maceió.

 

O valor arrecadado até agora corresponde a 35% do PIB nacional. O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo e, para arcar com isso, o cidadão trabalha cerca de 147 dias, quase o dobro do necessário na década de 1980. “Enquanto o trabalho para pagar impostos quase duplicou em 22 anos, a renda per capita brasileira elevou cerca de 34% e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 12%. Ou seja, há uma tendência de elevação na renda do brasileiro, porém verificou-se também uma expansão da carga tributária em níveis ainda superiores”, afirmou Djalma.

 

Além disso, de acordo com o estudo, a estrutura tributária nacional é concentrada em cima de bens de serviço, 47,36% do total. Do restante, 19,88% é cobrado em cima de renda e 26,95% sobre folha de salário. “Dessa forma, atinge pessoas com mais e menos renda da mesma forma, penalizando os mais pobres”, disse o economista. Já em países como os Estados Unidos, cerca de 48% da carga é em cima da renda, contribuindo para a redução dos níveis de desigualdade do País. “O Brasil precisa de uma reforma tributária ampla e é um tema que não tem sido tratado na campanha presidencial, por exemplo. Falta vontade política para ela acontecer”, concluiu Djalma.

Veículo: Diario de Pernambuco / Vida Urbana
Data: 17.10.2010
Título: Muita teoria e pouca prática
Subtítulo: Levantamento revela que 49% dos recifenses têm pouco interesse por temas relacionados ao meio ambiente

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Júlia Kacowicz - juliakacowicz.pe@dabr.com.br

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A sociedade está dividida. Questionário aplicado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau indicou que 51% dos recifenses têm muito interesse por temas relacionados a meio ambiente. A outra metade se divide entre pouco interesse, nenhum ou indiferente. Neste cenário, os atuais ativistas têm duas batalhas pela frente: mudar o lado de 49% da população e transformar a totalidade. Isso porque, mesmo entre a parcela amigável à temática, o levantamento constatou que os hábitos de consumo sustentável ainda não estão aprofundados. Em outras palavras, ainda é grande a distância entre a teoria e a prática.

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Renatta Maciel, Álvaro Araújo e Renato Priori acreditam que sustentabilidade está na moda, mas hábitos precisam mudar. A maior parte dos entrevistados (80,8%), por exemplo, disse não procurar saber se o fabricante de um produto desejado tem preocupação ambiental. Na mesma linha, 74,9% não consideram se a embalagem do item adquirido é reciclável. As respostas podem indicar que, apesar de saber que ser sustentável ou se preocupar com meio ambiente é importante, os entrevistados ainda nãoconsideram os elos de um comportamento ecológico, que se inicia no consumo e segue até o descarte. A estudante de direito Bárbara Matos, de 19 anos, contou que na casa dela a coleta seletiva é um hábito antigo, mantido pela avó. “A gente separa tudo, até o óleo. Mas é preciso observar também o que estamos consumindo. Não adianta colocar o lixo para reciclar e ter um consumo excessivo”, ponderou.

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O coordenador do Instituto de Pesquisa, Sérgio Murilo Filho, avaliou que os dados mostram um avanço ao indicar uma sociedade interessada no tema. “Antes as pessoas não se envergonhavam em desrespeitar o meio ambiente. Hoje, se jogam lixo no chão, já têm medo de ouvir uma reclamação”, disse. A pesquisa, esclareceu, foi realizada com a intenção de conhecer o comportamento do consumidor e os dados foram divulgados para marcar o Dia do Consumidor Consciente, celebrado na sexta-feira passada. Ele ressaltou que alguns resultados, como a falta de interesse pela origem dos produtos, pode representar também a ausência de alternativas. “Às vezes, as pessoas procuram informações e não têm acesso. Acabam desistindo”, afirmou.

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Os amigos Renatta Maciel, Álvaro Araújo e Renato Priori, todos de 20 anos, acreditam que sustentabilidade está na moda. Mas questionam até que ponto as pessoas realmente mudaram seus hábitos. “Talvez, as mudanças comecem pelo discurso, pela compreensão. Mas acho importante percebermos que não precisamos de tantas coisas”, disse Renatta, que desde o início deste ano pinta suas próprias camisas e acha que a iniciativa a ajuda a consumir menos. Álvaro defende que a mudança de comportamento foi motivada mais pela pressão econômica do que por uma sensibilização da sociedade. “As empresas estão guiando essa mudança porque começou a ser uma exigência e a sociedade está seguindo. Mas para ocorrer uma mudança de verdade, a transformação precisa ser maior”, ressaltou.

Veículo: Jornal do Commercio / Economia

Data: 25.09.2010

Título: Combustível vendido sem imposto
Subtítulo: Postos Abdias de Carvalho e Benfica vão vender o litro da gasolina por R$ 1,51 das 10h às 12h Medida faz parte do Feirão do Imposto, iniciado ontem

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Dois postos revendedores de combustíveis vão vender a gasolina, somente entre 10h e 12h de hoje, cobrando o preço de R$ 1,51 pelo litro que normalmente custa R$ 2,59. O valor baixo é o preço do produto sem a carga tributária. A iniciativa faz parte do Feirão do Imposto, realizado pela Faculdade Maurício de Nassau. O evento vai contar ainda com uma exposição que traz informações sobre a carga tributária de vários produtos.

 

Os participantes são os postos Abdias de Carvalho (bandeira Texaco, localizado na avenidade de mesmo nome, nº 64, na Madalena) e o Benfia (bandeira Petrobrás, que fica na Avenida Caxangá, nº852, no Zumbi). Cada cliente só vai poder abastecer até 10 litros. “A nossa meta é mostrar ao consumidor o quanto ele paga de impostos. O feirão vai acontecer em 70 municípios do País ao mesmo tempo”, explica o coordenador executivo do Instituto de Pesquisa da Maurício de Nassau, Sérgio Murilo Júnior.

 

A exposição começou ontem e vai até a próxima terça-feira, na unidade da faculdade que fica nas Graças. Ela trará três informações sobre 80 produtos: o preço normalmente cobrado, o percentual da carga tributária e o valor de fato da mercadoria sem os impostos. “Um litro de leite, por exemplo, que custa R$ 2,10 poderia ser vendido por R$ 1,20 se a carga tributária fosse menor”, calcula Murilo Júnior.

 

Outro exemplo demonstrado na exposição é o de um livro vendido por R$ 44, mas que custaria R$ 33,79 se não fossem os impostos. O consumidor vai poder saber o percentual exato da carga tributária que incide sobre os itens como açúcar, café, bebidas, energia elétrica, produtos de higiene, entre outros. Murilo Júnior informa que, no próximo ano, o feirão vai promover mais ações como a venda de produtos sem a cobrança do valor relativo à carga tributária. “Isso já acontece em outras cidades como Curitiba. Lá, os consumidores vão poder comprar veículos com o preço descontado o imposto. Com isso, um Celta completo vai custar apenas R$ 14 mil”, informa.

 

A Maurício de Nassau vai instalar, em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e a Associação Comercial de São Paulo, três painéis do impostômetro. Os aparelhos que fazem a contagem de todos os impostos federais, estaduais e municipais pagos pela população serão instaladas em três capitais do Nordeste (Maceió, Salvador e Natal), no próximo mês. “A iniciativa foi muito bem aceita no Recife e vamos levá-la para essas trÊs capitais. É uma forma de alertar a população permanentemente sobre o valor dos impostos”. Mais informações sobre o feirão estão disponíveis no site www.mauriciodenassau.edu.br.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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