Veículo: Jornal do Commercio / Economia
Data: 26.10.2010
Título: Ao meio-dia, brasileiro terá pago R$ 1 tri em impostos
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A arrecadação tributária do País este ano alcança R$ 1 trilhão às 12h30 de hoje, horário local. Para se ter uma ideia do que isso representa, em 2008 e 2009 a mesma marca foi atingida apenas ao final da primeira quinzena de dezembro, uma antecipação de 50 dias. Em Pernambuco, a soma da arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais já ultrapassou R$ 6 bilhões.
O Impostômetro é uma ferramenta criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mantém um painel, no centro da capital paulista, medindo arrecadação em tempo real.
No Recife, a Faculdade Maurício de Nassau mantém um contador semelhante, na Rua Joaquim Nabuco, Madalena. Hoje, para marcar a cifra de R$ 1 trilhão, o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) cobrirá o relógio de impostos com um pano preto, em sinal de protesto, e lança também um estudo avaliando a carga tributária brasileira no período de 1986 ao ano passado.
No estudo do IPMN, que será apresentado pelo economista Djalma Silva, a entidade vai mostrar que enquanto em 1987 o brasileiro trabalhava 74 dias para conseguir pagar o total de tributos cobrados no Brasil, até o ano passado o volume de trabalho necessário para bancar a voracidade do Fisco quase dobrou, chegando a 147 dias.
Ainda segundo o estudo, o número de dias trabalhados quase que dobrou, quando analisada uma linha temporal de 1987 a 2009. “Em 1987 se trabalhava 74 dias para o pagamento de tributos, em 2009 foram necessários 147 dias, ou seja, o IBPT estima que até o final do ano os brasileiros vão desembolsar R$ 1,27 trilhão em tributos, contra R$ 1,09 trilhão em 2009.
O número é tão alto que, por dia, os brasileiros pagaram R$ 3,34 bilhões em 2010, até agora, uma média de R$ 2,7 milhões por minuto.
Fazendo a média por habitante, cada brasileiro pagou em impostos, até ontem, R$ 5.193 a todas as esferas do governo: federal, estadual e municipal. A previsão é de que até o final do ano esse valor suba para R$ 6.597 por pessoa.
Este é o terceiro ano em que o Brasil tem um número trilionário na carga tributária. Em 2008, a cifra veio pela primeira vez, no dia 15 de dezembro.
Ano passado, por causa da crise econômica, a marca foi atingida apenas um dia antes, em 14 de dezembro. O motivo da grande antecipação de 2010 é o crescimento da economia brasileira.
Com o aquecimento econômico, as empresas produzem mais, vendem mais, lucram mais e pagam mais tributos. O mesmo ocorre com as pessoas físicas, devido ao aumento do emprego e da renda.
Veículo: Folha de Pernambuco / Folha Econômica
Data: 26.10.2010
Título: Tributos
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Os impostos pagos pelos brasileiros chegam hoje a R$ 1 trilhão, ou seja, 35% do PIB nacional. Oportunamente, o economista do IPMN, Djalma Silva, fala sobre o assunto, às 9h, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau.
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Veículo: Folha de Pernambuco/ Cidadania
Data: 26.10.2010
Título: Carga tributária anual chega a R$ 1 tri
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RACHEL MORAIS
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O brasileiro deve gastar cerca de 40% da sua renda bruta para pagar impostos. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), estima-se que, este ano, haverá um recorde de arrecadação: R$ 1,26 trilhão. Hoje, o impostômetro, painel localizado na rua Joaquim Nabuco, no bairro do Derby, atingirá a marca de R$ 1 trilhão arrecadados nas três esferas do Governo (federal, estadual e municipal). O cálculo dos impostos pagos é feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Em ação simbólica de protesto, o contador estará coberto de preto em alusão à diferença entre o montante arrecadado e os serviços públicos oferecidos à população. Além disso, às 9h, o economista do IPMN, Djalma Silva, realizará palestra sobre “Carga Tributária no Brasil”, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau. A mesma ação também ocorre da cidade de Maceió.
O valor arrecadado até agora corresponde a 35% do PIB nacional. O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo e, para arcar com isso, o cidadão trabalha cerca de 147 dias, quase o dobro do necessário na década de 1980. “Enquanto o trabalho para pagar impostos quase duplicou em 22 anos, a renda per capita brasileira elevou cerca de 34% e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 12%. Ou seja, há uma tendência de elevação na renda do brasileiro, porém verificou-se também uma expansão da carga tributária em níveis ainda superiores”, afirmou Djalma.
Além disso, de acordo com o estudo, a estrutura tributária nacional é concentrada em cima de bens de serviço, 47,36% do total. Do restante, 19,88% é cobrado em cima de renda e 26,95% sobre folha de salário. “Dessa forma, atinge pessoas com mais e menos renda da mesma forma, penalizando os mais pobres”, disse o economista. Já em países como os Estados Unidos, cerca de 48% da carga é em cima da renda, contribuindo para a redução dos níveis de desigualdade do País. “O Brasil precisa de uma reforma tributária ampla e é um tema que não tem sido tratado na campanha presidencial, por exemplo. Falta vontade política para ela acontecer”, concluiu Djalma.