E os doutorados profissionais…

A disparidade regional em relação ao capital humano a ser formado abre espaço para novas situações. Um exemplo disso é o surgimento de cursos strictu sensu à distância e de mestrados profissionais. Nada contra o ensino a distância na Pós-graduação e nem contra os mestrados profissionais, sou até defensor. Mas, não posso deixar de dizer que deveríamos também ter os “Doutorados Profissionais”. Por que não os temos em funcionamento se já existe o precedente dos mestrados? O que não julgo correto é o pagamento de mensalidades nos mestrados profissionais realizados por universidades públicas, mesmo que revestida de fundações. Contrariando a Constituição Federal de 1988 e a Súmula Vinculante do STF n. 12, que confirmam princípio da gratuidade do ensino público, qual é o destino dessas mensalidades? Sendo possível a existência de cursos à distância, por que não incentivar as parcerias entre as universidades estrangeiras e as brasileiras para o oferecimento desses cursos no norte-nordeste? Por que a Capes concentra tanto poder, mas trata com diferentes “pesos e medidas” essas regiões? Será que não temos capital intelectual suficiente na região?



19 Fevereiro 2009 às 13:27
Doutorado profissional? Isso é uma contradição em termos. A universidade, mais especificamente o mestrado e doutorado, existe para formação de conhecimento, e não de mão de obra. Tudo bem que depois de formado, você pega o que aprendeu e faz o que quiser (inclusive trabalhar).
Mas não vamos transformar os doutorados em algo similar a um curso de aprofundamento, que visa apenas ganhar um a mais no fim do mês.
Não. o objetivo dos programas de pós graduação é desenvolver a ciência e tecnologia da nação. Isso não pode se transformar num mecanismo de disparidade para novas subdivisões da classe trabalhadora.
E no mais, o atual mestrado profissional é desmoralizado. É um loja de diplomas que ainda divide em 24 prestações.
19 Fevereiro 2009 às 14:30
Se os mestrados profissionais existem então pela lógica também podem existir doutorados. boa pergunta, para onde vai o dinheiro dos mestrados profissionais das universidade públicas???? qual a diferenca do mestrado acadêmico e do profissional? não é tudo ciência? isso é coisa para ganhar dinheiro nas federais…
28 Março 2009 às 11:17
É de se estranha um universidade cobrar para o mestrado profissional, não entendo a fundamentação técnico-jurídico, porém quando não conseguirmos vagasm nos mestrados acadêmico somos forçados a nos inscrever nos mestrados profissionais. também é notório o direito assegurado a educação, estatuído na CF/88, e a aplicabilidade prática. É preciso mudar esse conceito, tendo em vista o que se fazer com a educação é sua banalização, levando ao fosso o pouco que resta do sistema educacional do país.