Estamos diante de uma sociedade e de um estado patrimonialistas

Adquiri a minha formação acadêmica – graduação, mestrado e doutorado – em universidade pública. Tive a oportunidade, como bolsista da CAPES, de realizar estágio de doutoramento na Universidade de Coimbra – Portugal. Tanto no Brasil como em Portugal me deparei com estudantes que não zelava pelo dinheiro público. Alunos que receberam bolsa, mas que não concluíram o mestrado ou o doutorado – ou que concluíram fora do prazo determinado. Neste caso, recursos públicos foram desperdiçados. Ou alunos que já tinha concluído a pesquisa no exterior, mas optavam por ficar recebendo a bolsa, já que precisavam conhecer a Europa. Por várias vezes reclamei a outros colegas. Porém, alguns faziam ouvidos de mercador e ainda diziam que eram de esquerda. Eu pensava: é possível ser de esquerda sem zelar pelo dinheiro público? Claro que não. Recentemente, duas pessoas tiveram que devolver recursos públicos ao estado em razão de terem concluído os estudos no exterior, mas não voltaram ao Brasil. Deste modo, o investimento público não trouxe benefício direto para a sociedade brasileira. Hoje criticamos acertadamente o Parlamento quanto ao uso indevido de passagens aéreas. Mas esquecemos de cobrar dos bolsistas financiados pelo dinheiro público. Esquecemos dos juízes. Dos delegados. Dos promotores. E de outras categorias do estado. No estado temos exemplos de pouco dedicação ao trabalho e da ausência de zelo pela coisa pública. Além disto, não é possível esquecer dos indivíduos que estão à margem do estado. Alguns quebram orelhões. Depredam ônibus. Relativizam a corrupção. Enfim, constato que estamos diante de uma sociedade e de um estado patrimonialistas. É impossível ocorrer mudança institucional diante deste fato.



25 Abril 2009 às 14:54
Olha aí! Nem tudo está perdido!
O que fica necessário é a existência de uma “Agência Reguladora da Educação” no governo.
Se na época do curso no exterior tivesse lá no Consulado Brasileiro um funcionário PÚBLICO da “ARE” onde, semanalmente, estivesse incumbido de fiscalizar os alunos bolsistas do governo (dinheiro público), visando faltas e notas, com certeza certos alunos “voadores” tomariam mais cautela quanto suas notas e presença nos cursos. E após a conclusão desses cursos o aluno estaria obrigado a voltar e se apresentar no Brasil para prestar contas com a União, além do próprio governo se encarregar de alocar ele em algum setor do funcionalismo/serviço público, tendo ele que passar obrigatoriamente uns 5 anos produzindo para o Governo, a fim de justificar o gasto da União com ele, devidamente remunerado e sendo descontado uma parcela do seu rico salário.
Solução se tem para os gastos que hoje são desperdiçado.
Mas o problema do povo “quebrador”, depredador, vandalo, está na educação, que obrigatoriamente tem de haver uma mudança desde o ensino fundamental.
Por mim acabava essa mamata de aluno ser passado para o ano seguinte de estudo, mesmo não tido entendido nada.
Daí necessitaríamos de uma pilha de psicólogos e orientadores educacionais para conversarem com as crianças problemáticas, pensando em por na cabeças dela a oportunidade que o Brasil está dando e vai dar para elas conseguirem crescer na vida e saírem da pobreza.
A chance seria dado a todos. Se o ser humano não quer melhorar tendo educação gratuita, do ensino fundamental ao superior, e ainda o governo colocando esses após destaque comprovado em faculdade no serviço público, paciência. Chapeu de burro é marreta.
Abraço
25 Abril 2009 às 18:21
O blogueiro, após dissertar sobre seu curriculum vitae, ironicamente, depois de várias críticas negativas encetadas anteriormente contra as universidades públicas e seu corpo docente, afirma que sua formação acadêmica não foi em universidade privada, logo, percebe-se sua falta de coerência com o que escreve. Em seguida, afirma: No estado temos exemplos de pouca dedicação ao trabalho e da ausência de zelo pela coisa pública e culpa desde Juízes até indivíduos que estão a margem da sociedade pelo mau trato a coisa pública. Ora, se o próprio blogueiro, que diz ter concluido o ensino superior, faz conjecturas e observações completamente dissociadas da realidade social, como se não vivesse no Brasil, como cobrar do cidadão que em sua visão preconceituosa o chama de a margem da sociedade pode pensar na coisa pública. O problema meu caro leitor, como podemos deduzir da análise da crônica, é que mesmo indivíduos com formação superior como no caso, desconhecem o que se chama coisa pública.
25 Abril 2009 às 18:37
Atacar bolsistas do ensino superior é demais. Todos sabemos que são pessoas esforçadas e que por contigencias da vida não possuem recursos para bancar seus estudos, por isso, recorrem as bolsas que, inclusive, são oferecidas após rigorosa investigação por parte da União ou Estado. Dizer que os estudantes pobres vão pra fora do país para passear é uma inverdade. Todas as vezes que generalizamos incidimos em erro. É o mesmo que afirmar que todo blogueiro é desplugado do mundo e não sabe o que escreve. Amigos blogueiros me perdoem, apenas uma minoria é assim.
25 Abril 2009 às 20:55
Absurdo esta crônica. O blogueiro é de fato alienado, chamar estudantes universitários bolsistas de vagabundos é uma falta de respeito. Fui estudante bolsista e sempre dei valor a oportunidade que me foi ofertada. Hoje exerço um cargo superior graças a oportunidade que me foi dada e que de outra forma não poderia ter concluído. Acredito nos programas públicos de inserção de estudantes carentes e espero que assim como eu, outros possam ter oportunidade. Gostaria muito que este incentivo fosse extendido para vários outros estudantes que não possuem condição alguma para cursar uma Universidade, e espero que ilações elocubradas e desconexas como esta não afetem a reputação dos estudantes bolsistas do Brasil. NOTA ZERO PARA O IRRESPONSÁVEL BLOGUEIRO
26 Abril 2009 às 06:29
Ana Coimbra
Veja com atenção a crítica contida no texto. Fui bolsista. E defendo a concessão de bolsas. Leia com atenção a crítica contida no texto.
Adriano Oliveira
26 Abril 2009 às 09:56
É óbvio que li com atenção todo o texto e mantenho minha opinião sem retirar uma só palavra. O problema de suas críticas é que são sempre generalizadas, típica dos que não tem coragem de nominar. Quando lidamos com pessoas, devemos levar em consideração o CARÁTER, e este, diferentemente da nacionalidade, é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL. Pensar antes de escrever talvez seja a saída. Sua crônica pode dar início a um movimento contrário a concessão de bolsas para universitários se graduarem no exterior.
27 Abril 2009 às 10:39
Concordo plenamente com a questão em pauta, os alunos bolsistas fora ou dentro do país devem utilizar-se do bem público de maneira consciente e sem desperdícios de recursos, logo, faz-se necessário que terminem seus cursos no prazo determinado (salvo às excessões por motivos alheios à vontade) e com desempenho mínimo esperado, haja vista, a necessidade pelo estado brasileiro da utilização deste bem empreendido, desta forma, não pode este aluno financiado pelo poder público esquecer-se de seus deveres e obrigações com esta sociedade provedora, assim, é plausível a observação do professor Adriano Oliveira, porém o mesmo não foi feliz quando cita “os indivíduos a margem do estado” e diz que esses relativizam a corrupção , professor, por favor, é claro que a atitude da maioria da população que hoje vive marginalizada é um reflexo da corrupção (essa sim existe) Daqueles que detêm o poder político e econômico, a violência que de certa forma o senhor retrata, é na maioria das vezes a única forma de defesa desses “marginais” contra os opressores, os corruptos , e principalmente contra “aqueles que não zelam pela coisa pública”.
27 Abril 2009 às 18:38
Professor, só fiquei sem saber o que o senhor quis dizer lendo seu blog de hoje em relação a outro que o senhor postou. Terá o senhor mudado de opinião?
Acima o senhor disse: \"Fui bolsista. E defendo a concessão de bolsas….
Adriano Oliveira
Comentário de Adriano Oliveira — 26/04/2009 às 06:29\"
Outra hora o senhor diz:\" O professor Naomar acerta no seu raciocínio. Mas se omite ao não tratar do financiamento das universidades públicas. Quem deve financiá-las? Os alunos que lá estudam precisam ser os financiadores das universidades em parceria com o Estado.\"
O que quero expor é que ao passar num vestibular difícil como são os de Pernambuco, o aluno já se encontra apto para um ensino gratuito, onde as bolsas dentro e fora dela ele vai lutar através de mais notas dentro da universidade. Afinal entrar na UFPE é conquistar uma bolsa de estudo com nota, ou não é?
Já a UPE funciona como o senhor quer que a UFPE funcione. Mas acredito ainda que é necessário o ensino de formadores de opiniões, cientistas e professores doutores gratuito. Resta, como debati antes, uma \"agência reguladora da educação\" e ferramentas do Governo Federal para assegurar o bom gasto com a verba de educação. Mas isso já expus minhas idéias no tópico pertinente ao assunto.
Abraços
27 Abril 2009 às 18:49
“porém o mesmo não foi feliz quando cita “os indivíduos a margem do estado” e diz que esses relativizam a corrupção , professor, por favor, é claro que a atitude da maioria da população que hoje vive marginalizada é um reflexo da corrupção (essa sim existe) Daqueles que detêm o poder político e econômico, a violência que de certa forma o senhor retrata, é na maioria das vezes a única forma de defesa desses “marginais” contra os opressores, os corruptos , e principalmente contra “aqueles que não zelam pela coisa pública”.”
Parceiro, pensar nisso é querer justificar a ilegalidade cometida por marginais.
Um sertanejo que vive excluído totalmente dos grandes centros urbanos não sai por aí depredando orelhões, tocando fogo em ônibus, destruindo portas de metrôs,….
Ele sabe, por que o pai ensinou, por que a mãe ensinou que o que é dele é dele e o que é dos outros não é dele. E o que é dos outros ele tem de ter cuidado como ele tem o que é dele.
São coisas que não precisa de instrução de nível superior ou coisa e tal para se fazer o certo.
O errado, meu caro, quem sabe e mesmo assim o faz é por que tem maldade na cabeça e é um próximo corrupto ou um provável bandido. Quando falo bandido não me refiro ao armado só não. O simples fato de um funcionário público conseguir fazer uma licitação não lhe dá o direito de receber “presentinhos” da firma que ganhou, se é que me entende.
Mas isso é uma outra conversa.
Abraço.
27 Abril 2009 às 21:05
1) GENERALIZAÇÕES É UMA CONSTANTE NO BLOGUEIRO. ESSA É APENAS MAIS UMA.
2) PERFEITO TEU COMENTÁRIO DANIEL THÉ. AFIRMAR QUE MARGINAL É MARGINAL PORQUE É POBRE NÃO PASSA DE UM PENSAMENTO SIMPLISTA E PRECONCEITUOSO ( NO TERMO DA PALAVRA). É QUESTÃO DE EDUCAÇÃO DOMÉSTICA, ALGO QUE ESTÁ FICANDO RARO NA SOCIEDADE BRASILEIRA. “PAIS” MODERNOS TERCEIRIZAM A CRIAÇÃO DOS FILHOS. ´PELO PENSAMENTO DOS MESMOS EDUCAÇÃO É FUNÇÃO DA ESCOLA ( MAS QUANDO A ESCOLA TENTA EDUCAR O PAI VAI LÁ E DÁ ESCANDALO PORQUE “ESTOU PAGANDO”), SAÚDE É FUNÇÃO DO POSTO OU HOSPITAL. BASTA ALGUÉM PASSAR UM DIA EM UMA EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA VERÁ A QUANTIDADE DE MÃES QUE VÃO AOS SERVIÇOS PORQUE NÃO “CONSIGO DORMIR COM ESSE MENINO TOSSINDO” QUANDO O MESMO ESTÁ GRIPADO. TENTAM CONSEGUIR O “MILAGROSO REMÉDIO” QUANDO NA REALIDADE UMA GRIPE SE TRATA COM LIMPEZA NASAL E BASTANTE LÍQUIDO QUE DEVE SER OFERECIDO A CRIANÇA ( ESSE TRABALHO ELA NÃO QUER TER) , AÍ QUANDO O FILHINHO DÁ PARA COISA ERRADA A CULPA É “DO GOVERNO, DO TRAFICANTE, DA POBREZA E ETC”"…….. CONCLUSÃO : ESTAMOS FADADOS AO TERCEIRO MUNDO!!!!!
28 Abril 2009 às 10:07
“Direito de Resposta” A questão que tento expôr, com o argumento acima criticado não é a justifiacção da ilegalidade, haja vista, em momento algum ter sido citato que tais atos de vandalismo sejam ou não legais, apenas defendi e continuo defendendo; que os maiores culpados pela falta de zelo à coisa pública, são aqueles que o presidente lula cita como; “olhos azuis”, caros colegas, quando a corrupção vem do própio estado, como este pode cobrar a não corrupção se o mesmo é o corruptor, se o zelo fosse observado desde os parlamentares, com toda certeza esses danos, que é claro e óbvio tem efeitos mínimos em vista daqueles (do colarinho branco), estes praticados por pessoas muitas vezes sem qualquer instrução acadêmica, sem educação familiar, sim, o amigo acima diz que isso é um problema de educação, então prove que a maioria da população é educada, prove que esses têm a efetividade, a garatia de seus direitos fundamentais. amigo o problema não é este ou aquele, porque existe uma pluralidade de problemas.
28 Abril 2009 às 12:00
Sou aluna do professor do curso de Direito!!! Onde concordo com o texto feito pelo mesmo!!!
Em toda regra a um exceção!! Então enganar a quem com os textos de alguns comentários quando se setem ofendidos na sua integridade!! Santa paciência!! Esses alunos comtemplados com bolsas, além de adquirir conhecimentos é óbvio que não irão andar na linha correta(o dinheiro não é meu e sim do governo!! um tempo a mais não irá causar danos irreparavéis a economia do Brasil)
Vamos deixar de ser ” crianças” e discutor o tema com sinceridade e não com críticas e questões de feriu a minha imagem…
28 Abril 2009 às 16:10
FOI COMENTADO :
1″Esses alunos comtemplados com bolsas, além de adquirir conhecimentos é óbvio que não irão andar na linha correta”. QUEM ÉS TU PARA JULGAR OS OUTROS ? CLARO QUE TEM ALUNO QUE FAZ MAL USO DA BOLSA, MAS NÃO SÃO TODOS E OS INOCENTES NÃO DEVEM PAGAR PELOS PECADORES. PUNAM-SE OS CULPADOS. O QUE É INADMISSÍVEL É A GENERALIZAÇÃO DE QUE TODOS FAZEM MAL USO DA BOLSA. O SR PROFESSOR DE DIREITO PEGA UM CASO ISOLADO PARA FAZER UMA GENERALIZAÇÃO!!!!! ISSO É UM ABSURDO!!
2) “o dinheiro não é meu e sim do governo”. SE CITASTE ISSO DEVE SER PQ VC TAMBÉM PENSA ASSIM.
3) CONCLUSÃO : SERÁ QUE TEU TEXTO NÃO SE DEVE A FRUSTRAÇÃO POR NÃO TER PASSADO EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA OU NÃO TER ADQUIRIDO UMA BOLSA ?
3 Maio 2009 às 22:51
Senhores.
Pensamentos pequenos devem ser desprezados.
Falar que o dinheiro é do governo e não nosso, me poupe.
Concordo desde o começo que é questão de educação e princípios. Nada mais. Conheço gente que toma água de barreiro, tira água de coroa de frade e nem por isso vive por aí roubando.
EASN, bom ver que seu pensamento flui para um Brasil melhor. Já deduzo que vc é da área de saúde.
E Janaína, ser bandido não é somente meter a pistola na cabeça e levar a carteira e o celular. Basta pegar uma bolsa que o governo está pagando de, sei lá, R$ 700,00 por mês (equivalente a uma faculdade particular) e ficar toda a aula saindo para ir tomar uma na esquina, conversar com as minas e faltar todas as aulas sem saber por que foi reprovado na cadeira, puto com o professor.
É uma das coisas que o professor Adriano fala nas entre linhas.
Só.
Abram suas mentes. Temos as oportunidades e nossos pares, capazes, desperdiçam por causa de um copo de cerveja ou por um rabo de saia.
E vice-versa.
Pau na cabeça deles. Só isso.
Abraços.
Thé
23 Setembro 2009 às 17:42
oi cm fasso para participar?espero q seja asseita
23 Setembro 2009 às 17:43
oi cm vcs vão? espero q bem