Instituto Maurício de Nassau

Falta grandeza à oposição?

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

Recentemente a presidente Dilma Rousseff, acertadamente, iniciou o processo de privatização dos Aeroportos Brasileiros, possibilitando, com isso, o fluxo de investimentos privados em  tão importantes e estratégicas instituições brasileiras.  Registre-se que, inicialmente, nem todos os aeroportos receberão investimentos privados. Inicialmente Guarulhos, Viracopos e o de Brasília. Entrementes,  com o passar dos tempos, estamos cônscios de que  todos os aeroportos, ou pelo menos a maioria, passarão para a gestão da livre iniciativa.

Além de responderem por 30% do trânsito de passageiros no Brasil, os aeroportos de Guarulhos(SP), Viracopos(SP) e Brasília(DF) respondem por mais de 50% das cargas e por 19% da movimentação de  aeronaves. E, com um lance mínimo de 3,4 bilhões de reais, é possível  arrematar Guarulhos. Dispondo de  um pouco menos,  leva-se o aeroporto de Brasília: 2,8 bilhões. Mas para arrematar Viracopos,  exigem-se  8,7 bilhões de reais.   Contrário ao leilão, a oposição declara que “a estatal vai se responsabilizar por quase metade dos recursos investidos, sem mandar na empresa”. Também diz a oposição que a privatização “tirará o TCU do controle e transparência de gastos com aeroportos”.  Não são esses os únicos argumentos contra o PT: “as operadoras internacionais dos grupos contextualizadas para participação do leilão são de segunda linha”.

Ora, não somos favoráveis à venda do patrimônio público. Entretanto, em relação  àquelas entidades estatais em que se reconhece a  incapacidade do estado em ofertar bens e serviços públicos de qualidade,  como ocorre com os  aeroportos brasileiros, a privatização se faz extremamente necessária. Nesse sentido, qual   o problema de o governo do PT em realizar a sua privatização? Temos certeza de que a ação é ação inteligente  e de muito mérito. Não fazemos eco  com aqueles que enfatizam ser uma ação oportunista e sem criatividade,  já que imitou a ação preterida do PSDB.  E o que é bom deve ser imitado.

Ampliando a égide de análise, frisamos que no livro a “Soma e o Resto”, Fernando Henrique Cardoso  mostra a  contribuição que ofereceu ao  Brasil.  FHC põe em destaca as privatizações  e revela que foi muito  mal interpretado e julgado incorretamente pelo discurso do  PT e por parte da opinião pública.
O ex-presidente do Brasil tem razão. FHC modernizou o estado brasileiro com a implementação do  Plano Real, da Lei de Responsabilidade Fiscal e das privatizações.

Por outro lado, o ex-presidente Lula, através do então ministro Antônio Palocci, acompanhou as ações  meritórias de  FHC  e, antes de assumir o seu primeiro mandato presidencial, optou por dar  continuidade às políticas  meritórias do governo do PSDB.  Principalmente, as políticas econômicas. A presidente Dilma mantém o legado de Lula, e por via de consequência,  e também  por convicção,  o de  FHC. Vejam leitores, os exemplos das atuais privatizações dos aeroportos.  Inclusive, ela já reconheceu publicamente estas importantes ações realizadas por Fernando Henrique Cardoso.

Caros amigos, o Brasil avança. E tenho esperança de que continuará a avançar - e  por muito tempo.   Mas, para que isto continue  acontecendo, a oposição precisa ser sábia e coerente.  Se as ações do governo são importantes e fazem bem ao Brasil,  elas não devem ser condenadas, mas admiradas.  O bem-estar do povo brasileiro deve estar acima das disputas políticas.  Em particular, da guerra aparentemente fratricida entre o  PT e o  PSDB. Isto é possível e deve ser buscado sempre.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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