Infância roubada

Nesta segunda-feira (22), o jornal Folha de São Paulo publicou matéria sobre um problema que ainda castiga o País: a questão da prostituição infantil. A reportagem se infiltrou na cidade de Breves, localizada na Ilha de Marajó, para saber de perto como funciona o esquema da prostituição de crianças e adolescentes no local e acabou descobrindo uma realidade cruel de crimes e conivência do poder público diante do problema. Naquela cidade, a prostituição é feita em troca de dinheiro, roupas, celulares ou até mesmo hot dog. Cidades pobres, com baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são os principais focos de ocorrência desse tipo de crime. O que é considerado para a sociedade como repugnante e odioso, é tida como normal para as autoridades locais. A fim de punir atos dessa natureza, no fim de 2008, foi criada a CPI da Pedofilia, que já conta com 25 mil denúncias. Dentre os casos mais emblemáticos está o caso da menina com então 15 anos foi estuprada e espancada durante 24 dias, ao ser colocada em uma cela masculina, numa prisão no município de Abaetetuba, no estado de Pará, em 2007. Quem cuidará das nossas crianças?


