Instituições desacreditadas
Impressionante a discussão presente em torno do julgamento de João da Costa no TRE. Ao conversar com um político, ele frisou: “a maioria dos juizes do TRE é contra João da Costa. Observe a ligação política de cada um deles”. Não fiquei surpreso. O político foi sincero na sua afirmação. Contudo, isto não significa que os magistrados não tenham independência. Afirmações deste tipo também aparecem na escolha de desembargadores. Isto mostra que as instituições brasileiras não são reconhecidas como independentes. Mas como espaços que sofrem influência de atores externos. Quem são estes atores? Podem ser deputados e governos. Os magistrados não podem permitir opiniões deste tipo, as quais, muitas vezes, são divulgadas pela imprensa. Os atores do Poder Judiciário não sentem vergonha de serem acusados de ligação com dado político? Deveriam sentir, pois a Justiça precisa ser imparcial, pois caso não seja, a sua legitimidade e também legalidade passam a ser questionadas. Outro político foi claro para mim: “João da Costa perde no TRE. Mas no Tribunal Superior Eleitoral ele ganha”. Ora, discussões como estas criam indivíduos desconfiados. E especulações passam a existir quanto ao desempenho das instituições. Por conseqüência, elas ficam desacreditadas.




26 Setembro 2008 às 11:16
Amigo Adriano, as instituições são sim frágeis! Mas, temos que forçar o accountability delas. Houve ilegalidades de todas as formas nessas eleições por parte do partido da situação e isso é claro e sério! O discurso daqueles que defendem a situação é que há “golpismo” e coisas do gênero disvirtuando a realidade do crime eleitoral cometido. Tanto a esquerda, como a direita e todas as matizes ideológicas tem de ter limites e estes devem ser as regras do jogo! Não há “golpismo”, apenas a tentativa de se fazer o império das leis, coisa que não conseguimos como república.
26 Setembro 2008 às 22:45
Incrível como este Sr. Adriano é tendencioso em seus comentários. Quando ele diz que o TRE é contra o João da Costa e tenta passar uma idéia de ingênuo, porém de ingênuo não tem nada. Você fala dos juízes e fala de atores, mas esquece do foco central, que é o porquê de tudo isto. Por que você não conta que foi o MPPE que denunciou o Uso da Máquina Pública. Você afirma que o judiciário deveria sentir vergonha, porém você não analisa o seu candidato. Também pudera uma pessoa que não usa em seu vocabulário ética e moral, com certeza vai defender mesmo o João da Costa. Nem que para isto você passe de cientista político, a crítico veemente do judiciário. Não adianta você faltar o trabalho, para trabalhar para seu candidato. Como podes dizer que a decisão do judiciário pode criar indivíduo desconfiado. Desconfiado iria ficar o povo se o judiciário não agisse diante de tantas provas. Cuidado Sr. Adriano, deverias ser exemplo diante de tua turma. Ao admitir que não usa de ética e moral, não podes nunca julgar o judiciário. Como você citou atores lembre-se que tem o personagem central (João da Costa) sem ele não haveria escândalo, nem judiciário e nem indivíduo desconfiado. Pense nisto! Não falte ao trabalho.