Instituto Maurício de Nassau

21 de Julho de 2009
Autor Isabel França - Postado em Notícias |

Má educação

O que deveria ser um encontro entre estudantes universitário de todo o País, se tornou uma baderna sem fim. Os rastros de garrafas de bebidas alcoólicas, preservativos, drogas e lixo marcaram a passagem de, aproximadamente, 6 mil estudantes durante o 51° Congresso da UNE, realizado semana passada em Brasília. De acordo com matéria publicada nesta terça-feira pelo jornal Correio Braziliense, a falta de educação dos estudantes universitários foi motivo de preocupação entre os diretores das 10 centros de ensino educação pública, faltando apenas uma semana para o início do semestre letivo. Os atos de vandalismo rebatem diretamente no governo Lula, já que é esse governo que financia a instituição, hoje, apenas responsável pela emissão de carteiras de estudantes. Confira a matéria completa abaixo:

 

Universitários de todo o país deixam rastro de sujeira e falta de educação nas escolas públicas

 

Correio Braziliense

Garrafas de bebidas alcoólicas, preservativos, drogas e muito lixo. Nada disso combina com escola. Mas, a uma semana do retorno das aulas, foi esse o cenário encontrado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal nos 10 centros de ensino usados pelos mais de 6 mil universitários que ficaram hospedados na cidade em virtude do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), entre quarta-feira da semana passada e domingo. “A gente viu uns jovens tomando banho na horta das crianças e eles ainda fizeram as necessidades em cima das plantações”, lamentou a diretora do Centro de Ensino Fundamental 01, do Lago Norte, Claudia Regina Justino Fernandes. 

A horta tinha sido preparada em seis meses de trabalho com os alunos de 1ª a 6ª série do ensino fundamental. E agora, de acordo com Cláudia, com a volta às aulas, o monitor responsável pela horta, Leandro Nunes, vai ter que replantar tudo. “Não podemos permitir que as crianças comam as verduras nem mexam na terra contaminada”, completa. Cláudia conta ainda que esse foi apenas um dos problemas da presença dos estudantes na escola. “Esperávamos 400 alunos e vieram mais de 600. Muitos tomaram banhos nus no pátio da escola e constrangeram os funcionários e vizinhos. Além disso, nunca vi tanta sujeira. E a escola estava pronta para a volta às aulas”, lamenta.

Problema semelhante ocorreu na Escola Classe do Varjão. Lá, estudam crianças de cinco a 12 anos. “Foi uma pena ver tudo sujo e alguns projetos danificados. As plantas do Ciência em Foco, por exemplo, foram todas destruídas”, conta o servidor administrativo Éder da Silva. Ele chegou a chamar os coordenadores da escola quando notou que havia consumo de drogas no ambiente. “Escola não é para isso”, completa. 

“Isso ocorreu em todas as escolas que eles usaram. Foi lamentável e preocupante porque deu para ver que eles não valorizam o patrimônio público”, observa a funcionária da Regional de Ensino de Brasília responsável pela acomodação dos alunos da UNE, Isabelmille Costa Militão Carneiro. De acordo com ela, a secretaria esperava receber 4 mil alunos e, no decorrer do congresso, mais de 6 mil foram alojados. “Além disso, no termo de compromisso assinado pela entidade, havia a determinação de que eles providenciariam toda a estrutura, inclusive banheiros químicos e chuveiros, e que devolveriam as escolas do mesmo jeito que encontraram”, afirma.

Não foi o que ocorreu, por exemplo, no Setor Leste, na Asa Sul. Lá, os alunos também tomaram banho de mangueira nus no pátio para surpresa da diretora, Ana Lúcia Marques. Ela chegou a chamar a polícia por causa da baderna.

Do lado dos estudantes, também existe um mar de críticas. Nos quatro dias em Brasília, os universitários reclamaram da falta de luz e de água em muitos alojamentos. Um grupo chegou a fazer vaquinha para contratar um eletricista. “A gente esperava mais estrutura”, lamenta Carolina Brandão, 19 anos, que veio de Belo Horizonte como observadora. “Minha prima se inscreveu como delegada e eu vim acompanhando, mas achei meio bagunçado.”

Diretora de Universidades Pagas da Executiva da UNE, Débora Pereira explica que o congresso foi muito representativo e que os problemas não podem ser suficientes para diminuir a importância do evento. “Fizemos tudo o que pudemos, mas enfrentamos problemas como todos os movimentos sociais, inclusive financeiros”, explica. “Exatamente por isso, algumas coisas ficaram pendentes. De qualquer forma, os estudantes estão acostumados com dificuldades.” Quanto à bagunça nas escolas, Débora é realista: “Somos todos jovens.”

De acordo com a secretária-adjunta de Educação do DF, Eunice Santos, o departamento jurídico da secretaria está preparando uma notificação judicial para cobrar da UNE os prejuízos e as contas de água e luz das escolas nos dias do congresso. “A gente aceitou um pedido da UNE, intermediado pelo Ministério da Educação, de receber os alunos, até porque somos da área de educação, mas estamos todos desiludidos.”

1 comentário registrado to “Má educação”

  1. monique comentou:

    Isso é um absurdo, logo os jovens no qual se coloca tantas esperanças e que pensamos ser o fulturo do país.
    Isso é uma terra sem lei onde as pessoas pensam fazer o que querem, não tendo um mínimo respeito e o que causa mais espento é que são estudantes.

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