Instituto Maurício de Nassau

31 de Julho de 2008
Autor Adriano Oliveira - Postado em Notícias |

Médicos dão ultimato ao Governo do Estado

 

Recebo, constantemente, os comunicados do Sindicato dos Médicos (leia abaixo). Leio atentamente todos eles. Reconheço o caos na saúde; reconheço o esforço do governador Eduardo Campos em conceder aumento para a categoria.

Friso que estou no aguardo das medidas que serão anunciadas pelo secretário de Saúde João Lyra. Espero que surja algo inovador. Estou no aguardo, também, quanto à reação dos médicos em relação às medidas.

Tenho duas dúvidas:

1. Caso o governo apresente proposta salarial aos médicos e estes aceitem, o movimento por parte deles para a melhoria dos hospitais públicos será enfraquecido?

2. Caso João Lyra não apresente proposta eficaz para a melhoria da saúde pública, o que fará o governador?

 

Recife, 30 de julho de 2008 - BOLETIM DE NOTÍCIAS - EDIÇÃO EXTRA
 

 

      Médicos dão ultimato ao Governo do Estado:
                é quinta-feira, 31 de julho.

 

 

Na Assembléia Geral que aconteceu do dia 24 de julho, os médicos da rede estadual de saúde deram um prazo para que o Governo de Pernambuco apresente uma nova proposta à categoria. Esse foi o ultimato concedido ao secretário de Saúde, João Lyra, que se encerra às 19h30, desta quinta-feira, dia 31 de julho. Caso contrário,  prometem entregar os pedidos de exoneração na sexta-feira, 1° de agosto.

“Concedemos esse prazo na expectativa de que o Governo do Estado que tenha sensibilidade para nos apresentar uma proposta salarial digna para todos. Se não houver, vários colegas que fazem parte da rede estadual de saúde se demite do serviço público”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Antônio Jordão.

 

Até o momento, o Simepe tem em mãos, mais de 500 pedidos de exoneração em todo o Estado. A decisão é por conta do impasse que existe no processo de negociações. O Sindicato informou que o secretário de Saúde do Estado, João Lyra, entrou em contato com a presidência da entidade, na tentativa de reabrir as negociações e solicitou que a categoria elaborasse  uma contra-proposta formal para ser entregue ao Governo. A categoria votou, por unanimidade, por não elaborar a contra-proposta e dar o prazo mencionado ao Governo, para que este coloque alguma proposta em questão.

 

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Paulo Argollo, vai participar da Assembléia Geral de amanhã, com objetivo de apoiar o movimento e, ao mesmo tempo, apresentar sugestões que possam contribuir com a mobilização da categoria em Pernambuco.

 

Por sua vez, a decisão da Justiça que obriga o Estado a transferir pacientes graves para a rede privada chegou ao gabinete do secretário de Saúde, João Lyra Neto, na semana passada. Mas, na prática, nada mudou nas emergências, com a falta de leitos e superlotação, principalmente, nos hospitais Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Cisam, Restauração e Otávio de Freitas.

 

Por exemplo: na unidade urológica do Hospital Getúlio Vargas (HGV), 456 pacientes estão à espera de cirurgia. Entre outros, são casos de câncer de próstata e de bexiga, cálculo renal e de uréter que não seguem para o bloco cirúrgico por insuficiência de aparelhagem e material. O ambulatório recebe 1.400 pessoas ao mês e das 100 intervenções cirúrgicas/mês, apenas 70 são realizadas. Os números foram denunciados pelo urologista da unidade, André Dubeux.

 

Assembléia Geral às 19h30, na Associação Médica de Pernambuco (AMPE)/ Boa Vista.

 

Assessoria de Imprensa do Simepe
Chico Carlos & Carolina Guibu

 

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