Instituto Maurício de Nassau

8 de Maio de 2010
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 |

Não aconselho ninguém a cantar vitória antes de setembro

Por Adriano Oliveira – Cientista Político

Após o sim de Jarbas, a imprensa noticia a operação “segura prefeitos”. Gestores municipais são importantes para consolidar a eleição de um candidato majoritário. Mas o apoio deles não é suficiente para garantir o sucesso eleitoral de um candidato. Os municípios são, geralmente, divididos em dois lados: oposição e situação. Ou, como muitos eleitores frisam: nos municípios de Pernambuco encontramos a melancia. Os que se vestem de vermelho. E os que estão vestidos de verdes. Alguns eleitores podem estar vestidos de verde, mas na verdade são vermelhos.

Jarbas ao decidir pela candidatura, estava ciente da melancia. No caso, o senador irá procurar os vermelhos. Os insatisfeitos. E os que dizem que são verdes, mas desejam ser vermelhos. Em qualquer cidade de Pernambuco as melancias estão presentes. Portanto, Jarbas não terá dificuldades em encontrar apoios ou “palanques” em diversas cidades de Pernambuco.

O guia eleitoral será utilizado intensamente por Jarbas e Eduardo. Na verdade, parte da campanha eleitoral começa com o guia. Neste instante, o eleitor pode saber até em quem votar. Mas mensagens publicitárias eficientes podem mudar o voto do eleitor. Portanto, a eleição tem dois momentos: o primeiro é a arrumação dos palanques, busca da massificação do nome e contato próximo com o eleitor. O segundo é o guia eleitoral.

Não sou pessimista com a candidatura Jarbas. Muito menos com a candidatura Eduardo. Ambos têm chances. Jarbas mostrará o seu currículo. Comparará a sua história política com a de Eduardo. Jarbas mostrará o sucesso das suas administrações – governo municipal e estadual. Além disto, o senador utilizará do seu carisma. Eduardo mostrará as conquistas do seu governo. Utilizará o poder dos prefeitos no interior e o presidente Lula. E tem condições de usar o seu carisma. Portanto, eleição acirrada.

Algo importante: o palanque de Jarbas será construído com menos custo do que o de Eduardo. O governador, por exemplo, ainda não disse quem serão os seus dois senadores. Ainda não estou convencido de que João Paulo será desprezado por Eduardo. Não estou convencido também de que Armando será candidato ao Senado.  Como os prefeitos, parlamentares e lideranças acreditam numa vitória tranqüila de Eduardo, todos querem se aproximar do rei. Isto possibilita desavenças.

Os resultados das pesquisas poderão vir a desarrumar o palanque de Eduardo Campos.  E o de Jarbas também! Pesquisas orientam as posições dos atores políticos. Estes, ao contrário dos eleitores, esperam pelas pesquisas para decidirem em quem votar. Se Dilma estancar? E Serra crescer? Ou o contrário? Uma pergunta: se Dilma não crescer, Eduardo a manterá no seu palanque?

Esta eleição promete. Não aconselho ninguém a cantar vitória antes de setembro.

3 comentário registrados to “Não aconselho ninguém a cantar vitória antes de setembro”

  1. artur renato comentou:

    Não sei se devo aceitar os seus conselhos, pois João Paulo aceitou e entrou pelo cano. Sei que seu patrão quer ser senador, mas use o bom senso e adote um pouco de decoro nos comentários. Seja apenas um apedeuta (pode consultar o dicionário). Bye mau conselheiro.

  2. JOAO BATISTA comentou:

    Por estes motivos acho que o candidato Eduardo e dilma ver curriculum vão nalfragar como o titanic!!!

    Breve ( e bela ) biografia de Dilma Roussef

    O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) -, filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim, fez negócios em São Paulo. Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica, filha de fazendeiro), e com ela casou e viveu em Belo Horizonte , tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.
    Era uma família classe A, com casa enorme, três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês. Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central. Nas férias, iam de avião para Guarapari/ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.
    Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois se mudou para o COLINA - Comando de Libertação Nacional -. Apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.
    Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: “Revolução na Revolução”, de Régis Debray, francês que se mudou para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
    Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará. No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofer, e disse para o marido: “Estou com o Carlos!”.
    Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 de idade. Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.”
    Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da “Grande Ação”, que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre , a maçarico, pelo metalúrgico Delci. Mas a organização se dividiu entre “basistas” - que defendiam o trabalho das “massas” e junto às “bases”, e os “militaristas”, que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de “Joana D’Arc da subversão”.
    Então, foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto.
    Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais. Depois de vários ataques, -, foi presa, armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa. Enquanto isso, o Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.
    Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o Carlos infiel. Mas hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos. Diz que é feliz, mesmo com a ex-esposa sendo Ex-Ministra e candidata do apedeuta/fronteiriço à Presidência da República.
    Eis aí a “síntese/sintética/resumida” da vida da Dilma Roussef que, logo….logo… será eleita pelo desejo de Lula, para presidenciar a nação brasileira, como a pessoa ideal para governar o país.

  3. JOAO BATISTA comentou:

    Também olha o que eu acho da candidatura do serra:

    ” Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia.”

    “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”

    Como vocês devem saber, a Escolha de Sofia é a história de uma mãe judia no campo de concentração nazista de Auschwitz, que é forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha - qual será executado e qual será poupado. Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele.
    A questão é tão terrível que o título se converteu em sinônimo de decisão quase impossível de ser tomada.

    ” Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia.”

    Agora é praticamente oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.
    Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?”
    Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.

    Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.

    Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo . Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

    Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”?

    Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia.Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.

    Dito isso, assumo que votarei em Serra, Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.
    Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convicente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização - o que não é muito.

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