Instituto Maurício de Nassau

O crescimento populacional e a sociedade do consumo

Janguiê Diniz – Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – Janguie@sereducacional.com

Sustentabilidade. Tem se discutido largamente acerca deste assunto nas indústrias e grandes corporações. Atrelada a ele está, também, a cobrança por ações de  responsabilidade social. Mas o que poucos percebem é que estes dois assuntos  estão diretamente ligados ao crescimento populacional. Com efeito, é importante registrar que a mobilidade social e o aumento do poder aquisitivo alimentam a sociedade do consumo, que por sua vez mantém a rotatividade na compra e descarte de produtos.  Com os valores e tendências cada vez mais efêmeros a sociedade atual compra e se livra de suas “tralhas”, cada vez mais rápido.  No mundo onde hoje habitam 7 Bilhões de pessoas, o futuro pode estar fadado ao lixo e a poluição, se não forem tomadas medidas preventivas.


Registre-se, por oportuno que o ser humano consome por dois motivos: para suprir  as necessidades básicas como alimentação, saúde, educação, moradia etc.  E para suprir   necessidades supérfluas.   O que acontece no mundo contemporâneo  é que sempre parecemos “precisar”  de algo novo.  Um celular mais moderno, um computador mais veloz, um carro com melhor desempenho… tudo em função de uma necessidade ditada pelo modismo e pelo consumo.  Esta urgência da sociedade respaldada no capitalismo e no aumento do poder aquisitivo de grande parte da população gera um ciclo interminável de descarte, onde tudo acaba se inutilizando em pouco tempo.
Nessa perspectiva, para suprir as preferências de consumo, o ser humano acaba por interferir com agressividade no meio ambiente, pois quase tudo o que utiliza  é proveniente da natureza, ou necessita de algum recurso natural para ser viabilizado. Por outro lado, o modelo social no qual estamos inseridos é capitalista. Baseado em inovações tecnológicas, em busca do lucro e no aumento contínuo dos níveis de consumo, este sistema acaba não dando a devida atenção aos limites suportáveis pela  natureza e pela própria  vida.
Nesse contexto, é particularmente triste consignar que  todo este consumo desenfreado da população contemporânea aliada à necessidade dos indivíduos  em   acompanhar as tendências, modismos e necessidades da vida moderna,  acarreta  um  cruel  recrudescimento  de materiais descartados pela  população,  degradando, sobremaneira, o meio ambiente. A título ilustrativo, asseveramos que só  no Brasil a produção de lixo cresce seis vezes mais do que a própria população.  Ademais, de acordo com  pesquisa produzida anualmente pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais -Abrelpe- o Panorama anual dos Resíduos Sólidos no Brasil chegou a 61 milhões de toneladas em 2010.  Isso significa dizer, pasmem,  que cada pessoa no país é responsável pela produção de 378Kg de lixo por ano.
Precisamos ficar alertas. O planeta mostra sinais de esgotamento.  Os problemas ambientais se diferem em países ricos e pobres, porém quanto mais industrializado e rico o pais, pior é o problema com o manejo dos resíduos e gases liberados pelos parques industriais. Veja o exemplo dos EUA e da China, primeira e segunda potencias mundiais! É claro que precisamos avançar na economia e que é benéfico para o progresso da sociedade, a mobilidade social e o aumento do poder de compra. Mas o custo não pode ser tão alto ao ponto de desgastarmos velozmente os recursos naturais do planeta em que vivemos. Zelar pela utilização de energias renováveis e consumir de maneira consciente também é obrigação nossa e de toda a sociedade.

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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