Instituto Maurício de Nassau

28 de Março de 2014
Autor admin - Postado em Artigos |

O desaparecimento do voo 370

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional

As buscas após o desaparecimento de um avião com mais de 230 passageiros mobilizaram o mundo. O voo MH-370 da Malaysia Airlines sumiu, inexplicavelmente, dos radares após aproximadamente uma hora de voo enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China. A rota aérea não é incomum e há passageiros regulares e internacionais no trecho.

Os dias passaram e o desespero das famílias em busca de informações sobre parentes e amigos que estavam no voo só aumentavam. As especulações sobre o desaparecimento do avião só aumentavam e quatro hipóteses sobre as possíveis causas do desaparecimento passaram a ser cogitadas: falha mecânica; sabotagem; falha humana; atentado terrorista.

As hipóteses sobre desaparecimento do avião começaram a ser colocadas em dúvida, já que o avião havia passado por manutenção dias antes do voo e, além disso, até o momento do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não relatou nenhuma anomalia com o vôo e o sistema ACARS da aeronave - um serviço que permite ao computador a bordo do avião se comunicar com o sistema a no solo - também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.

Na história da aviação, não há registro de um acontecimento como este, já que trata-se de um Boeing 777,  tido como “de operação muito segura” e sendo um dos melhores modelos da aviação comercial. O caso mais próximo é o do Air France 447, que caiu no oceano Atlântico em 2009, depois de ter descolado do Rio de Janeiro. No entanto e diferente do voo 370, os destroços foram detectados no mar no dia seguinte ao desastre.

As únicas informações concretas sobre o voo MH-370 é que ele mudou a rota estabelecida, indo para a direção contrária e que os sistemas de comunicação foram desativados “deliberadamente”, segundo as autoridades malaias, quando o avião cruzava o espaço aéreo malaio para o vietnamita sobre o Mar do Sul da China. Apenas isso. Passados mais de 15 dias de buscas baseadas apenas em palpites, presumiu-se que o avião tenha caído no mar, em uma área de difícil acesso e considerada uma das mais remotas do planeta.

O desaparecimento do voo 370 entra para a história da aviação mundial e mesmo que o avião tenha caído no mar, nunca será  possível afirmar se a tragédia foi devido a uma falha mecânica, humana ou terrorista. E o tempo está se esgotando, já que o feixe sinalizador que elas emitem se extinguem após 30 dias. Sem as caixas-pretas da aeronave, nunca será possível explicar o porquê da aeronave ter voado durante várias horas até esgotar o combustível e cair no mar.

As famílias continuam sem respostas e nos resta a certeza que, mesmo com toda a tecnologia disponível, ainda há situações que não podem ser evitadas.

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