O PIB, o consumo e bens públicos
Janguiê Diniz – Presidente do Instituto Maurício de Nassau – www.blogdojanguie.com.br
O PIB do Brasil no segundo trimestre de 2009 cresceu 1,9%. O país, com a atual retomada econômica, se vê diante da oportunidade de propiciar expectativas sólidas em seu desenvolvimento. Nos três últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas ( as conhecidas classes D e E ) e chegaram à classe C, acesso estável para uma sociedade de consumo. Estudos comprovam que as nações hoje desenvolvidas possuem uma intervenção político-econômica comum e inequívoca: a ascensão política e econômica da classe média.
O governo brasileiro tomou decisões importantes para propiciar este bom resultado diante do quadro assustador de outros países. Lembremos, caro leitor, intervenções por parte do Banco Central, em particular do seu presidente, Henrique Meirelles. As ações de Henrique Meirelles mostram que o Banco Central é uma instituição, de certa forma, independente. Seguramente, teremos um 2010 promissor.
Henrique Meirelles, com o apoio do presidente Lula, conseguiu aquela autonomia que o Banco Central sempre almejou. Oportuno enfatizar que Bancos Centrais gerenciam a política econômica. Administram, através de várias ferramentas, a economia do país. Portanto, eles não podem ser passíveis de influências ideológicas as mais diversas.
Lembro da pressão que existia em torno do comportamento de Henrique Meirelles. Sindicatos, associações e parte da imprensa e do empresariado pressionavam o Banco Central pela redução de juros. Meirelles, sabiamente, reduziu a taxa de juros de modo gradual, pois existia o perigo inflacionário. Se o Banco Central não tivesse adquirido a tão desejada independência, possivelmente, atitudes apressadas poderiam ter sido tomadas. E, por consequência, talvez o surto inflacionário tivesse voltado.
Destaco, ainda, o fato de que o consumo das famílias teve alta de 3,2% no segundo trimestre deste ano – de acordo com o IBGE. Saliento também que a redução de impostos sobre produtos industrializados (IPI) junto com a expansão do crédito contribuíram para a expansão do consumo. Ponho em relevo, outrossim, que o governo contribuiu decisivamente para esta expansão.
Rememorem as medidas do presidente Lula no decorrer da crise quando diminuiu uma série de impostos. Da mesma forma determinou que os bancos públicos reduzissem os juros e expandissem o crédito. Esperamos, agora, que os bancos privados também façam a sua parte, reduzindo substancialmente as taxas de juros e o spread bancário. Só assim o consumidor brasileiro teria mais opções para obter crédito e a economia tenderia a crescer.
Reafirmamos também que a classe C brasileira está em franca expansão.Será que isso é bom a ponto de comemorarmos? Na minha ótica, não. O Brasil precisa dar condições para que a classe B também consiga ser ampliada. Mas como permitir essa mobilidade da classe C para a B?
Como a recente crise econômica demonstrou, as intervenções do poder estatal são importantes. O estado deve ficar atento às movimentações dos mercados, e em particular do sistema financeiro.
Por outro lado, os governos precisam continuar a oferecer bens e serviços públicos essenciais e de qualidade à população. No caso, educação, saúde e segurança pública. Em se tratando da educação, como o estado brasileiro não consegue oferecer educação pública de qualidade para todos os brasileiros, deve fornecer condições para a expansão do ensino superior privado e criar novas escolas técnicas. Com mais brasileiros inseridos em escolas técnicas e no ensino superior, o Brasil adquirirá condições de ter um crescimento contínuo, que proporcionará uma intensa mobilidade social. Como educador, que sou, reconheço que a emancipação social somente advém da educação. Este é o maior desafio do Brasil.



18 Setembro 2009 às 14:28
Pessoal é de arrepiar a entrevista do Presidente Lula neste Link
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lula-propoe-uma-consolidacao-das-leis-sociais/ — vou colocar 2 trechos para so terem um ideia.
“Nunca ouvi falar de ´risco Serra´ (risos). Posso falar de cátedra. Sofri com o ´risco Lula´ desde 1989. Em 1994, eu tinha 43% nas pesquisas em março e o que eles fizeram? Diminuíram o mandato para quatro anos e proibiram mostrar imagem externa no programa eleitoral. As pessoas pensam que esqueci isso. Quando chegaram as eleições para a prefeitura (em 1996), revogou-se a lei e todo mundo pôde mostrar imagens externas. Quando eles ganharam, aprovaram a reeleição. Então, essa coisa de ´risco Lula´ eu conheço bem.”
“Em cem anos a elite brasileira fez 140 escolas técnicas. Como é que esse torneiro mecânico faz 114? Estamos criando um paradigma. Fui ao Rio Maranguapinho (no Ceará) um dia desses. Estamos colocando lá R$ 390 milhões para fazer saneamento básico. Em Roraima são R$ 496 milhões para fazer saneamento e dragagem. Você sabe quanto o Brasil inteiro gastou em 2002 em saneamento?
Valor: Quanto?
Lula: R$ 262 milhões. Então, estamos colocando num bairro de Fortaleza o que foi colocado no Brasil inteiro naquele ano.”
olha o Sr. Luiz Inacio Lula da Silva realmente é o Cara, O Obama não brincou não.