O que está acontecendo com a Bahia?

Por José Maria Nóbrega – Cientista Político
Nobrega.jr.ufpe@gmail.com
Cinco homens armados entraram numa escola estadual em Salvador e executaram, a tiros, um estudante de 18 anos de idade que supostamente teria envolvimento com o tráfico de drogas (Jornal do Commercio, 25 de março de 2009, Brasil: p. 7). Ousadia dos criminosos? Sim, claro! Mas, podemos analisar que, na ausência do estado, nos aproximamos do estado de natureza, este de caráter hobbesiano. A população reclama de segurança nas escolas soteropolitanas. Contudo, o que está acontecendo no estado baiano? Nos últimos cinco anos houve um incremento vertiginoso das mortes por agressão naquele estado, com destaque em quase todas as micro-variáveis. Armas de fogo em primeiro lugar, mas com uma grande participação de objetos penetrantes/cortantes e contundentes.
Um breve diagnóstico pode ser exposto:
1. as mortes por agressão na Bahia vem crescendo em um ritmo acelerado desde 1999. O incremento percentual na taxa de 2000 a 2006 foi de 150%;
2. as mortes por agressão praticadas por arma de fogo correspondem a 75% dos homicídios. Os mais atingidos são os jovens entre 15 e 34 anos de idade;
3. houve um crescimento alarmante das mortes provocadas por “arma branca”. O crescimento da utilização de objeto contundente entre 1996 e 1999 foi na ordem de 2.050%. Há uma forte associação entre “arma branca” e morte por agressão na Bahia;
4. De 1996 a 2006 as mortes provocadas por força corporal acresceram na ordem de 800%;
5. os indicadores de mortes provocadas por “armas brancas” e força corporal me leva a concluir que as políticas de segurança são frágeis na Bahia, e, cada vez mais, os cidadãos baianos vem tentando resolver seus contenciosos de forma particularizada, sem o papel administrador do estado (monopólio da força no conceito weberiano);
6. os homens são mais atingidos pelas mortes por agressão, na ordem de 90% dos casos;
7. 87% dos atingidos por morte por agressão correspondem a raça/cor da pele/etnia preta/parda, onde os pardos correspondem a 75% dos casos;
8. na Bahia quem tem menor escolaridade é mais atingido, por sua vez aqueles com mais de 9 anos de estudo dificilmente são alvejados pelas mortes por agressão (o jovem assassinado vazia parte de um projeto de aceleração do ensino fundamental);
9. os solteiros são mais atingidos que os casados e estes são mais atingidos que os viúvos. A variável estado civil tem forte correlação com as mortes por agressão.
Não obstante, as políticas públicas de segurança na Bahia vem tendo fortes falhas. Uma explosão dos homicídios deve ser vista como um alarme sinalizando a “luz vermelha” para a aplicação de políticas emergenciais.



25 Março 2009 às 21:52
Em nosso Estado, apesar da segurança pública não ter atingido a meta de redução dos 12% nos números de assassinatos estabelecido no Pacto pela Vida, o governo tem reduzido os homicídios a cada ano. Reconheço que não são ainda o desejamos mas devemos reconhecer também que muito esta se fazendo nesta área. Já não ouvimos falar tanto de mortes, exceto nos casos de repercussão, mas agora o Governo deve olhar mais para os assaltos que são constantes.
a redução dos índices de homicídios
25 Março 2009 às 22:00
É verdade Bruna, faz algum tempo que não ouço falar o nome CHACINA, recordo que era constante nos notíciarios de TV, sobretudo nesses programas sensacionlistas que exploram a desgraça dos outros, várias matérias com fotos de pessoas que eram fuziladas em grupo ou vários assassinatos, acho que neste aspectos estamos bem a frente do Estado da Bahia.
25 Março 2009 às 22:12
Ah, vocês não têm ouvido falar de morte, não?
http://www.pebodycount.com.br
26 Março 2009 às 10:26
É verdade Bruna neste Estado a imprensa fala muito em assassinato quando a vítima é de classe alta ou ocorreu em bairro nobre, um outro detalhe é que quando as polícias estão no caminho certo, ou seja, reduzindo os números ano após ano, ainda assim são alvo de críticas. No Brasil falta coerência, é óvio que a quantidade de mortes é muito alta, mas que bom que nosso Estado esta reagindo, diferentemente da Bahia.
27 Março 2009 às 14:05
Prezados,
O Professor Dr Nóbrega, encontra-se com dados estratégicos, seria interessante que se fizesse a profunda pesquisa também no estado de Pernambuco, veremos a calamidade do nosso estado em relação a segurança pública, crimes de pistolagem… ações ifeficientes para o Estado Democrático de Direito, enquanto criticamos o nosso estado vizinho, coincidentemente há a rivalidade histórica com o nosso vizinho, eles estão avançando em diversos aspectos, pois se compararmos o estados de Pernambuco é infinitamente mais violento. Admiro a pesquisa em fontes institucionais, mas sugiro conhecermos in loco para emitirmos parecer, tenho acompanhado a briga política da Bahia, inclusive tiveram um ex Secretário de segurança Pernambucano, no governi atual e o problema é semelhante a outros estados.
28 Março 2009 às 23:09
Boa noite fabiano, mas você falou muito e não disse nada.
30 Março 2009 às 15:55
Missão: ser uma instituição educacional formadora de cidadãos competentes, qualificados e preparados para o mercado de trabalho, imbuídos de responsabiidade social e compromissados com a preservação da cultura nacional e com o desenvolvimento sócio-cultural do Brasil.
Uma instituição que se prese deveria ter certesa de formar * cidadões competentes, qualificados e preparados para o mercado de trabalho… *
Apesar de várias crises ir e vim… O mercado ficaria + preparado se as * instituições de ensino * tivessem um controle de qualidades de seus formandos, com garantia de aprendizado opicional, isso, indiretamente influenciaria no incentivo de conhecimento e aprendizado de seus formandos.
Fica então registrado uma crítica positiva ao * sistema de ensino Superior *.
Atenciosamente,
Usuário Nassau.