OAB, Anistia e Crime Organizado

Estou participando da XX Conferência Nacional dos Advogados do Brasil em Natal. O Instituto Mauricio de Nassau realiza pesquisa neste Congresso – na sexta divulgaremos o resultado. Escrevo em razão de que a abertura da Conferência me provocou. Pois a OAB provocou os militares. O presidente Nacional da Ordem deixou claro que quer a punição dos torturadores. E não quer amnésia. Isto mesmo: Cesar Brito criticou a amnésia daqueles que não desejam a punição dos militares que torturaram. Senti – embora, claro, o recado não tenha sido para mim – que a OAB não esquecerá facilmente os torturadores. Eu já esqueci!

A Anistia perdoou todos. Tortura e atos terroristas praticados pela esquerda são imprescritíveis. A esquerda brasileira na luta armada nunca propôs a democracia. Mas a Revolução socialista. Portanto, o Brasil poderia ter sofrido uma ditadura de esquerda. Contudo, aplaudo a posição da OAB nacional. Gosto de quem toma posição.

Senti falta, porém, da temática Crime Organizado. Liberdade, Anistia e militares são temas que importam. Porém, o avanço do Crime Organizado sobre o Estado brasileiro importa também. Esta temática não pode ser esquecida pela OAB. Vejam que a Polícia Federal busca Protógenes – o homem que prendeu Dantas. Vejam que a Polícia Federal apreende computadores da ABIN – Agência de Inteligência subordinada ao presidente da República e que guarda segredos de Estado. Vejam que a Polícia Federal não fala mais em investigar Dantas. E veja que estes fatos ocorreram após a prisão de Dantas. Portanto, o Crime Organizado ameaça o Estado brasileiro. E isto não pode ser esquecido pela OAB.


