Instituto Maurício de Nassau

4 de Novembro de 2011
Autor talita.vasques - Postado em Artigos |

Os frutos chineses

Janguiê Diniz – Doutor em Direito – Fundador e Acionista Controlador do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com

Recentemente, Pernambuco marcou presença no país que mais cresce no mundo, a China.  Com uma economia em ascensão e uma população de mais de 1,3  bilhão de habitantes,  a China recebeu em outubro um grupo de empresários e parlamentares pernambucanos dispostos a fazer bons negócios com o país asiático.  Apesar da missão não ter batido martelo de nenhum grande negócio, as expectativas são muito  positivas.

O país chinês tem crescido a olhos vistos, tendo investido recentemente em diversas áreas, principalmente   na área de transporte,  possibilitando a abertura no mercado mundial. Um exemplo de investimento que pode ser objetivado  no Brasil vem do Porto de Hong Kong, o Hutchison Port Holdings (HPH), aliás, o terceiro maior porto marítimo do mundo. O grupo aguarda o fechamento de uma parceria para a possível construção de um terminal que pode ser no estado de  Pernambuco.  Os planos do porto para o Brasil se devem a motivos óbvios. A China é atualmente o maior comprador dos produtos brasileiros, o que garantiria -  e até ampliaria -   os negócios entre os dois países

Além do interesse do porto no estado pernambucano, podemos destacar a marca chinesa de automóveis BYD Auto, que prospecta mercados e pretende abrir uma fábrica no Brasil. Mais uma vez, o esforço da missão foi para trazer o unidade para  Pernambuco. Segundo fontes, o secretário executivo de Governo, Breno Perez, garantiu que estão sendo tomadas providências no sentido de captar empresas do setor automotivo. A criação do Proauto, que incentiva a indústria automotiva, que estimula além de montadoras, fornecedores do setor, é um exemplo disso.

O interesse da chinesa Tailg, montadora de motocicletas elétricas, em instalar uma distribuidora em solo pernambucano também configura-se como mais um exemplo. O grupo tem representação no Paraná, mas garante que fará novos investimentos no Nordeste, e quiçá, em  Pernambuco. A fabricação das motos  no estado leão do norte possibilitaria uma grande redução nos preços.

O Governo do Estado, enfim, se mostrou atento às questões que possam interessar a Pernambuco nos negócios com a China. O secretário visitou escritórios de consultoria em Pequim para conhecer os intermédios que são feitos entre empresas chinesas e investidores brasileiros. Através de um convênio com a Câmara Americana (Amcham), o Governo pretende fazer essa consultoria, mostrando aos chineses a complexidade tributária e ambiental de Pernambuco.

De fato, Pernambuco marcou presença na China. Parabéns para o incansável governador Eduardo Campos.  E está mostrando que as diferenças de cultura não serão barreira para a objetivação de  grandes negócios. Os orientais, apesar de terem olhos fechados,  estão de olhos bem abertos e querem ampliar mercado. Na mesma sintonia, o estado, governado por um excelente gestor,  que cresce em ritmo semelhante ao da China, também está consciente  das oportunidades que estão surgindo e não vai perder-las. E se estamos falando de uma via de mão dupla, na qual o interesse é recíproco, Pernambuco tem tudo para fazer bons e verdadeiros “negócios da China”.

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