Os novos gestores da saúde nos municípios
POR João Veiga – Médico e Secretário de Saúde de Olinda
No próximo ano, aproximadamente 180 novos secretários de saúde municipais (alguns poucos continuarão) serão gestores da saúde em Pernambuco. A grande maioria necessita de uma capacitação básica sobre gestão do SUS, indico até o livro do Ministério da Saúde: SUS de A a Z, muito bom. Neste momento de mudança gerencial nos municípios, há uma instabilidade na gestão da Secretaria Estadual de Saúde(SES), onde até o Secretário executivo de assistência a saúde pediu demissão do cargo, Dr. Humberto Antunes. Há um movimento contrário das enfermeiras e técnicos de enfermagem em relação as Fundações Públicas de Direito Privado, votada na assembléia e um posicionamento contrário das entidades médicas a sua implantação no sistema de saúde de PE. Os diretores dos grandes hospitais não se sentem à vontade desde o dia que a SES colocou nos jornais que iria mudar as gestões destes hospitais, sem dizer quem ficaria ou quem sairá. E não há um bom relacionamento do secretário de saúde, vice-governador e coordenador do pacto pela vida, João Lyra, com os profissionais de saúde, em todos os níveis. Com todas essas dificuldades o que observamos é uma estagnação administrativa da SES em relação a ações com os municípios e ações inerente a sua responsabilidade sanitária de gestor público estadual de saúde. Com este “caldeirão de problemas”, ainda poderemos ter que enfrentar uma epidemia de dengue provocada pelo vírus tipo 4 de proporções graves, já fomos alertados pelo Ministério da saúde sobre esta probabilidade.




27 Outubro 2008 às 17:23
A idéia das Fundações foge do ambito das propostas sérias… O governo através das fundações quer esconder o preconceito contra os trabalhadores publicos da saúde, em especial os médicos.
Os hospitais não terão lucros e vão ter que fazer cortes em áreas que já são bastantes cortadas, resultando em falta de medicações e se acumulando dívidas.
De acordo com o artigo 160 da Constituição, os serviços médicos tem que se expandir de acordo com o crescimento da população. Em vez de se discutir as fundações deveria se construir hospitais.
Nosso governador Eduardo Campos em sua campanha prometeu a construção de três novos hospitais. O Hospital Miguel Arraes estava para ser entregue este ano e até o momento não foi entregue. O outros dois estavam previstos para serem entregues no início do proximo ano e até agora ainda não saiu do papel. O governador deveria focar nisto, mesmo porque ele proprio afirmou em seu site que já havia conseguido verba.
Será que estes hospitais fazem parte de mais uma promessa de campanha, não cumprida ?????
27 Outubro 2008 às 21:24
Jane, se vc leu o meu texto sobre: instituir ou não as Fundações, verá que a implantação de um novo modelo de gestão no SUS é muito complicado, e terá que vir como uma política tripartite, onde terá que existir uma sintonia entre os municípios, estados e gov. federal. faltando dois anos para terminar o governo, o governador poderá está ariscando muito em fazer uma mudança radical em pouco tempo, que, com certeza, algumas categorias perderão muito.