Os professores precisam ser privilegiados
Não discordo de greves. É um direito legítimo de qualquer indivíduo. Contudo, os efeitos dela devem ser considerados. Os usuários dos serviços públicos não podem ser punidos por conta das greves. Além disto, a greve não pode ser instrumento único e exclusivo para aumento de salários. Outros pontos devem ser discutidos. O aumento salarial não deve motivar de antemão o retorno ao trabalho. Caso isto ocorra, e geralmente ocorre isto, o servidor público constrói imagem negativa junto à opinião publica (hipótese).

Outro ponto: governos devem saber a quem dar aumento salarial. No estado brasileiro existem os funcionários públicos privilegiados e não privilegiados. Os fazendários, em Pernambuco, são privilegiados. Os professores não são privilegiados no Brasil. Recentemente, os fazendários foram privilegiados. E os professores despretigiados. Nenhuma manifestação da oposição. Nenhum deputado da situação revoltado com o privilégio dado a uma categoria historicamente privilegiada.
Fazendários não têm poder de pressão. Não consigo vislumbrar este poder. As notas fiscais são eletrônicas. Então, a greve dos fazendários não prejudicaria a arrecadação do estado. Se não prejudica, os fazendários perdem poder de pressão. Em curto prazo os professores não têm poder de pressão. Mas em longo prazo sim.
Pernambuco cresce economicamente. Portanto, precisa de mão de obra qualificada. Só o poder público tem condições de proporcionar a igualdade de condições. Neste sentido, contextos sociais com indivíduos despreparados tendem, em curto prazo, perder investimentos. Então, é necessário, e isto é óbvio, investir em educação. Numa perspectiva de longo prazo, os professores têm mais poder de pressão dos que os fazendários. Portanto, os professores precisam ser privilegiados.



26 Março 2010 às 17:06
Eu adoro os seus textos, sempre q tenho um tempinho venho ler.
Abraço Professor.