Instituto Maurício de Nassau

5 de Março de 2010 às 20:46
Autor Adriano Oliveira - Postado em Educação | 2 Comentários - Comente!

Cotas raciais para quê?

Continua a discussão desnecessária sobre cotas raciais. O Sisu demonstrou que sobram vagas nas universidades públicas. E recente estudo evidenciou que o Brasil está longe de colocar 30% dos jovens no ensino superior. Por que sobraram vagas nas universidades públicas? Hipótese 1: em algumas universidades e cursos sobram vagas. Hipótese 2: muitos alunos optaram pelo ensino superior privado. A primeira hipótese é factível. Desconfio que exista concentração de alunos por universidades e cursos.  Tenho dúvidas quanto à segunda, mas é possível. Se sobram vagas e o Brasil não atingiu a meta estipulada pelo Plano Nacional de Educação, isto significa que o estado deve incentivar a iniciativa privada a conquistar mais alunos. De que modo: ampliando o Prouni.  Caso a hipótese 1 seja verdadeira, é necessário que o ensino privado auxilie o ensino público. Neste caso, a discussão não deve ser mais localizada, isto é, sobre cor ou sobre a origem social do estudante. O debate deve ser no âmbito de como o estado, por meio do ensino público e privado, pode capacitar mais indivíduos. Nesta discussão, as cotas sociais e raciais não importam. Pois, o que é necessário é o financiamento, por parte do estado, da qualificação dos indivíduos.

5 de Março de 2010 às 08:06
Autor Isabel França - Postado em Clipping | Sem comentários - Comente!

Notícias do dia

JORNAL DO COMMERCIO

 

- Serra acalma os aliados

- Constrangimento marca evento

- DEM admite não reivindicar vice

- Planalto nega licença de Lula: “É maluquice”

- PSOL tenta desconstruir “falsa polarização PT x PSDB”

- Deborah Secco é denunciada

- De Sanctis fica no Satiagraha

- PT nacional pressiona Humberto e João Paulo 

- Derrota dupla para Arruda: na Câmara e STF

- Tony Gel estranha decisão de juiz

 

DIARIO DE PERNAMBUCO

 

- Nas mãos de Dilma

- Resolução deve pautar encontro

- Jorge Côrte Real, um cidadão recifense

- A preocupação com os trabalhadores

- Líder na economia pernambucana

- José Serra sofre um nocaute simbólico

- Chapa pura é descartada

- Ninho tucano continua repleto de incertezas

- STF mantém Arruda na prisão

- Março de inaugurações

- Água para 1,5 milhão de pessoas

4 de Março de 2010 às 20:27
Autor Adriano Oliveira - Postado em Eleições 2010 | Sem comentários - Comente!

Uma chapa renovada: os senadores de Jarbas

É possível Jarbas ser candidato a governador? Sim. Contudo, desconfio de que ele só será se Serra for candidato a presidente. Já frisei isto várias vezes. Enquanto Jarbas aguarda Serra, o qual poderá vir, reflito quanto aos candidatos ao Senado na possível chapa do candidato Jarbas Vasconcelos.

Sabemos que Jarbas não é uma novidade na política brasileira. Portanto, não poderá ser apresentado como o novo. Mas pode ser apresentado como o futuro. Como Jarbas é bem avaliado junto aos segmentos (indivíduos) que conviveram com a sua administração como governador, ele poderá ser oferecido ao eleitor com gestor eficiente. Inclusive, Jarbas tem esta marca junto aos setores frisados. Eficiência e futuro podem caminhar juntos. Portanto, talvez o eleitor não encare a candidatura Jarbas como “velha” ou representante do passado. Friso, talvez!

Não desconsidero o fato, e isto é uma hipótese, de que Marco Maciel e Sérgio Guerra podem envelhecer a candidatura Jarbas. Estes são dois políticos que têm história eleitoral em Pernambuco. O eleitor pode reconhecê-los como o passado. E que eles não trarão nada de novo.

Saliento, no entanto, que Marco Maciel mantém estabilidade de votos junto aos diversos segmentos do eleitorado. Pesquisas revelam que Maciel é favorito a vencer a disputa pelo Senado. O favoritismo de Maciel advém da sua credibilidade. Portanto, é conveniente manter Maciel na chapa. Mas, é adequado manter Guerra na chapa de Jarbas?

Sim! Contudo, vejo que Sérgio Guerra contribuirá mais para a campanha de Jarbas caso seja candidato a deputado federal. O presidente do PSDB é um bom articulador e gosta de conversar com prefeitos. Além disto, Guerra pode ser substituído por um nome novo, que desperte o eleitorado e rejuvenesça a chapa de Jarbas. Vejam que Eduardo será apresentado como o futuro. Neste caso, Jarbas não pode ser identificado com o passado.

Quatro nomes podem compor a chapa de Jarbas, além de Maciel, claro. Quais são: Raul Jungmann, André de Paula, Bruno Araújo, Jayme Asfora e André Régis.  Estes candidatos devem partir para o embate com os senadores de Eduardo, já que possuem perfis para tal. E também seriam apresentados como os novos quadros da política pernambucana.

A oposição precisa de fatos que chamem a atenção e animem o eleitorado.

4 de Março de 2010 às 18:17
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

A charge do dia - Samuca

Publicada no jornal Diario de Pernambuco

4 de Março de 2010 às 18:13
Autor Isabel França - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Joaquim Nabuco: farol na luta pela igualdade racial

*Por Isaltino Nascimento

 

Voltemos um pouco no tempo, ao final do ano de 1881. Joaquim Nabuco, aos 32 anos, cheio de entusiasmo político, inteligente, idealista, perde a reeleição para a Câmara dos Deputados.

 

Tudo porque fizera de seu assento parlamentar o centro nervoso de uma campanha contra a escravidão, que prometia incendiar o país, mas que acabou atraindo a ira dos escravistas, criando para ele um ambiente desfavorável e desgostoso.   

 

Assim, Joaquim Nabuco optou pelo auto-exílio e estabeleceu-se em Londres, onde escreveu o livro “O abolicionismo”, um clássico brasileiro sobre a escravidão, no qual traçou um retrato impiedoso da sociedade brasileira daquela época.

 

Os olhares enviezados para Nabuco eram ainda maiores porque seus opositores não compreendiam como um homem de berço, nascido em uma família que dava senadores ao país, criado em um engenho da zona canavieira pernambucana, se colocava contra o que os aristocratas consideravam “o motor do país”, ou seja, o uso da força de trabalho dos escravos.

 

Mas foi justamente por ter vivenciado na infância a dura realidade dos negros escravos que brotou sua veia abolicionista. Tanto que ainda estudante, Nabuco defendera um negro, acusado de matar o homem que o açoitara.

 

A causa dos escravos desde então se impôs como um norte, para uma carreira política e intelectual pautada pela denúncia de um país que não podia ser, país impossível, sem futuro e sem presente, que era o país da escravidão.

 

Nabuco percebia, e nisso era sobremodo lúcido, que a perversidade da escravidão não se exercia apenas sobre o escravo, nem sobre a relação senhor-escravo, nem mesmo sobre o atraso a que condenava a economia brasileira. Exercia-se sobre tudo.

 

Essa reflexão era tão profunda, ao avaliar os malefícios da escravidão, no livro O Abolicionista, acabou fazendo um prognóstico dos prejuízos que aquela situação causaria ao país no futuro. No livro, ele diz:

 

“A escravidão impediu o aparecimento regular da família nas camadas fundamentais do país”, entre outras coisas, e “reduziu a procriação humana a um interesse venal dos senhores”. Ela tomou conta de todo o corpo social. Com sua “profunda ação psicológica”, “criou uma atmosfera que nos envolve e abafa a todos”.

Leia este post na íntegra »

4 de Março de 2010 às 09:27
Autor Isabel França - Postado em Clipping | Sem comentários - Comente!

Notícias do dia

JORNAL DO COMMERCIO

 

- Serra diz que não vai “pipocar”

- PSDB centraliza comando da campanha em SP

- Festa com Aécio e Serra em Minas

- Congresso homenageia Tancredo 

- Mineiro afirma que não será vice “empurrado”

- PR quer mudar programa do PT

- Pré-candidatos do PSOL debatem hoje na Católica

- Partidos se unem contra veto do TSE às doações ocultas

- Impasse petista sem previsão de terminar

- “O nome para 2012 é João da Costa”

- André quer TCE nos municípios

- Sessão homenageia Joaquim Nabuco

- Juiz bloqueia bens de ex-prefeitos

- Câmara acusa o prefeito de validar projeto não aprovado

DIARIO DE PERNAMBUCO

 

- A artilharia de Aécio

- Recado para os tucanos

- Serra emite sinais de candidato

- Troca de candidato

- Arruda joga suas últimas fichas para tentar sair da prisão 

- Tancredo Neves - 100 anos - Centenário de um hábil democrata  

- Tancredo Neves - 100 anos - Bruxas e fantasmas estavam à solta

- Diretório municipal põe mais lenha na fogueira eleitoral  

- Reunião sobre o PAC na volta do Canadá

- Portal do governo oferece serviços

3 de Março de 2010 às 17:43
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

A charge do dia - J. Bosco

 

Publicada no jornal O Liberal (PA)

3 de Março de 2010 às 17:34
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política | Sem comentários - Comente!

A PEC, a Bolsa e a vingança

O PSDB e o DEM reclamam constantemente dos gastos do governo Lula. Reclamação correta. É necessário reduzir os custos correntes para o estado adquirir maior capacidade de investimento. Além disto, despesas correntes, muitas vezes são eternas, como é o caso do custeio com funcionários públicos. O Bolsa Família, apesar de ser uma política social adequada, peca, no instante em que a educação pública brasileira é falha, já que não prepara adequadamente o beneficiário do Bolsa Família para o mercado.

O estado precisa contratar servidores públicos. Mas para quais áreas? Servidores públicos precisam ter bons salários? Mas quais categorias precisam urgentemente de aumento salarial? Governos precisam ser responsáveis e reformadores. Contratar servidores para áreas carentes. Aumento para servidores que possuem salários defasados.

E a PEC dos policiais? Ela é necessária, mas precisa vir acompanhada de reformulações nas instituições militares. Esclareço que sou favorável a PEC.

A Polícia Militar precisa ter carreira única. Caso isto não ocorra, em razão do excesso de hierarquias em muitas polícias militares, o estado, com o passar de tempo, não terá condições de pagar os salários da instituição. Outro ponto: a escala de trabalho das Polícias precisa ser revistas. A revisão da escala policial possibilitará mais policiais nas ruas. Portanto, policia eficiente deve ter bons salários.

A oposição não considerou o custeio da máquina pública ao tentar agregar mais valor ao Bolsa Família. E ao aprovar a PEC da Polícia Militar. A oposição é incoerente. Age por vingança política, sem considerar a reforma do estado, a qual é extremamente necessária.

3 de Março de 2010 às 10:56
Autor Isabel França - Postado em Artigos | Sem comentários - Comente!

Responsabilidade Social Empresarial e o Greenwashing

 

Por Janguie Diniz – Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional  - janguie@sereducacional.com

 

 
A responsabilidade social empresarial virou uma prioridade inevitável para dirigentes empresariais brasileiros. Governos, ativistas e meios de comunicação hoje cobram de empresas a responsabilidade pelas consequências sociais de suas atividades.

Várias empresas estão repensando sua postura ética frente à sociedade. Um novo pensar e agir no âmbito empresarial, dando uma conotação cidadã aos negócios.

Como anda a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) no Brasil? O que as empresas brasileiras têm feito de positivo nesta área?  Podemos encontrar esta resposta no relatório Práticas e Perspectivas da Responsabilidade Social Empresarial no Brasil -2008, lançado pelo Instituto Akatu e o Instituto Ethos no final do ano passado. O relatório traça o panorama da RSE no Brasil por meio de entrevistas em um universo de 1.333 empresas brasileiras de todos os portes.

Para nossa alegria, o levantamento revela o aumento significativo, entre 2004 e 2008, no número de ações em RSE praticado pelas empresas brasileiras, mas aponta que se trata de um processo ainda em construção, envolvendo um longo caminho de incorporação de ferramentas e práticas de maneira mais efetiva. A íntegra da pesquisa pode ser baixada neste link: tinyurl.com/rse2008akatu.

A pesquisa avalia um total de 56 práticas e os resultados mostram que, ao todo, 50% das empresas pesquisadas têm ao menos 22 práticas implementadas.  Comparando com estudo realizado pelo mesmo Instituto Akatu em 2004, quando o resultado apontava 11 práticas implementadas por 50% das empresas, notamos um aumento expressivo no envolvimento das empresas com a RSE entre o período de 2004 e 2008.

Os resultados desta pesquisa mostram uma expressiva evolução em algumas práticas em empresas de todos os portes, revelando que, independente do tamanho e importância da empresa, todas estão trabalhando para serem socialmente mais responsáveis.

Programas de RSE altamente visíveis costumam gerar publicidade favorável para a empresa. Por outro lado, há empresas que divulgam práticas em balanço social ou em ações de marketing e propaganda que não condizem com a realidade. A prática do “greenwashing”, ou seja, a criação de uma falsa imagem de que a empresa é “verde” e socialmente responsável, sem que isso corresponda às suas verdadeiras práticas, é lamentável e não logra o consumidor moderno e consciente que quer conhecer e confirmar o que as empresas estão realmente fazendo para a sociedade. Em um mundo de alta visibilidade, esta mensagem terá vida curta ao ser confrontada com o real comportamento da empresa. Embora possa trazer algum ganho no curto prazo, encontrará um consumidor muito pouco disposto a aceitar essa autoproclamação.

Felizmente estes casos são exceções e tendem a desaparecer. O que vale é que o relatório do Instituo Akatu nos premia com um panorama muito favorável às atividades de responsabilidade social das empresas brasileiras que estão se tornando agentes da evolução social e guardiões do meio ambiente.

3 de Março de 2010 às 10:16
Autor Isabel França - Postado em Notícias | Sem comentários - Comente!

Inscrições continuam abertas

 

Está chegando a hora do II Seminário de Ciência Política e as inscrições continuam abertas. As palestras serão realizadas nos próximos dias 15 e 16 no auditório Capiba da Faculdade Maurício de Nassau. Para garantir presença, os interessados devem entrar em contato com o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau pelo telefone 3413-4611 ramal 4806. De acordo com a comissão organizadora do evento, não será emitido certificado de participação. Confira abaixo a programação completa:

 

Dia 15 de março


19h – Abertura: fundador e presidente do conselho do Grupo Ser Educacional – Janguiê Diniz
Conferência de abertura:
Tema: O marketing do marketing político – Antonio Lavareda (Diretor-presidente da MCI, cientista político, já atuou como consultor em cerca de 73 campanhas eleitorais)
Mediador: Jânyo Diniz (CEO do Grupo Ser Educacional
20h30 – Tema: Os determinantes do voto e estratégias eleitorais
Painelistas: Adriano Oliveira (Cientista político – UFPE e colaborador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)
Helcimara de Souza Telles (Cientista política – UFMG)
Mediador: Aldo Vilela (Jornalista)

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Dia 16 de março

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19h - Conferência:
Tema: Perspectivas para as eleições 2010: o quadro nacional
Conferencista: Gustavo Venturi (Cientista político – USP e ex-diretor do Datafolha)
Comentador: Jorge Zaverucha - PhD (Cientista político – UFPE)
Mediador: Inácio Feitosa (Superintendente acadêmico do Grupo Ser Educacional.
20h30 – Tema: Acertos e erros das pesquisas eleitorais
Painelista: Carlos Gadelha (Estatístico do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)
Maurício Romão (Economista – UFPE)
Mediador: Sérgio Murilo (Coordenador do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau)

As opiniões postadas neste blog não refletem necessariamente a posição deste Instituto.

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