Instituto Maurício de Nassau

21 de Julho de 2010
Autor Isabel França - Postado em Economia |

Paraíba: potencialidades econômicas

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Por Antonio Rivera – Economista – antoniorivera@bol.com.br

 

A economia do Estado da Paraíba apresentou no 1° semestre de 2010 resultados positivos em seu desempenho macroeconômico.  De acordo com dados da Federação da Indústria do Estado da Paraíba (FIEP), os setores que mais contribuíram para alavancar o dinamismo de sua estrutura econômica do Estado estão os setores de comércio e serviços, com 11,75%, e o da indústria (8%). Tal desempenho deve-se ao aumento da renda e do consumo crescente da população paraibana.

É importante destacar que o setor da Construção Civil teve grande impacto também na geração de emprego e renda, assim como na Indústria, correspondendo no 1° semestre por 22,72%, seguido pelos setores de Vestuário e Calçado com 23,22% e 19,92%, respectivamente.

COMÉRCIO EXTERIOR

O desempenho do comércio exterior do Estado da Paraíba vem apresentando, no 1° semestre de 2010, a mesma tendência de quase todos os Estados do Nordeste, com sucessivos déficits em sua relação de intercâmbio comercial com o resto do mundo, como mostra o quadro No.1.

 

 

Em seis meses de 2010, a balança comercial do Estado atingiu déficit de US$ 173.846, enquanto que no mesmo período de 2009 o déficit era de US$135.080, uma diferença de mais de 38 milhões de dólares em conceito de déficit.  Em outras palavras, o estado está comprando (importações) muito mais do exterior do que as vendas (exportações) para o resto do mundo.  Se confirmarem-se a tendência dos últimos anos, 2010 fechará com mais um pífio desempenho da serie de déficits que se iniciou em 2007.

A Paraíba, no período de janeiro a junho de 2010, exportou principalmente para os mercados dos Estados Unidos (US$37.507.554), Espanha (US $12.980.787), Argentina (US$ 6.451.328), Austrália (US$ 4.956.114) e Filipinas (US$4.351.458).  Enquanto que as importações tiveram como destino os seguintes mercados: China (US $ 89.927.804), Estados Unidos (34.639.099), Vietnã (US $ 18.692.321), Alemanha (US $18.324.487), Argentina (US $ 17.852.433) e Japão (US $ 8.999.820).

Na pauta dos produtos exportados do estado da Paraíba recebe destaque nos seguintes itens: calçados de borracha, roupas de toucador, açúcar de cana em bruto, álcool etílicos e mamões. Nas importações são destaques: calçados para esportes, caminhões-guindastes, coque de petróleo, algodão, tecidos de algodão, e pneus novos.

O cenário de desvantagens que o Estado vem apresentando nos últimos quatro anos é o resultado de uma política nacional pouco agressiva para estimular o fortalecimento das empresas exportadoras, a supervalorização da moeda nacional, as elevadas taxas de juros, além dos problemas com a logística do transporte dos centros de produção para os portos, exagerado processo burocrático. Tudo isso junto torna os produtos paraibanos e nordestinos pouco competitivos no exterior.

Além disso, as pautas das exportações paraibanas se constituem em produtos com pouco valor agregado e de commodities como é o caso do açúcar, que depende muito dos preços impostos pelos vaivens do mercado internacional. Um exemplo disso é a atual conjuntura internacional de oferta limitada de açúcar que vem contribuindo para o aumento no valor do preço do açúcar a escala mundial. Seria o momento de incrementar as vendas do produto para atender a demanda internacional. Porém, os exportadores se defrontam com a limitada capacidade dos portos nacionais em atender a demanda dos compradores externos do açúcar brasileiro.  Mais uma vez fica constatado que a falta de investimentos no setor em infraestrutura portuária limita as tentativas de alavancar as exportações nacionais. 

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