Polêmica na educação
Semana passada, o articulista deste BLOG, Inácio Feitosa, publicou artigo sobre um aluno que foi condenado por ofensa. O artigo de Inácio provocou vários e-mails, com destaque para o e-mail de uma aluna que não quis se identificar. A seguir, publico a resposta de nosso articulista. O tema é polêmico. Aliás, estou surpreso como o tema Educação atrai leitores.
“Olá Inácio!
Li um artigo seu (”Aluno Condenado por Ofensa”), em virtude de ter sido agredida, verbalmente, em sala de aula por minha professora de cursinho. Sou advogada e estudo para concurso. Atualmente, dedico-me somente aos estudos para concurso. Estou fazendo aulas para o concurso do TRT/XX. Minha turma não é formada somente por profissionais da área jurídica. Durante a aula, minha professora, também advogada, procurou saber quem era da área jurídica e somente 3 pessoas, contando comigo, levantou o braço. No decorrer da aula, a professora me fez uma pergunta que não soube responder e começou a me ofender de tal forma q fiquei constrangida diante da turma, falando para mim que “era uma vergonha eu não saber responder uma pergunta tão fácil”, pois uma pessoa que não era “da área” sabia responder.Ela parou a aula e ficou me forçando a responder e repetindo q era uma vergonha.. Sou uma pessoa que não sei ser ofensiva e fiquei tão chateada e nervosa que chorei após o acontecido.Com toda sua experiência, você pode me dizer se é possível eu entrar com uma ação de indenização por danos morais contra a professora?
Aguardo ansiosamente sua resposta!
Obrigada!
MMS”
Por Inácio Feitosa
Prezada MMS,
Infelizmente no ambiente educacional ainda prevalece à velha assertiva “casa de ferreiro, espeto de Pau”. Sua professora de cursinho preparatório para concursos deveria ter respeitado um princípio basilar do mundo moderno: tratar bem seus clientes! A docente, advogada, deveria saber ouvir os seus alunos e dialogar para que juntas (você e ela) pudessem construir uma relação dialógica, de respeito mútuo e de fortalecimento da aprendizagem.Você poderia dizer, mas ela é um docente de concursos, teria essa obrigação com a pedagogia? Resposta: sim, teria. A cordialidade, a ética, a moral é algo que não compramos na esquina, ela vem de berço. Infelizmente sua professora foi reprovada por mim. Agiu errado pedagogicamente, eticamente e profissionalmente. Mas, infelizmente em nossa profissão de advogado (e aí incluo os promotores, juízes e outras funções jurídicas), muitos colegas comentem essa mesma falha: desatenção com o cliente, com o cidadão. O cidadão comum também passa pelo que você vivenciou, em outra seara: nos Tribunais. Você busca o acesso ao conhecimento. Eles buscam acesso ao judiciário. Mas, nossos Tribunais, verdadeiros Palácios de granito, pecam por se afastarem da cada vez da sociedade. Sua professora deveria voltar às bancas de aula. Não as de Direito, pois ela com certeza já saiu de uma, e pelo visto nada aprendeu!E o que fazer? Você poderia socorrer-se ao judiciário. Mas, agora na condição de cidadã tenho medo que outros repetissem essa cena absurda. É o que vemos todos os dias na televisão: a morosidade e o descaso do judiciário com o cidadão.Não lhe aconselho uma “pendenga” judicial. Respire fundo, junte as demais alunas atingidas e vá conversar com o dono do cursinho. Se ele não resolver o caso, é porque não é o lugar certo para você estudar! Pegue seu dinheiro de volta e vá para a concorrência.




7 Outubro 2008 às 15:03
Prof. Inácio seu comentario e orientação que fez para a aluna em questão foi sábia e coenrente, não esperaia outra posição que não essa vindo do senhor.
Também aconteceu o abuso do “poder” da professora em relação a aluna. Isso é lamentável uma vergonha para a classe!