Política, futebol e interesse

Mais um fato me chama a atenção no futebol pernambucano. No próximo domingo, o Santa precisa vencer o Central para continuar a sonhar com a terceira divisão. A Patativa do Agreste, acertadamente, solicitou ao presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira, árbitro de outro estado. O presidente da FPF, sem nenhum argumento que justifique o ato, ignorou a solicitação e não deu ciência a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O que motiva a atitude de Carlos Alberto? Esta é a minha curiosidade. Quando Fernando Bezerra Coelho assumiu o Santa Cruz, me posicionei contra, pois considero que conflitos de interesses possam existir em dado instante – público versus privado. Muitos me criticaram, pois argumentaram que para salvar (ou resgatar) o Santa Cruz vale tudo. Vale tudo mesmo? O Santa Cruz é vitima de alguns dos seus dirigentes. Aliás, diversos clubes de futebol do Brasil são vítimas dos variados atores que passaram pelas suas direções. Considero que não vale tudo para salvar o Santa Cruz. Ou o Sport. Ou o Náutico. Os clubes de futebol precisam de gestores e não de políticos ou torcedores apaixonados. Vejo que o mais adequado é que o jogo Santa Cruz e Central seja televisionado e o árbitro seja de outro estado. Futebol também precisa de transparência.



29 Julho 2009 às 19:00
Em Pernambuco todos os jogos deveriam ter árbitros de fora.
Com certeza teríamos muitas alterações nos campeões dos últimos 15 anos.
Por sinal, quanto foi Sport e Cruzeiro no campeonato nacional de 1987?