Por que os servidores públicos fazem greve?

Os servidores públicos fazem greve por duas razões: baixos salários e a estabilidade. Determinadas categorias não têm baixos salários. Mas fazem greve, pois desejam ganhar mais. Aproveitam que possuem estabilidade para pressionar os governos. Estes atendem porque não têm meios de pressionar os servidores a voltarem para o trabalho. Os governos não podem demitir. Portanto, os servidores públicos no processo de negociação possuem mais poderes do que os governos. A estabilidade, além de possibilitar greves irresponsáveis, permite que o estado seja ineficiente. O Governo do Estado, mais uma vez, está refém dos servidores da saúde. Esta semana eles pararam. Não atenderam ninguém. Ouvi um líder grevista solicitar calma a população, pois através da luta tudo irá melhorar. Melhorar para quem? Para os servidores, óbvio. Pois os servidores não pedem melhoria de condição de trabalho. Algumas categorias até pedem. Mas da boca pra fora. No instante em que o governo aumenta o salário, eles voltam ao trabalho e esquecem das condições precárias em que estão trabalhando. Se o governador Eduardo Campos implantar as Fundações e contratar os futuros servidores, inclusive médicos, em regime celetista, as greves em Pernambuco irão diminuir. Por consequência, a população será melhor atendida. Por que um médico trabalha de modo eficiente em hospitais privados? Por que enfermeiros são eficientes na área privada? Por que eles não fazem greve na área privada? Pensem nisto! A resposta é simples: na área privada não existe estabilidade e os gestores têm poder de pressão.



19 Abril 2009 às 07:27
Professor, seu posicionamento está correto e acrescentando mais uma observação, em alguns casos existem médicos da rede privada que ganham menos que os da rede pública e mesmo assim são mais eficientes e não fazem greve. Realmente o funcionalismo público é o espelho do estado a qual está subordinado, é necessária uma organização mais dinâmica.
Adriano Sales – http://www.adriano-sales.blogspot.com
19 Abril 2009 às 09:29
Atribuir aos funcionários públicos o desastre das gestões dos governos executivos porque ficam estes reféns de seus subalternos e uma visão bastante limitada do complexo contexto, não conheço o autor da crônica, mas posso afirmar, apesar das escusas, que neste aspecto é um total ignorante. Todos sabem que o concurso público foi uma conquista constitucional para evitar o nepotismo que existia outrora com os cargos de carreira no Estado e que hoje só são preenchidos através desta justa seleção. Alguns podem até lembrar de parentes ou amigos que eram convidados a ocupar cargos de carreira nos quadros do Estado, antes da Constituição Federal de 1988, apenas por simpatia ou amizade com a alta casta Governamental. É uma pena que este crítico não conheça nossa história de luta, hoje consolidada em nossa atual Carta Magna, devemos continuar combativos para que pensamentos como este não nos tragam o retrocesso. Presto consultoria no exterior sobre Direito Internacional e acreditava que no Brasil jamais tomaríamos conhecimento de declarações tão retrogradas e desconexas como esta, sinto vergonha do que li e espero que nunca mais tenhamos que voltar aos tempos de chumbo, onde até a própria imprensa era amordaçada.
19 Abril 2009 às 10:16
O direito a greve é essencial a qualquer categoria. A iniciativa privada, escrava do capitalismo, infelizmente não pode lançar mão desta ferramenta para melhorar sua subsistência e, por isso, esta condenada às condições de quem o contrata. É um absurdo esta colocação do blogueiro. Os anos de ditadura já passaram e estão enterrados no inconsciente dos que viveram aquela época. Acho que a irresponsabilidade deste cara atingiu o ápice, talvez fosse prudente já que desconhece a história e não se interessa em estudá-la, perguntar aos seus pais, pois acredito ainda lembraram os anos de ditadura que vivemos e ai possam alertar o imprudente e ignorante filho.
20 Abril 2009 às 08:50
Por não vivermos mais em uma ditadura é que as posições contrárias podem ser debatidas. Respeito as pessoas é um principio liberal que deve constar no espírito democrático daqueles que dizem tê-lo. Portanto, democracia é um limitador do poder e enquanto o funcionalismo público não seguir metas e objetivos claros será um peso, como o é, para todos aqueles que contribuem com o seu trabalho no mercado!
Não acredito que todos os brasileiros concordem que temos serviço público ideal! Se há sérias fallhas no fornecimento de certos serviços publicos, como a segurança, por exemplo, a ignorância pode estar partindo desse corporativismo tupiniquim e retrógrado.
20 Abril 2009 às 10:03
O direito de greve não está vinculado ao fato de alguém exercer uma função pública, e o funcionário público não é intocável em relação as suas obrigações funcionais. Pelo que sei, qualquer funcionário público pode ser demitido de sua função, bastando para isso dar um motivo justo que será analisado e julgado por uma junta através de um processo administrativo. Em minha opinião esse processo deveria ser também estendido ao setor privado, pois seria bem mais justo com todos. A greve é um direito de todos, seguindo os princípios constitucionais, e não deve ser vista como um erro e sim como uma infeliz necessidade atual em que o trabalhador muitas vezes só possui esta forma para tentar respirar um pouco mais saudável. Pelo que vejo, o autor dessa notícia tem uma visão bem estreita em relação ao funcionalismo público, pois vincula o mau atendimento ocorrido pela população apenas ao funcionário e não a falta de uma boa gestão por parte dos governantes. Do mesmo modo que encontramos maus funcionários no setor público, assim encontramos no setor privado, e isso responde a uma grande e antiga questão. “Não são as pessoas e sim o sistema que deve ser modificado e melhorado”.
20 Abril 2009 às 21:41
Pelo que observo o blogueiro ataca o funcionário público, quando na verdade deveria criticar o governo. É obvio que a democrácia tem suas falhas, como por exemplo, fazer com que pessoas que dependam economicamente de um mesmo patrão tomem a defesa umas das outras e desta forma conseguem manter seu emprego. É compreensível, entretanto, lamentável. Sabemos que nem todos que expressaram suas opiniões neste caso agiram com imparcialidade, mas o que fazer o capitalismo sempre fala mais alto.
21 Abril 2009 às 08:26
COMEÇEMOS :
1) NA ÁREA PRIVADA HÁ MELHOR ESTRUTURA FÍSICA DE TRABALHO!!! PORQUE NÃO HÁ NA PÚBLICA ? POR QUE NOSSO GOVERNO PREFERE GASTAR COM GARGOS COMISSIONADOS E LUXOS PARA OS POLÍTICOS!!! DEPOIS É FÁCIL CHEGAR NA IMPRENSA E DIZER QUE A CULPA É DOS PROFISSIONAIS!!!
2) NA ÁREA PRIVADA O SETOR DE AMBULATÓRIOS É MAIS EFICIENTE DE FORMA QUE OS SERVIÇOS DE URGÊNCIA SÃO MAIS VAZIOS. NO PÚBLICO O GOVERNO NÃO INVESTE EM AMBULATÓRIOS!!! VÁ EM ALGUMA URGÊNCIA DO SUS E VERÁS QUE 80% DOS ATENDIMENTOS SÃO AMBULATORIAIS O QUE ACARRERA MAIOR DESGASTE AO PROFISSIONAIS ALÉM DE MAIOR ESPERA PARA AS URGÊNCIAS DE FATO!!!!
3) O BLOGUEIRO QUER SER CANDITADO ? POIS SEUS DIRCURSOS PARECE ESSES DISCURSOS DE POLÍTICOS DEMAGÓGICOS!!!!! PELO QUE FALAS QUERES QUE OS SERVIDORES TRABALHEM DE FORMA ESCRAVA, LEVEM O MATERIAL ( SERINGAS , MEDICAÇÕES) DE CASA E AINDA SORRIAS PARA AS CENTENAS DE PESSOAS QUE LOTAM AS EMERGÊNCIAS AMEAÇANDO OS SERVIDORES!!!!
21 Abril 2009 às 10:03
As vezes acho que esse blogueiro escreve o que falam em seu ouvido, não é possível que alguém que se apresenta como professor, ou pior, que foi contratado para exercer tal mister seja tão alienado e irresponsável em suas declarações. Esse é o preço que se paga por não haver concurso público para preenchimento de vagas em universidades privadas, acaba entrando quem não tem o menor compromisso com a formação dos estudantes ou ainda quem não detém conhecimento suficiente para exercer o corpo docente. É óbvio que este é uma exceção, mas que pode ser revisto pelo reitor da universidade privada. Espero que os alunos, provavelmente mais interessados, consultem outras fontes de leitura e não se deixem levar sofismas.
21 Abril 2009 às 12:22
MARCOS RUSSEL, ASSINO EMBAIXO!!!!!
24 Abril 2009 às 18:20
Pessoal,
O que estou vendo é que mais uma vez temos um problema de GENERALIZAÇÃO e CONFUZÃO.
1-CONFUZÃO: Serviço Público não é Funcionalismo Público.
2-CENERALIZAÇÃO: é pegar um fato isolado e generalizar para todo o setor público
Destrinchando 1:
Uma coisa é uma coisa a outra coisa é outra coisa.
Uma coisa é o setor indispensável que não pode haver parada no SERVIÇO
Por isso sempre que quando fazem uma greve fica um efetivo mínimo para atender os problemas, pois não podem parar. São servidores da administração direta, por exemplo.
Outra coisa é setor que FUNCIONA para que a roda gire, mas que se parar, vai demorar a notarem a parada. São autarquias e fundações, por exemplo.
Na rede privada temos o que Marx chama de “exercito de reserva”. Para isso está aí o Capitalismo a ditar suas regras.
Se no setor privado temos instalações melhores é por que ele necessita competir com os demais para captarem clientes. Comércio puro.
Já no público, o que ocorre é falta de visão dos administradores em vislumbrarem o que pode existir além de um horizonte, além de fazer o “feijão com arroz”, a fim de manter seu cargo no poder, visando uma reeleição. Devemos culpar também quem detém a verba para ser empregada, pois essa vem sendo gasta de maneira escusa em farras anunciadas publicamente. Sem falar no superfaturamento de obras. É o velho “todo mundo sabe”, mas ninguém faz nada.
Outra coisa é que já falei em diversos tópicos que Crimes Contra a Administração Pública dá demissão sim. Daí é besteira falar em ESTABILIDADE.
Estabilidade é uma ferramenta do Serviço/Funcionalismo Público para que o servidor/funcionário haja sem se preocupar se vai ser transferido, afastado ou demitido. Isso evita que políticos ou banqueiros interfiram na vida do servidor/funcionário.
A omissão de socorro, o que é o caso, pode sim ser responsabilizada e até punida com demissão. Por isso os serviços EXCENCIAIS à vida não são parados, porém, como foi citado acima (em comentário de um colega), os ambulatoriais (que necessitam de uma melhor atenção por parte dos gestores) podem. Eu disse pode.
Comentando 2:
E quem disse que no serviço Público inexiste a função de chefe para pressionar e fazer com que o serviço ande de forma eficiente?
E quem disse que nunca se teve movimento a fim de se pedir melhorias nas condições de trabalhos e equipamentos para servir o povo?
É por isso que NÃO DEVEMOS GENERALIZAR!
Faço parte de uma instituição que tem 81 anos, que um dia foi nada, depois passou a ser alguma coisa, era desprezada, menosprezada e mal falada e, hoje, depois de muitas lutas (e ainda necessita de muitas outras) começa a ser respeitada, até elogiada e a ter seus servidores premiados pela sociedade. 81 anos sem GREVE.
Se estamos necessitando de aumento, se necessitamos de equiparação com outros cargos devido a gama de coisa abraçada e muitas vezes jogadas no colo da instituição e se estamos necessitados de uma reestruturação nas nossas instalações de trabalho e um aumento nítido de efetivo, vimos que é conversando com quem é de direito que alcançamos isso. Às vezes demora. Às vezes demora muito. Mas se eles que fazem política, que são o poder, que estão vendo que nunca fizemos greve, que somos pacientes, que estamos precisando de tudo isso para melhor servir a população não se mexem, penso que algo diferente deva ser feito.
Se é o caminho certo ou não, não sei. Mas que não fizemos ainda nenhuma greve, isso é fato. Ainda.
Mas se um dia vier a acontecer uma Greve na minha instituição tenho certeza que os serviços indispensáveis à vida não pararão. Pois cabeças rolam.
Quanto ao setor privado digo que a qualificação é quem “estabiliza” o funcionário. Ele é quem vai dizer o quanto ele vale. O bom funcionário se mantém. O Excelente é leiloado por empresas. Vim de um ramo do privado que era assim. E assim é com todos nele. Quem não estuda vira mais um no “exercito de reserva”. Essa é a maneira de se “estabilizar” no setor privado. Quem é bom pode abrir a boca e dizer ao chefe “eu me demito”. Mazelas e corruptos existe também no setor privado. A corregedoria deles é a concorrência.
Acho que vou começar uma campanha pelo Abaixo a Generalização nesse Blog.
Mas meu povo, sem agressões. Calma, muita calma. E quando não tiver mais calma, paciência, tenham paciência.
Pontos de vista podem ser mudados. Se não são é por que realmente a pessoa tem uma estreita visão das coisas e está muito cheio de si. Por isso os debates são interessantes. Se bem que prefiro numa mesa de bar.
Podíamos era marcar de nos encontrarmos para debater tudo da semana num barzinho. Seria ótima a integração. Além de conhecer as caras.
Abraço a todos.
5 Maio 2009 às 17:33
Quer dizer q os trabalhadores privados são escravos e não fazem greve pq têm medo de serem demitidos?E essa situção é apovada pelo Professor subscritore? E o direito de greve, onde fica?