Quem deve financiar as universidades públicas?

Ontem, em artigo na Folha de São Paulo, o professor Naomar de Almeida, da UFBA, expôs as suas idéias quanto às universidades públicas. O professor defende a autonomia das universidades públicas – esta é uma bandeira antiga do professor. E mostra as razões delas precisarem de autonomia. As regras, as quais são advindas da burocracia pública, emperra o funcionamento das universidades. Mas isto não significa que um afrouxamento deve ocorrer quanto ao bom trato da coisa pública, pois a universidade é pública. Naomar frisa que é difícil trazer bons quadros para a instituição em virtude das regras existentes – além de outras ações. O professor Naomar acerta no seu raciocínio. Mas se omite ao não tratar do financiamento das universidades públicas. Quem deve financiá-las? Os alunos que lá estudam precisam ser os financiadores das universidades em parceria com o Estado. Portanto, os alunos precisam pagar mensalidades. Não estou defendendo a privatização. Mas a possibilidade das universidades públicas serem transformadas em fundações autônomas. Com isto, elas poderão decidir quanto ao seu vestibular. Quanto à contratação de professores – os quais devem ser contratados sem estabilidade e serem cobrados e remunerados por produtividade acadêmica (produção científica e número de aulas) e titulação. Quanto à avaliação dos seus funcionários, os quais não serão estatutários. Os alunos que não poderem pagar as mensalidades receberão financiamento do governo – observem o sucesso do ProUni. As universidades públicas receberão recursos do governo de acordo com a sua produção científica. Diante da ausência de produção, nada de verbas. As universidades precisam de um choque de gestão. Elas não podem ser consideradas cabides de emprego. Os seus concursos públicos para professor não podem ser colocados sob suspeita. Os alunos não podem ficar à mercê de alguns professores que não desejam ministrar aulas.



20 Abril 2009 às 16:56
Caro Adriano, passei a ser sua fã. As temáticas tratadas por ti são de relevância para a sociedade. Já está mais do que na hora de cobrarmos providências quanto ao mau uso de nosso dinheiro. O mesmo precisa ser investido com mais responsabilidade e transparênciaa. A sociedade precisa ser informada sobre a forma de seu uso.
20 Abril 2009 às 17:09
As despesas de uma universidade pública são enormes, a idéia de uma instituição publica de ensino superior gerar receita através de seus alunos é ótima, sabe por que? Simplesmente por praticamente quase 80% dos alunos pertencerem acima da classe média alta, e o restante abaixo da classe média normal. Na verdade quem deveria ocupar esses quase 80% eram os alunos pobres, pois quem estudou em escola publica deveria estudar em universidade publica e quem estudou em escola privada pode muito bem pagar uma universidade privada, mas o que vemos é o contrário disso, a classe média baixa gerando receitas para as universidades privadas, esse ponto realmente deveria ser defendido.
Adriano Sales – http://www.adiano-sales.blogspot.com
20 Abril 2009 às 21:51
Dizer que nas Universidades Públicas nada é produzido e que são consideradas cabides de emprego é no mínimo leviano, mas devemos entender que nem todos que se dizem mestres conseguem ser aprovados em concurso público para suprir os quadros destas universidades e ai são aproveitados nas faculdades privadas. Por que será que o blogueiro ataca tanto as Universidades Públicas?
20 Abril 2009 às 22:41
Me parece um tanto retórico, simbólico. Se o custo por aluno nas universidades públicas é de mais de dez mil reais, quando seria essa cobrança para os estudantes?
Se for pra ela se manter, só filho de dono de faculdade privada poderia estudar lá.
20 Abril 2009 às 22:42
*Dez mil reais mensais.
21 Abril 2009 às 08:08
O Sr Adriano Sales disse :” Na verdade quem deveria ocupar esses quase 80% eram os alunos pobres”. PENSAMENTO PRIMARIO!!!!! POR ISSO SOMOS CONDENADOS AO TERCEIRO MUNDO!!!!! NA REALIDADE DEVERIAM ENTRAR OS MELHORES!!!!!!! O NOSSO GOVERNOZINHO VAGABUNDO É QUE DEVERIA DEIXAR A ESCOLA PÚBLICA NO MESMO NÍVEL DAS PARTICULARES E NÃO FICAR GASTANDO COM UM PENCA DACARGOS COMISSIONADOS, INAUGURAÇÕES DE OBRAS INACABADAS ETC…… A ENTRADA DEVE SER PELO MÉRITO DO ALUNO E NÃO PORQUE O CARA CHORA QUE É POBRE OU DE ALGUMA COR!!!!!! PARA ISSO DEVERIA-SE FAZER O QUE É REALMENTE CORRETO : CORRIGIR AS DEFICIÊNCIAS DA ESCOLA BÁSICA, MAS NÃO O FAZEM PORQUE SABEM QUE POVO EDUCADO NÃO ELEGERIA NEM 10% DESSES MALANDROS QUE ESTÃO NO PODER. MAS PREFEREM O CAMINHO MAIS FÁCIL DE CONSEGUIR VOTOS : AS COTAS.
21 Abril 2009 às 08:12
CARA HELEN PELO QUE VEJO O BLOGUEIRO FALANDO MAL DE MÉDICOS E DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS ACHO QUE ELE QUERIA FAZER MEDICINA MAS TERMINOU FAZENDO ALGUM CUR EM ALGUMA UNIVERSIDADE PARTICULAR!!!!!
21 Abril 2009 às 09:21
Sou a favor das cotas para escola pública( e “cor” também) nas universidades públicas. Não há mérito para quem teve oportunidade de estudar em cursinhos, apesar de ter em suas mãos ensino de “qualidade” em escola particular. Vestibular não aprova “os mais inteligentes”, é tão somente uma maneira de peneirar os que querem entrar no curso superior. Ensino básico de qualidade é a meta, enquanto isso deve-se acabar com a distorção que há nas universidades já!!! As ações afirmativas não são o caminho mais fácil, mas sim o mais difícil, pois o mais fácil é não mudar nada. A sociedade brasileira precisa reconhecer o racismo existente, as desiguladades e o egoísmo de quem tem maiores changes e oportunidades. O presidente dos EUA é fruto da luta por direitos iguais entre todos cidadãos nos anos 60 em seu país. Quanto ao blogueiro ele tem razão em parte, deve haver um choque de gestão, mas não totalmente do jeito que ele imagina.
21 Abril 2009 às 10:53
“Ensino básico de qualidade é a meta, enquanto isso deve-se acabar com a distorção que há nas universidades já”. PERFEITO!!! SE O GOVERNO CHEGASSE , DISSESSE ISSO E ATUASSE DE FORMA A REALIZAR UMA PROFUNDA MELHORA NO ENSINO BÁSICO, AÍ SIM EU APOIARIA AS COTAS!!! MAS NÃO DO JEITO QUE ESTÁ. O GOVERNO ATUA COMO SE AS COTAS FOSSEM RESOLVER O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL!!!! O QUE NÃO É VERDADE.
21 Abril 2009 às 10:57
O PROBLEMA , CARO HÉLIO, É QUE NÃO VEMOS UMAMEDIDA SEQUER NO SENTIDO DE CORRIGIR AS DEFICIENCIAS DA ESCOLA PÚBLICA!!!!! INVESTIR NA ESCOLA PÚBLICA É INVESTIR NO PROFESSOR!!!! NÃO É DAR MERENDA,PINTAR O PRÉDIO OU FORNECER UNIFORMES!!!! O BOM PROFESSOR ENSINA ATÉ EMBAIXO DE UMA ÁRVORE. SE FORES EM ESCOLAS BÁSICAS, VERÁS QUE PARCELA SIGNIFICATIVA DAS “TIAS” SÃO ANALFABETAS FUNCIONAIS!!!!
21 Abril 2009 às 22:47
Se essa medida não for privatização, então não sei o que é … Concordo plenamente com EASN quando ele(a) diz que o governo deveria sim era melhorar o ensino publico, e náo assinar um atestado de incompetência, ao ter que garantir vagas por meio de cotas para os estudantes de escolas públicas. Apesar que dentro da realidade atual, tal medida mostra-se um aceitável paliativo, disse paliativo, sem medir as consequencias que tal medida possam causar num futuro próximo.. Temos sim que punir financeiramente as evasões dos cursos das universidades publicas, ou ser custeadas certas dependências, como reprovações. E não pelo fato do indivíduo ser de familia bem estruturada que o mesmo não tenha o direito de usufluir dos serviços publicos gratuito e de “qualidade”.
22 Abril 2009 às 20:42
Penso que o é interesse do governo em se manter o ensino superior gratuito, pois é de lá que vem os novos cientistas e formadores de opinião.
Eu se fosse governo com certeza faria questão de bancar pessoas capazes e que passaram por uma difícil seleção (reconhecida no Brasil todo).
Proposta melhor para fiscalizar o gasto com ensino seria uma “agencia reguladora”, em que começaria pelos vestibulares, onde o estudante aprovado em uma Universidade Federa deveria abrir mão de qualquer outra vaga em qualquer outro curso que tenha passado em universidade pública ou privada.
Com isso teríamos um aluno 100% dedicado ao ensino que o governo estaria bancando.
Numa segunda etapa, deveria haver uma fiscalização por abandono de curso, onde aí sim o aluno que abandonasse deveria reverter uma fração (por que não total?) aos cofres públicos de tudo que foi gasto com eles, fazendo uma equiparação com o gasto que ele teria numa universidade particular no estado. Se ele inventasse de largar no 6º Período de um curso de Direito, por exemplo, ele teria de reverter mais ou menos um valor de R$ 25.000,00 aos cofres públicos. Isso faria o aluno repensar melhor suas escolhas e seus pais gastariam mais tempo e dinheiro com testes vocacionais e conversas com seus filhos descobrindo juntos o que eles pensam em ser para o Brasil quando crescerem.
Nas universidades Militares (IME e ITA), salvo engano o formando tem de passar um tempo X prestando serviço (ainda que remunerado) as Forças Armadas em projetos e frentes para Governo. Isso simplesmente para justificar os gastos que o Governo teve com esses Gênios Brasileiros. Nada mais justo.
Defendo, também, uma reestruturação no sistema público de nível médio, pois aí está a solução. Temos sim é que ter provas mais difícil para professores e não aquele vexame que se passaram em São Paulo a pouco tempo. Alunos têm de sair do ensino fundamental sabendo que se não corresponderem aos estudos serão reprovados mesmo. Tem de acabar com essa mamata e tentativa de encobertar um índice medido no mundo todo relativo a educação. O aluno tem de por na cabeça que ele estudando direito, fazendo os testes que o Governo hoje impõem que façam e tendo uma caderneta de fazer inveja a muito aluno de sistema privado, ele assim poderá passar direto de uma escola pública para uma universidade pública. Para esses fica até uma isenção em caso de abandono, pois de fato nunca pode pagar pelos estudos.
Cota, minha gente, tem de ser feita sem critério de cor, raça, religião, etc. Ta escrito na nossa constituição e o que foi feito é discriminar o negro na sua entrada em uma universidade. Eles têm mérito suficiente para alcançar notas junto aos brancos, amarelos, rosados, pardos e vermelhos.
Que de fato se abra 20% das vagas, mas 20% para os melhores alunos da escola pública do estado. Os que não conseguirem entrar que passem outro ano estudando e tentando melhorar suas notas para conseguir entrar. Afinal tem estudante de cursinho que passa até 5 anos para poder entrar numa faculdade de medicina!
Dessa forma, faria gosto a um país bancar estudo para os melhores e o governo ficaria mais sossegado com o seu dinheiro “aplicado”, pois caso um desgostoso com a vida (ou adolescente indeciso) decidisse voar fora da Universidade e tentar Vestibular novamente para outro curso, ele primeiro teria de pagar a continha aberta que deixou ao não terminar seu curso. Não se enganem, o índice de desistência em certos cursos é alto.
Quanto ao futuro desses Gênios, que de fato estão alçando vôos maiores puxado pelas grandes empresas do exterior, por que não o Governo pegar os Laureados, ou os 10 primeiros de cada turma e já joga-los no serviço público em cargos que eles acenderiam com o tempo e desempenho. Daria a eles um tempo para alcançar estabilidade maior que um concursado e uma prazo mínimo de estadia no cargo, afim de se descontar uma fatia do seu pomposo salário e reverter para a Universidade que o formou. Nada mais justo. Seria como o ITA ou IME, só que me vez de o aluno se formar em Alta Tecnologia de Aviação ou Engenharia qualquer do IME e adentrar na Força Armada como um Tenente em cargo específico, sairia de um curso de Direito e entraria, sei lá, num Ministério Público da vida, ou num TRX e trabalharia num cargo equivalente ao de um concursado de nível superior, nada impedindo de ele, querendo, fazer os concursos da “casa” e alçar vôos mais altos dentro do serviço público que se encontra. Com certeza um laureado desses chegaria a juiz em 3 anos. E já teria a devida vivencia.
E se fosse médico? Hospital Público (mas teríamos de ajeitar a rede pública, não?);
E engenheiro? Quantas obras temos em andamento pagas pelo Governo?
E por que não joga-los numa Petrobrás, mesmo que essa venha a ser privatizada total ou parcialmente um dia.
São soluções desse tipo que temos de pensar.
Pagar o estudo de um filho eu penso que seja um investimento, mas com certeza vou cobrar os esforços e dedicação aos estudos.
Por que o Governo não pode pagar o estudo para seus filhos, já que esses provaram por A+B que são os melhores para estarem lá.
Mas todas essas idéias, não tenho dúvidas, já devem ter passado pela cabeça de algum sábio político. Quem sou eu para propor algo a vcs.
Ah! E meus caros, façam um favor de antes de atacar quem quer que seja procurar primeiro conhecer quem vcs estão atacando. Isso é a Arte da Guerra pura. Pois fica até hilário ler certos comentários bobos em relação ao blogueiro Adriano Oliveira.
Leiam antes…. se informem….
Afinal todos estão acessando a internet e todos devem conhecer o google, yahoo, ….
Daniel Thé
22 Abril 2009 às 20:54
Ah! Esqueci de dizer que sou Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco e hoje curso Direito na Universidade Maurício de Nassau.
Contando rapidamente uma historia de vida aqui que sei que é pertinente ao caso, um dos maiores cabeças (se não o melhor) formados pela UFPE foi oriundo de escola pública a vida toda, o que mostra que vontade faz a diferença.
Outra é de um colega que é quase um tetraplégico. Esse também foi formado pela UFPE e pra mim é pau a pau com o caso anterior.
Todos os dois zarparam para a Microsoft no EUA. Poderiam ter sido melhor usados no serviço público. Gênios desperdiçados.
Poderiam ter sido alocados logo como Perito em Informática na Polícia Federal ou fazer parte de outro canto de alguma área do governo que desenvolvesse pesquisas na área de TI.
A última é que minha turma começou com numeor X de alunos e se formou menos de 18%. Desistência em banda só no 2º e 3º período.
Eu me formei, trabalhei no ramo, mas pinotei pro serviço público onde hoje exerço uma atividade que não tem nada haver com o que estudei, mas que estou deveras realizado.
Ou seja, todos os casos são de dinheiro gasto pelo Governo que não volta mais nem foi utilizado para descobrir a cura pro Câncer ou da Aids ou de algum mal desses que necessitam de cura.
23 Abril 2009 às 21:57
A UNIVERSIDADE PÚBLICA DEVE CONTINUAR SENDO FINANCIADA PELA FEDERAÇÃO!!!!!! NÃO DEVEMOS CONSIDERAR 12000 REAIS/ ANO MUITO. DEVEMOS É CONSIDERAR 2000 POUCO. E ESSA HISTÓRIA QUE FALTA VERBA É CONVERSA FIADA. BASTA VER NOTICIÁRIOS E ACHAREMOS VÁRIOS EXEMPLOS DE DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO!!!
23 Abril 2009 às 22:04
CARO DANIEL, SE O BLOGUEIRO OUVIU O QUE NÃO QUERIA FOI PORQUE FALOU O QUE NÃO DEVIA!!!!! NÃO PODEMOS PARTIR DE GENERALIZAÇÕES ( FUNCIONÁRIO PÚBLICO É PREGUIÇOSO, P EX) PARA EXPOR ALGUM ARGUMENTO. ELE ACHA QUE A CULPA DA INEFICIENCIA É A ESTABILIDADE. NÃO É. O PROBLEMA VEM DO FATO DO FUNCIONÁRIO DEDICADO TER UM CONTRA-CHEQUE IGUAL AO DO NEGLIGENTE. SE HOUVESSE O SISTEMA DE MERITOCRACIA O NEGLIGENTE SE ESFORÇARIA. O PROBLEMA É QUE ESSE SISTEMA DESESTIMULA OS COMPETENTES.
24 Abril 2009 às 16:50
Parceiro, não acho que faltem sistemas de acompanhamento de condutas/produtividade por parte das instituições do governo.
O que falta é colocar pessoas sérias a frente das devidas corregedorias para poder aplicá-las a ferro e fogo.
A desídia pode ser punida sim. Eu já vi ser. E tem outra que ta beirando a demissão.
Quanto ao funcionário dedicado ficar desestimulado, isso é de cada um. Motivação é da pessoa.
Se a pessoa se desestimula fácil ao ver um mazela ao lado dela, simplesmente por o mazela receber o mesmo que a pessoa, quem tem de rever os conceitos é a pessoa. O mazela já é caso perdido para o Brasil e quem tem de se encarregar dele é a corregedoria. Mas para isso você tem de escrever ele. Você escreve?
Eu penso o seguinte: Se eu desistir, eles vencem.
Acho que expliquei bem o porquê da Estabilidade no Serviço Público.
Volto a repetir que ser estável não significa que o servidor/funcionário não possa ser demitido, caso incorra em Crime contra a Administração Pública.
Do meu ponto de vista, em geral, é um problema sério de patriotismo.
Que valores o brasileiro dá ao Brasil?
Será que somos brasileiro só na hora de votar? Ou na hora em que a seleção brasileira adentra os gramados do mundo?
O problema veio da educação que foi tosada tempos atrás quando cortaram duas cadeiras do ginásio (agora ensino fundamental), que graças a Deus eu cursei, que se chamava Moral e Cívica e outra que se chamava Organização Social e Política Brasileira (OSPB). Nelas a gente, enquanto pré-adolescente, aprendia a dar certos valores ao nosso país que hoje já não mais são lembrados.
Depois disso cortou-se ainda mais a verba para o serviço militar obrigatório, fazendo com que cada vez menos se tenham brasileiros aprendendo o que é servir seu país. As Forças Armadas mais do que ninguém sabem colocar na cabeça dos seus “instruendos” valores básico tipo: Amar o Brasil e Defender sua Pátria se preciso for com a própria vida. Soa até estranho isso para um mazela ou um corrupto, não concorda?
Nos alistamentos em todos os quartéis, hoje em dia, tem até gente que chora para ficar. Não sei se você serviu, mas eu servi e não me arrependo. Pelo contrário, tenho muito orgulho da farda verde oliva.
Aí, como vamos cobrar de um “colega” que vai trabalhar e não tem a menor noção de como aquele trabalho dele influencia a vida de milhares de pessoas, pois ele não tem noção do que é servir ao país? Ou pior!!! Como vamos cobrar as corregedorias que abram uma caça as bruxas se lá na frente delas temos pessoas com o passado comprometido (ao menos manchado)?
Podemos sim cobrar. Devemos sim cobrar. Mas para isso temos de saber o porquê de estarmos cobrando.
Vivemos hoje num mundo com idéias totalmente distorcidas, pois pessoas mazelas e pessoas corruptas tem na sua cabeça que a postura e os atos que estão fazendo estão certos. Para os mazelas errado é o cara se expor, trabalhar demais, quem muito escreve muito se complica, que não pode dar um minuto a mais, pois depois ninguém vai descontar aquele minuto, etc.
E para o corrupto, esse é o pior, ele rouba por que tem certeza que não é roubo. Vê que é uma oportunidade de aumentar o seu patrimônio devido a uma falha no sistema que ninguém irá ver/notar. Afinal ele foi quem implantou a compra, ou o projeto, ou pariu a idéia, logo tem de ser recompensado por isso.
Todos viram nos jornais ontem o Excelentíssimo senhor Presidente da Câmara do Deputados Federais Michel Temer abrir a boca e dizer que só compraram as passagens por que achavam que era legal. E depois dele o discurso era o mesmo por parte de muitos. Só vi o nosso Deputado Federal Raul Jungmann defender na frente das câmeras o certo. Mas será que ele fez o certo?
Vemos todos os dias os políticos numa farra com o dinheiro público e nada fazemos. Ficamos sentados em nossas cadeiras resmungando e achando ruim, mas de braços cruzados.
E fato é que brasileiro é um povo que gosta de ver algazarra. Ver a confusão. Comenta pelos corredores e depois esquece, atraído pela atenção de outra confusão. Onde está o erro disso? Afirmo-lhe que lá atrás, na educação. Cadê aquela cadeira de Moral e Civismo? É por isso que temos piadas sobre o “povinho” que cá habita. Por isso que as leis funcionam lá fora e aqui é essa algazarra.
Hoje pela manhã no Bom dia Brasil, foi referenciado os gastos com passagens aéreas no Congresso Americano. Lá a coisa é séria (em relação a isso pelo menos). Passagem só para o político, exatamente para não se ter um pelotão de assessores. E se o político é convidado para palestrar em algum canto, quem convidou é quem paga a passagem.
Senhores, se eu posse político federal, eu preciso que esteja escrito em letras garrafais que verba federal destinada a passagem aérea só pode ser usada por mim ou por um assessor meu que viagem comigo e que ainda só seja em viajem a serviço? Que nisso não se inclui minha mulher, meus filhos, meus afilhados, meus sobrinhos, a namorada dos meus filhos, as mães das namoradas dos meus filhos, o cachorro da minha mulher,….. poupem-me. Eles sabiam a farra que estavam fazendo. Foi semelhante aos cartões de credito que tinham antes. E se fuçarem aparece mais coisa. Pode ter certeza.
Será que meu mísero salário de R$ 16.000,00 de deputado federal (continuo na suposição acima) não dá para pagar as passagens que eventualmente minha esposa queira me fazer companhia?
Aqui estão confundindo vida pública com vida privada. Pudera!
Se o colega não teve a oportunidade de ir ao Congresso Nacional em dia de Pauta importante para eles, vá lá e veja que algazarra é aquilo.
É muito bonitinho na TV onde vemos o palestrante falando e temos a impressão que todos estão lá, sentados, pacientes e escutando/observando para depois dirimirem opiniões. Que nada! Nunca vi tamanha falta de educação. Acho que não tiveram quem puxassem suas orelhas quando criança, pois até o presidente da mesa fica de costas falando ao celular. Os colegas que deveriam está prestando atenção estão é conversando, dando gargalhadas, dormindo ou ao telefone.
Pior!!!! É ver figuras que recentemente saíram dos seus mandatos para não perder o direito de se reeleger e estarem lá embaixo. Pessoas como o Deputado Federal José Genuíno, Antonio Palocci e (o mais absurdo de todos) o excelentíssimo Paulo Maluf. É uma piada? Não! É a mais pura verdade.
Um político que teve recentemente noticiado nos jornais que milhões de bens dele no exterior foram recuperados para os cofres públicos, está aí, de volta, para pintar e bordar. Ele deve é estar dando gargalhadas.
Como aceitar que pessoas que fora recém excluídas da política e outros que foram caso de Polícia Federal, câmeras da Globo e levando junto para as coisas erradas toda sua família, estejam aí, de volta, para poder refazer tudo de novo? E o que fazemos colega? Nada!
Deveria era ter uma regra clara no jogo: Se roubou, não pode mais entrar em nada na vida pública além de restituir aos cofres o que roubou mais uma multa de X% do que roubou, além de X tempo de prisão. Garanto que quando um deles fosse pego, teríamos ao menos a certeza de que não voltariam para roubar mais.
IDEM no funcionalismo público. E IDEM no Serviço Público.
As coisas só acontecem por que não são punidas e quando são, aparece um Ministro da vida para desfazer o que foi feito. E ainda tem que o dê apoio a tal ministro.
E por que estou aludindo tudo isso? Por que volto a bater na velha tecla que o grande problema do Brasil é a falta de PATRIOTISMO.
Resta, meu caro, a moicanos como eu, como vc (deve ser), acreditar que ainda tem jeito, pois se não tiver, temos de dar um jeito.
Não acredito que o Brasil não tenha jeito.
Não acredito que as instituições estão falidas.
Não acredito que TODOS são corruptos nem que TODOS são mazelas. Pois se eu faço parte do Serviço Público e nem sou corrupto nem sou mazela então é por que a instituição da qual faço parte não faliu e nem se corrompeu.
Temos é de buscar meios de pressionar a quem de direito para modificar MUITA coisa lá no Congresso Nacional, lá no Judiciário e em todas as outras instituições que estão merecendo mudanças drásticas.
E temos de brigar para voltar certas cadeiras que há muito foram esquecidas na educação. Não tenho dúvida que teve um cunho político para acabar tais cadeiras que citei acima.
Faça uma pergunta na sua sala de trabalho e veja quantos sabem o Hino Nacional completo, ao pé da letra. Se houver 2 ou 3 que respondam, a esses pergunte pelo Hino a Bandeira, ou o Hino de Proclamação da República. Coisa básica. Não vá pergunta qual é a capital de Roraima e a de Rondônia que ainda hoje tem quem se enrole com isso. Você ficaria besta com certas perguntas sobre o Brasil. Exemplo básico, perguntei a um colega que era aluno de Direito na época lá numa Universidade famosa de São Paulo de que estado João Pessoa era a capital. A resposta foi Maranhão.
Daí fica fácil ver quem respeita as reuniões e desliga o celular, quem chega na hora, quem não dá dinheiro a guarda para não ser multado, quem não fica conversando besteira em sala de aula e quem acredita que o Brasil tenha jeito.
Se você não cuida do que ama então você não ama. É fácil e básico e vale para tudo. Para sua mulher, para seus filhos, para seus pais, para seu cachorro e até para seu carro.
De fato Adriano deve acabar com as Generalizações.
Ontem e Hoje ele voltou a fazer-lo. Pode ser que por ele está estudando tanto a política brasileira esteja de fato muito revoltado com tudo que vê e escuta.
Mas pode ter certeza que eu não me sinto nem um pouco desestimulado com o sistema. Pelo contrário, são devido as falhas dele que sinto uma vontade maior em lutar para cumprir com meu dever e tentar muda-lo.
E como já disse a colegas: Não sou de outro país e nem sou de outro mundo. Sou simplesmente um brasileiro e como tal não desisto nunca.
Abraço
24 Abril 2009 às 21:09
OK!! MAS TUA FORMA DE PENSAR É EXCEÇÃO!!!!!
24 Abril 2009 às 21:23
Minha intenção é torna-la regra.
Por isso debato.
Abraço