Instituto Maurício de Nassau

15 de Julho de 2010
Autor Isabel França - Postado em Eleições 2010 |

Recife x Arcoverde: dois mundos eleitorais?

 

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Por Aldo Ramos Filho - Auditor fiscal do tesouro Estadual - aldo.ramosfilho@gmail.com

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Duas pesquisas recentes, realizadas em Arcoverde, pelo Instituto de Pesquisas Científicas de Pernambuco (IPEC) e no Recife, pela Exatta, em datas próximas (27-29 de junho e 29 de maio e 10 de junho, respectivamente), revelam duas situações bastante díspares, ensejando uma reflexão sobre a realidade política do Estado.

Em Arcoverde, na disputa pelo Governo, Eduardo (PSB) tem o dobro das intenções de votos diante de Jarbas (PMDB dissidente): 58% contra 26%. Na capital, a distância entre os dois é bastante menor: Eduardo 48% e Jarbas 42%. A atenção que o governo Eduardo tem dedicado ao interior, juntamente com uma percepção de que a situação econômica é boa, além da adesão em massa de prefeitos, explicam a vantagem por ele obtida.

Num cenário de que a tendência verificada em Arcoverde possa ser extrapolada para o interior, a estratégia de Jarbas deverá explorar meios de reforçar sua boa imagem e a memória de seu bem sucedido governo, ao mesmo tempo em que tentará desqualificar a administração de Eduardo, vez que na capital a disputa deverá ser mais acirrada, dada a pequena diferença de intenções de voto entre os dois.

O curioso é que em Arcoverde, em se tratando do Senado, Marco Maciel (DEM) sai na frente com 48%, contra Armando Monteiro (PTB governista) com 35% e Humberto Costa (PT) com 31%, enquanto Jungmann (PPS - oposição) registra apenas 12%. Esta composição “hibrida” de intenção de voto (Eduardo/Maciel), pode ser explicada por dois fatores: a percepção de um bom governo de Eduardo ao lado de uma imagem de seriedade, competência política e “ficha limpa” de Maciel. No caso, não parece que ideologia ou preferência partidária jogue algum papel importante: eleitores votam em pessoas, não em partidos, o que é uma característica de nossa cultura política. Os 31% de Humberto, bem próximo de Armando, seguem a tendência geral de associação dos dois a Eduardo. Quanto a Jungmann, trata-se de um político essencialmente urbano, sem raízes no interior, salvo quanto aos fiéis ao antigo PCB – voto ideológico.


Já na capital, a pesquisa da Exatta, além dos 48% x 42% entre Eduardo e Jarbas, revela que, para o Senado, Humberto Costa detém 48% das intenções de voto, Armando 18%, Maciel 44% e Jungmann 20% (à época da pesquisa Jungmann não estava “oficializado” como candidato).  Com Armando e Jungmann praticamente empatados, a disputa principal poderá dar-se entre Humberto e Maciel. A ligeira vantagem de Humberto sobre Maciel (4 ponto percentuais), pode nada significar dependendo da margem de erro da pesquisa, Tem-se assim, na capital, diferentemente de Arcoverde, um quadro de indefinição inicial: qualquer cenário é possível: tanto Eduardo pode ser eleito carregando consigo os dois senadores aliados, como podem ser eleitos dois senadores de coligações distintas; do mesmo modo, Jarbas pode se eleger juntamente com seus dois candidatos, como pode também ter que conviver com um senador oposicionista. Convém lembrar, também, que na capital preferência partidária e voto ideológico têm, historicamente, peso significativo.

É claro que ainda é cedo para previsões mais precisas de tendências, para o que se necessitará de uma série maior de pesquisas. Além disso, a campanha só se iniciou agora e o Guia Eleitoral (que pode desequilibrar a disputa) só entra no ar em meados de agosto. Além disso, Arcoverde não é todo o interior e a Região Metropolitana do Recife tende, naturalmente, a ser o fiel da balança.

3 comentário registrados to “Recife x Arcoverde: dois mundos eleitorais?”

  1. diego fernandes comentou:

    olha eu dizer que edurdo campos pra mim é melhor governador de todos os tempos!

  2. diego fernandes comentou:

    jarbas foi um fracasso só sabia fazer pistas e,pois eduardo reduziu a taxa de homicidios,está bom na educação,na segurança e todos lembram que jarbas vendeu a celpe no seu mandato.

  3. Eduardo Maciel comentou:

    Não consigo enxergar Marco Maciel como exemplo de lissura, consigo vê-lo como exemplo de total apatia politíca de um homem (nome) criado pelo sistema ditatorial e que astutamente consegue maquiar sua incompetência. Espero que pernambuco não se esqueça do nosso EX Vice Preseidente que nada fez por Pernambuco

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